Casa Espírita Missionários da Luz – Mocidade1 – 09/10/2009
Tema: A Ciência e a Prova da Existência dos Espíritos
Objetivos:
Analisar o conceito de ciência, fazendo um comparativo entre a ciência espírita e seu objeto de estudo, e as demais ciências;
Perceber que as ciências relacionadas ao mundo material não tem autoridade para avaliar a existência do Espírito, pois essa matéria não está em seu escopo de estudo.
Bibliografia:
Cap. Oposição da Ciência no Livro “O Que é o Espiritismo”;
O Livro dos Médiuns, Cap. II - Do Maravilhoso e do Sobrenatural, item 12; Cap III – Do Método, item 31.
Idéias Básicas:
Não se pode dar à Ciência atual o direito de conferir credibilidade a existência ou não do mundo espiritual e sua influência sobre nós e vice-versa. Seu Julgamento não poderá ter valor algum, pois seus instrumentos alcanças somente a matéria bruta.
“Em lógica elementar, para se discutir uma coisa, preciso se faz conhecê-la, porquanto a opinião de um crítico só tem valor, quando ele fala com perfeito conhecimento de causa. Então, somente, sua opinião, embora errônea, poderá ser tomada em consideração Que peso, porém, terá quando ele trata do que não conhece? A legitima crítica deve demonstrar, não só erudição, mas também profundo conhecimento do objeto que versa, juízo reto e imparcialidade a toda prova, sem o que, qualquer menestrel poderá arrogar-se o direito de julgar Rossini e um pinta-monos o de censurar Rafael. ” (O Livro dos Médiuns, Cap. II - Do Maravilhoso e do Sobrenatural , item 12)
“No Espiritismo, temos que lidar com inteligências que gozam de liberdade e que a cada instante nos provam não estar submetidas aos nossos caprichos. Cumpre, pois, observar, aguardar os resultados e colhê-los à passagem. “O Livro dos Médiuns, Cap III – Do Método, item 31).
Desenvolvimento:
1.Momento Espírita – preparação do ambiente
2.Prece inicial
3.Motivação inicial: jogo de equilíbrio com os jovens: sentarem em círculo, um com a cabeça encostada nos joelhos do colega de lado e ir tirando as cadeiras uma a uma. Eles devem ficar com as costas retas para não cairem.
4.Analisar a experiência e as leis físicas envolvidas e introduzir o tema da aula.
5.Perguntar aos jovens o que é ciência? Quem pode dar uma definição desse termo?
Deixar que respondam e oferecer então, a definição, em cartaz:
No seu sentido mais amplo, ciência (do Latim scientia, significando "conhecimento") refere-se a qualquer conhecimento ou prática sistemática. Num sentido mais restrito, ciência refere-se a um sistema de adquirir conhecimento baseado no método científico, assim como ao corpo organizado de conhecimento conseguido através de tal pesquisa. (Wikipédia)
6.Entregar a cada evangelizando um tira de papel com a definição de diversas ciências.
Pedir que cada um leia silenciosamente a definição recebida, e procure identificar:
O objeto de estudo;
A abrangência.
7.Pedir que cada um, por vez, leia sua definição e a identificação que fez do objeto de estudo da ciência e sua abrangência.
8.Perguntar então: O que é o Espiritismo, no seu aspecto científico?
Deixar que respondam e oferecer então, a definição, em cartaz:
O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal. (Allan Kardec, em “O que é o Espíritismo”, Preâmbulo”)
9.Como pode a ciência oficial, acadêmica, comprovar a existência do Espírito?
Deixar que debatam a idéia e fechar o conceito de que para comprovar a Existência do Espírito é preciso ter uma metodologia de pesquisa que considere os Espíritos, inteligências que tem vontade própria, e não se utilizar dos processos de pesquisa da ciência que trata o mundo físico.
Assim, não é do escopo da ciência oficial atual, comprovar a existência do Espírito.
10.Dar cópias do trecho de O que é o Espiritismo, Cap 1, Oposição da Ciência, para leitura em conjunto, e discussão de cada parágrafo. (anexo).
11.Prece final
12.Avaliação:
A motivação inicial surtiu bons resultados e movimentou a turma, possibilitando uma introdução natural no tema da aula, que foi desenvolvida com participação dos jovens.
Não deu tempo para trabalhar o texto de “O Que é o Espiritismo”.
13.Anexos –
Geologia é a ciência que estuda a Terra, sua composição, estrutura, propriedades físicas, história e os processos que lhe dão forma. É uma das ciências da Terra. (Wikipédia)
A Geografia é uma ciência,que tem como objeto de estudo o espaço, também é concebida como o estudo da superfície terrestre, da distribuição espacial e das relações recíprocas dos fenômenos físicos, biológicos e sociais que nela se manifestam. (Wikipédia)
A Astronomia é a ciência que estuda o Universo, numa tentativa de perceber a sua estrutura e evolução. A Astronomia moderna, utiliza muitas vezes a Física para compreender os fenómenos que se observam no Universo, designando-se então Astrofísica. www.portaldoastronomo.org
Química é a ciência que trata das substâncias da natureza, dos elementos que a constituem, de suas características, propriedades combinatórias, processos de obtenção, suas aplicações e sua identificação. Estuda a maneira pela qual os elementos se ligam e reagem entre si, bem como a energia desprendida ou absorvida durante estas transformações. (Wikipédia)
Física é a ciência que estuda os fenômenos naturais, ou seja, tudo o que ocorre ao nosso redor. Trata dos componentes fundamentais do Universo, as forças que eles exercem e os resultados destas forças. O termo vem do grego φύσις (physis), que significa natureza, pois nos seus primórdios ela estudava, indistintamente, muitos aspectos do mundo natural. A Física difere da Química, ao lidar menos com substâncias específicas e mais com a matéria exata em geral, embora existam áreas que se cruzem, como a Físico-química (intimidade da matéria). Dessa forma, os físicos estudam uma vasta gama de fenômenos físicos, em diversas escalas de comprimento: das partículas subatômicas, das quais toda a matéria é originada, até o comportamento do universo material como um todo (Cosmologia). (Wikipédia)
A biologia é o ramo da Ciência que estuda os seres vivos (do grego βιος - bios = vida e λογος - logos = estudo, ou seja o estudo da vida). Debruça-se sobre o funcionamento dinâmico dos organismos desde uma escala molecular subcelular até o nível populacional e interacional, tanto intraespecíficamente quanto interespecíficamente, bem como a interação da vida com seu ambiente físico-químico. (Wikipédia)
A matemática (do grego máthēma (μάθημα): ciência, conhecimento, aprendizagem; mathēmatikós (μαθηματικός): apreciador do conhecimento) é a ciência do raciocínio lógico e abstrato. (Wikipédia)
Antropologia é a ciência preocupada em estudar o homem e a humanidade de maneira totalizante, ou seja, abrangendo todas as suas dimensões. (Wikipédia)
Antropologia: Ciência que trata dos aspectos biológicos do homem e de seu comportamento como membro de uma sociedade. (www.discoverynaescola.com)
A Sociologia é uma das ciências humanas que estuda a sociedade, ou seja, estuda o comportamento humano em função do meio e os processos que interligam os indivíduos em associações, grupos e instituições. Compreender as diferentes sociedades e culturas é um dos objetivos da sociologia. (Wikipédia)
Psicologia "é a ciência que estuda o comportamento (tudo o que um organismo faz) e os processos mentais (experiências subjetivas inferidas através do comportamento)".O principal foco da psicologia se encontra no indivíduo, em geral humano, mas o estudo do comportamento animal para fins de pesquisa e correlação, na área da psicologia comparada, também desempenha um papel importante. (Wikipédia)
A Pedagogia é a ciência ou disciplina cujo objetivo é a reflexão, ordenação, a sistematização e a crítica do processo educativo. (Wikipédia)
O Que é o Espiritismo – Oposição da Ciência
V. — Admito perfeitamente que eles não sejam infalíveis; mas não é menos verdade que, em virtude do seu saber, sua opinião vale alguma coisa, e que, se ela estivesse do vosso lado, daria grande peso ao vosso sistema.
A. K. — Concordai, também, que ninguém pode ser bom juiz naquilo que está fora da sua competência.
Se quiserdes edificar uma casa, confiareis esse trabalho a um músico?
Se estiverdes enfermo, far-vos-eis sangrar por um arquiteto?
Quando estais a braços com um processo, ides consultar um dançarino?
Finalmente, quando se trata de uma questão de teologia, alguém irá pedir a solução a um químico ou a um astrônomo?
Não; cada um tem a sua especialidade.
As ciências vulgares repousam sobre as propriedades da matéria, que se pode, à vontade, manipular; os fenômenos que ela produz têm por agentes forças materiais.
Os do Espiritismo têm, como agentes, inteligências que têm independência, livre-arbítrio e não estão sujeitas aos nossos caprichos; por isso eles escapam aos nossos processos de laboratório e aos nossos cálculos, e, desde então, ficam fora dos domínios da ciência propriamente dita.
A Ciência enganou-se quando quis experimentar os Espíritos, como experimenta uma pilha voltaica; foi mal sucedida como devia sê-lo, porque agiu visando uma analogia que não existe; e depois, sem ir mais longe, concluiu pela negação, juízo temerário que o tempo se encarregou de ir emendando diariamente, como já tem emendado outros; e, àqueles que o preferiram, restará a vergonha do erro de se haverem levianamente pronunciado contra o poder infinito do Criador.
As corporações sábias não podem nem jamais poderão pronunciar-se nesta questão; ela está tão fora dos limites do seu domínio como a de decretar se Deus existe ou não; é, pois, um erro fazê-las juiz dela.
O Espiritismo é uma questão de crença pessoal que não pode depender do voto de uma assembléia, porque esse voto, embora lhe fosse favorável, não tem o poder de forçar convicções.
Material sobre evangelização espírita infanto-juvenil da Casa Espírita Missionários da Luz - Curitiba - PR.
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segunda-feira, 12 de outubro de 2009
domingo, 28 de junho de 2009
Deixai Vir a Mim as Criancinhas
III Ciclo e Pré-Mocidade – 26/06/2009
Tema da aula: A pureza do coração
Objetivos
Explicar à luz do Evangelho de Jesus o verdadeiro significado de sermos aceitos no Reino de Deus pela pureza do nosso coração através das atitudes do cotidiano que nos auxiliarão a progredir moral e espiritualmente.
Bibliografia:
- Cap.VIII ESE – “Bem-aventurados os puros de coração. Deixai vir a mim as criancinhas“.
- O Livro dos Espíritos pergs: 208, 383, 625.
Desenvolvimento:
Prece inicial: 05´
1. Incentivo Inicial: Acerte a frase ... (10’)
Brincar de jogo da vida e pedir ajuda da sala pra montar a frase “Bem aventurados os puros de coração porque eles verão a Deus”.
2 . Vamos brincar de Stop? (30’)
Distribuir uma folha de papel pra cada um e combinar com eles que a cada palavra eles escreverão o que vem à sua cabeça até que a gente fale STOP.
Alegria, desânimo, amizade, preguiça, ajuda, educação, fé, doença, tristeza, fofoca, harmonia, prece, humildade, pureza, reclamação, qualidade, amor, respeito
Estes significados ficarão guardados com cada um para servir de reflexão para a atividade de fixação.
3. Entendendo o Evangelho:
Introduzir o tema da aula trazendo a pergunta sobre o Sermão da Montanha e falar sobre esta passagem, sua importância e focar nesta Bem aventurança “puros de coração”, bem como seu significado (Aventurança, Pureza de coração etc).
Expor no quadro a passagem “vinde a mim os pequeninos...” ( São Marcos, cap. X, v. de 13 a 16) e pedir ajuda para interpretá-la trazendo a leitura para nosso mundo hoje.
Instigá-los a participar com as peguntas:
- As crianças são puras?
- Jesus disse que o Reino dos Céus é para as crianças?
- O que é pureza?
- Como termos um coração puro?
Explicar o significado das palavras do trecho lido:
Criança: símbolo de pureza que nos traz a lembrança da nossa missão enquanto espírito nesta encarnação. Temos no corpo físico a fragilidade, meiguice e inocência que nos dão a oportunidade de aprender, se redimir, ser humilde enquanto “aprendizes da vida”; crianças no corpo, mas Espíritos com muitas vivências.
Reino dos Céus: atingir o mundo celestial. Temos que progredir bastante para sermos merecedores desta morada. Temos a eternidade para chegar lá; então é preciso começar agora porque o tempo passa muito rápido.
O Reino dos Céus representa o estado de paz interior e plenitude a que todos chegaremos quando formos puros de coração.
Pureza: ausência de maldade, de vícios. Um coração puro, é isento de todo o mal.
Para facilitar a compreensão, fazer analogia com um copo sujo de barro, que colocamos embaixo de uma torneira de água limpa: o que acontece? O copo vai ficando limpo. E se ao mesmo tempo em que jogamos água limpa, jogamos também lodo?
Exemplo de pureza: Jesus Cristo. Obviamente estamos bastante distantes de atingirmos a perfeição, nobreza e pureza de sentimentos como o Amado Mestre; no entanto, todas as vezes que tivermos dúvidas, voltemos nossos pensamentos ao nosso anjo de guarda e perguntemos “se eu fosse Jesus, como agiria ?” Esta atitude pode evitar atitudes que possam causar tristeza, dor, egoísmo, arrependimento etc. Quem na nossa vida temos como exemplo de ter um coração puro, desejar e fazer o bem ao próximo, tolerar os erros do outro, ser amigo de verdade, perdoar ?
4. Fixação: Cartão de dicas... (20´)
Que tal agora fazermos uma reflexão juntos sobre “Como eu deveria agir para ter um coração mais puro e evitar ações que me afastem desta reforma ?”
Quais seriam as ações que são como a água cristalina que limpa o copo (nosso coração)?
Que ações/pensamentos/sentimentos são como o lodo (impurezas) que sujam o copo?
Sugestão:
Levar em folha A4, dobrada em forma de cartão, um Cartão com os dizeres: “Eu devo” e “Eu não Posso”.
Pedir para que cada um preencha seu cartão, fazendo uma reflexão individual sobre si mesmo, pois nossas impurezas variam em relação aos nossos colegas. Reforçar com eles, que:
- “Eu devo” é aquilo que ainda não faço, mas deveria fazer, para purificar meu coração;
- “Eu não posso” é aquilo que ainda faço, que devo lutar para deixar de fazer (as impurezas de meu coração).
Pedir que vejam o que escreveram na brincadeira inicial do STOP, pois como disse Jesus, a boca fala do quem tem o coração. O que faz impuro o homem é o que sai pela boca...
Prece final: 03´
Avaliação:
Aula dada a 11 evangelizandos: 6 meninas e 5 meninos, com muita participação e agito! Ficaram em silêncio no STOP e na elaboração do cartão.
O jogo da Vida foi feito em forma de meninos x meninas, a pedido deles.
Foi muito boa a reflexão e participação deles. Vendo alguns cartões, percebi que eles, de fato, fizeram a reflexão individual sobre seus vícios e necessidades de transformação em virtudes.
Anexos:
Frase para o Jogo da Vida (variação do jogo da Forca, onde o bonequinho é gerado a cada acerto) – levar em cartaz:
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Artigo do JORNAL FRATERNIDADE - Edição nº 11 - Ano II - SET-OUT/2003
"JESUS - O maior educador que já passou pela Terra.???
Iniciaremos nossa reflexão com a pergunta 383 de O Livro dos Espíritos: Qual é para o Espírito, a utilidade de passar pela infância? Resp. - Encarnando -se com o fim de se aperfeiçoar, o Espírito é mais acessível, durante esse tempo, as impressões que recebem podem ajudar o seu adiantamento, para o qual devem contribuir os que estão encarregados da sua educação.
A infância é a principal fase para a Educação da criança. Ela renasce no mundo corpóreo com o objetivo de compreender a si mesma, no mundo que a cerca, corrigir erros do passado, superar seus próprios defeitos e desenvolver sua potencialidade interior, ou seja, sua essência Divina dando prosseguimento ao seu processo evolutivo. O período da infância no ser humano é maior do que em qualquer outro animal possibilitando assim, que os pais tenham mais e melhores oportunidades de incutir nos pequeninos bons hábitos, ampliar as qualidades morais, aprimorando sua conduta social e especialmente ofertando direcionamento religioso. Os pais necessitam conhecer as características de cada fase do desenvolvimento infantil para que possam atuar mais positivamente, pois juntamente com essas características o Espírito que reinicia a sua aprendizagem no mundo traz ao renascer uma bagagem de experiências adquiridas em vidas passadas e com esses conhecimentos eles podem detectar mais facilmente o que precisa ser trabalhado nos filhos.
A pergunta 208 do Livro dos Espíritos amplia ainda mais nossa reflexão: O Espírito dos pais não exerce influencia sobre o do filho após o nascimento? Resp.- Exerce, e muito, pois como já dissemos, os Espíritos devem concorrer para o progresso recíproco. Pois bem: o Espírito dos pais tem a missão de desenvolver o dos filhos pela educação: isso é para ele uma tarefa. Se nela falhar, será culpado.
. Como podemos verificar, a participação dos pais no processo evolutivo dos filhos é fundamental, pois os mesmos têm como missão educar o Espírito que retorna - influenciando - o com amor, carinho e cuidados, direcionando-o ao caminho do bem.
Para concluir vamos relembrar a pergunta 625 do Livro dos Espíritos: Qual é o tipo mais perfeito que Deus ofereceu ao homem, para lhe servir de guia e modelo? Resp.: Vede Jesus.
A base para o cumprimento da tarefa redentora de educar o Espírito deverá ser o Nosso Senhor Jesus Cristo e seus ensinamentos, pois o Divino Mestre, como afirmou os Espíritos superiores, é o maior educador que já passou pelo planeta Terra exemplificando o amor.
Um lar onde exista a presença de Jesus e do seu Evangelho, o diálogo sincero e construtivo, respeito mútuo, o equilíbrio entre o amor-autoridade da mãe e a autoridade-amor do pai, faz com que a criança confie no direcionamento daqueles que são responsáveis pela sua educação, auxiliando assim no seu desenvolvimento integral e harmonioso. Que Jesus nos ampare nessa missão e que jamais nos esqueçamos do apelo do Divino Mestre: "Deixai vir a mim as criancinhas"
Rose Zeferino
Tema da aula: A pureza do coração
Objetivos
Explicar à luz do Evangelho de Jesus o verdadeiro significado de sermos aceitos no Reino de Deus pela pureza do nosso coração através das atitudes do cotidiano que nos auxiliarão a progredir moral e espiritualmente.
Bibliografia:
- Cap.VIII ESE – “Bem-aventurados os puros de coração. Deixai vir a mim as criancinhas“.
- O Livro dos Espíritos pergs: 208, 383, 625.
Desenvolvimento:
Prece inicial: 05´
1. Incentivo Inicial: Acerte a frase ... (10’)
Brincar de jogo da vida e pedir ajuda da sala pra montar a frase “Bem aventurados os puros de coração porque eles verão a Deus”.
2 . Vamos brincar de Stop? (30’)
Distribuir uma folha de papel pra cada um e combinar com eles que a cada palavra eles escreverão o que vem à sua cabeça até que a gente fale STOP.
Alegria, desânimo, amizade, preguiça, ajuda, educação, fé, doença, tristeza, fofoca, harmonia, prece, humildade, pureza, reclamação, qualidade, amor, respeito
Estes significados ficarão guardados com cada um para servir de reflexão para a atividade de fixação.
3. Entendendo o Evangelho:
Introduzir o tema da aula trazendo a pergunta sobre o Sermão da Montanha e falar sobre esta passagem, sua importância e focar nesta Bem aventurança “puros de coração”, bem como seu significado (Aventurança, Pureza de coração etc).
Expor no quadro a passagem “vinde a mim os pequeninos...” ( São Marcos, cap. X, v. de 13 a 16) e pedir ajuda para interpretá-la trazendo a leitura para nosso mundo hoje.
Instigá-los a participar com as peguntas:
- As crianças são puras?
- Jesus disse que o Reino dos Céus é para as crianças?
- O que é pureza?
- Como termos um coração puro?
Explicar o significado das palavras do trecho lido:
Criança: símbolo de pureza que nos traz a lembrança da nossa missão enquanto espírito nesta encarnação. Temos no corpo físico a fragilidade, meiguice e inocência que nos dão a oportunidade de aprender, se redimir, ser humilde enquanto “aprendizes da vida”; crianças no corpo, mas Espíritos com muitas vivências.
Reino dos Céus: atingir o mundo celestial. Temos que progredir bastante para sermos merecedores desta morada. Temos a eternidade para chegar lá; então é preciso começar agora porque o tempo passa muito rápido.
O Reino dos Céus representa o estado de paz interior e plenitude a que todos chegaremos quando formos puros de coração.
Pureza: ausência de maldade, de vícios. Um coração puro, é isento de todo o mal.
Para facilitar a compreensão, fazer analogia com um copo sujo de barro, que colocamos embaixo de uma torneira de água limpa: o que acontece? O copo vai ficando limpo. E se ao mesmo tempo em que jogamos água limpa, jogamos também lodo?
Exemplo de pureza: Jesus Cristo. Obviamente estamos bastante distantes de atingirmos a perfeição, nobreza e pureza de sentimentos como o Amado Mestre; no entanto, todas as vezes que tivermos dúvidas, voltemos nossos pensamentos ao nosso anjo de guarda e perguntemos “se eu fosse Jesus, como agiria ?” Esta atitude pode evitar atitudes que possam causar tristeza, dor, egoísmo, arrependimento etc. Quem na nossa vida temos como exemplo de ter um coração puro, desejar e fazer o bem ao próximo, tolerar os erros do outro, ser amigo de verdade, perdoar ?
4. Fixação: Cartão de dicas... (20´)
Que tal agora fazermos uma reflexão juntos sobre “Como eu deveria agir para ter um coração mais puro e evitar ações que me afastem desta reforma ?”
Quais seriam as ações que são como a água cristalina que limpa o copo (nosso coração)?
Que ações/pensamentos/sentimentos são como o lodo (impurezas) que sujam o copo?
Sugestão:
Levar em folha A4, dobrada em forma de cartão, um Cartão com os dizeres: “Eu devo” e “Eu não Posso”.
Pedir para que cada um preencha seu cartão, fazendo uma reflexão individual sobre si mesmo, pois nossas impurezas variam em relação aos nossos colegas. Reforçar com eles, que:
- “Eu devo” é aquilo que ainda não faço, mas deveria fazer, para purificar meu coração;
- “Eu não posso” é aquilo que ainda faço, que devo lutar para deixar de fazer (as impurezas de meu coração).
Pedir que vejam o que escreveram na brincadeira inicial do STOP, pois como disse Jesus, a boca fala do quem tem o coração. O que faz impuro o homem é o que sai pela boca...
Prece final: 03´
Avaliação:
Aula dada a 11 evangelizandos: 6 meninas e 5 meninos, com muita participação e agito! Ficaram em silêncio no STOP e na elaboração do cartão.
O jogo da Vida foi feito em forma de meninos x meninas, a pedido deles.
Foi muito boa a reflexão e participação deles. Vendo alguns cartões, percebi que eles, de fato, fizeram a reflexão individual sobre seus vícios e necessidades de transformação em virtudes.
Anexos:
Frase para o Jogo da Vida (variação do jogo da Forca, onde o bonequinho é gerado a cada acerto) – levar em cartaz:
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Artigo do JORNAL FRATERNIDADE - Edição nº 11 - Ano II - SET-OUT/2003
"JESUS - O maior educador que já passou pela Terra.???
Iniciaremos nossa reflexão com a pergunta 383 de O Livro dos Espíritos: Qual é para o Espírito, a utilidade de passar pela infância? Resp. - Encarnando -se com o fim de se aperfeiçoar, o Espírito é mais acessível, durante esse tempo, as impressões que recebem podem ajudar o seu adiantamento, para o qual devem contribuir os que estão encarregados da sua educação.
A infância é a principal fase para a Educação da criança. Ela renasce no mundo corpóreo com o objetivo de compreender a si mesma, no mundo que a cerca, corrigir erros do passado, superar seus próprios defeitos e desenvolver sua potencialidade interior, ou seja, sua essência Divina dando prosseguimento ao seu processo evolutivo. O período da infância no ser humano é maior do que em qualquer outro animal possibilitando assim, que os pais tenham mais e melhores oportunidades de incutir nos pequeninos bons hábitos, ampliar as qualidades morais, aprimorando sua conduta social e especialmente ofertando direcionamento religioso. Os pais necessitam conhecer as características de cada fase do desenvolvimento infantil para que possam atuar mais positivamente, pois juntamente com essas características o Espírito que reinicia a sua aprendizagem no mundo traz ao renascer uma bagagem de experiências adquiridas em vidas passadas e com esses conhecimentos eles podem detectar mais facilmente o que precisa ser trabalhado nos filhos.
A pergunta 208 do Livro dos Espíritos amplia ainda mais nossa reflexão: O Espírito dos pais não exerce influencia sobre o do filho após o nascimento? Resp.- Exerce, e muito, pois como já dissemos, os Espíritos devem concorrer para o progresso recíproco. Pois bem: o Espírito dos pais tem a missão de desenvolver o dos filhos pela educação: isso é para ele uma tarefa. Se nela falhar, será culpado.
. Como podemos verificar, a participação dos pais no processo evolutivo dos filhos é fundamental, pois os mesmos têm como missão educar o Espírito que retorna - influenciando - o com amor, carinho e cuidados, direcionando-o ao caminho do bem.
Para concluir vamos relembrar a pergunta 625 do Livro dos Espíritos: Qual é o tipo mais perfeito que Deus ofereceu ao homem, para lhe servir de guia e modelo? Resp.: Vede Jesus.
A base para o cumprimento da tarefa redentora de educar o Espírito deverá ser o Nosso Senhor Jesus Cristo e seus ensinamentos, pois o Divino Mestre, como afirmou os Espíritos superiores, é o maior educador que já passou pelo planeta Terra exemplificando o amor.
Um lar onde exista a presença de Jesus e do seu Evangelho, o diálogo sincero e construtivo, respeito mútuo, o equilíbrio entre o amor-autoridade da mãe e a autoridade-amor do pai, faz com que a criança confie no direcionamento daqueles que são responsáveis pela sua educação, auxiliando assim no seu desenvolvimento integral e harmonioso. Que Jesus nos ampare nessa missão e que jamais nos esqueçamos do apelo do Divino Mestre: "Deixai vir a mim as criancinhas"
Rose Zeferino
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Aula,
III Ciclo,
Pureza de Coração
sábado, 27 de junho de 2009
Perda de Pessoas Amadas
Casa Espírita Missionários da Luz – III Ciclo e Pré-Mocidade – 12/06/2009
Tema: Perda de pessoas amadas - Sacrifício da própria vida
Objetivos:
Explicar a naturalidade do desencarne como processo normal do espírito eterno, sendo Deus o Pai amoroso e sábio que nos afasta momentaneamente dos entes queridos.
Bibliografia:
E.S.E., Cap.V - “Perda de pessoas amadas - Sacrifício da própria vida”, ítens 21 e 29
Desenvolvimento:
1.Prece Inicial – solicitar a uma das crianças;
Incentivo Inicial: Como você se sentiria se ... (10’)
Distribuir papéis e pedir para cada um escrever algo que gosta muito e alguém que ama de verdade.
Depois pedir para eles falarem qual sentimento lhes traz se perderem este algo.
E se estiverem afastados deste alguém?
Desenvolvimento: Conversando sobre o PERDA DE ENTES QUERIDOS (30’)
Vamos brincar de “RODA VIVA”? (Todos de pé, em roda, fazendo as perguntas e respondendo):
- Alguém aqui já perdeu algum amigo ? Nunca mais o viu ? Se afastou dele ?
- E algum parente ? Já se afastou dele para sempre ?
- O que significa a palavra MORTE para você ?
A morte ou desencarne é apenas uma separação do corpo físico porque a verdadeira vida é do Espírito, afinal somos espíritos eternos. Nosso corpo físico é apenas uma ferramenta utilizada para ajudar o Espírito a progredir na sua encarnação aqui na Terra.
Por que algumas pessoas morrem vem velhinhas e outras mais jovens ?
Ligar o tema ao processo reencarnatório de cada espírito (ciclo da vida, aprendizados, escolhas).
Você acha isto justo alguém jovem morrer “ antes do tempo” ? Deus está sendo correto?
Sim. Lembrar que Deus é justo, amoroso e sábio. Nós é que sempre queremos que as coisas sejam do nosso jeito. Tudo tem uma razão de ser. “Nenhuma folha cai de uma árvore sem a vontade do Pai”.
Quais atitudes tomar ao perdermos estes entes queridos ?
Chorar para sempre, brigar com Deus ?
Fazer preces ?
Pedir contato, ajudas ?
É possível receber mensagens de um familiar que desencarnou ?
Como agir diante delas ?
Fundamental ter FÉ em DEUS que Tudo sabe, conhece e faz o melhor para nós, se somos espíritos eternos, estamos aqui de passagem e poderemos atravessar a porta a qualquer momento. É importante identificarmos nossos pontos de melhoria e aproveitarmos o tempo na Terra para desenvolvê-los e progredir. Na hora da viagem, a única “mala” que levaremos será nossa melhoria, boas atitudes, bons pensamentos.
Fixação: Senta que lá vem a estória... As duas irmãs (20´) - Apostila de Evangelização de SP
Vamos ouvir a estória? Contar a estória até o momento do médico.
Dividir a sala em 2 grupos e pedir para que eles montem o final da estória e contem à sala.
Distribuir uma figura com uma porta e pedir para que cada um descreva em um parágrafo o que entendeu sobre a aula.
2.Prece Final
Avaliação:
Foram 08 crianças: Amanda, Letícia Z., Letícia B, Natália, Jonathan, Giulia, Estephanie, Matheus
Eles participaram bastante, trataram o tema com muita naturalidade. Questionaram sobre reencarnação e tinham dúvidas sobre visões, expuseram alguns medos.
Conversamos bastante, fizemos as atividades propostas e quase não queriam ir embora porque estavam entretidos com a atividade final.
Acho que pela energia da turma, poderíamos investir bastante em jogos, atividades interativas pra ganhar a atenção o tempo todo.
Anexos
Tema: Perda de pessoas amadas - Sacrifício da própria vida
Objetivos:
Explicar a naturalidade do desencarne como processo normal do espírito eterno, sendo Deus o Pai amoroso e sábio que nos afasta momentaneamente dos entes queridos.
Bibliografia:
E.S.E., Cap.V - “Perda de pessoas amadas - Sacrifício da própria vida”, ítens 21 e 29
Desenvolvimento:
1.Prece Inicial – solicitar a uma das crianças;
Incentivo Inicial: Como você se sentiria se ... (10’)
Distribuir papéis e pedir para cada um escrever algo que gosta muito e alguém que ama de verdade.
Depois pedir para eles falarem qual sentimento lhes traz se perderem este algo.
E se estiverem afastados deste alguém?
Desenvolvimento: Conversando sobre o PERDA DE ENTES QUERIDOS (30’)
Vamos brincar de “RODA VIVA”? (Todos de pé, em roda, fazendo as perguntas e respondendo):
- Alguém aqui já perdeu algum amigo ? Nunca mais o viu ? Se afastou dele ?
- E algum parente ? Já se afastou dele para sempre ?
- O que significa a palavra MORTE para você ?
A morte ou desencarne é apenas uma separação do corpo físico porque a verdadeira vida é do Espírito, afinal somos espíritos eternos. Nosso corpo físico é apenas uma ferramenta utilizada para ajudar o Espírito a progredir na sua encarnação aqui na Terra.
Por que algumas pessoas morrem vem velhinhas e outras mais jovens ?
Ligar o tema ao processo reencarnatório de cada espírito (ciclo da vida, aprendizados, escolhas).
Você acha isto justo alguém jovem morrer “ antes do tempo” ? Deus está sendo correto?
Sim. Lembrar que Deus é justo, amoroso e sábio. Nós é que sempre queremos que as coisas sejam do nosso jeito. Tudo tem uma razão de ser. “Nenhuma folha cai de uma árvore sem a vontade do Pai”.
Quais atitudes tomar ao perdermos estes entes queridos ?
Chorar para sempre, brigar com Deus ?
Fazer preces ?
Pedir contato, ajudas ?
É possível receber mensagens de um familiar que desencarnou ?
Como agir diante delas ?
Fundamental ter FÉ em DEUS que Tudo sabe, conhece e faz o melhor para nós, se somos espíritos eternos, estamos aqui de passagem e poderemos atravessar a porta a qualquer momento. É importante identificarmos nossos pontos de melhoria e aproveitarmos o tempo na Terra para desenvolvê-los e progredir. Na hora da viagem, a única “mala” que levaremos será nossa melhoria, boas atitudes, bons pensamentos.
Fixação: Senta que lá vem a estória... As duas irmãs (20´) - Apostila de Evangelização de SP
Vamos ouvir a estória? Contar a estória até o momento do médico.
Dividir a sala em 2 grupos e pedir para que eles montem o final da estória e contem à sala.
Distribuir uma figura com uma porta e pedir para que cada um descreva em um parágrafo o que entendeu sobre a aula.
2.Prece Final
Avaliação:
Foram 08 crianças: Amanda, Letícia Z., Letícia B, Natália, Jonathan, Giulia, Estephanie, Matheus
Eles participaram bastante, trataram o tema com muita naturalidade. Questionaram sobre reencarnação e tinham dúvidas sobre visões, expuseram alguns medos.
Conversamos bastante, fizemos as atividades propostas e quase não queriam ir embora porque estavam entretidos com a atividade final.
Acho que pela energia da turma, poderíamos investir bastante em jogos, atividades interativas pra ganhar a atenção o tempo todo.
Anexos
domingo, 7 de junho de 2009
O mal e o remédio - A felicidade não é deste mundo
Casa Espírita Missionários da Luz – III Ciclo e Pré-Mocidade – 05/06/2009
Tema: O mal e o remédio - A felicidade não é deste mundo
Objetivos:
- Identificar a Terra como planeta de provas e expiações, onde ainda existem as aflições;
- Refletir sobre a felicidade como sendo um estado de espírito, paz de consciência;
- Identificar a fé raciocinada, como o remédio de nossos males e aflições.
Bibliografia:
E.S.E., Cap.V - “O Mal e o Remédio”, ítens 19 e 20
Jesus no Lar – Cap. 19 – A Receita da Felicidade
Desenvolvimento:
1.Fazer a apresentação dos novos (evangelizandos e evangelizadoras);
2.Prece Inicial – solicitar a uma das crianças;
3.Perguntar à turma quem sabe dizer qual a classificação que Kardec propôs, de forma didática, para todos os planetas criados por Deus, estações de aprendizado dos Espíritos?
Escrever no quadro as respostas ajudando-os, se necessário: Primitivos, Provas e Expiações, Regeneração, Felizes.
Em qual categoria se enquadra o nosso planeta, a Terra? - debater com eles as características desses tipos de mundo.
Será que podemos ser felizes aqui na Terra?
4.Distribuir papel e lápis à turma e pedir que escrevam, em uma linha, a resposta à pergunta: Como se sentiriam realmente felizes?
5.Depois de escreverem, fazer duplinhas para que um diga ao outro o que respondeu. Dar mais uns minutinhos e pedir que cada dupla apresente sua resposta.
Anotar no quadro as respostas, separando em duas colunas: coisas que são de ordem moral, e as que são materiais.
Debater o tema, fazendo-os perceber que os problemas e dificuldades fazem parte de nosso estágio atual, de nosso processo de desenvolvimento.
==> a felicidade não está baseada em coisas, pois as coisas um dia se vão. Até nosso corpo um dia vai deixar de nos atender!
==> a felicidade é como nos sentimos por dentro, independente do que possa existir ou acontecer a nossa volta. É um estado de espírito!
6.Jesus, na página “A Receita da Felicidade”, do livro Jesus no Lar, fez essa mesma pergunta a Tadeu, um dos seus discípulos, e sabem qual foi a orientação de Jesus depois que Tadeu respondeu?
“ Tadeu, se você procura, então, a alegria e a felicidade do mundo inteiro, proceda para com os outros, como deseja que os outros procedam para com você. E caminhando cada homem nessa mesma norma, muito em breve estenderemos na Terra as glórias do Paraíso.”
==> será quando teremos a Terra transformada em mundo de regeneração.
7.Perguntar: quem sabe qual é o remédio para diminuir as dores e sofrimentos que às vezes nos acontecem, independente de nossa vontade?
Conduzí-los a idéia de qual o remédio para nos dar forças e diminuir a tristeza, é a fé em Deus, em sua proteção diariamente a todos nós.
“Lembrai-vos de que aquele que crê se fortalece com o remédio da fé” - ESE . Cap V - 19
8.Atividade de fixação do conteúdo: Levar quadrados de EVA, tesouras e canetas hidrocor, para que recortem o EVA no formato de um vidro conta-gotas, escrevendo “FÉ” como o nome do remédio.
Para os que tiverem dificuldade em desenhar o conta-gotas, levar modelos em cartolina.
9.Prece Final
Avaliação:
Aula dada a 14 evangelizandos, sendo três novos.
Foi boa a aula, com participação de todos.
A atividade das duplas, foi boa, e mostrou que todos tiveram a mesma percepção: que a virtude da
paciência é necessária para a felicidade. Também apareceu o orgulho e a necessidade de ser mais responsável. Muito boa essa atividade.
Também foi boa a atividade com EVA. Todos gostaram e participaram.
Anexos
Tema: O mal e o remédio - A felicidade não é deste mundo
Objetivos:
- Identificar a Terra como planeta de provas e expiações, onde ainda existem as aflições;
- Refletir sobre a felicidade como sendo um estado de espírito, paz de consciência;
- Identificar a fé raciocinada, como o remédio de nossos males e aflições.
Bibliografia:
E.S.E., Cap.V - “O Mal e o Remédio”, ítens 19 e 20
Jesus no Lar – Cap. 19 – A Receita da Felicidade
Desenvolvimento:
1.Fazer a apresentação dos novos (evangelizandos e evangelizadoras);
2.Prece Inicial – solicitar a uma das crianças;
3.Perguntar à turma quem sabe dizer qual a classificação que Kardec propôs, de forma didática, para todos os planetas criados por Deus, estações de aprendizado dos Espíritos?
Escrever no quadro as respostas ajudando-os, se necessário: Primitivos, Provas e Expiações, Regeneração, Felizes.
Em qual categoria se enquadra o nosso planeta, a Terra? - debater com eles as características desses tipos de mundo.
Será que podemos ser felizes aqui na Terra?
4.Distribuir papel e lápis à turma e pedir que escrevam, em uma linha, a resposta à pergunta: Como se sentiriam realmente felizes?
5.Depois de escreverem, fazer duplinhas para que um diga ao outro o que respondeu. Dar mais uns minutinhos e pedir que cada dupla apresente sua resposta.
Anotar no quadro as respostas, separando em duas colunas: coisas que são de ordem moral, e as que são materiais.
Debater o tema, fazendo-os perceber que os problemas e dificuldades fazem parte de nosso estágio atual, de nosso processo de desenvolvimento.
==> a felicidade não está baseada em coisas, pois as coisas um dia se vão. Até nosso corpo um dia vai deixar de nos atender!
==> a felicidade é como nos sentimos por dentro, independente do que possa existir ou acontecer a nossa volta. É um estado de espírito!
6.Jesus, na página “A Receita da Felicidade”, do livro Jesus no Lar, fez essa mesma pergunta a Tadeu, um dos seus discípulos, e sabem qual foi a orientação de Jesus depois que Tadeu respondeu?
“ Tadeu, se você procura, então, a alegria e a felicidade do mundo inteiro, proceda para com os outros, como deseja que os outros procedam para com você. E caminhando cada homem nessa mesma norma, muito em breve estenderemos na Terra as glórias do Paraíso.”
==> será quando teremos a Terra transformada em mundo de regeneração.
7.Perguntar: quem sabe qual é o remédio para diminuir as dores e sofrimentos que às vezes nos acontecem, independente de nossa vontade?
Conduzí-los a idéia de qual o remédio para nos dar forças e diminuir a tristeza, é a fé em Deus, em sua proteção diariamente a todos nós.
“Lembrai-vos de que aquele que crê se fortalece com o remédio da fé” - ESE . Cap V - 19
8.Atividade de fixação do conteúdo: Levar quadrados de EVA, tesouras e canetas hidrocor, para que recortem o EVA no formato de um vidro conta-gotas, escrevendo “FÉ” como o nome do remédio.
Para os que tiverem dificuldade em desenhar o conta-gotas, levar modelos em cartolina.
9.Prece Final
Avaliação:
Aula dada a 14 evangelizandos, sendo três novos.
Foi boa a aula, com participação de todos.
A atividade das duplas, foi boa, e mostrou que todos tiveram a mesma percepção: que a virtude da
paciência é necessária para a felicidade. Também apareceu o orgulho e a necessidade de ser mais responsável. Muito boa essa atividade.
Também foi boa a atividade com EVA. Todos gostaram e participaram.
Anexos
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III Ciclo,
Justiça das Aflições O mal e o Remédio
domingo, 31 de maio de 2009
Prece
Casa Espírita Missionários da Luz – Pré-Mocidade – 08/05/2009
Tema: Prece
Objetivos:
Conceituar Prece, à luz da Doutrina Espírita;
Identificar os mecanismos que estão presentes na prece;
Reconhecer na prece o intercâmbio com o mundo espiritual superior, e como instrumento de paz e harmonia para o Espirito.
Bibliografia:
O Livro dos Espíritos – CAPÍTULO II, 3a parte, Da Lei de Adoração;
O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XXVII;
Missionários da Luz – André Luiz/Chico Xavier – Cap. 6 – A Oração
Os Mensageiros – André Luiz/Chico Xavier – Cap. 25 – Efeitos da Oração; Cap. 24 – A Prece de Ismália.
Jesus No Lar – A Resposta Celeste – Cap. 28 – Francisco C. Xavier/Neio Lucio
Desenvolvimento:
1.Prece inicial
2.Iniciar distribuindo a frase abaixo em pedaços de cartolina para que sejam colocadas em ordem pelos evangelizandos:
“A prece é a maneira pela qual, através do pensamento expresso ou não em palavras, a criatura se liga ao Criador. É o meio de comunicação com Deus e com os planos mais altos da vida.” (Roteiro – Emmanuel, pt 3, cap.2, perg.659).
3. Levantar com eles, os principais elementos que essa definição de prece nos traz:
meio = pensamento;
emissor = aquele que ora;
receptor = Deus
4.Perguntar quais os benefícios da prece? Deixar que respondam e anotar no quadro as respostas. Reforçar:
- paz e serenidade de espírito; principalmente nas dificuldades, qdo mais precisamos de serenidade;
- sintonia com os nossos amigos espirituais, para melhor percebermos seus conselhos úteis;
- melhor percepção das escolhas a serem feitas no nosso dia-a-dia;
Além de benefícios próprios, também podemos orar por nossos irmãos em Deus.
A prece resolve nossos problemas?
==> não; somente nós próprios podemos resolver nossos problemas; a prece é a luz que nos mostra o que fazer, mas a ação, é nossa!
5.Como acontece a comunicação na prece?-
Fazer comparação com o ar, que leva o som. Como nossa prece atinge seu objetivo?
Pelo fluido cósmico universal, que preenche o universo. (Relembrar a aula de fluidos).
6. Nossas preces são sempre atendidas? Deixar que respondam e depois, dar cópias do texto de Jesus no Lar, com lacunas a serem preenchidas pelos jovens. Depois de preenchidas, pedir que levantem os principais ensinos de Jesus nessa pequena história:
Deus se utiliza de diversos elementos para atender à nossa necessidade: moscas; raios, rio que levou a ponte;
Nem sempre percebemos de imediato, a resposta celeste. Por quê? Por que, normalmente, esperamos que a resposta seja do jeito que pensamos e, nem sempre o jeito que pensamos é o melhor para nós.
É preciso ter fé, confiança na solicitude de Deus.
3.Prece final
Avaliação:
Aula dada para 4 meninas, com boa participação.
As duas atividades propostas foram desenvolvidas com sucesso.
4.Anexos
Palavras a serem utilizadas nas lacunas:
respostas moscas aldeia vigilante respostas
cão casebre regresso branca lobos repouso
cova acolhedora riacho madrugada tempestade
homens solidão dormir salvamento
companheiro choupana malfeitores ponte pântano
rapazinho socorro rogativas relâmpagos travessia
ventania peregrino sítio esconderijo velho serpentes
firmamento acolher temporal tranquilidade viajores
pregador proteção lençol asilo camponeses
tarefa mente tronco anoiteceu Ponte
Jesus no Lar – Cap.28 - A resposta celeste
Solicitando Bartolomeu esclarecimentos quanto às____________ do Alto às súplicas dos___________, respondeu Jesus para elucidação geral:
— Antigo instrutor dos Mandamentos Divinos ia em missão da Verdade Celeste, de uma_________ para outra, profundamente distanciadas entre si, fazendo-se acompanhar de um________ amigo, quando__________, sem que lhe fôsse possível prever o número de milhas que o separavam do destino.
Reparando que a___________ em plena Natureza era medonha, orou, implorando a__________ do Eterno Pai, e seguiu.
Noite fechada e sem luar, percebeu a existência de larga e confortadora_______, à margem da trilha em que avançava, e acariciando o animal que o seguia,________, dispôs-se a deitar-se e______. Começou a instalar-se, pacientemente, mas espessa nuvem de_______ vorazes o atacou, de chofre, obrigando-o a retomar o caminho.
O ancião continuou a jornada, quando se lhe deparou volumoso________, num trecho em que a estrada se bifurcava.________ rústica oferecia passagem pela via principal, e, além dela, a terra parecia sedutora, porque, mesmo envolvida na sombra noturna, semelhava-se a extenso____________ branco.
O santo pregador pretendia ganhar a outra margem, arrastando o___________ obediente, quando a ponte se desligou das bases, estalando e abatendo-se por inteiro.
Sem recursos, agora, para a___________, o velhinho seguiu pelo outro rumo, e, encontrando robusta árvore, ramalhosa e___________, pensou em abrigar-se, convenientemente, porque o____________ anunciava a______________ pelos trovões longínquos. O vegetal respeitável oferecia________ fascinante e seguro no próprio_________ aberto. Dispunha-se ao refúgio, mas a___________ começou a soprar tão forte que o tronco vigoroso caiu, partido, sem remissão.
Exposto então à chuva, o_______________ movimentou-se para diante.
Depois de aproximadamente duas milhas, encontrou um______________ rural, mostrando doce luz por dentro, e suspirou aliviado.
Bateu à porta. O homem ríspido que veio atender foi claro na negativa, alegando que o_______ não recebia visitas à noite e que nao lhe era permitido______________ pessoas estranhas.
Por mais que chorasse e rogasse, o_______________ foi constrangido a seguir além.
Acomodou-se, como pôde, debaixo do______________, nas cercanias da casinhola campestre; no entanto, a breve espaço, notou que o cão, aterrado pelos__________ sucessivos, fugia a uivar, perdendo-se nas trevas.
O________, agora sozinho, chorou angustiado, acreditando-se esquecido por Deus e passou a noite ao relento. Alta______________, ouviu gritos e palavrões indistintos, sem poder precisar de onde partiam.
Intrigado, esperou o alvorecer e, quando o Sol ressurgiu resplandecente, ausentou-se do___________, vindo a saber, por intermédio de______________ aflitos, que uma quadrilha de ladrões pilhara a____________ onde lhe fora negado o asilo, assassinando os moradores.
Repentina luz espiritual aflorou-lhe na______________.
Compreendeu que a Bondade Divina o livrara dos_______________ e que, afastando dele o cão que uivava, lhe garantira a________________________ do pouso.
Informando-se de que seguia em trilho oposto à localidade do destino, empreendeu a marcha de____________, para retificar a viagem, e, junto à____________ rompida, foi esclarecido por um lavrador de que a terra________, do outro lado, não passava de__________ traiçoeiro, em que muitos_______ imprevidentes haviam sucumbido.
O velho agradeceu o_____________ que o Pai lhe enviara e, quando alcançou a árvore tombada, um_______________ observou-lhe que o tronco, dantes acolhedor, era conhecido covil de ______________.
Muito grato ao Senhor que tão milagrosamente o ajudara, procurou a cova onde tentara__________ e nela encontrou um ninho de perigosas____________.
Endereçando infinito reconhecimento ao Céu pelas expressões de variado__________ que não soubera entender, de pronto, prosseguiu adiante, são e salvo, para desempenho de sua__________.
Nesse ponto da curiosa narrativa, o Mestre fitou Bartolomeu demoradamente e terminou:
— O Pai ouve sempre as nossas__________, mas é preciso discernimento para compreender as____________ dEle e aproveitá-las.
Jesus no Lar – Cap.28 - A resposta celeste
Solicitando Bartolomeu esclarecimentos quanto às respostas do Alto às súplicas dos homens, respondeu Jesus para elucidação geral:
— Antigo instrutor dos Mandamentos Divinos ia em missão da Verdade Celeste, de uma aldeia para outra, profundamente distanciadas entre si, fazendo-se acompanhar de um cão amigo, quando anoiteceu, sem que lhe fôsse possível prever o número de milhas que o separavam do destino.
Reparando que a solidão em plena Natureza era medonha, orou, implorando a proteção do Eterno Pai, e seguiu.
Noite fechada e sem luar, percebeu a existência de larga e confortadora cova, à margem da trilha em que avançava, e acariciando o animal que o seguia, vigilante, dispôs-se a deitar-se e dormir. Começou a instalar-se, pacientemente, mas espessa nuvem de moscas vorazes o atacou, de chofre, obrigando-o a retomar o caminho.
O ancião continuou a jornada, quando se lhe deparou volumoso riacho, num trecho em que a estrada se bifurcava. Ponte rústica oferecia passagem pela via principal, e, além dela, a terra parecia sedutora, porque, mesmo envolvida na sombra noturna, semelhava-se a extenso lençol branco.
O santo pregador pretendia ganhar a outra margem, arrastando o companheiro obediente, quando a ponte se desligou das bases, estalando e abatendo-se por inteiro.
Sem recursos, agora, para a travessia, o velhinho seguiu pelo outro rumo, e, encontrando robusta árvore, ramalhosa e acolhedora, pensou em abrigar-se, convenientemente, porque o firmamento anunciava a tempestade pelos trovões longínquos. O vegetal respeitável oferecia asilo fascinante e seguro no próprio tronco aberto. Dispunha-se ao refúgio, mas a ventania começou a soprar tão forte que o tronco vigoroso caiu, partido, sem remissão.
Exposto então à chuva, o peregrino movimentou-se para diante.
Depois de aproximadamente duas milhas, encontrou um casebre rural, mostrando doce luz por dentro, e suspirou aliviado.
Bateu à porta. O homem ríspido que veio atender foi claro na negativa, alegando que o sítio não recebia visitas à noite e que nao lhe era permitido acolher pessoas estranhas.
Por mais que chorasse e rogasse, o pregador foi constrangido a seguir além.
Acomodou-se, como pôde, debaixo do temporal, nas cercanias da casinhola campestre; no entanto, a breve espaço, notou que o cão, aterrado pelos relâmpagos sucessivos, fugia a uivar, perdendo-se nas trevas.
O velho, agora sozinho, chorou angustiado, acreditando-se esquecido por Deus e passou a noite ao relento. Alta madrugada, ouviu gritos e palavrões indistintos, sem poder precisar de onde partiam.
Intrigado, esperou o alvorecer e, quando o Sol ressurgiu resplandecente, ausentou-se do esconderijo, vindo a saber, por intermédio de camponeses aflitos, que uma quadrilha de ladrões pilhara a choupana onde lhe fora negado o asilo, assassinando os moradores.
Repentina luz espiritual aflorou-lhe na mente.
Compreendeu que a Bondade Divina o livrara dos malfeitores e que, afastando dele o cão que uivava, lhe garantira a tranquilidade do pouso.
Informando-se de que seguia em trilho oposto à localidade do destino, empreendeu a marcha de regresso, para retificar a viagem, e, junto à ponte rompida, foi esclarecido por um lavrador de que a terra branca, do outro lado, não passava de pântano traiçoeiro, em que muitos viajores imprevidentes haviam sucumbido.
O velho agradeceu o salvamento que o Pai lhe enviara e, quando alcançou a árvore tombada, um rapazinho observou-lhe que o tronco, dantes acolhedor, era conhecido covil de lobos.
Muito grato ao Senhor que tão milagrosamente o ajudara, procurou a cova onde tentara repouso e nela encontrou um ninho de perigosas serpentes.
Endereçando infinito reconhecimento ao Céu pelas expressões de variado socorro que não soubera entender, de pronto, prosseguiu adiante, são e salvo, para desempenho de sua tarefa.
Nesse ponto da curiosa narrativa, o Mestre fitou Bartolomeu demoradamente e terminou:
— O Pai ouve sempre as nossas rogativas, mas é preciso discernimento para compreender as respostas dEle e aproveitá-las.
Tema: Prece
Objetivos:
Conceituar Prece, à luz da Doutrina Espírita;
Identificar os mecanismos que estão presentes na prece;
Reconhecer na prece o intercâmbio com o mundo espiritual superior, e como instrumento de paz e harmonia para o Espirito.
Bibliografia:
O Livro dos Espíritos – CAPÍTULO II, 3a parte, Da Lei de Adoração;
O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XXVII;
Missionários da Luz – André Luiz/Chico Xavier – Cap. 6 – A Oração
Os Mensageiros – André Luiz/Chico Xavier – Cap. 25 – Efeitos da Oração; Cap. 24 – A Prece de Ismália.
Jesus No Lar – A Resposta Celeste – Cap. 28 – Francisco C. Xavier/Neio Lucio
Desenvolvimento:
1.Prece inicial
2.Iniciar distribuindo a frase abaixo em pedaços de cartolina para que sejam colocadas em ordem pelos evangelizandos:
“A prece é a maneira pela qual, através do pensamento expresso ou não em palavras, a criatura se liga ao Criador. É o meio de comunicação com Deus e com os planos mais altos da vida.” (Roteiro – Emmanuel, pt 3, cap.2, perg.659).
3. Levantar com eles, os principais elementos que essa definição de prece nos traz:
meio = pensamento;
emissor = aquele que ora;
receptor = Deus
4.Perguntar quais os benefícios da prece? Deixar que respondam e anotar no quadro as respostas. Reforçar:
- paz e serenidade de espírito; principalmente nas dificuldades, qdo mais precisamos de serenidade;
- sintonia com os nossos amigos espirituais, para melhor percebermos seus conselhos úteis;
- melhor percepção das escolhas a serem feitas no nosso dia-a-dia;
Além de benefícios próprios, também podemos orar por nossos irmãos em Deus.
A prece resolve nossos problemas?
==> não; somente nós próprios podemos resolver nossos problemas; a prece é a luz que nos mostra o que fazer, mas a ação, é nossa!
5.Como acontece a comunicação na prece?-
Fazer comparação com o ar, que leva o som. Como nossa prece atinge seu objetivo?
Pelo fluido cósmico universal, que preenche o universo. (Relembrar a aula de fluidos).
6. Nossas preces são sempre atendidas? Deixar que respondam e depois, dar cópias do texto de Jesus no Lar, com lacunas a serem preenchidas pelos jovens. Depois de preenchidas, pedir que levantem os principais ensinos de Jesus nessa pequena história:
Deus se utiliza de diversos elementos para atender à nossa necessidade: moscas; raios, rio que levou a ponte;
Nem sempre percebemos de imediato, a resposta celeste. Por quê? Por que, normalmente, esperamos que a resposta seja do jeito que pensamos e, nem sempre o jeito que pensamos é o melhor para nós.
É preciso ter fé, confiança na solicitude de Deus.
3.Prece final
Avaliação:
Aula dada para 4 meninas, com boa participação.
As duas atividades propostas foram desenvolvidas com sucesso.
4.Anexos
Palavras a serem utilizadas nas lacunas:
respostas moscas aldeia vigilante respostas
cão casebre regresso branca lobos repouso
cova acolhedora riacho madrugada tempestade
homens solidão dormir salvamento
companheiro choupana malfeitores ponte pântano
rapazinho socorro rogativas relâmpagos travessia
ventania peregrino sítio esconderijo velho serpentes
firmamento acolher temporal tranquilidade viajores
pregador proteção lençol asilo camponeses
tarefa mente tronco anoiteceu Ponte
Jesus no Lar – Cap.28 - A resposta celeste
Solicitando Bartolomeu esclarecimentos quanto às____________ do Alto às súplicas dos___________, respondeu Jesus para elucidação geral:
— Antigo instrutor dos Mandamentos Divinos ia em missão da Verdade Celeste, de uma_________ para outra, profundamente distanciadas entre si, fazendo-se acompanhar de um________ amigo, quando__________, sem que lhe fôsse possível prever o número de milhas que o separavam do destino.
Reparando que a___________ em plena Natureza era medonha, orou, implorando a__________ do Eterno Pai, e seguiu.
Noite fechada e sem luar, percebeu a existência de larga e confortadora_______, à margem da trilha em que avançava, e acariciando o animal que o seguia,________, dispôs-se a deitar-se e______. Começou a instalar-se, pacientemente, mas espessa nuvem de_______ vorazes o atacou, de chofre, obrigando-o a retomar o caminho.
O ancião continuou a jornada, quando se lhe deparou volumoso________, num trecho em que a estrada se bifurcava.________ rústica oferecia passagem pela via principal, e, além dela, a terra parecia sedutora, porque, mesmo envolvida na sombra noturna, semelhava-se a extenso____________ branco.
O santo pregador pretendia ganhar a outra margem, arrastando o___________ obediente, quando a ponte se desligou das bases, estalando e abatendo-se por inteiro.
Sem recursos, agora, para a___________, o velhinho seguiu pelo outro rumo, e, encontrando robusta árvore, ramalhosa e___________, pensou em abrigar-se, convenientemente, porque o____________ anunciava a______________ pelos trovões longínquos. O vegetal respeitável oferecia________ fascinante e seguro no próprio_________ aberto. Dispunha-se ao refúgio, mas a___________ começou a soprar tão forte que o tronco vigoroso caiu, partido, sem remissão.
Exposto então à chuva, o_______________ movimentou-se para diante.
Depois de aproximadamente duas milhas, encontrou um______________ rural, mostrando doce luz por dentro, e suspirou aliviado.
Bateu à porta. O homem ríspido que veio atender foi claro na negativa, alegando que o_______ não recebia visitas à noite e que nao lhe era permitido______________ pessoas estranhas.
Por mais que chorasse e rogasse, o_______________ foi constrangido a seguir além.
Acomodou-se, como pôde, debaixo do______________, nas cercanias da casinhola campestre; no entanto, a breve espaço, notou que o cão, aterrado pelos__________ sucessivos, fugia a uivar, perdendo-se nas trevas.
O________, agora sozinho, chorou angustiado, acreditando-se esquecido por Deus e passou a noite ao relento. Alta______________, ouviu gritos e palavrões indistintos, sem poder precisar de onde partiam.
Intrigado, esperou o alvorecer e, quando o Sol ressurgiu resplandecente, ausentou-se do___________, vindo a saber, por intermédio de______________ aflitos, que uma quadrilha de ladrões pilhara a____________ onde lhe fora negado o asilo, assassinando os moradores.
Repentina luz espiritual aflorou-lhe na______________.
Compreendeu que a Bondade Divina o livrara dos_______________ e que, afastando dele o cão que uivava, lhe garantira a________________________ do pouso.
Informando-se de que seguia em trilho oposto à localidade do destino, empreendeu a marcha de____________, para retificar a viagem, e, junto à____________ rompida, foi esclarecido por um lavrador de que a terra________, do outro lado, não passava de__________ traiçoeiro, em que muitos_______ imprevidentes haviam sucumbido.
O velho agradeceu o_____________ que o Pai lhe enviara e, quando alcançou a árvore tombada, um_______________ observou-lhe que o tronco, dantes acolhedor, era conhecido covil de ______________.
Muito grato ao Senhor que tão milagrosamente o ajudara, procurou a cova onde tentara__________ e nela encontrou um ninho de perigosas____________.
Endereçando infinito reconhecimento ao Céu pelas expressões de variado__________ que não soubera entender, de pronto, prosseguiu adiante, são e salvo, para desempenho de sua__________.
Nesse ponto da curiosa narrativa, o Mestre fitou Bartolomeu demoradamente e terminou:
— O Pai ouve sempre as nossas__________, mas é preciso discernimento para compreender as____________ dEle e aproveitá-las.
Jesus no Lar – Cap.28 - A resposta celeste
Solicitando Bartolomeu esclarecimentos quanto às respostas do Alto às súplicas dos homens, respondeu Jesus para elucidação geral:
— Antigo instrutor dos Mandamentos Divinos ia em missão da Verdade Celeste, de uma aldeia para outra, profundamente distanciadas entre si, fazendo-se acompanhar de um cão amigo, quando anoiteceu, sem que lhe fôsse possível prever o número de milhas que o separavam do destino.
Reparando que a solidão em plena Natureza era medonha, orou, implorando a proteção do Eterno Pai, e seguiu.
Noite fechada e sem luar, percebeu a existência de larga e confortadora cova, à margem da trilha em que avançava, e acariciando o animal que o seguia, vigilante, dispôs-se a deitar-se e dormir. Começou a instalar-se, pacientemente, mas espessa nuvem de moscas vorazes o atacou, de chofre, obrigando-o a retomar o caminho.
O ancião continuou a jornada, quando se lhe deparou volumoso riacho, num trecho em que a estrada se bifurcava. Ponte rústica oferecia passagem pela via principal, e, além dela, a terra parecia sedutora, porque, mesmo envolvida na sombra noturna, semelhava-se a extenso lençol branco.
O santo pregador pretendia ganhar a outra margem, arrastando o companheiro obediente, quando a ponte se desligou das bases, estalando e abatendo-se por inteiro.
Sem recursos, agora, para a travessia, o velhinho seguiu pelo outro rumo, e, encontrando robusta árvore, ramalhosa e acolhedora, pensou em abrigar-se, convenientemente, porque o firmamento anunciava a tempestade pelos trovões longínquos. O vegetal respeitável oferecia asilo fascinante e seguro no próprio tronco aberto. Dispunha-se ao refúgio, mas a ventania começou a soprar tão forte que o tronco vigoroso caiu, partido, sem remissão.
Exposto então à chuva, o peregrino movimentou-se para diante.
Depois de aproximadamente duas milhas, encontrou um casebre rural, mostrando doce luz por dentro, e suspirou aliviado.
Bateu à porta. O homem ríspido que veio atender foi claro na negativa, alegando que o sítio não recebia visitas à noite e que nao lhe era permitido acolher pessoas estranhas.
Por mais que chorasse e rogasse, o pregador foi constrangido a seguir além.
Acomodou-se, como pôde, debaixo do temporal, nas cercanias da casinhola campestre; no entanto, a breve espaço, notou que o cão, aterrado pelos relâmpagos sucessivos, fugia a uivar, perdendo-se nas trevas.
O velho, agora sozinho, chorou angustiado, acreditando-se esquecido por Deus e passou a noite ao relento. Alta madrugada, ouviu gritos e palavrões indistintos, sem poder precisar de onde partiam.
Intrigado, esperou o alvorecer e, quando o Sol ressurgiu resplandecente, ausentou-se do esconderijo, vindo a saber, por intermédio de camponeses aflitos, que uma quadrilha de ladrões pilhara a choupana onde lhe fora negado o asilo, assassinando os moradores.
Repentina luz espiritual aflorou-lhe na mente.
Compreendeu que a Bondade Divina o livrara dos malfeitores e que, afastando dele o cão que uivava, lhe garantira a tranquilidade do pouso.
Informando-se de que seguia em trilho oposto à localidade do destino, empreendeu a marcha de regresso, para retificar a viagem, e, junto à ponte rompida, foi esclarecido por um lavrador de que a terra branca, do outro lado, não passava de pântano traiçoeiro, em que muitos viajores imprevidentes haviam sucumbido.
O velho agradeceu o salvamento que o Pai lhe enviara e, quando alcançou a árvore tombada, um rapazinho observou-lhe que o tronco, dantes acolhedor, era conhecido covil de lobos.
Muito grato ao Senhor que tão milagrosamente o ajudara, procurou a cova onde tentara repouso e nela encontrou um ninho de perigosas serpentes.
Endereçando infinito reconhecimento ao Céu pelas expressões de variado socorro que não soubera entender, de pronto, prosseguiu adiante, são e salvo, para desempenho de sua tarefa.
Nesse ponto da curiosa narrativa, o Mestre fitou Bartolomeu demoradamente e terminou:
— O Pai ouve sempre as nossas rogativas, mas é preciso discernimento para compreender as respostas dEle e aproveitá-las.
Providência Divina
Casa Espírita Missionários da Luz – Pré-Mocidade – 22/05/2009
Tema: Providência Divina
Objetivos:
- Identificar nos acontecimentos do cotidiano a Providência Divina agindo em nosso auxílio;
- Reconhecer que fatos, às vezes despercebidos, são acontecimentos providenciais pela espiritualidade para nos ajudar a resgatar dívidas e também como oportunidade de progresso e aprendizado.
Bibliografia:
O Livro dos Espíritos – CAPÍTULO II, perg. 704; 4a parte, pergs 963 e 964;
E.S.E., Cap. XXV
A Gênese – Cap. II, itens 20 a 30.
Desenvolvimento:
1.Prece Inicial
2.Fazer o jogo da vida, para que descubram o tema da aula.
3.Levar as frases (pode ser em cartaz, ou em papeizinhos)
“Não seria possível que Deus criasse para o homem a necessidade de viver sem lhe dar os meios de consegui-lo. Se ele não os encontra, é que não os compreende.” (L.E., Questão 704)
Discutir com as jovens, o que entendem dessa afirmativa, perguntando pq então, vemos pessoas com tantas dificuldades até de sobrevivência?
Todas as aparentes injustiças sociais são explicadas pela lei de causa e efeito e pela afirmativa de Jesus – “a cada um segundo as suas obras.” (Mateus, 16:27)
“A sabedoria providencial das leis divinas se revela, assim, nas mais pequeninas coisas, como nas maiores, e essa sabedoria não permite se duvide nem da justiça nem da bondade de Deus. (L.E., Questão 13).
==> o que entendem por essa afirmativa? ==> deixar que se expressem
O que seria a providência divina?
A providência é a solicitude de Deus para com as suas criaturas. Ele está em toda parte, tudo vê, a tudo preside, mesmo às coisas mais mínimas. É nisto que consiste a ação providencial. (...)” (Kardec, A Gênese, Cap II, item 20)
Para estender a sua solicitude a todas as criaturas, não precisa Deus lançar o olhar do alto da imensidade. As nossas preces, para que Ele as ouça, não precisam transpor o espaço, nem ser ditas com voz retumbante, pois que, estando de contínuo ao nosso lado, os nossos pensamentos repercutem nele. Os nossos pensamentos são como os sons de um sino, que fazem vibrar todas as moléculas do ar ambiente.” (A Gênese Cap. II, item 24)
3.Distribuir cópias do trecho de Jesus:
“OBSERVAI OS PÁSSAROS DO CÉU...” (Mt., 6:19-21 e 25-34, in E.S.E., Cap. XXV)
“Não ajunteis tesouros na Terra, onde a ferrugem a os vermes os corroem, onde os ladrões os desenterram e roubam; mas formai tesouros no céu, onde nem a ferrugem, nem os vermes os corroem; porque onde está o vosso tesouro, aí também está o vosso coração.
Por isso eu vos digo: Não vos inquieteis por saber onde achareis do que comer para o sustento da vossa vida, nem de onde tirareis roupa para cobrir o vosso corpo; a vida não é mais que o alimento, e o corpo mais do que a roupa?
Observai os pássaros do céu: eles não semeiam e não colhem, e não amontoam nada nos celeiros, mas vosso Pai celestial os alimenta; não sois muito mais do que eles? E quem é, dentre vós, aquele que pode, com todos os seus cuidados, aumentar à sua estatura a altura de um côvado?
Por que também vos inquietais pela roupa? Observai como crescem os lírios dos campos; eles não trabalham e não fiam; e, entretanto, eu vos declaro que Salomão, mesmo em toda a sua glória, jamais se vestiu como um deles. Se, pois, Deus tem o cuidado de vestir dessa maneira a erva dos campos, que hoje existe e que amanhã será lançada no fogo, quanto mais cuidado terá em vos vestir, oh, homens de pouca fé!
Não vos inquieteis, pois, dizendo: “Que comeremos, ou que beberemos, ou de que nos vestiremos?”, como fazem os pagãos, que procuram todas essas coisas; porque vosso Pai sabe que delas tendes necessidade.
Procurai, pois, primeiramente o reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão dadas por acréscimo. Por isso, não estejais inquietos pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. A cada dia basta o seu mal.”
Pedir que cada jovem leia um trecho e procure dizer o que entendeu.
Explicar as palavras que não são do cotidiano delas.
4.Entregar a cada dupla uma das duas histórias do anexo, para que leiam, discutam entre si procurando a providência divina inserida nos textos, e depois contem à outra dupla.
Histórias:
- Salvação Inesperada;
- O Carneiro Revoltado.
Perguntas sobre as histórias:
Salvação Inesperada:
a)De que forma a providência divina se fez presente?
b)Foi uma atuação direta? O maquinista poderia ter perdido o sinal? Por quê ele tomou a decisão de parar?
O Carneiro Revoltado:
a)De que forma vemos a providência divina nessa fábula?
b)O carneiro, de início, percebeu a sabedoria de Deus, através da forma como as coisas eram?
c)O que o levou a aprender afinal?
5. Prece final
Avaliação:
Aula a 3 meninas, com bom interesse.
Não foi lida a história de Meimei pois o grupo era pequeno.
1.Anexos
HISTÓRIA - A Salvação Inesperada (Meimei, in Pai Nosso)
Num país europeu, certa tarde, muito chuvosa, um maquinista, cheio de fé em Deus, começando a acionar a locomotiva com o trem repleto de passageiros para longa viagem, fixou o céu escuro e repetiu, com muito sentimento, a oração dominical.
O comboio percorreu léguas e léguas, dentro das trevas densas, quando, alta noite, ele viu, à luz do farol aceso, alguns sinais que lhe pareceram feitos pela sombra de dois braços angustiados a lhe pedirem atenção e socorro. Emocionado, fez o trem parar, de repente, e, seguido de muitos viajantes, correu pelos trilhos de ferro, procurando verificar se estavam ameaçados de algum perigo. Depois de alguns passos, foram surpreendidos por gigantesca inundação que, invadindo a terra com violência, destruíra a ponte que o comboio deveria atravessar. O trem fora salvo, milagrosamente.
Tomados de infinita alegria, o maquinista e os viajores procuraram a pessoa que lhes fornecera o aviso salvador, mas ninguém aparecia. Intrigados, continuaram na busca, quando encontraram no chão um grande morcego agonizante. O enorme voador batera as asas, à frente do farol, em forma de dois braços agitados, e caíra sob as engrenagens. O maquinista retirou-o com cuidado e carinho, mostrou-o aos passageiros assombrados e contou como orara, ardentemente, invocando a proteção de Deus, antes de partir. E, ali mesmo, ajoelhou-se ante o morcego que acabava de morrer, exclamando em alta voz o Pai Nosso.
Quando acabou de orar, grande quietude reinava na paisagem. Todos os passageiros, crentes e descrentes, estavam também ajoelhados, repetindo a prece com amoroso respeito. Alguns choravam de emoção e reconhecimento, agradecendo ao Pai Celestial, que lhes salvara a vida, por intermédio de um animal que infunde tanto pavor às criaturas humanas. E até a chuva parara de cair, como se o céu silencioso estivesse igualmente acompanhando a sublime oração.
HISTÓRIA - O Carneiro Revoltado (Francisco Cândido Xavier/Néio Lúcio, in Alvorada Cristã).
Certo carneiro, muito inteligente, mas indisciplinado, reparou os benefícios que a lã espalhava em toda parte e, desde então, julgou-se melhor que os outros seres da Criação, passando a renovar-se contra a tosquia. - Se era tão precioso - pensava -, por que aceitar a humilhação daquela tesoura enorme? Experimentava intenso frio, de tempos a tempos, e, despreocupado das ricas rações que recebia no redil, detinha-se apenas no exame dos prejuízos que supunha sofrer. Muito amargurado, dirigiu-se ao Criador.
- Meu Pai, não estou satisfeito com a minha pelagem. A tosquia é um tormento... Modifique-me, Senhor!... Deus perguntou: - Que deseja que eu faça? Vaidosamente, o carneiro respondeu ao Criador: - Quero que a minha lã seja toda de ouro.
O pedido foi satisfeito e o carneiro tornou-se todo de ouro. Assim que o orgulhoso ovino se mostrou cheio de pêlos preciosos, várias pessoas ambiciosas atacaram-no sem piedade. Arrancaram-lhe, violentamente, todos os fios, deixando-o em chagas. Infeliz, a lastimar-se, correu para o Altíssimo e implorou:
- Meu Pai, mude-me novamente! Não posso exibir lã dourada... encontraria sempre salteadores sem compaixão. E o Pai lhe respondeu: - Que quer que eu faça? O carneiro, com a mania de grandeza, suplicou: - Quero que minha lã seja lavrada em porcelana primorosa.
E o carneiro teve a sua lã transformada em porcelana. Logo que o carneiro tornou ao vale, apareceu no céu enorme ventania que lhe quebrou todos os fios, dilacerando-lhe a carne. Aflito, queixou-se ao Todo-Misericordioso:
- Pai, renove-me!... A porcelana não resiste ao vento... Estou exausto... Novamente lhe respondeu o Pai: - Que deseja que eu faça? O carneiro nem pensou e foi dizendo: - Para não provocar ladrões nem me ferir com porcelana, quero que minha lã seja feita de mel.
O Criador satisfez o pedido. A lã do carneiro tornou-se do mais puro mel. Mas, logo que o pobre se achou no redil, bandos de moscas asquerosas cobriram-no em cheio e, por mais campo a fora, não evitou que elas lhe sugassem os fios adocicados. O mísero voltou ao Altíssimo e implorou:
- Pai, modifique-me... as moscas deixaram-me em sangue! Respondeu-lhe o Pai: - Que quer que eu faça? O carneiro pensou, pensou e considerou: - Eu seria mais feliz se minha lã fosse semelhante às folhas de alface.
Atendido, voltou à planície, na caprichosa alegria de parecer diferente dos demais. Quando alguns cavalos puseram os olhos no carneiro, ele não conseguiu melhor sorte que de outras vezes. Os eqüinos prenderam-no com dentes e, depois de lhe comerem a lã, abocanharam-lhe o corpo. O Carneiro correu na direção do Juiz Supremo, gotejando sangue das chagas profundas, e, em lágrimas, gemia... O Todo-Compassivo, vendo que ele se arrependera com sinceridade, ouviu-o dizer: - Meu Pai, não suporto mais!...
- Reanime-se, meu filho! Que pede agora?
- Não pretendo a superioridade sobre meus irmãos. O carneiro infeliz pediu em pranto: - Pai, quero voltar a ser um carneiro comum, como sempre fui. E terminou: - Quero ser simples e útil, qual o Senhor me fez. Hoje sei que meus tosquiadores são meus amigos. Nunca me deixaram ferido e sempre me deram de beber e de comer. O Pai sorriu, bondoso, abençoou-o com ternura e falou:
- Volte e siga o seu caminho em paz. Você compreendeu, enfim, que meus desígnios são justos. Cada criatura está colocada, por minha Lei, no lugar que lhe compete, e, se você pretende receber, aprenda a dar. Então o carneiro, envergonhado, mas satisfeito, voltou para o vale, misturou-se com os outros e daí por diante foi muito feliz.
Tema: Providência Divina
Objetivos:
- Identificar nos acontecimentos do cotidiano a Providência Divina agindo em nosso auxílio;
- Reconhecer que fatos, às vezes despercebidos, são acontecimentos providenciais pela espiritualidade para nos ajudar a resgatar dívidas e também como oportunidade de progresso e aprendizado.
Bibliografia:
O Livro dos Espíritos – CAPÍTULO II, perg. 704; 4a parte, pergs 963 e 964;
E.S.E., Cap. XXV
A Gênese – Cap. II, itens 20 a 30.
Desenvolvimento:
1.Prece Inicial
2.Fazer o jogo da vida, para que descubram o tema da aula.
3.Levar as frases (pode ser em cartaz, ou em papeizinhos)
“Não seria possível que Deus criasse para o homem a necessidade de viver sem lhe dar os meios de consegui-lo. Se ele não os encontra, é que não os compreende.” (L.E., Questão 704)
Discutir com as jovens, o que entendem dessa afirmativa, perguntando pq então, vemos pessoas com tantas dificuldades até de sobrevivência?
Todas as aparentes injustiças sociais são explicadas pela lei de causa e efeito e pela afirmativa de Jesus – “a cada um segundo as suas obras.” (Mateus, 16:27)
“A sabedoria providencial das leis divinas se revela, assim, nas mais pequeninas coisas, como nas maiores, e essa sabedoria não permite se duvide nem da justiça nem da bondade de Deus. (L.E., Questão 13).
==> o que entendem por essa afirmativa? ==> deixar que se expressem
O que seria a providência divina?
A providência é a solicitude de Deus para com as suas criaturas. Ele está em toda parte, tudo vê, a tudo preside, mesmo às coisas mais mínimas. É nisto que consiste a ação providencial. (...)” (Kardec, A Gênese, Cap II, item 20)
Para estender a sua solicitude a todas as criaturas, não precisa Deus lançar o olhar do alto da imensidade. As nossas preces, para que Ele as ouça, não precisam transpor o espaço, nem ser ditas com voz retumbante, pois que, estando de contínuo ao nosso lado, os nossos pensamentos repercutem nele. Os nossos pensamentos são como os sons de um sino, que fazem vibrar todas as moléculas do ar ambiente.” (A Gênese Cap. II, item 24)
3.Distribuir cópias do trecho de Jesus:
“OBSERVAI OS PÁSSAROS DO CÉU...” (Mt., 6:19-21 e 25-34, in E.S.E., Cap. XXV)
“Não ajunteis tesouros na Terra, onde a ferrugem a os vermes os corroem, onde os ladrões os desenterram e roubam; mas formai tesouros no céu, onde nem a ferrugem, nem os vermes os corroem; porque onde está o vosso tesouro, aí também está o vosso coração.
Por isso eu vos digo: Não vos inquieteis por saber onde achareis do que comer para o sustento da vossa vida, nem de onde tirareis roupa para cobrir o vosso corpo; a vida não é mais que o alimento, e o corpo mais do que a roupa?
Observai os pássaros do céu: eles não semeiam e não colhem, e não amontoam nada nos celeiros, mas vosso Pai celestial os alimenta; não sois muito mais do que eles? E quem é, dentre vós, aquele que pode, com todos os seus cuidados, aumentar à sua estatura a altura de um côvado?
Por que também vos inquietais pela roupa? Observai como crescem os lírios dos campos; eles não trabalham e não fiam; e, entretanto, eu vos declaro que Salomão, mesmo em toda a sua glória, jamais se vestiu como um deles. Se, pois, Deus tem o cuidado de vestir dessa maneira a erva dos campos, que hoje existe e que amanhã será lançada no fogo, quanto mais cuidado terá em vos vestir, oh, homens de pouca fé!
Não vos inquieteis, pois, dizendo: “Que comeremos, ou que beberemos, ou de que nos vestiremos?”, como fazem os pagãos, que procuram todas essas coisas; porque vosso Pai sabe que delas tendes necessidade.
Procurai, pois, primeiramente o reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão dadas por acréscimo. Por isso, não estejais inquietos pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. A cada dia basta o seu mal.”
Pedir que cada jovem leia um trecho e procure dizer o que entendeu.
Explicar as palavras que não são do cotidiano delas.
4.Entregar a cada dupla uma das duas histórias do anexo, para que leiam, discutam entre si procurando a providência divina inserida nos textos, e depois contem à outra dupla.
Histórias:
- Salvação Inesperada;
- O Carneiro Revoltado.
Perguntas sobre as histórias:
Salvação Inesperada:
a)De que forma a providência divina se fez presente?
b)Foi uma atuação direta? O maquinista poderia ter perdido o sinal? Por quê ele tomou a decisão de parar?
O Carneiro Revoltado:
a)De que forma vemos a providência divina nessa fábula?
b)O carneiro, de início, percebeu a sabedoria de Deus, através da forma como as coisas eram?
c)O que o levou a aprender afinal?
5. Prece final
Avaliação:
Aula a 3 meninas, com bom interesse.
Não foi lida a história de Meimei pois o grupo era pequeno.
1.Anexos
HISTÓRIA - A Salvação Inesperada (Meimei, in Pai Nosso)
Num país europeu, certa tarde, muito chuvosa, um maquinista, cheio de fé em Deus, começando a acionar a locomotiva com o trem repleto de passageiros para longa viagem, fixou o céu escuro e repetiu, com muito sentimento, a oração dominical.
O comboio percorreu léguas e léguas, dentro das trevas densas, quando, alta noite, ele viu, à luz do farol aceso, alguns sinais que lhe pareceram feitos pela sombra de dois braços angustiados a lhe pedirem atenção e socorro. Emocionado, fez o trem parar, de repente, e, seguido de muitos viajantes, correu pelos trilhos de ferro, procurando verificar se estavam ameaçados de algum perigo. Depois de alguns passos, foram surpreendidos por gigantesca inundação que, invadindo a terra com violência, destruíra a ponte que o comboio deveria atravessar. O trem fora salvo, milagrosamente.
Tomados de infinita alegria, o maquinista e os viajores procuraram a pessoa que lhes fornecera o aviso salvador, mas ninguém aparecia. Intrigados, continuaram na busca, quando encontraram no chão um grande morcego agonizante. O enorme voador batera as asas, à frente do farol, em forma de dois braços agitados, e caíra sob as engrenagens. O maquinista retirou-o com cuidado e carinho, mostrou-o aos passageiros assombrados e contou como orara, ardentemente, invocando a proteção de Deus, antes de partir. E, ali mesmo, ajoelhou-se ante o morcego que acabava de morrer, exclamando em alta voz o Pai Nosso.
Quando acabou de orar, grande quietude reinava na paisagem. Todos os passageiros, crentes e descrentes, estavam também ajoelhados, repetindo a prece com amoroso respeito. Alguns choravam de emoção e reconhecimento, agradecendo ao Pai Celestial, que lhes salvara a vida, por intermédio de um animal que infunde tanto pavor às criaturas humanas. E até a chuva parara de cair, como se o céu silencioso estivesse igualmente acompanhando a sublime oração.
HISTÓRIA - O Carneiro Revoltado (Francisco Cândido Xavier/Néio Lúcio, in Alvorada Cristã).
Certo carneiro, muito inteligente, mas indisciplinado, reparou os benefícios que a lã espalhava em toda parte e, desde então, julgou-se melhor que os outros seres da Criação, passando a renovar-se contra a tosquia. - Se era tão precioso - pensava -, por que aceitar a humilhação daquela tesoura enorme? Experimentava intenso frio, de tempos a tempos, e, despreocupado das ricas rações que recebia no redil, detinha-se apenas no exame dos prejuízos que supunha sofrer. Muito amargurado, dirigiu-se ao Criador.
- Meu Pai, não estou satisfeito com a minha pelagem. A tosquia é um tormento... Modifique-me, Senhor!... Deus perguntou: - Que deseja que eu faça? Vaidosamente, o carneiro respondeu ao Criador: - Quero que a minha lã seja toda de ouro.
O pedido foi satisfeito e o carneiro tornou-se todo de ouro. Assim que o orgulhoso ovino se mostrou cheio de pêlos preciosos, várias pessoas ambiciosas atacaram-no sem piedade. Arrancaram-lhe, violentamente, todos os fios, deixando-o em chagas. Infeliz, a lastimar-se, correu para o Altíssimo e implorou:
- Meu Pai, mude-me novamente! Não posso exibir lã dourada... encontraria sempre salteadores sem compaixão. E o Pai lhe respondeu: - Que quer que eu faça? O carneiro, com a mania de grandeza, suplicou: - Quero que minha lã seja lavrada em porcelana primorosa.
E o carneiro teve a sua lã transformada em porcelana. Logo que o carneiro tornou ao vale, apareceu no céu enorme ventania que lhe quebrou todos os fios, dilacerando-lhe a carne. Aflito, queixou-se ao Todo-Misericordioso:
- Pai, renove-me!... A porcelana não resiste ao vento... Estou exausto... Novamente lhe respondeu o Pai: - Que deseja que eu faça? O carneiro nem pensou e foi dizendo: - Para não provocar ladrões nem me ferir com porcelana, quero que minha lã seja feita de mel.
O Criador satisfez o pedido. A lã do carneiro tornou-se do mais puro mel. Mas, logo que o pobre se achou no redil, bandos de moscas asquerosas cobriram-no em cheio e, por mais campo a fora, não evitou que elas lhe sugassem os fios adocicados. O mísero voltou ao Altíssimo e implorou:
- Pai, modifique-me... as moscas deixaram-me em sangue! Respondeu-lhe o Pai: - Que quer que eu faça? O carneiro pensou, pensou e considerou: - Eu seria mais feliz se minha lã fosse semelhante às folhas de alface.
Atendido, voltou à planície, na caprichosa alegria de parecer diferente dos demais. Quando alguns cavalos puseram os olhos no carneiro, ele não conseguiu melhor sorte que de outras vezes. Os eqüinos prenderam-no com dentes e, depois de lhe comerem a lã, abocanharam-lhe o corpo. O Carneiro correu na direção do Juiz Supremo, gotejando sangue das chagas profundas, e, em lágrimas, gemia... O Todo-Compassivo, vendo que ele se arrependera com sinceridade, ouviu-o dizer: - Meu Pai, não suporto mais!...
- Reanime-se, meu filho! Que pede agora?
- Não pretendo a superioridade sobre meus irmãos. O carneiro infeliz pediu em pranto: - Pai, quero voltar a ser um carneiro comum, como sempre fui. E terminou: - Quero ser simples e útil, qual o Senhor me fez. Hoje sei que meus tosquiadores são meus amigos. Nunca me deixaram ferido e sempre me deram de beber e de comer. O Pai sorriu, bondoso, abençoou-o com ternura e falou:
- Volte e siga o seu caminho em paz. Você compreendeu, enfim, que meus desígnios são justos. Cada criatura está colocada, por minha Lei, no lugar que lhe compete, e, se você pretende receber, aprenda a dar. Então o carneiro, envergonhado, mas satisfeito, voltou para o vale, misturou-se com os outros e daí por diante foi muito feliz.
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quarta-feira, 13 de maio de 2009
Espírito e matéria
Casa Espírita Missionários da Luz - Evangelização Infanto-Juvenil
Tema: Espírito e Matéria
Objetivo: O ser humano é criação Divina, Nós homens somos espíritos, somos diferenciados pela nossa inteligência, cada espírito tem sua individualidade.
Momento 1 - Prece
Momento 2 - Lembrar quais são as criações Divinas através de uma dinâmica em grupo onde o Evangelizador solicita às criações (animal, flor, pedra) que façam algo e como nenhuma responde as suas solicitações exceto o ser humano (evangelizando). O evangelizador pergunta
Se tudo isso é criação Divina porque somente o... Fez o que eu pedi?
Qual a diferença entre nós seres humanos e as outras criações de Deus?
O que nós temos que as outras criações não têm?
“INTELIGÊNCIA”
Concluindo então: Logo nós não somos “somente” este corpo, nós somos o que?
“ESPIRITO”
Livro dos Espíritos questão 23
Que é espírito?
O principio inteligente do universo.
O espírito é aquele que tem capacidade de pensar e sentir emoções
Diferentemente da matéria, o espírito é o ser inteligente da criação.
A matéria não pensa o espírito sim.
Perguntar nós tem um espírito? Não nós somos um espírito
O que é matéria?
Aquilo que ocupa espaço- Substância física ou corpórea
L.E questão 27
Há então dois elementos gerais do Universo: a matéria e o Espírito?
“Sim e acima de tudo Deus, o criador, o pai de todas as coisas. Deus, espírito e matéria constituem o principio de tudo o que existe, a trindade universal. Mas ao elemento material se tem que juntar o fluido universal, que desempenha o papel de intermediário entre o Espírito e a matéria propriamente dita, por demais grosseiras para que o espírito possa exercer ação sobre ela.
Tema: Espírito e Matéria
Objetivo: O ser humano é criação Divina, Nós homens somos espíritos, somos diferenciados pela nossa inteligência, cada espírito tem sua individualidade.
Momento 1 - Prece
Momento 2 - Lembrar quais são as criações Divinas através de uma dinâmica em grupo onde o Evangelizador solicita às criações (animal, flor, pedra) que façam algo e como nenhuma responde as suas solicitações exceto o ser humano (evangelizando). O evangelizador pergunta
Se tudo isso é criação Divina porque somente o... Fez o que eu pedi?
Qual a diferença entre nós seres humanos e as outras criações de Deus?
O que nós temos que as outras criações não têm?
“INTELIGÊNCIA”
Concluindo então: Logo nós não somos “somente” este corpo, nós somos o que?
“ESPIRITO”
Livro dos Espíritos questão 23
Que é espírito?
O principio inteligente do universo.
O espírito é aquele que tem capacidade de pensar e sentir emoções
Diferentemente da matéria, o espírito é o ser inteligente da criação.
A matéria não pensa o espírito sim.
Perguntar nós tem um espírito? Não nós somos um espírito
O que é matéria?
Aquilo que ocupa espaço- Substância física ou corpórea
L.E questão 27
Há então dois elementos gerais do Universo: a matéria e o Espírito?
“Sim e acima de tudo Deus, o criador, o pai de todas as coisas. Deus, espírito e matéria constituem o principio de tudo o que existe, a trindade universal. Mas ao elemento material se tem que juntar o fluido universal, que desempenha o papel de intermediário entre o Espírito e a matéria propriamente dita, por demais grosseiras para que o espírito possa exercer ação sobre ela.
domingo, 3 de maio de 2009
Reencarnação - Processo
Casa Espírita Missionários da Luz – Pré-Mocidade – 01/05/2009
Tema: Processo da Reencarnação
Objetivos:
Levar os jovens a conhecerem o processo da reencarnação.
Bibliografia:
O Livro dos Espíritos – CAPÍTULO IV - Da pluralidade das existências
A Gênese – CAPÍTULO XI – Reencarnações
Missionários da Luz – André Luiz/Chico Xavier – Cap. 13 - Reencarnação
Desenvolvimento:
1.Prece inicial
2.Iniciar perguntando como eles acham que se dá o processo da reencarnação: trazemos ao novo corpo algo do antigo? Trazemos lembranças? Quando o Espírito se liga ao corpo da mãe?
3.Exibir à turma o documentário (6:21 minutos), sobre um caso comprovado de reencarnação de um policial morto a tiros em serviço, como seu próprio neto.
3.1.Pq o problema de coração do bebê?
3.2.Pq a criança ainda guardava lembranças da última reencarnação?
4.Distribuir cópias de parte do cap. 12, que mostra o processo de reencarnação de um Espírito - Segismundo, do livro “Missionários da Luz”, de André Luiz, para leitura em conjunto.
5.Perguntar aos jovens o que perceberam do caso lido. Pontos a destacar:
5.1.Estado do Espírito antes da reencarnação;
5.2.Planejamento das reencarnações: apoio dos mentores e Espíritos amigos;
5.3.Alterações no perispírito: plasticidade; perda de fluidos.
5.4.Providência divina no esquecimento do passado.
6.Prece final
7.Anexos – texto do livro Missionários da Luz – André Luiz – Cap. 13 (Reencarnação de Segismundo)
Avaliação:
Aula dada a duas meninas, com participação e perguntas.
- Por que motivo Segismundo sofre tanto? - indaguei de Alexandre, em tom discreto.
- Desde muito, e, particularmente, desde a semana passada, está em processo de ligação fluídica direta com os futuros pais. Herculano está encarregado de ajudá-lo nesse trabalho. À medida que se intensifica semelhante aproximação, ele vai perdendo os pontos de contacto com os veículos que consolidou em nossa esfera, através da assimilação dos elementos de nosso plano. Semelhante operação é necessária para que o organismo perispiritual possa retomar a plasticidade que lhe é característica e, no estágio em que ele se encontra, o serviço impõe-lhe sofrimentos.
A observação era muito nova para mim e continuei indagando:
- Mas o organismo perispirítico de Segismundo não é o mesmo que ele trouxe da Crosta, ao desencarnar pela última vez?
- Sim - concordou o orientador -, tem a mesma identidade essencial; todavia, com o curso do tempo, em vista de nova alimentação e novos hábitos em meio muito diverso, incorporou determinados elementos de nossos círculos de vida, dos quais é necessário se desfaça a fim de poder penetrar, com êxito, a corrente da vida carnal. (...)
E, acariciando-lhe a face, acrescentou:
- Você deve estar satisfeito: é chegado o momento decisivo. Todas as nossas expressões de reconhecimento a Deus são insignificantes, diante da nova oportunidade recebida.
E (Segismundo) olhando angustiosamente para o meu orientador, observou, inquieto:
- Tenho receio... Muito receio...
(…) Os Espíritos Construtores começaram o trabalho de magnetização do corpo perispirítico, no que eram amplamente secundados pelo esforço do abnegado orientador, que se mantinha dedicado e firme em todos os campos de serviço.
Sem que me possa fazer compreendido, de pronto, pelo leitor comum, devo dizer que «alguma coisa da forma de Segismundo estava sendo eliminada». Quase que imperceptivelmente, à medida que se intensificavam as operações magnéticas, tornava-se ele mais pálido. Seu olhar parecia penetrar outros domínios. Tornava-se vago, menos lúcido. (...)
Surpreendido, reconheci que, ao influxo magnético de Alexandre e dos Construtores Espirituais, a forma perispiritual de Segismundo tornava-se reduzida.
A operação não foi curta, nem simples. Identificava o esforço geral para que se efetuasse a redução necessária.
Segismundo parecia cada vez menos consciente. Não nos fixava com a mesma lucidez e suas respostas às nossas perguntas afetuosas não se revelavam completas.
Por fim, com grande assombro meu, verifiquei que a forma de nosso amigo assemelhava-se à de uma criança. (...)
E, depositando Segismundo nos braços da entidade que fora na Crosta Terrestre a carinhosa mãe de Raquel, acentuou: - Seja você, minha irmã, a portadora do sagrado depósito. (...)
Faremos agora o ato de ligação inicial, em sentido direto, de Segismundo com a matéria orgânica.
Foi então, ó divino mistério da Criação Infinita de Deus, que a vi (a mãe) apertar a «forma infantil» de Segismundo de encontro ao coração, mas tão fortemente, tão amorosamente, que me pareceu uma sacerdotisa do Poder da Divindade Suprema. Segismundo ligara-se a ela como a flor se une à haste. Então compreendi que, desde aquele momento, era alma de sua alma aquele que seria carne de sua carne.
(…) Em seguida Alexandre ajustou a forma reduzida de Segismundo, que se interpenetrava com o organismo perispirítico de Raquel, sobre aquele microscópico globo de luz, impregnado de vida, e observei que essa vida latente começou a movimentar-se. Havia decorrido precisamente um quarto de hora, a contar do instante em que o elemento ativo ganhara o núcleo do óvulo passivo.
Depois de prolongada aplicação magnética, que era secundada pelo esforço dos Espíritos Construtores, Alexandre aproximou-se de mim e falou:
- Está terminada a operação inicial de ligação. Que Deus nos proteja. (...)
O organismo maternal fornecerá todo o alimento para a organização básica do aparelho físico, enquanto a forma reduzida de Segismundo, como vigoroso modelo, atuará como imã entre limalhas de ferro, dando forma consistente à sua futura manifestação no cenário da Crosta.
(Missionários da Luz, André Luiz]Francisco C. Xavier, Cap. 13 - Reencarnação)
Tema: Processo da Reencarnação
Objetivos:
Levar os jovens a conhecerem o processo da reencarnação.
Bibliografia:
O Livro dos Espíritos – CAPÍTULO IV - Da pluralidade das existências
A Gênese – CAPÍTULO XI – Reencarnações
Missionários da Luz – André Luiz/Chico Xavier – Cap. 13 - Reencarnação
Desenvolvimento:
1.Prece inicial
2.Iniciar perguntando como eles acham que se dá o processo da reencarnação: trazemos ao novo corpo algo do antigo? Trazemos lembranças? Quando o Espírito se liga ao corpo da mãe?
3.Exibir à turma o documentário (6:21 minutos), sobre um caso comprovado de reencarnação de um policial morto a tiros em serviço, como seu próprio neto.
3.1.Pq o problema de coração do bebê?
3.2.Pq a criança ainda guardava lembranças da última reencarnação?
4.Distribuir cópias de parte do cap. 12, que mostra o processo de reencarnação de um Espírito - Segismundo, do livro “Missionários da Luz”, de André Luiz, para leitura em conjunto.
5.Perguntar aos jovens o que perceberam do caso lido. Pontos a destacar:
5.1.Estado do Espírito antes da reencarnação;
5.2.Planejamento das reencarnações: apoio dos mentores e Espíritos amigos;
5.3.Alterações no perispírito: plasticidade; perda de fluidos.
5.4.Providência divina no esquecimento do passado.
6.Prece final
7.Anexos – texto do livro Missionários da Luz – André Luiz – Cap. 13 (Reencarnação de Segismundo)
Avaliação:
Aula dada a duas meninas, com participação e perguntas.
- Por que motivo Segismundo sofre tanto? - indaguei de Alexandre, em tom discreto.
- Desde muito, e, particularmente, desde a semana passada, está em processo de ligação fluídica direta com os futuros pais. Herculano está encarregado de ajudá-lo nesse trabalho. À medida que se intensifica semelhante aproximação, ele vai perdendo os pontos de contacto com os veículos que consolidou em nossa esfera, através da assimilação dos elementos de nosso plano. Semelhante operação é necessária para que o organismo perispiritual possa retomar a plasticidade que lhe é característica e, no estágio em que ele se encontra, o serviço impõe-lhe sofrimentos.
A observação era muito nova para mim e continuei indagando:
- Mas o organismo perispirítico de Segismundo não é o mesmo que ele trouxe da Crosta, ao desencarnar pela última vez?
- Sim - concordou o orientador -, tem a mesma identidade essencial; todavia, com o curso do tempo, em vista de nova alimentação e novos hábitos em meio muito diverso, incorporou determinados elementos de nossos círculos de vida, dos quais é necessário se desfaça a fim de poder penetrar, com êxito, a corrente da vida carnal. (...)
E, acariciando-lhe a face, acrescentou:
- Você deve estar satisfeito: é chegado o momento decisivo. Todas as nossas expressões de reconhecimento a Deus são insignificantes, diante da nova oportunidade recebida.
E (Segismundo) olhando angustiosamente para o meu orientador, observou, inquieto:
- Tenho receio... Muito receio...
(…) Os Espíritos Construtores começaram o trabalho de magnetização do corpo perispirítico, no que eram amplamente secundados pelo esforço do abnegado orientador, que se mantinha dedicado e firme em todos os campos de serviço.
Sem que me possa fazer compreendido, de pronto, pelo leitor comum, devo dizer que «alguma coisa da forma de Segismundo estava sendo eliminada». Quase que imperceptivelmente, à medida que se intensificavam as operações magnéticas, tornava-se ele mais pálido. Seu olhar parecia penetrar outros domínios. Tornava-se vago, menos lúcido. (...)
Surpreendido, reconheci que, ao influxo magnético de Alexandre e dos Construtores Espirituais, a forma perispiritual de Segismundo tornava-se reduzida.
A operação não foi curta, nem simples. Identificava o esforço geral para que se efetuasse a redução necessária.
Segismundo parecia cada vez menos consciente. Não nos fixava com a mesma lucidez e suas respostas às nossas perguntas afetuosas não se revelavam completas.
Por fim, com grande assombro meu, verifiquei que a forma de nosso amigo assemelhava-se à de uma criança. (...)
E, depositando Segismundo nos braços da entidade que fora na Crosta Terrestre a carinhosa mãe de Raquel, acentuou: - Seja você, minha irmã, a portadora do sagrado depósito. (...)
Faremos agora o ato de ligação inicial, em sentido direto, de Segismundo com a matéria orgânica.
Foi então, ó divino mistério da Criação Infinita de Deus, que a vi (a mãe) apertar a «forma infantil» de Segismundo de encontro ao coração, mas tão fortemente, tão amorosamente, que me pareceu uma sacerdotisa do Poder da Divindade Suprema. Segismundo ligara-se a ela como a flor se une à haste. Então compreendi que, desde aquele momento, era alma de sua alma aquele que seria carne de sua carne.
(…) Em seguida Alexandre ajustou a forma reduzida de Segismundo, que se interpenetrava com o organismo perispirítico de Raquel, sobre aquele microscópico globo de luz, impregnado de vida, e observei que essa vida latente começou a movimentar-se. Havia decorrido precisamente um quarto de hora, a contar do instante em que o elemento ativo ganhara o núcleo do óvulo passivo.
Depois de prolongada aplicação magnética, que era secundada pelo esforço dos Espíritos Construtores, Alexandre aproximou-se de mim e falou:
- Está terminada a operação inicial de ligação. Que Deus nos proteja. (...)
O organismo maternal fornecerá todo o alimento para a organização básica do aparelho físico, enquanto a forma reduzida de Segismundo, como vigoroso modelo, atuará como imã entre limalhas de ferro, dando forma consistente à sua futura manifestação no cenário da Crosta.
(Missionários da Luz, André Luiz]Francisco C. Xavier, Cap. 13 - Reencarnação)
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Reencarnação
Casa Espírita Missionários da Luz – Pré-Mocidade – 24/04/2009
Tema: Reencarnação – Evolução e Progresso
Objetivos:
Levar os jovens a identificarem na reencarnação uma oportunidade de aprendizado e progresso espiritual;
Levar os jovens a identificarem a justiça divina e o cumprimento da lei de causa e efeito, na reencarnação.
Bibliografia:
O Livro dos Espíritos – CAPÍTULO IV - Da pluralidade das existências
A Gênese – CAPÍTULO XI - Reencarnações
Desenvolvimento:
1.Distribuir cópias de parte do cap. 5, Um Frasco de Veneno, do livro “Nossos Filhos São Espíritos”, de Hermínio C. Miranda, para leitura em conjunto.
2.Perguntar aos jovens o que perceberam de lições, nesse caso real, relatado pelo próprio Espírito. Pontos a destacar:
2.1.Estado do Espírito após a desencarnação;
2.2.Arrependimento; Reparação; Resgate;
2.3.Planejamento das reencarnações: apoio dos mentores e Espíritos amigos;
2.4.Alternativas para vencermos nossos objetivos na reencarnação;
2.5.Providência divina no esquecimento do passado.
3.Prece final
4.Anexos – texto do livro Nossos Filhos São Espíritos
Avaliação:
A aula foi dada a 3 jovens que participaram bastante, com interesse. O texto foi lido e comentado com interesse.
Nossos Filhos São Espíritos – Hermínio C. Miranda - Cap. 5 - UM FRASCO DE VENENO
O espírito que nos veio contar este caso era o de uma mulher. Na existência anterior, abortara sistematicamente todas as vezes que engravidara.
No tipo de atividade profissional que exercia, entendia que os filhos não passavam de estorvos a serem removidos com a possível presteza. Como iria ela cuidar deles? No sacrifício diário e noturno, cansando-se, envelhecendo, estragando as mãos e, principalmente, o corpo, que era seu mais precioso patrimônio? Nada disso.
Pareceu-lhe mais cômodo eliminar logo os bebês, assim que davam início à formação do corpinho a eles destinado, ou mais tarde, em alguns casos, já nascidos.
Foram oito ao todo! Ao retornar ao mundo espiritual, pois todos nós morremos inapelavelmente um dia, encontrou-os lá, à sua espera, e foi recebida com inesperada hostilidade por parte deles, todos revoltados com sua atitude criminosa, que lhes havia cancelado sumariamente as expectativas de vida que nutriam.
Muito tempo ficou ela à mercê de seus rancores e agressividades, pois o Cristo não disse que aquele que erra fica escravo do erro? E que de lá não sai enquanto não pagar o último centavo da dívida? É dívida mesmo, igual a qualquer outra no plano terreno. Só que esta, mesmo disposto a pagar, não o livra da cadeia; você a resgatará, com seu trabalho, suas canseiras, suas lágrimas, para que um dia volte a sorrir, após ter reconquistado a confiança daqueles perante os quais falhou.
Para encurtar a história: a moça foi socorrida, no mundo espiritual, compreendeu a extensão e gravidade de seus erros e decidiu aceitar (Que outro remédio teria?) as condições que lhe foram concedidas, pois nada é imposto, a não ser em casos extremos. As condições eram as seguintes: ela renasceria numa família pobre, na Argentina, primeira filha de um casal. O pai, desajustado, seria um alcoólatra de difícil recuperação (ela própria o havia desencaminhado, em existência anterior). Depois dela, nasceriam todos os oito espíritos que ela recusara pelos abortos praticados na vida anterior. Em seguida, a mãe dela e das demais crianças morreria, deixando com ela a responsabilidade de criar, com o suor de seu rosto e o trabalho de suas mãos, os oito irmãos que ela rejeitara como filhos. De contrapeso, ficava, ainda, o pai problema, antigo amante, igualmente rejeitado.
Seria bela e saudável, mas sua situação não lhe permitiria casar-se, embora tentada pelo assédio de mais de um pretendente. Se o fizesse, desorganizaria todo o plano assentado. Sua tarefa era mesmo a de criar as crianças que outrora recusara. O que teria sido bem mais fácil antes, pois naquele tempo dispusera de recursos materiais, teria de ser feito agora, literalmente, com sangue, suor e lágrimas, mesmo porque seus irmãos — à exceção de um deles — ainda viam nela a mãe assassina de outrora, não a irmã sacrificada de hoje, que tudo fazia para sobreviverem juntos e honestamente.
Para esse projeto, de dificílima execução, ela contaria com dois importantes auxílios: o da mãe, antiga companheira espiritual sua (já fora sua mãe em outra oportunidade) e que se propusera a vir ter, por ela, os filhos que ela recusara; e o irmão maior, o segundo da série, que, a despeito de ter sido também rejeitado por ela, não lhe guardara rancor, por ser um espírito mais equilibrado e evoluído.
A alguém que lhe explicou todo esse plano de recuperação, ela perguntou:
— Mas por que não me deixam casar e ter normalmente os filhos, em vez de vê-los como irmãos-problema, tão trabalhosos e hostis, sem o apoio de um marido?
Isto não era possível, explicaram-lhe, primeiro porque ela precisava criar as crianças com seu trabalho pessoal, que lhes recusara anteriormente, e não com o trabalho do eventual marido.
Segundo, porque os espíritos dos filhos rejeitados ainda sentiam por ela muita mágoa e até rancores não superados; a gestação deles criaria dificuldades insuperáveis. A vista do antagonismo filho e mãe, muitos poderiam abortar repetidamente, frustrando os planos de reconciliação.
Estava, pois, colocada diante de uma situação inescapável. Poderia, claro, recusar tudo aquilo, pois ainda lhe restava o sagrado direito do livre arbítrio, mas isso representaria apenas um adiamento embrulhado num agravamento dos problemas, que permaneceriam sem solução. Até quando? Mais um século, ou quatro, ou um milênio? Além do mais, quando seria possível reunir novamente, num só ponto, todas as personagens da trágica história e encaminhá-las à recuperação?
Não havia, pois, alternativa mais aceitável ou mais suave. Ela suspirou fundo e se conformou.
Diante dela desdobravam-se as imagens de um futuro que, praticamente, já existia, mas que ainda estava por viver. Ela podia vê-lo e senti-lo nas mãos, que o rude e exaustivo trabalho consumiriam, no belo corpo que as canseiras deformariam, nas suas frustrações, nas suas ânsias e renúncias, no desencanto de uma vida de prisioneira, atada ao peso de tantas responsabilidades, no desamor e ingratidão de irmãos hostis, sempre a cobrarem-lhe mais do que ela poderia dar-lhes, nas agonias e angústias da solidão no meio de tanta gente cheia de rancores, que lhe caberia converter em amor, entendimento, compreensão e perdão.
Essa é a história da querida amiga.
Tema: Reencarnação – Evolução e Progresso
Objetivos:
Levar os jovens a identificarem na reencarnação uma oportunidade de aprendizado e progresso espiritual;
Levar os jovens a identificarem a justiça divina e o cumprimento da lei de causa e efeito, na reencarnação.
Bibliografia:
O Livro dos Espíritos – CAPÍTULO IV - Da pluralidade das existências
A Gênese – CAPÍTULO XI - Reencarnações
Desenvolvimento:
1.Distribuir cópias de parte do cap. 5, Um Frasco de Veneno, do livro “Nossos Filhos São Espíritos”, de Hermínio C. Miranda, para leitura em conjunto.
2.Perguntar aos jovens o que perceberam de lições, nesse caso real, relatado pelo próprio Espírito. Pontos a destacar:
2.1.Estado do Espírito após a desencarnação;
2.2.Arrependimento; Reparação; Resgate;
2.3.Planejamento das reencarnações: apoio dos mentores e Espíritos amigos;
2.4.Alternativas para vencermos nossos objetivos na reencarnação;
2.5.Providência divina no esquecimento do passado.
3.Prece final
4.Anexos – texto do livro Nossos Filhos São Espíritos
Avaliação:
A aula foi dada a 3 jovens que participaram bastante, com interesse. O texto foi lido e comentado com interesse.
Nossos Filhos São Espíritos – Hermínio C. Miranda - Cap. 5 - UM FRASCO DE VENENO
O espírito que nos veio contar este caso era o de uma mulher. Na existência anterior, abortara sistematicamente todas as vezes que engravidara.
No tipo de atividade profissional que exercia, entendia que os filhos não passavam de estorvos a serem removidos com a possível presteza. Como iria ela cuidar deles? No sacrifício diário e noturno, cansando-se, envelhecendo, estragando as mãos e, principalmente, o corpo, que era seu mais precioso patrimônio? Nada disso.
Pareceu-lhe mais cômodo eliminar logo os bebês, assim que davam início à formação do corpinho a eles destinado, ou mais tarde, em alguns casos, já nascidos.
Foram oito ao todo! Ao retornar ao mundo espiritual, pois todos nós morremos inapelavelmente um dia, encontrou-os lá, à sua espera, e foi recebida com inesperada hostilidade por parte deles, todos revoltados com sua atitude criminosa, que lhes havia cancelado sumariamente as expectativas de vida que nutriam.
Muito tempo ficou ela à mercê de seus rancores e agressividades, pois o Cristo não disse que aquele que erra fica escravo do erro? E que de lá não sai enquanto não pagar o último centavo da dívida? É dívida mesmo, igual a qualquer outra no plano terreno. Só que esta, mesmo disposto a pagar, não o livra da cadeia; você a resgatará, com seu trabalho, suas canseiras, suas lágrimas, para que um dia volte a sorrir, após ter reconquistado a confiança daqueles perante os quais falhou.
Para encurtar a história: a moça foi socorrida, no mundo espiritual, compreendeu a extensão e gravidade de seus erros e decidiu aceitar (Que outro remédio teria?) as condições que lhe foram concedidas, pois nada é imposto, a não ser em casos extremos. As condições eram as seguintes: ela renasceria numa família pobre, na Argentina, primeira filha de um casal. O pai, desajustado, seria um alcoólatra de difícil recuperação (ela própria o havia desencaminhado, em existência anterior). Depois dela, nasceriam todos os oito espíritos que ela recusara pelos abortos praticados na vida anterior. Em seguida, a mãe dela e das demais crianças morreria, deixando com ela a responsabilidade de criar, com o suor de seu rosto e o trabalho de suas mãos, os oito irmãos que ela rejeitara como filhos. De contrapeso, ficava, ainda, o pai problema, antigo amante, igualmente rejeitado.
Seria bela e saudável, mas sua situação não lhe permitiria casar-se, embora tentada pelo assédio de mais de um pretendente. Se o fizesse, desorganizaria todo o plano assentado. Sua tarefa era mesmo a de criar as crianças que outrora recusara. O que teria sido bem mais fácil antes, pois naquele tempo dispusera de recursos materiais, teria de ser feito agora, literalmente, com sangue, suor e lágrimas, mesmo porque seus irmãos — à exceção de um deles — ainda viam nela a mãe assassina de outrora, não a irmã sacrificada de hoje, que tudo fazia para sobreviverem juntos e honestamente.
Para esse projeto, de dificílima execução, ela contaria com dois importantes auxílios: o da mãe, antiga companheira espiritual sua (já fora sua mãe em outra oportunidade) e que se propusera a vir ter, por ela, os filhos que ela recusara; e o irmão maior, o segundo da série, que, a despeito de ter sido também rejeitado por ela, não lhe guardara rancor, por ser um espírito mais equilibrado e evoluído.
A alguém que lhe explicou todo esse plano de recuperação, ela perguntou:
— Mas por que não me deixam casar e ter normalmente os filhos, em vez de vê-los como irmãos-problema, tão trabalhosos e hostis, sem o apoio de um marido?
Isto não era possível, explicaram-lhe, primeiro porque ela precisava criar as crianças com seu trabalho pessoal, que lhes recusara anteriormente, e não com o trabalho do eventual marido.
Segundo, porque os espíritos dos filhos rejeitados ainda sentiam por ela muita mágoa e até rancores não superados; a gestação deles criaria dificuldades insuperáveis. A vista do antagonismo filho e mãe, muitos poderiam abortar repetidamente, frustrando os planos de reconciliação.
Estava, pois, colocada diante de uma situação inescapável. Poderia, claro, recusar tudo aquilo, pois ainda lhe restava o sagrado direito do livre arbítrio, mas isso representaria apenas um adiamento embrulhado num agravamento dos problemas, que permaneceriam sem solução. Até quando? Mais um século, ou quatro, ou um milênio? Além do mais, quando seria possível reunir novamente, num só ponto, todas as personagens da trágica história e encaminhá-las à recuperação?
Não havia, pois, alternativa mais aceitável ou mais suave. Ela suspirou fundo e se conformou.
Diante dela desdobravam-se as imagens de um futuro que, praticamente, já existia, mas que ainda estava por viver. Ela podia vê-lo e senti-lo nas mãos, que o rude e exaustivo trabalho consumiriam, no belo corpo que as canseiras deformariam, nas suas frustrações, nas suas ânsias e renúncias, no desencanto de uma vida de prisioneira, atada ao peso de tantas responsabilidades, no desamor e ingratidão de irmãos hostis, sempre a cobrarem-lhe mais do que ela poderia dar-lhes, nas agonias e angústias da solidão no meio de tanta gente cheia de rancores, que lhe caberia converter em amor, entendimento, compreensão e perdão.
Essa é a história da querida amiga.
Allan Kardec
Pré- Mocidade – 06/Mar/2009
Tema: Allan Kardec e sua Missão
Objetivos:
conhecer fatos da vida de Allan Kardec;
perceber principais características da personalidade de Allan Kardec;
conhecer a missão de Allan Kardec;
levar os jovens à reflexão sobre sua missão na presente .encarnação.
Bibliografia:
Obras Póstumas – segunda parte – A Missão de Allan Kardec
Obras Póstumas – biografia de Allan Kardec
Dados da Vida de Kardec – apostilas da FEB e da FEB – Introdução à Doutrina Espírita
Desenvolvimento:
1.Introduzir o tema da aula, perguntando aos jovens o que sabem de Allan Kardec. Caso não haja participação, fazer uma rodada sequencial, de comentários sobre o tema, para permitir que todos possam apresentar suas idéias conhecimentos sobre o assunto.
2.Propor o jogo de colocar os cartões em ordem cronológica. São 14 cartões de cartolina, com frases que falam da vida de Kardec desde seu nascimento (anexo).
3.Pedir que percebam como era a personalidade de Kardec, a partir das frases:
Sério, responsável, dedicado, inteligente, metódico, paciente, bondoso, altruísta.
4.Perguntar novamente qual foi a missão de Allan Kardec.
5.Pedir, sequencialmente, a um dos jovens para ler os registros de Kardec em Obras Póstumas,, onde ele fala de sua missão:
a)30 de abril de 1856 - Primeira revelação da minha missão
b)7 de maio de 1856 - Minha missão
c)12 de abril de 1860 - Minha missão
d)22 de dezembro de 1861 - Meu sucessor
A cada leitura, observar a postura de Kardec, e as características da missão, a assistência dos bons Espíritos. A diferença de características entre Kardec e o seu futuro sucessor.
6.Concluir perguntando aos jovens, se nós também temos missões na nossa presente encarnação.
Fechar esse assunto com a teorização das perguntas 571, 572, 573, 576, 578 e 582 de O Livro dos Espíritos. Levá-las em tiras de papel, deixando as respostas em tiras separadas, para que tentem responder.
7.Prece final.
Avaliação:
Não foi possível ler todas as passagens de Obras Póstumas, devido ao tempo escasso.
Tb não foram lidas as perguntas de o Livro dos Espíritos. A teorização foi oral.
Anexos: Frases resumo da vida de Allan Kardec
Nasceu na cidade de Lião, na França, em 03/10/1804.
Filho de tradicional família francesa de magistrados.
Nascido de Jacan Baptiste Antonie Rivail e Jeanne Louise Duhamel, recebeu o nome de Hippolyte Leon Denizard Rivail.
Fez os primeiros estudos em Lião, indo depois para Yverdon, na Suiça, estudar com o célebre educador Pestalozzi.
O Instituto de Pestalozzi era um dos mais famosos e respeitados em toda a Europa.
Desde cedo, Hippolyte Leon tornou-se um dos mais eminentes discípulos de Pestalozzi.
Desde os 14 anos, Hippolyte ensinava aos colegas menos adiantados, tudo o que aprendia.
Concluídos os estudos, voltou à Paris onde se tornou educador em Letras e Ciências, consagrando-se notável pedagogo.
Conhecia diversos idiomas como o alemão, o italiano e outros.
Conheceu, no mundo literário, a professora Amélie Gabrielle Boudet, inteligente, autora de livros didáticos, com quem veio a casar-se.
Como pedagogo, publica numerosos livros didáticos: Aritmética, Gramática, Física, Astronomia e Fisiologia.
Como professor, dava aulas gratuitamente aos estudantes pobres.
Em 1854, aos 50 anos, houve falar pela primeira vez das mesas girantes, através de seu amigo, o Sr. Fortier, um pesquisador do magnetismo.
A princípio, revelou-se cético, apesar de seus estudos sobre o magnetismo.
Como livre pensador, austero, sincero e observador, exigiu provas dos fenômenos.
Mostrou-se inclinado à observação mais profunda dos ruidosos fatos amplamente divulgados pela imprensa francesa.
Conclui, afinal, tratar-se de manifestações inteligentes produzidas pelos Espíritos dos homens que já tinham deixado a Terra.
Recebendo de alguns pesquisadores, 50 cadernos de diversas comunicações recebidas, se dedica à tarefa de organizá-las de forma didática.
Tendo adquirido, no estudo das ciências exatas, o hábito de examinar, antes de negar ou afirmar a priori, estudou a nova ciência nos íntimos detalhes.
Compilou os ensinamentos num livro, que publicou sob o pseudônimo de Allan Kardec.
O “ O Livro dos Espíritos” foi publicado em 18/04/1857, tido como o marco inicial da Codificação Espírita.
Tema: Allan Kardec e sua Missão
Objetivos:
conhecer fatos da vida de Allan Kardec;
perceber principais características da personalidade de Allan Kardec;
conhecer a missão de Allan Kardec;
levar os jovens à reflexão sobre sua missão na presente .encarnação.
Bibliografia:
Obras Póstumas – segunda parte – A Missão de Allan Kardec
Obras Póstumas – biografia de Allan Kardec
Dados da Vida de Kardec – apostilas da FEB e da FEB – Introdução à Doutrina Espírita
Desenvolvimento:
1.Introduzir o tema da aula, perguntando aos jovens o que sabem de Allan Kardec. Caso não haja participação, fazer uma rodada sequencial, de comentários sobre o tema, para permitir que todos possam apresentar suas idéias conhecimentos sobre o assunto.
2.Propor o jogo de colocar os cartões em ordem cronológica. São 14 cartões de cartolina, com frases que falam da vida de Kardec desde seu nascimento (anexo).
3.Pedir que percebam como era a personalidade de Kardec, a partir das frases:
Sério, responsável, dedicado, inteligente, metódico, paciente, bondoso, altruísta.
4.Perguntar novamente qual foi a missão de Allan Kardec.
5.Pedir, sequencialmente, a um dos jovens para ler os registros de Kardec em Obras Póstumas,, onde ele fala de sua missão:
a)30 de abril de 1856 - Primeira revelação da minha missão
b)7 de maio de 1856 - Minha missão
c)12 de abril de 1860 - Minha missão
d)22 de dezembro de 1861 - Meu sucessor
A cada leitura, observar a postura de Kardec, e as características da missão, a assistência dos bons Espíritos. A diferença de características entre Kardec e o seu futuro sucessor.
6.Concluir perguntando aos jovens, se nós também temos missões na nossa presente encarnação.
Fechar esse assunto com a teorização das perguntas 571, 572, 573, 576, 578 e 582 de O Livro dos Espíritos. Levá-las em tiras de papel, deixando as respostas em tiras separadas, para que tentem responder.
7.Prece final.
Avaliação:
Não foi possível ler todas as passagens de Obras Póstumas, devido ao tempo escasso.
Tb não foram lidas as perguntas de o Livro dos Espíritos. A teorização foi oral.
Anexos: Frases resumo da vida de Allan Kardec
Nasceu na cidade de Lião, na França, em 03/10/1804.
Filho de tradicional família francesa de magistrados.
Nascido de Jacan Baptiste Antonie Rivail e Jeanne Louise Duhamel, recebeu o nome de Hippolyte Leon Denizard Rivail.
Fez os primeiros estudos em Lião, indo depois para Yverdon, na Suiça, estudar com o célebre educador Pestalozzi.
O Instituto de Pestalozzi era um dos mais famosos e respeitados em toda a Europa.
Desde cedo, Hippolyte Leon tornou-se um dos mais eminentes discípulos de Pestalozzi.
Desde os 14 anos, Hippolyte ensinava aos colegas menos adiantados, tudo o que aprendia.
Concluídos os estudos, voltou à Paris onde se tornou educador em Letras e Ciências, consagrando-se notável pedagogo.
Conhecia diversos idiomas como o alemão, o italiano e outros.
Conheceu, no mundo literário, a professora Amélie Gabrielle Boudet, inteligente, autora de livros didáticos, com quem veio a casar-se.
Como pedagogo, publica numerosos livros didáticos: Aritmética, Gramática, Física, Astronomia e Fisiologia.
Como professor, dava aulas gratuitamente aos estudantes pobres.
Em 1854, aos 50 anos, houve falar pela primeira vez das mesas girantes, através de seu amigo, o Sr. Fortier, um pesquisador do magnetismo.
A princípio, revelou-se cético, apesar de seus estudos sobre o magnetismo.
Como livre pensador, austero, sincero e observador, exigiu provas dos fenômenos.
Mostrou-se inclinado à observação mais profunda dos ruidosos fatos amplamente divulgados pela imprensa francesa.
Conclui, afinal, tratar-se de manifestações inteligentes produzidas pelos Espíritos dos homens que já tinham deixado a Terra.
Recebendo de alguns pesquisadores, 50 cadernos de diversas comunicações recebidas, se dedica à tarefa de organizá-las de forma didática.
Tendo adquirido, no estudo das ciências exatas, o hábito de examinar, antes de negar ou afirmar a priori, estudou a nova ciência nos íntimos detalhes.
Compilou os ensinamentos num livro, que publicou sob o pseudônimo de Allan Kardec.
O “ O Livro dos Espíritos” foi publicado em 18/04/1857, tido como o marco inicial da Codificação Espírita.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
11 - Higiene mental
Tema: Higiene mental
Objetivos: o pensamento é energia que se exterioriza e cria sintonia com outras mentes, sejam encarnadas ou desencarnadas. Este pode ser também fonte geradora de desequilíbrios, doenças e acontecimentos negativos.
Higiente mental é avaliar os tipos de pensamentos que temos, qual seu tipo de energia, se positiva proporcionando equilibrio, paz, saúde, amor, ou negativa estimulando o egoísmo, a falta de fé, a avareza, a doença do corpo e o desequilibrio do ambiente. “O pensamento é exteriorização da mente, que independe da matéria e por sua vez é originado no Espírito”. O Espírito possui a faculdade mental que expressa o pensamento em todas as direções, utilizando-se do cérebro humano para comunciar suas ideias com as demais pessoas. Disciplinar e edificar o pensamento através da fixação da mente em ideias superiores da vida, do amor, da arte elevada, do bem, da imortalidade, constitui objetivo moral da reencarnação, de maneira que plenitude, a felicidade sejam a conquista a ser lograda. Pensar bem é fator de vida que propicia o desenvolvimento, a conquista da vida.” (Autodescobrimento, Joanna de Ângelis, cap. 2, item pensamento).
Bibliografia:
FRANCO, Divaldo P. Equipamentos existenciais. In: _____. Autodescobrimento: uma busca interior.
MENEZES, Frederico. Sombras. In: _____. Ajuda-te.
SIMONETTI, Richard. Carnaval - motivação diferente. In: _____. Temas de hoje problemas de sempre.
TEIXEIRA, José R. Exercícios psíquicos. In: _____.Educação e vivência.
XAVIER, Francisco C. O poder das trevas. In: _____. Jesus no Lar.
_____. Pensamento e conduta. In: _____. Encontro marcado.
Desenvolvimento:
Primeiro momento: distribuir aos evangelizandos pedaços de papel celofane de diversas cores (preto, vermelho, amarelo, azul, transparente). Pedir que eles andem pela sala, olhando através do papel colorido, dizendo baixinho como se sentem, olhando o mundo através daquela cor. Após alguns minutos, as crianças devem trocar os pedaços de papel com os colegas, diversas vezes, até que todos tenham observado a sala com todas as cores de papel.
Segundo momento: indagar aos evangelizandos: Enxergaram bem com todas as cores? Era mais fácil de ver com alguma cor? Por quê? Com qual cor gostaram mais? Por quê?
Terceiro momento: O evangelizador deve ajudar os alunos a concluir que era difícil enxergar através do preto, que tudo parecia triste; que através do amarelo as coisas pareciam ter cores que não possuem; que quanto mais escura a cor (vermelho, azul), mais difícil de ver; que através do papel celofane transparente era possível perceber melhor os objetos, os outros papéis coloridos e a expressão dos colegas. A idéia é comparar as cores com os sentimentos que temos: preto - tristeza; vermelho - euforia, agitação; azul claro - calma; transparente - paz, harmonia - melhor maneira de ver as coisas.
Quarto momento: explicar que os papéis celofane simboliza como cada pessoa vê a vida e o mundo conforme os sentimentos que possui. Por isso as pessoas percebem de diferentes maneiras as mesmas coisas, como se cada uma olhasse através de uma folha colorida diferente.
Quinto momento: lembrar a importância do pensamento e das palavras, modos como expressamos os sentimentos que temos no coração. O pensamento positivo é um hábito que se adquire praticando. Através do pensamento é que se originam nossas atitudes, por isso a importância dos pensamentos otimistas. Pensamentos negativos, pessimistas, são como lixo: poluem a mente e o corpo, ocasionando sensações ruins.
Mas como ter pensamentos bons? Procurando ver sempre o lado bom das coisas, escolhendo coisas construtivas para fazer, leituras edificantes, brincadeiras e conversas positivas (sem fofocas, brigas, brincadeiras de guerra ou filmes de terror); estando em sintonia com a Espiritualidade Superior através da prece, sendo otimista. Perante as dificuldades nossas atitudes devem ser de fé e confiança em Deus, crença em si mesmo (nas capacidades que possuímos), oração e vontade de agir corretamente.
Sexto momento: distribuir revistas, tesoura e cola. Cada criança deve escolher uma figura e escrever, em pequenos pedaços coloridos de cartolina, sentimentos, pensamentos, atitudes e fatos positivos e negativos. Ao final, em uma folha de cartolina colar, de um lado, os sentimentos positivos e do outro os negativos, assim:
Paz/Tristeza
Alegria/Solidão
Conversar com os amigos/Fazer mal aos outros
Estar com a família/Guerras
Avaliação do Evangelizador:
A participação de todos foi completa, com várias crianças ajudando outras e escolher figuras e também dando sugestões sobre quais figuras deveriam ser coladas. Neste dia a turma era grande, e o cartaz ficou muito rico.
Anexos (histórias utilizadas, descrição de técnicas, músicas, jogos, etc.)
PENSAMENTO E CONDUTA
Emmanuel
Nem sempre estamos habilitados a eleger o nosso ambiente mais íntimo, na experiência cotidiana.
Às vezes, somos constrangidos a suportar certos quadros de luta ou partilhar o convívio de pessoas que não se nos afinam com a maneira de ser, em razão dos compromissos que trazemos de existências passadas. Entretanto, em qualquer situação, somos livres para escolher os nossos pensamentos.
Cada inteligência emite idéais que lhe são peculiares, a se definirem por ondas de energia viva e plasticizante, mas se arroja de si essas forças, igualmente as recebe, pelo que influencia e é influenciada.
Ainda mesmo por instantes, toda criatura, ao exteriorizar-se, seja imaginando, falando ou agindo, em movimentação positiva, é um emissor atuante na vida, e, sempre que se interioriza, meditando, observando ou obedecendo, de modo passivo, é um receptor em funcionamento.
Aqueles que se desenvolveram mentalmente, atingindo a esfera das criações sugestivas, assumem o papel de orientadores, adquirindo responsabilidades mais vastas pela facilidade com que articulam programas de rumo para os outros.
Cada qual expõe o que pensa pelo esforço que realiza: o cientista pela obra a que se consagra, o professor pelo que ensina, o escritor pelo que escreve, o comentarista pelo que fala, o artista pelo trabalho em que se revela.
Analisemos, assim, aquilo que nomeamos como sendo nosso "estado de espírito". Tensão, dúvida, angústia, irritação, otimismo, coragem, confiança ou alegria são frutos de nossa preferência no mercado gratuito das idéias, de vez que o fio invisível de nossas ligações com o bem ou com o mal parte essencialmente de nós.
Convençamo-mos de que a nossa mente possui muita coisa comum com o aparelho radiofônico. Emissões construtivas ou deprimentes, significando a carga sutil de sugestões boas ou más que aceitamos de companheiros encarnados ou desencarnados, alcançam-nos incessantemente e podem alterar-nos o modo de ser, mas não podemos olvidar que a NOSSA VONTADE É O SINTONIZADOR.
Do livro Encontro marcado. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Objetivos: o pensamento é energia que se exterioriza e cria sintonia com outras mentes, sejam encarnadas ou desencarnadas. Este pode ser também fonte geradora de desequilíbrios, doenças e acontecimentos negativos.
Higiente mental é avaliar os tipos de pensamentos que temos, qual seu tipo de energia, se positiva proporcionando equilibrio, paz, saúde, amor, ou negativa estimulando o egoísmo, a falta de fé, a avareza, a doença do corpo e o desequilibrio do ambiente. “O pensamento é exteriorização da mente, que independe da matéria e por sua vez é originado no Espírito”. O Espírito possui a faculdade mental que expressa o pensamento em todas as direções, utilizando-se do cérebro humano para comunciar suas ideias com as demais pessoas. Disciplinar e edificar o pensamento através da fixação da mente em ideias superiores da vida, do amor, da arte elevada, do bem, da imortalidade, constitui objetivo moral da reencarnação, de maneira que plenitude, a felicidade sejam a conquista a ser lograda. Pensar bem é fator de vida que propicia o desenvolvimento, a conquista da vida.” (Autodescobrimento, Joanna de Ângelis, cap. 2, item pensamento).
Bibliografia:
FRANCO, Divaldo P. Equipamentos existenciais. In: _____. Autodescobrimento: uma busca interior.
MENEZES, Frederico. Sombras. In: _____. Ajuda-te.
SIMONETTI, Richard. Carnaval - motivação diferente. In: _____. Temas de hoje problemas de sempre.
TEIXEIRA, José R. Exercícios psíquicos. In: _____.Educação e vivência.
XAVIER, Francisco C. O poder das trevas. In: _____. Jesus no Lar.
_____. Pensamento e conduta. In: _____. Encontro marcado.
Desenvolvimento:
Primeiro momento: distribuir aos evangelizandos pedaços de papel celofane de diversas cores (preto, vermelho, amarelo, azul, transparente). Pedir que eles andem pela sala, olhando através do papel colorido, dizendo baixinho como se sentem, olhando o mundo através daquela cor. Após alguns minutos, as crianças devem trocar os pedaços de papel com os colegas, diversas vezes, até que todos tenham observado a sala com todas as cores de papel.
Segundo momento: indagar aos evangelizandos: Enxergaram bem com todas as cores? Era mais fácil de ver com alguma cor? Por quê? Com qual cor gostaram mais? Por quê?
Terceiro momento: O evangelizador deve ajudar os alunos a concluir que era difícil enxergar através do preto, que tudo parecia triste; que através do amarelo as coisas pareciam ter cores que não possuem; que quanto mais escura a cor (vermelho, azul), mais difícil de ver; que através do papel celofane transparente era possível perceber melhor os objetos, os outros papéis coloridos e a expressão dos colegas. A idéia é comparar as cores com os sentimentos que temos: preto - tristeza; vermelho - euforia, agitação; azul claro - calma; transparente - paz, harmonia - melhor maneira de ver as coisas.
Quarto momento: explicar que os papéis celofane simboliza como cada pessoa vê a vida e o mundo conforme os sentimentos que possui. Por isso as pessoas percebem de diferentes maneiras as mesmas coisas, como se cada uma olhasse através de uma folha colorida diferente.
Quinto momento: lembrar a importância do pensamento e das palavras, modos como expressamos os sentimentos que temos no coração. O pensamento positivo é um hábito que se adquire praticando. Através do pensamento é que se originam nossas atitudes, por isso a importância dos pensamentos otimistas. Pensamentos negativos, pessimistas, são como lixo: poluem a mente e o corpo, ocasionando sensações ruins.
Mas como ter pensamentos bons? Procurando ver sempre o lado bom das coisas, escolhendo coisas construtivas para fazer, leituras edificantes, brincadeiras e conversas positivas (sem fofocas, brigas, brincadeiras de guerra ou filmes de terror); estando em sintonia com a Espiritualidade Superior através da prece, sendo otimista. Perante as dificuldades nossas atitudes devem ser de fé e confiança em Deus, crença em si mesmo (nas capacidades que possuímos), oração e vontade de agir corretamente.
Sexto momento: distribuir revistas, tesoura e cola. Cada criança deve escolher uma figura e escrever, em pequenos pedaços coloridos de cartolina, sentimentos, pensamentos, atitudes e fatos positivos e negativos. Ao final, em uma folha de cartolina colar, de um lado, os sentimentos positivos e do outro os negativos, assim:
Paz/Tristeza
Alegria/Solidão
Conversar com os amigos/Fazer mal aos outros
Estar com a família/Guerras
Avaliação do Evangelizador:
A participação de todos foi completa, com várias crianças ajudando outras e escolher figuras e também dando sugestões sobre quais figuras deveriam ser coladas. Neste dia a turma era grande, e o cartaz ficou muito rico.
Anexos (histórias utilizadas, descrição de técnicas, músicas, jogos, etc.)
PENSAMENTO E CONDUTA
Emmanuel
Nem sempre estamos habilitados a eleger o nosso ambiente mais íntimo, na experiência cotidiana.
Às vezes, somos constrangidos a suportar certos quadros de luta ou partilhar o convívio de pessoas que não se nos afinam com a maneira de ser, em razão dos compromissos que trazemos de existências passadas. Entretanto, em qualquer situação, somos livres para escolher os nossos pensamentos.
Cada inteligência emite idéais que lhe são peculiares, a se definirem por ondas de energia viva e plasticizante, mas se arroja de si essas forças, igualmente as recebe, pelo que influencia e é influenciada.
Ainda mesmo por instantes, toda criatura, ao exteriorizar-se, seja imaginando, falando ou agindo, em movimentação positiva, é um emissor atuante na vida, e, sempre que se interioriza, meditando, observando ou obedecendo, de modo passivo, é um receptor em funcionamento.
Aqueles que se desenvolveram mentalmente, atingindo a esfera das criações sugestivas, assumem o papel de orientadores, adquirindo responsabilidades mais vastas pela facilidade com que articulam programas de rumo para os outros.
Cada qual expõe o que pensa pelo esforço que realiza: o cientista pela obra a que se consagra, o professor pelo que ensina, o escritor pelo que escreve, o comentarista pelo que fala, o artista pelo trabalho em que se revela.
Analisemos, assim, aquilo que nomeamos como sendo nosso "estado de espírito". Tensão, dúvida, angústia, irritação, otimismo, coragem, confiança ou alegria são frutos de nossa preferência no mercado gratuito das idéias, de vez que o fio invisível de nossas ligações com o bem ou com o mal parte essencialmente de nós.
Convençamo-mos de que a nossa mente possui muita coisa comum com o aparelho radiofônico. Emissões construtivas ou deprimentes, significando a carga sutil de sugestões boas ou más que aceitamos de companheiros encarnados ou desencarnados, alcançam-nos incessantemente e podem alterar-nos o modo de ser, mas não podemos olvidar que a NOSSA VONTADE É O SINTONIZADOR.
Do livro Encontro marcado. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
10 - Prece
Tema: Prece (qualidade, eficácia e ação)
Objetivos: identificar o valor da prece para a manutenção da sintonia com os Espíritos Superiores. Enumerar os benefícios da prece para o Espírito. Reconhecer que as preces são atendidas segundo a vontade de Deus, que tudo sabe, e nem sempre conforme pedimos.
A prece é a comunhão do homem com Deus. Temos necessidade de orar para ficarmos ligados com o mundo espiritual superior. O poder da oração se evidencia nos resultados que obtemos: paz, confiança, equilíbrio, ajuda para os problemas - físicos, materiais, espirituais – e se for da vontade divina, a cura para muitos dos nossos males e problemas.
Bibliografia:
KARDEC, Allan. Pedi e obtereis. In: _____. O Evangelho segundo o Espiritismo.
_____. Da lei de adoração. In: _____. O Livro dos Espíritos.
XAVIER, Francisco C. Comunhão com Deus. In: _____. Boa nova.
_____. Ora e confia. In: _____. Amizade.
Desenvolvimento:
a) Distribuir a mensagem “Ora e confia”. Ler e comentar.
b) Dependendo do número de participantes, formar duplas ou mais grupos para analisar o texto e responder as questões propostas no anexo.
Anexos (histórias utilizadas, descrição de técnicas, músicas, jogos, etc.)
A prece
A prece é uma invocação, e através dela o homem entra, pelo pensamento, em comunicação com o ser a quem se dirige. Pode ter por objetivo um pedido, um agradecimento, ou uma glorificação. Podemos orar por nós mesmos ou por outros, pelos vivos ou pelos mortos. As preces feitas a Deus são atendidas pelos Espíritos encarregados da execução de suas vontades; as que se dirigem aos bons Espíritos são reportadas a Deus.
Qualidades da prece
1. Quando orar, não façam como os hipócritas, que, afetadamente, oram de pé nas sinagogas e nos cantos das ruas para serem vistos pelos homens. Quando quiser orar, entre em seu íntimo, ore a vosso Pai em segredo; e vosso Pai, que vê o que se passa com você, lhe dará a recompensa.
Não peçam muito nas suas preces, ao pensar que pela multiplicidade das palavras é que serão atendidos. Nosso Pai sabe das nossas necessidades, antes de Lhe pedir. (S. Mateus, cap. VI, vv., 5 a 8.)
2. Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu, o outro publicano. O fariseu, conservando-se de pé, orava assim, consigo mesmo: “Meu Deus, graças a Ti por não ser como os outros homens, que são ladrões, injustos e adúlteros, nem mesmo como esse publicano. Jejuo duas vezes na semana; dou o dízimo de tudo o que possuo”.
O publicano, ao contrário, conservando-se afastado, não ousava, sequer, erguer os olhos ao céu; mas, batia no peito, dizendo: “Meu Deus, tem piedade de mim, que sou um pecador”.
Declaro que este publicano voltou para a sua casa, justificado, e o outro não; porque aquele que se eleva será rebaixado e aquele que se humilha será elevado. (S. Lucas, cap. XVIII, vv. 9 a 14.)
3. Jesus definiu claramente as qualidades da prece. Quando orar, diz ele, não se coloque em evidência; antes, ore em segredo. Não é preciso orar muito, pois não é pela multiplicidade das palavras que seremos escutados, mas pela sinceridade delas. Orar, enfim, com humildade, como o publicano, e não com orgulho, como o fariseu.
* Quais as qualidades da prece?
Eficácia da prece
Desta frase: “Será concedido o que quer que pedir pela prece”, seria ilógico deduzir que basta pedir para obter e seria injusto acusar a Providência de não responder a todo pedido que se faça, uma vez que ela sabe, melhor do que nós, o que é para o nosso bem. É como um pai amoroso que recusa ao filho o que seja contrário aos seus interesses. Em geral, o homem apenas vê o presente. Se o sofrimento é de utilidade para a sua felicidade futura, Deus o deixará sofrer, como o cirurgião deixa que o doente sofra as dores de uma operação que lhe trará a cura.
O que Deus lhe concederá sempre, se ele pedir com confiança, é a coragem, a paciência, a resignação. Também lhe concederá os meios de sair por conta própria das dificuldades, através das sugestões que os bons Espíritos lhe darão, dessa forma deixando-lhe o mérito da ação.
Ele dá assistência os que se ajudam a si mesmos, de acordo com esta frase: "Ajuda-te, que o Céu te ajudará"; não assiste, porém, os que tudo esperam de um socorro estranho, sem fazer uso das faculdades que possui. Entretanto, na maioria das vezes, o que o homem quer é ser socorrido por milagre, sem gastar o mínimo esforço.
* Qual o verdadeiro significado da frase: “Tudo que pedir através da prece, lhe será concedido”?
Ação da prece - Transmissão do pensamento
1. O Espiritismo torna compreensível a ação da prece, explicando o modo de transmissão do pensamento. Precisamos nos conceber mergulhados no fluido universal, que ocupa o espaço, todos os seres, encarnados e desencarnados, assim como nos achamos, neste mundo, dentro da atmosfera. Esse fluido recebe uma impulsão da vontade; ele é o veículo do pensamento, como o ar é do som, com a diferença de que as vibrações do ar são limitadas, ao passo que as do fluido universal se estendem ao infinito. Dirigido o pensamento para um ser qualquer, na Terra ou no espaço, de encarnado para desencarnado, ou vice-versa, uma corrente fluídica se estabelece entre um e outro, transmitindo o pensamento de um ao outro, como o ar transmite o som.
A energia da corrente guarda proporção com a do pensamento e da vontade. E assim que os Espíritos ouvem a prece que lhes é dirigida, qualquer que seja o lugar onde se encontram; é assim que os Espíritos se comunicam entre si e nos transmitem suas inspirações.
2. Pela prece, o homem obtém a ajuda dos bons Espíritos que correm para sustentá-lo em suas boas resoluções e a inspirar-lhe idéias sãs. Ele adquire, desse modo, a força moral necessária para vencer as dificuldades e a voltar para o caminho reto, se dele se afastou. Por esse meio, pode também desviar de si as coisas ruins que atrairia pelas suas próprias faltas.
3. Está no pensamento o poder da prece. Não depende nem das palavras, nem do lugar, nem do momento em que seja feita. Pode-se, portanto, orar em toda parte e a qualquer hora, a sós ou em comum. A influência do lugar ou do tempo só se faz sentir nas circunstâncias que favoreçam o recolhimento. A prece em comum tem ação mais poderosa, quando todos os que oram se associam de coração a um mesmo pensamento e mesmo objetivo, porque é como se muitos falassem juntos e ao mesmo tempo. Mas, que importa seja grande o número de pessoas reunidas para orar, se cada uma atua isoladamente e por conta própria? Cem pessoas juntas podem orar como egoístas, enquanto duas ou três, ligadas por uma mesma aspiração, orarão quais verdadeiros irmãos em Deus, e mais força terá a prece que lhe dirijam do que a das cem outras.
* Como funciona a transmissão do pensamento?
* Para que serve a prece? Ela depende das palavras? Explique.
Objetivos: identificar o valor da prece para a manutenção da sintonia com os Espíritos Superiores. Enumerar os benefícios da prece para o Espírito. Reconhecer que as preces são atendidas segundo a vontade de Deus, que tudo sabe, e nem sempre conforme pedimos.
A prece é a comunhão do homem com Deus. Temos necessidade de orar para ficarmos ligados com o mundo espiritual superior. O poder da oração se evidencia nos resultados que obtemos: paz, confiança, equilíbrio, ajuda para os problemas - físicos, materiais, espirituais – e se for da vontade divina, a cura para muitos dos nossos males e problemas.
Bibliografia:
KARDEC, Allan. Pedi e obtereis. In: _____. O Evangelho segundo o Espiritismo.
_____. Da lei de adoração. In: _____. O Livro dos Espíritos.
XAVIER, Francisco C. Comunhão com Deus. In: _____. Boa nova.
_____. Ora e confia. In: _____. Amizade.
Desenvolvimento:
a) Distribuir a mensagem “Ora e confia”. Ler e comentar.
b) Dependendo do número de participantes, formar duplas ou mais grupos para analisar o texto e responder as questões propostas no anexo.
Anexos (histórias utilizadas, descrição de técnicas, músicas, jogos, etc.)
A prece
A prece é uma invocação, e através dela o homem entra, pelo pensamento, em comunicação com o ser a quem se dirige. Pode ter por objetivo um pedido, um agradecimento, ou uma glorificação. Podemos orar por nós mesmos ou por outros, pelos vivos ou pelos mortos. As preces feitas a Deus são atendidas pelos Espíritos encarregados da execução de suas vontades; as que se dirigem aos bons Espíritos são reportadas a Deus.
Qualidades da prece
1. Quando orar, não façam como os hipócritas, que, afetadamente, oram de pé nas sinagogas e nos cantos das ruas para serem vistos pelos homens. Quando quiser orar, entre em seu íntimo, ore a vosso Pai em segredo; e vosso Pai, que vê o que se passa com você, lhe dará a recompensa.
Não peçam muito nas suas preces, ao pensar que pela multiplicidade das palavras é que serão atendidos. Nosso Pai sabe das nossas necessidades, antes de Lhe pedir. (S. Mateus, cap. VI, vv., 5 a 8.)
2. Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu, o outro publicano. O fariseu, conservando-se de pé, orava assim, consigo mesmo: “Meu Deus, graças a Ti por não ser como os outros homens, que são ladrões, injustos e adúlteros, nem mesmo como esse publicano. Jejuo duas vezes na semana; dou o dízimo de tudo o que possuo”.
O publicano, ao contrário, conservando-se afastado, não ousava, sequer, erguer os olhos ao céu; mas, batia no peito, dizendo: “Meu Deus, tem piedade de mim, que sou um pecador”.
Declaro que este publicano voltou para a sua casa, justificado, e o outro não; porque aquele que se eleva será rebaixado e aquele que se humilha será elevado. (S. Lucas, cap. XVIII, vv. 9 a 14.)
3. Jesus definiu claramente as qualidades da prece. Quando orar, diz ele, não se coloque em evidência; antes, ore em segredo. Não é preciso orar muito, pois não é pela multiplicidade das palavras que seremos escutados, mas pela sinceridade delas. Orar, enfim, com humildade, como o publicano, e não com orgulho, como o fariseu.
* Quais as qualidades da prece?
Eficácia da prece
Desta frase: “Será concedido o que quer que pedir pela prece”, seria ilógico deduzir que basta pedir para obter e seria injusto acusar a Providência de não responder a todo pedido que se faça, uma vez que ela sabe, melhor do que nós, o que é para o nosso bem. É como um pai amoroso que recusa ao filho o que seja contrário aos seus interesses. Em geral, o homem apenas vê o presente. Se o sofrimento é de utilidade para a sua felicidade futura, Deus o deixará sofrer, como o cirurgião deixa que o doente sofra as dores de uma operação que lhe trará a cura.
O que Deus lhe concederá sempre, se ele pedir com confiança, é a coragem, a paciência, a resignação. Também lhe concederá os meios de sair por conta própria das dificuldades, através das sugestões que os bons Espíritos lhe darão, dessa forma deixando-lhe o mérito da ação.
Ele dá assistência os que se ajudam a si mesmos, de acordo com esta frase: "Ajuda-te, que o Céu te ajudará"; não assiste, porém, os que tudo esperam de um socorro estranho, sem fazer uso das faculdades que possui. Entretanto, na maioria das vezes, o que o homem quer é ser socorrido por milagre, sem gastar o mínimo esforço.
* Qual o verdadeiro significado da frase: “Tudo que pedir através da prece, lhe será concedido”?
Ação da prece - Transmissão do pensamento
1. O Espiritismo torna compreensível a ação da prece, explicando o modo de transmissão do pensamento. Precisamos nos conceber mergulhados no fluido universal, que ocupa o espaço, todos os seres, encarnados e desencarnados, assim como nos achamos, neste mundo, dentro da atmosfera. Esse fluido recebe uma impulsão da vontade; ele é o veículo do pensamento, como o ar é do som, com a diferença de que as vibrações do ar são limitadas, ao passo que as do fluido universal se estendem ao infinito. Dirigido o pensamento para um ser qualquer, na Terra ou no espaço, de encarnado para desencarnado, ou vice-versa, uma corrente fluídica se estabelece entre um e outro, transmitindo o pensamento de um ao outro, como o ar transmite o som.
A energia da corrente guarda proporção com a do pensamento e da vontade. E assim que os Espíritos ouvem a prece que lhes é dirigida, qualquer que seja o lugar onde se encontram; é assim que os Espíritos se comunicam entre si e nos transmitem suas inspirações.
2. Pela prece, o homem obtém a ajuda dos bons Espíritos que correm para sustentá-lo em suas boas resoluções e a inspirar-lhe idéias sãs. Ele adquire, desse modo, a força moral necessária para vencer as dificuldades e a voltar para o caminho reto, se dele se afastou. Por esse meio, pode também desviar de si as coisas ruins que atrairia pelas suas próprias faltas.
3. Está no pensamento o poder da prece. Não depende nem das palavras, nem do lugar, nem do momento em que seja feita. Pode-se, portanto, orar em toda parte e a qualquer hora, a sós ou em comum. A influência do lugar ou do tempo só se faz sentir nas circunstâncias que favoreçam o recolhimento. A prece em comum tem ação mais poderosa, quando todos os que oram se associam de coração a um mesmo pensamento e mesmo objetivo, porque é como se muitos falassem juntos e ao mesmo tempo. Mas, que importa seja grande o número de pessoas reunidas para orar, se cada uma atua isoladamente e por conta própria? Cem pessoas juntas podem orar como egoístas, enquanto duas ou três, ligadas por uma mesma aspiração, orarão quais verdadeiros irmãos em Deus, e mais força terá a prece que lhe dirijam do que a das cem outras.
* Como funciona a transmissão do pensamento?
* Para que serve a prece? Ela depende das palavras? Explique.
9 - Pensamento
Tema: Pensamento
Objetivos: identificar o pensamento como um fio condutor de energias positivas e negativas. Refletir sobre o pensamento como meio de sintonia entre os espíritos encarnados e desencarnados.
Todo pensamento emitido cria imagens mentais que são vistas pelos Espíritos desencarnados. Essas imagens emitem fluidos que impregnam, com sua própria composição positiva ou negativa, os ambientes e a própria pessoa que pensa. Esta, por sua vez, pode influenciar pessoas, animais, plantas, etc. por isso devemos tomar cuidado com o que pensamos e com os lugares que frequentamos.
Bibliografia:
KARDEC, Allan. Os fluidos. In: _____. A Gênese.
_____. Bem-aventurados os puros. In: _____. O Evangelho segundo o Espiritismo.
_____. Da intervenção dos Espíritos. In: _____. O Livro dos Espíritos.
XAVIER, Francisco C. In: _____. O consolador.
FRANCO, Divaldo P. Em atividade. In: _____. Momentos de decisão.
Desenvolvimento:
a) Acompanhar a leitura do texto “A árvore dos desejos”. Estimular a participação de todos na compreensão da mensagem expressa na história.
b) Dividir a turma em dois ou três grupos e distribuir o artigo “Pensamento, sintonia e energias”. Cada grupo deverá ler o texto, fazer um pequeno resumo e escrever num cartaz, colocando também a figura correspondente. Cada grupo faz uma apresentação, explicando para os demais o que entendeu.
Avaliação do Evangelizador:
Neste dia a turma era pequena (5 crianças) e foi dividida em dois grupos apenas. Todos compreenderam o texto e a montagem ficou bem fácil.
Anexos (histórias utilizadas, descrição de técnicas, músicas, jogos, etc.)
Pensamento, Sintonia e Energias
Carlos Augusto Parchen
O ser humano é um complexo, que pode ser avaliado sobre diferentes visões: científica, religiosa, filosófica, holística, etc. Cada visão tem suas particularidades e abordagens, que enfatizam as “cores” da sua proposta ou linha de pensamento.
No entanto, um ponto de convergência começa a se consolidar como aceito pela maioria das visões: o componente energético do ser humano, e as sua interfaces com a natureza e com os outros seres da criação.
Com o desenvolvimento científico e os avanços tecnológicos, cada vez mais se estuda, diagnostica e teoriza sobre energias no complexo humano, como o pensamento emite energias, como se sintoniza e absorve energias do ambiente, etc.
O espiritismo kardecista enfatiza a questão energética do ser humano, colocando o componente energético e suas relações como tão ou mais importante que o componente material (físico, orgânico).
A base dos sistemas de auto-ajuda está na mentalização positiva, ou seja, na geração de energias positivas ao redor da pessoa.
A natureza é um imenso oceano de vibrações e energias, onde os seres transitam, influenciando e sendo influenciado por essa torrente energética e vibratória.
A física quântica, com suas teorias complexas e revolucionárias, traz à luz da discussão científica, o componente não material nos fenômenos da natureza, o elemento “organizador” da estrutura material e de seus fenômenos.
As colocações que fizemos até agora, visam chamar nossa atenção para a questão energética e sua influência e relações em nossa vida. Vamos abordar a questão específica dos nossos pensamentos e de nossa sintonia energética e vibratória.
O ser humano absorve energias das mais diversas, de forma automática, e as metaboliza em sua estrutura energética, que o espiritismo denomina de perispírito. Essa absorção e metabolização, faz parte normal do funcionamento do complexo humano, ocorrendo de maneira automática, ou seja, é um processo inconsciente ou transparente, numa linguagem mais moderna, que ocorre independente da percepção ou decisão voluntária da pessoa.
Essas energias absorvidas são constituídas das energias e vibrações do ambiente em que estamos inseridos, e se constituem de elementos presentes na natureza (como o Fluído Cósmico Universal, radiações eletromagnéticas, etc.), de fluídos (emissões energéticas de processos orgânicos ou perispirituais de outros seres da criação) e de vibrações e pensamentos advindos de outros seres humanos ou espíritos.
A metabolização no nosso complexo, transforma essas energias absorvidas em componentes específicos da nossa “circulação” energética, distribuindo estes em todo o nosso organismo físico e perispiritual, servindo como verdadeiro “alimento” para o complexo humano.
Por ser um processo automático, a absorção de energias pelo nosso organismo está ajustado, naturalmente e automaticamente, ao padrão energético e vibratório específico do indivíduo, ou seja, ao nível vibratório correspondente ao seu estado mental e espiritual do momento.
Isso significa dizer que as energias absorvidas pelo indivíduo são do mesmo padrão vibratório em que ele se encontra no momento, ou seja, nosso complexo energético tem uma espécie de “filtro”, que deixa passar apenas as energias com as quais afinamos e sintonizamos.
Evidentemente, um estado de desequilíbrio no nosso campo mental e espiritual, promove imediatamente um reajuste no nosso sistema energético, o que nos leva também a sintonia com determinado tipo de energia, que passará a ser “filtrada” para o nosso sistema energético, incorporando-se, pela metabolização ao sistema perispiritual e físico.
O equilíbrio ou o desequilíbrio no campo mental e espiritual do indivíduo, determina, portanto, que “qualidade” ou “tipo” de energia será absorvido por ele.
Se estamos equilibrados, harmonizados, vibrando no bem, nosso “filtro” promove a absorção de boas energias, correspondentes ao nosso “patamar vibratório”, bloqueando a absorção de padrões energéticos “ruins”.
Se estamos desequilibrados, desarmonizados, invigilantes com nossos pensamentos, nosso patamar vibratório se ajusta com energias “ruins”, e nosso filtro bloqueia a absorção das energias boas e promove a assimilação de energias desequilibradas.
É fácil deduzir que se absorvemos um determinado padrão energético, com uma certa “qualidade”, seja ela positiva (boa) ou negativa (ruim), a metabolização dessas energias produz componentes energéticos de qualidade similar, que se distribuem pelo nosso organismo físico e perispiritual, afetando-o com a qualidade inerente ao tipo e qualidade da energia absorvida.
Também podemos inferir que o padrão vibratório/energético absorvido, uma vez metabolizado em nosso complexo perispirítico, reforça o estado vibratório (patamar) que permitiu sua absorção, ou seja, reforçamos o estado de equilíbrio ou desequilíbrio em que nos encontramos. Por isso é necessário a vigilância constante sobre nossa sintonia mental/espiritual, para que não nos deixemos levar pelos pensamentos inadequados, pelas vibrações negativas, pelos sentimentos menos dignos, pelas emoções descontroladas, pois isso permitirá que iniciemos um processo de absorção de energias negativas, que por sua vez reforçam nosso estado de desequilíbrio, o que pode, em persistindo esta situação, colocar-nos em contato com seres desequilibrados, causar-nos doenças e desequilíbrios físicos, psíquicos e espirituais.
Em contrapartida, a vigilância para que nosso pensamento, nossa sintonia permaneça sempre elevada, voltada a prática do bem, do amor e da caridade, permite que, constantemente, fiquemos sintonizados e absorvendo as energias equilibradas, o que reforça nosso equilíbrio e bem estar físico, psíquico e espiritual, trazendo a sensação agradável de estar em sintonia com energias elevadas. Esse é o retorno, a recompensa imediata de quem pratica o amor e a caridade. Traz o prazer em se praticar o bem.
Ao entender este mecanismo, podemos afirmar que é muito importante que busquemos, com um esforço constante, com muita consciência, uma mentalização positiva para o nosso foco mental, para os nossos pensamentos, em todas as etapas e momentos de nossa vida, em casa, no trabalho, no lazer, no trânsito, de modo a garantir a sintonia com um patamar energético mais elevado, com a conseqüente absorção e metabolização de energias benéficas e reforçadoras de nosso comportamento no caminho do bem.
De outra forma, deve ser evitado que nosso foco mental vague em paragens menos dignas. Temos que zelar para que nosso pensamento não seja direcionado para as coisas negativas e destruidoras. Não devemos focar a negatividade, os problemas, as inconformidades, nem sintonizar com a desgraça, pois nesse caso nos comportaremos como urubus, que voam alto apenas para focalizar a carniça, para dela se alimentar.
Pensamento no bem, pensamento calmo, pensamento positivo, pensamento criador, foco no amor e na caridade. Esse é o caminho da mentalização, da sintonia e da absorção das boas energias. Lembremo-nos que as palavras expressam pensamentos. Que saiam de nossas bocas as boas palavras e de nosso coração as boas atitudes.
Devemos sempre ter em mente que a energização que nos envolverá, depende, em cada instante, apenas de nossa atitude mental, e que na aplicação prática de nossa vida, a ligação com o alto se faz na aplicação das boas virtudes, com o exercício constante do bem, seja em que atividade estivermos.
Nosso bem estar depende apenas de nós mesmos.
Carlos Augusto Parchen - Dezembro de 2000
A árvore dos desejos
No conceito Védico indiano, o Paraíso é composto por Árvores dos Desejos. Basta alguém sentar debaixo de uma delas e desejar qualquer coisa, que imediatamente o desejo se realizará, sem intervalo de tempo entre o desejo e a realização.
Conta uma velha lenda que, certa vez um homem estava viajando e acidentalmente, sentou-se embaixo de uma dessas Árvores dos Desejos.
Sem nada saber sobre isso e dominado pelo cansaço, o homem pegou no sono, à sombra de sua frondosa copa. Quando despertou estava com muita fome, e então disse:
- Estou com tanta fome! Ah, como eu desejaria conseguir alguma comida agora!
E imediatamente apareceu um prato de comida à sua frente, vinda do nada, simplesmente uma deliciosa comida, flutuando no ar.
Ele estava tão faminto que não prestou atenção de onde viera a comida. Começou a comê-la assim que a viu. Somente depois que sua fome foi saciada é que voltou a olhar ao redor. Outro pensamento surgiu em sua mente:
- Se ao menos eu conseguisse algo para beber...
Imediatamente apareceram excelentes sucos e vinhos.
Bebendo e relaxando na brisa fresca, sob a sombra da árvore, o homem começou a pensar:
- O que está acontecendo? O que está havendo? Estou sonhando ou existem espíritos ao meu redor que estão fazendo truques comigo?
E diversos espíritos apareceram.
O homem começou a tremer e novamente um pensamento surgiu em sua mente:
- Serão esses espíritos perigosos?...
Logo os espíritos se tornaram nauseantes, ferozes e começaram a fazer gestos ameaçadores para ele.
- Ai, meu Deus! Agora certamente eles vão me matar!
E assim aconteceu...
Esta parábola tem apenas um significado: sua mente é a Árvore dos Desejos, e o que você pensa, mais cedo ou mais tarde, há de se realizar. Às vezes o intervalo entre o pensamento e o acontecimento é tão grande que nos esquecemos completamente que, de alguma maneira, desejamos o ocorrido.
Mas, se olharmos profundamente, perceberemos que todos os nossos pensamentos, desejos, medos e receios estão criando nossas vidas. Eles criam nosso inferno ou nosso paraíso, criam nosso tormento ou nossa alegria. Todos nós temos mentes "mágicas" capazes de manifestar externamente, nossos desejos e pensamentos.
Estamos fiando a trama de nossas vidas, tecendo o mundo dentro e fora de nós, sem ao menos termos consciência disso. Sua vida está em suas mãos. Você pode escolher transformá-la num inferno ou num paraíso. A responsabilidade é toda sua. Isso depende somente de você!
Osho
Objetivos: identificar o pensamento como um fio condutor de energias positivas e negativas. Refletir sobre o pensamento como meio de sintonia entre os espíritos encarnados e desencarnados.
Todo pensamento emitido cria imagens mentais que são vistas pelos Espíritos desencarnados. Essas imagens emitem fluidos que impregnam, com sua própria composição positiva ou negativa, os ambientes e a própria pessoa que pensa. Esta, por sua vez, pode influenciar pessoas, animais, plantas, etc. por isso devemos tomar cuidado com o que pensamos e com os lugares que frequentamos.
Bibliografia:
KARDEC, Allan. Os fluidos. In: _____. A Gênese.
_____. Bem-aventurados os puros. In: _____. O Evangelho segundo o Espiritismo.
_____. Da intervenção dos Espíritos. In: _____. O Livro dos Espíritos.
XAVIER, Francisco C. In: _____. O consolador.
FRANCO, Divaldo P. Em atividade. In: _____. Momentos de decisão.
Desenvolvimento:
a) Acompanhar a leitura do texto “A árvore dos desejos”. Estimular a participação de todos na compreensão da mensagem expressa na história.
b) Dividir a turma em dois ou três grupos e distribuir o artigo “Pensamento, sintonia e energias”. Cada grupo deverá ler o texto, fazer um pequeno resumo e escrever num cartaz, colocando também a figura correspondente. Cada grupo faz uma apresentação, explicando para os demais o que entendeu.
Avaliação do Evangelizador:
Neste dia a turma era pequena (5 crianças) e foi dividida em dois grupos apenas. Todos compreenderam o texto e a montagem ficou bem fácil.
Anexos (histórias utilizadas, descrição de técnicas, músicas, jogos, etc.)
Pensamento, Sintonia e Energias
Carlos Augusto Parchen
O ser humano é um complexo, que pode ser avaliado sobre diferentes visões: científica, religiosa, filosófica, holística, etc. Cada visão tem suas particularidades e abordagens, que enfatizam as “cores” da sua proposta ou linha de pensamento.
No entanto, um ponto de convergência começa a se consolidar como aceito pela maioria das visões: o componente energético do ser humano, e as sua interfaces com a natureza e com os outros seres da criação.
Com o desenvolvimento científico e os avanços tecnológicos, cada vez mais se estuda, diagnostica e teoriza sobre energias no complexo humano, como o pensamento emite energias, como se sintoniza e absorve energias do ambiente, etc.
O espiritismo kardecista enfatiza a questão energética do ser humano, colocando o componente energético e suas relações como tão ou mais importante que o componente material (físico, orgânico).
A base dos sistemas de auto-ajuda está na mentalização positiva, ou seja, na geração de energias positivas ao redor da pessoa.
A natureza é um imenso oceano de vibrações e energias, onde os seres transitam, influenciando e sendo influenciado por essa torrente energética e vibratória.
A física quântica, com suas teorias complexas e revolucionárias, traz à luz da discussão científica, o componente não material nos fenômenos da natureza, o elemento “organizador” da estrutura material e de seus fenômenos.
As colocações que fizemos até agora, visam chamar nossa atenção para a questão energética e sua influência e relações em nossa vida. Vamos abordar a questão específica dos nossos pensamentos e de nossa sintonia energética e vibratória.
O ser humano absorve energias das mais diversas, de forma automática, e as metaboliza em sua estrutura energética, que o espiritismo denomina de perispírito. Essa absorção e metabolização, faz parte normal do funcionamento do complexo humano, ocorrendo de maneira automática, ou seja, é um processo inconsciente ou transparente, numa linguagem mais moderna, que ocorre independente da percepção ou decisão voluntária da pessoa.
Essas energias absorvidas são constituídas das energias e vibrações do ambiente em que estamos inseridos, e se constituem de elementos presentes na natureza (como o Fluído Cósmico Universal, radiações eletromagnéticas, etc.), de fluídos (emissões energéticas de processos orgânicos ou perispirituais de outros seres da criação) e de vibrações e pensamentos advindos de outros seres humanos ou espíritos.
A metabolização no nosso complexo, transforma essas energias absorvidas em componentes específicos da nossa “circulação” energética, distribuindo estes em todo o nosso organismo físico e perispiritual, servindo como verdadeiro “alimento” para o complexo humano.
Por ser um processo automático, a absorção de energias pelo nosso organismo está ajustado, naturalmente e automaticamente, ao padrão energético e vibratório específico do indivíduo, ou seja, ao nível vibratório correspondente ao seu estado mental e espiritual do momento.
Isso significa dizer que as energias absorvidas pelo indivíduo são do mesmo padrão vibratório em que ele se encontra no momento, ou seja, nosso complexo energético tem uma espécie de “filtro”, que deixa passar apenas as energias com as quais afinamos e sintonizamos.
Evidentemente, um estado de desequilíbrio no nosso campo mental e espiritual, promove imediatamente um reajuste no nosso sistema energético, o que nos leva também a sintonia com determinado tipo de energia, que passará a ser “filtrada” para o nosso sistema energético, incorporando-se, pela metabolização ao sistema perispiritual e físico.
O equilíbrio ou o desequilíbrio no campo mental e espiritual do indivíduo, determina, portanto, que “qualidade” ou “tipo” de energia será absorvido por ele.
Se estamos equilibrados, harmonizados, vibrando no bem, nosso “filtro” promove a absorção de boas energias, correspondentes ao nosso “patamar vibratório”, bloqueando a absorção de padrões energéticos “ruins”.
Se estamos desequilibrados, desarmonizados, invigilantes com nossos pensamentos, nosso patamar vibratório se ajusta com energias “ruins”, e nosso filtro bloqueia a absorção das energias boas e promove a assimilação de energias desequilibradas.
É fácil deduzir que se absorvemos um determinado padrão energético, com uma certa “qualidade”, seja ela positiva (boa) ou negativa (ruim), a metabolização dessas energias produz componentes energéticos de qualidade similar, que se distribuem pelo nosso organismo físico e perispiritual, afetando-o com a qualidade inerente ao tipo e qualidade da energia absorvida.
Também podemos inferir que o padrão vibratório/energético absorvido, uma vez metabolizado em nosso complexo perispirítico, reforça o estado vibratório (patamar) que permitiu sua absorção, ou seja, reforçamos o estado de equilíbrio ou desequilíbrio em que nos encontramos. Por isso é necessário a vigilância constante sobre nossa sintonia mental/espiritual, para que não nos deixemos levar pelos pensamentos inadequados, pelas vibrações negativas, pelos sentimentos menos dignos, pelas emoções descontroladas, pois isso permitirá que iniciemos um processo de absorção de energias negativas, que por sua vez reforçam nosso estado de desequilíbrio, o que pode, em persistindo esta situação, colocar-nos em contato com seres desequilibrados, causar-nos doenças e desequilíbrios físicos, psíquicos e espirituais.
Em contrapartida, a vigilância para que nosso pensamento, nossa sintonia permaneça sempre elevada, voltada a prática do bem, do amor e da caridade, permite que, constantemente, fiquemos sintonizados e absorvendo as energias equilibradas, o que reforça nosso equilíbrio e bem estar físico, psíquico e espiritual, trazendo a sensação agradável de estar em sintonia com energias elevadas. Esse é o retorno, a recompensa imediata de quem pratica o amor e a caridade. Traz o prazer em se praticar o bem.
Ao entender este mecanismo, podemos afirmar que é muito importante que busquemos, com um esforço constante, com muita consciência, uma mentalização positiva para o nosso foco mental, para os nossos pensamentos, em todas as etapas e momentos de nossa vida, em casa, no trabalho, no lazer, no trânsito, de modo a garantir a sintonia com um patamar energético mais elevado, com a conseqüente absorção e metabolização de energias benéficas e reforçadoras de nosso comportamento no caminho do bem.
De outra forma, deve ser evitado que nosso foco mental vague em paragens menos dignas. Temos que zelar para que nosso pensamento não seja direcionado para as coisas negativas e destruidoras. Não devemos focar a negatividade, os problemas, as inconformidades, nem sintonizar com a desgraça, pois nesse caso nos comportaremos como urubus, que voam alto apenas para focalizar a carniça, para dela se alimentar.
Pensamento no bem, pensamento calmo, pensamento positivo, pensamento criador, foco no amor e na caridade. Esse é o caminho da mentalização, da sintonia e da absorção das boas energias. Lembremo-nos que as palavras expressam pensamentos. Que saiam de nossas bocas as boas palavras e de nosso coração as boas atitudes.
Devemos sempre ter em mente que a energização que nos envolverá, depende, em cada instante, apenas de nossa atitude mental, e que na aplicação prática de nossa vida, a ligação com o alto se faz na aplicação das boas virtudes, com o exercício constante do bem, seja em que atividade estivermos.
Nosso bem estar depende apenas de nós mesmos.
Carlos Augusto Parchen - Dezembro de 2000
A árvore dos desejos
No conceito Védico indiano, o Paraíso é composto por Árvores dos Desejos. Basta alguém sentar debaixo de uma delas e desejar qualquer coisa, que imediatamente o desejo se realizará, sem intervalo de tempo entre o desejo e a realização.
Conta uma velha lenda que, certa vez um homem estava viajando e acidentalmente, sentou-se embaixo de uma dessas Árvores dos Desejos.
Sem nada saber sobre isso e dominado pelo cansaço, o homem pegou no sono, à sombra de sua frondosa copa. Quando despertou estava com muita fome, e então disse:
- Estou com tanta fome! Ah, como eu desejaria conseguir alguma comida agora!
E imediatamente apareceu um prato de comida à sua frente, vinda do nada, simplesmente uma deliciosa comida, flutuando no ar.
Ele estava tão faminto que não prestou atenção de onde viera a comida. Começou a comê-la assim que a viu. Somente depois que sua fome foi saciada é que voltou a olhar ao redor. Outro pensamento surgiu em sua mente:
- Se ao menos eu conseguisse algo para beber...
Imediatamente apareceram excelentes sucos e vinhos.
Bebendo e relaxando na brisa fresca, sob a sombra da árvore, o homem começou a pensar:
- O que está acontecendo? O que está havendo? Estou sonhando ou existem espíritos ao meu redor que estão fazendo truques comigo?
E diversos espíritos apareceram.
O homem começou a tremer e novamente um pensamento surgiu em sua mente:
- Serão esses espíritos perigosos?...
Logo os espíritos se tornaram nauseantes, ferozes e começaram a fazer gestos ameaçadores para ele.
- Ai, meu Deus! Agora certamente eles vão me matar!
E assim aconteceu...
Esta parábola tem apenas um significado: sua mente é a Árvore dos Desejos, e o que você pensa, mais cedo ou mais tarde, há de se realizar. Às vezes o intervalo entre o pensamento e o acontecimento é tão grande que nos esquecemos completamente que, de alguma maneira, desejamos o ocorrido.
Mas, se olharmos profundamente, perceberemos que todos os nossos pensamentos, desejos, medos e receios estão criando nossas vidas. Eles criam nosso inferno ou nosso paraíso, criam nosso tormento ou nossa alegria. Todos nós temos mentes "mágicas" capazes de manifestar externamente, nossos desejos e pensamentos.
Estamos fiando a trama de nossas vidas, tecendo o mundo dentro e fora de nós, sem ao menos termos consciência disso. Sua vida está em suas mãos. Você pode escolher transformá-la num inferno ou num paraíso. A responsabilidade é toda sua. Isso depende somente de você!
Osho
8 - Espírito, perispírito e corpo físico
Tema: Espírito, perispírito e corpo físico
Objetivos: definir espírito, perispírito e corpo físico, segundo o Espiritismo. Reconhecer que espírito, perispírito e a matéria, fazem parte do Espírito encarnado e interferem um no outro simultaneamente.
O Espírito necessita de mecanismos para desenvolver-se. Um deles é o corpo físico, mas para que o Espírito possa atual no corpo físico é necessário um corpo espiritual que se chama perispírito. Este recebe todas as influências, sensações e experiências do corpo e as registra, repassando-as para o Espírito; deste também recebe as informações, registra-as e repassa para o corpo físico. Portanto, tudo que ocorre no corpo sísico reflete no corpo espiritual e consequentemente no Espírito, e vice-versa.
Bibliografia:
KARDEC, Allan. Gênese espiritual. In: _____. A Gênese.
_____. Sede perfeitos. In: _____. O Evangelho segundo o Espiritismo.
_____. Dos Espíritos. In: _____. O Livro dos Espíritos.
Desenvolvimento:
Explicar qual o tema da aula e distribuir tiras de papel com as frases (anexo 1) em três etapas: primeiro corpo físico, depois espírito e perispírito por último. Cada criança retira uma tira dobrada de dentro de uma caixa e lê em voz alta para todos os demais. O evangelizador deve perguntar se entendeu o que estava escrito e a criança explica o que entendeu da frase. Se não souber, o evangelizador pergunta se outra criança sabe ou quer opinar. Detalhar cada aspecto da frase antes de passar a caixa para outra criança.
Avaliação do Evangelizador:
Esta aula foi dada na época da Páscoa. Optou-se por trazer um ovo de páscoa para que as crianças fizessem uma analogia com o tema da aula. A embalagem exterior seria o corpo físico, o papel alumínio o perispírito e o chocolate o espírito. Salientou-se que o perispírito e espírito seriam inseparáveis.
Ao final de cada etapa das frases, foi distribuído pedaços do chocolate entre a turma.
Anexos (histórias utilizadas, descrição de técnicas, músicas, jogos, etc.)
O corpo humano é um conjunto de células aglutinadas ou de fluidos terrestres que se reúnem, sob as leis planetárias, oferecendo ao Espírito a santa oportunidade de aprender, valorizar, reformar e engrandecer a vida.
Palavras de Emmanuel - Francisco Cândido Xavier – ditado pelo espírito Emmanuel
==================================================================================
O corpo humano não deixa de ser a mais importante moradia para nós, quando encarnados. Não podemos esquecer que o próprio Divino Mestre classificava-o como “templo do Senhor”.
Missionários da Luz – Francisco Cândido Xavier – André Luiz (1943)
==================================================================================
Numa nova encarnação o Espírito recebe um corpo físico inteiramente novo, em esquecimento temporário, mas não absoluto, das experiências passadas. É com este corpo que enfrentará as circunstâncias favoráveis ou não do caminho que deve percorrer, para prosseguir na obra digna em que se empenhaou ou para refazer as lições que não aprendeu.
Às vezes, deve sofrer mutilações e enfermidades benéficas, inibições e dificuldades orgânicas de caráter inevitável, porque, de aprendizado a aprendizado e de tarefa a tarefa é que se levantará, vitorioso, para a ascensão à Imortalidade Celeste.
Evolução em dois mundos - Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira – André Luiz (1958)
==================================================================================
Enquanto nos movimentamos na esfera material, somos criaturas marinhas respirando em terra firme. No processo vulgar de alimentação, não podemos dispensar o sal; nosso mecanismo fisiológico, a rigor, se constitui de sessenta por cento de água salgada, cuja composição é quase idêntica à do mar, constante dos sais de sódio, de cálcio, de potássio. Encontra-se, na esfera de atividade fisiológica do homem reencarnado, o sabor do sal no sangue, no suor, nas lágrimas, nas secreções.
Missionários da Luz – Francisco Cândido Xavier – André Luiz (1943)
==================================================================================
Foi falado que o Espírito é uma chama, uma centelha. Isto se deve entender com relação ao Espírito propriamente dito, como princípio intelectual e moral, a que se não poderia atribuir forma determinada. Mas, qualquer que seja o grau em que se encontre, o Espírito está sempre revestido de um envoltório, ou perispírito, cuja natureza se eteriza, à medida que ele se depura e eleva na hierarquia espiritual. Para nós, a idéia de forma é inseparável da de Espírito e não concebemos uma sem a outra.
O Livro dos Médiuns – Allan kardec
==================================================================================
Os Espíritos estão livres das imperfeições físicas, quer dizer, das doenças e enfermidades do corpo; mas as imperfeições morais são do Espírito e não do corpo. Entre eles há os que estão mais ou menos avançados intelectual e moralmente.
O Que É O Espiritismo de Allan Kardec - Paris, 1859
==================================================================================
Os Espíritos têm, todos, a mesma origem e a mesma destinação. As diferenças que existem entre eles devem-se aos diversos graus de adiantamento. Os Espíritos não são perfeitos porque são as almas dos homens e os homens não são perfeitos.
O Que É O Espiritismo de Allan Kardec - Paris, 1859
==================================================================================
O Espírito é o princípio inteligente do Universo.
Os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Povoam o Universo, fora do mundo material.
O Livro dos Espíritos – questão 76
==================================================================================
O Espírito é um ser semimaterial formado pelo princípio inteligente e do corpo fluídico.
Perispírito –Zalmino Zimmermann
==================================================================================
Por Espírito deve-se entender a Alma revestida de seu envoltório fluídico, que tem a forma do corpo físico (humana) e participa da imortalidade da alma, de que é inseparável.
No Invisível – León V. Denis
==================================================================================
Como se pode definir o Espírito, quando faltam termos de comparação e com uma linguagem deficiente? Pode um cego de nascença definir a luz? Imaterial não é bem o termo; incorpóreo seria mais exato, pois devem compreender que, sendo uma criação, o Espírito tem que ser alguma coisa. É a matéria quintessenciada, mas sem analogia para vocês, e tão etérea que escapa inteiramente ao alcance dos seus sentidos.
O Livro dos Espíritos – questão 81
==================================================================================
Perispírito - (do grego: em torno, e do latim: Spiritus, alma, espírito) é o envoltório sutil e constante da alma, que possibilita sua interação com os meios espiritual e físico.
O homem é um ser triplo:
Espírito;
Perispírito
e Corpo físico
Perispírito –Zalmino Zimmermann
==================================================================================
O perispírito é um organismo delicado, com extremo poder plástico, modificando-se sob o comando do pensamento. É necessário, porém, acentuar que o poder apenas existe onde prevaleça a agilidade e a habilitação que só a experiência consegue conferir.
Roteiro – Francisco Cândido Xavier – ditado pelo espírito Emmanuel 1952
==================================================================================
O Espírito tira o seu invólucro semimaterial do fluido universal de cada globo, razão por que não é idêntico em todos os mundos. Passando de um mundo a outro, o Espírito muda de envoltório, como mudamos de roupa. Assim, quando os Espíritos que habitam mundos superiores vêm ao nosso meio, tomam um perispírito mais grosseiro.
O Livro dos Espíritos –Kardec - questão 94
==================================================================================
O perispírito, ou corpo fluídico dos Espíritos, é um dos mais importantes produtos do fluido_cósmico; é uma condensação desse fluido e tem seu princípio de origem nesse mesmo fluido condensado e transformado em matéria tangível.
A Gênese - Allan Kardec - 38 cap. XIV pág.277 it. 7
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Tomemos, primeiramente, o Espírito em união com o corpo.
O Espírito é o ser principal, pois é o ser que pensa e sobrevive.
O corpo humano não passa de um acessório seu, de um invólucro, uma veste, que ele deixa, quando usada.
Além desse invólucro material (corpo humano), tem o Espírito um segundo corpo, semimaterial (o perispírito), que liga o Espírito ao corpo humano.
Por ocasião da morte, o Espírito livra-se do corpo humano, porém não do perispírito. Esse invólucro semimaterial, que tem a forma humana, constitui para o Espírito um corpo fluídico, vaporoso, mas que, pelo fato de nos ser invisível no seu estado normal, não deixa de ter algumas das propriedades da matéria.
O Espírito não é, pois, uma abstração; é um ser limitado e circunscrito, ao qual só falta ser visível e palpável, para se assemelhar aos seres humanos.
O Livro dos Médiuns - Kardec
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O homem é, portanto, formado de três partes essenciais:
1. O corpo ou ser material, análogo ao dos animais e animado pelo mesmo princípio vital;
2. A alma, Espírito encarnado que tem no corpo a sua habitação;
3. O princípio intermediário, ou perispírito, substância semimaterial que serve de primeiro envoltório ao Espírito e liga a alma ao corpo.
O Livro dos Espíritos – questão 135
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Esse segundo invólucro da alma, ou perispírito, existe, pois, durante a vida corpórea; é o intermediário de todas as sensações que o Espírito percebe e pelo qual transmite sua vontade ao exterior e atua sobre os órgãos do corpo.
Cada célula do corpo físico corresponde a uma célula do corpo espiritual.
Cada função orgânica corresponde a uma função perispirítica.
O Livro dos Médiuns – Kardec
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O perispírito é indestrutível como a própria alma. Nem os milhões de graus de calor dos sóis, nem os frios do espaço infinito têm ação sobre ele. Somente a Vontade pode modificá-lo, não porém, mudando-lhe a substância, mas livrando-o dos fluidos grosseiros com que se acumula no começo de sua evolução. É o transmissor de nossas impressões, sensações e lembranças.
A alma é imortal – Gabriel Delanne
Objetivos: definir espírito, perispírito e corpo físico, segundo o Espiritismo. Reconhecer que espírito, perispírito e a matéria, fazem parte do Espírito encarnado e interferem um no outro simultaneamente.
O Espírito necessita de mecanismos para desenvolver-se. Um deles é o corpo físico, mas para que o Espírito possa atual no corpo físico é necessário um corpo espiritual que se chama perispírito. Este recebe todas as influências, sensações e experiências do corpo e as registra, repassando-as para o Espírito; deste também recebe as informações, registra-as e repassa para o corpo físico. Portanto, tudo que ocorre no corpo sísico reflete no corpo espiritual e consequentemente no Espírito, e vice-versa.
Bibliografia:
KARDEC, Allan. Gênese espiritual. In: _____. A Gênese.
_____. Sede perfeitos. In: _____. O Evangelho segundo o Espiritismo.
_____. Dos Espíritos. In: _____. O Livro dos Espíritos.
Desenvolvimento:
Explicar qual o tema da aula e distribuir tiras de papel com as frases (anexo 1) em três etapas: primeiro corpo físico, depois espírito e perispírito por último. Cada criança retira uma tira dobrada de dentro de uma caixa e lê em voz alta para todos os demais. O evangelizador deve perguntar se entendeu o que estava escrito e a criança explica o que entendeu da frase. Se não souber, o evangelizador pergunta se outra criança sabe ou quer opinar. Detalhar cada aspecto da frase antes de passar a caixa para outra criança.
Avaliação do Evangelizador:
Esta aula foi dada na época da Páscoa. Optou-se por trazer um ovo de páscoa para que as crianças fizessem uma analogia com o tema da aula. A embalagem exterior seria o corpo físico, o papel alumínio o perispírito e o chocolate o espírito. Salientou-se que o perispírito e espírito seriam inseparáveis.
Ao final de cada etapa das frases, foi distribuído pedaços do chocolate entre a turma.
Anexos (histórias utilizadas, descrição de técnicas, músicas, jogos, etc.)
O corpo humano é um conjunto de células aglutinadas ou de fluidos terrestres que se reúnem, sob as leis planetárias, oferecendo ao Espírito a santa oportunidade de aprender, valorizar, reformar e engrandecer a vida.
Palavras de Emmanuel - Francisco Cândido Xavier – ditado pelo espírito Emmanuel
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O corpo humano não deixa de ser a mais importante moradia para nós, quando encarnados. Não podemos esquecer que o próprio Divino Mestre classificava-o como “templo do Senhor”.
Missionários da Luz – Francisco Cândido Xavier – André Luiz (1943)
==================================================================================
Numa nova encarnação o Espírito recebe um corpo físico inteiramente novo, em esquecimento temporário, mas não absoluto, das experiências passadas. É com este corpo que enfrentará as circunstâncias favoráveis ou não do caminho que deve percorrer, para prosseguir na obra digna em que se empenhaou ou para refazer as lições que não aprendeu.
Às vezes, deve sofrer mutilações e enfermidades benéficas, inibições e dificuldades orgânicas de caráter inevitável, porque, de aprendizado a aprendizado e de tarefa a tarefa é que se levantará, vitorioso, para a ascensão à Imortalidade Celeste.
Evolução em dois mundos - Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira – André Luiz (1958)
==================================================================================
Enquanto nos movimentamos na esfera material, somos criaturas marinhas respirando em terra firme. No processo vulgar de alimentação, não podemos dispensar o sal; nosso mecanismo fisiológico, a rigor, se constitui de sessenta por cento de água salgada, cuja composição é quase idêntica à do mar, constante dos sais de sódio, de cálcio, de potássio. Encontra-se, na esfera de atividade fisiológica do homem reencarnado, o sabor do sal no sangue, no suor, nas lágrimas, nas secreções.
Missionários da Luz – Francisco Cândido Xavier – André Luiz (1943)
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Foi falado que o Espírito é uma chama, uma centelha. Isto se deve entender com relação ao Espírito propriamente dito, como princípio intelectual e moral, a que se não poderia atribuir forma determinada. Mas, qualquer que seja o grau em que se encontre, o Espírito está sempre revestido de um envoltório, ou perispírito, cuja natureza se eteriza, à medida que ele se depura e eleva na hierarquia espiritual. Para nós, a idéia de forma é inseparável da de Espírito e não concebemos uma sem a outra.
O Livro dos Médiuns – Allan kardec
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Os Espíritos estão livres das imperfeições físicas, quer dizer, das doenças e enfermidades do corpo; mas as imperfeições morais são do Espírito e não do corpo. Entre eles há os que estão mais ou menos avançados intelectual e moralmente.
O Que É O Espiritismo de Allan Kardec - Paris, 1859
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Os Espíritos têm, todos, a mesma origem e a mesma destinação. As diferenças que existem entre eles devem-se aos diversos graus de adiantamento. Os Espíritos não são perfeitos porque são as almas dos homens e os homens não são perfeitos.
O Que É O Espiritismo de Allan Kardec - Paris, 1859
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O Espírito é o princípio inteligente do Universo.
Os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Povoam o Universo, fora do mundo material.
O Livro dos Espíritos – questão 76
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O Espírito é um ser semimaterial formado pelo princípio inteligente e do corpo fluídico.
Perispírito –Zalmino Zimmermann
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Por Espírito deve-se entender a Alma revestida de seu envoltório fluídico, que tem a forma do corpo físico (humana) e participa da imortalidade da alma, de que é inseparável.
No Invisível – León V. Denis
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Como se pode definir o Espírito, quando faltam termos de comparação e com uma linguagem deficiente? Pode um cego de nascença definir a luz? Imaterial não é bem o termo; incorpóreo seria mais exato, pois devem compreender que, sendo uma criação, o Espírito tem que ser alguma coisa. É a matéria quintessenciada, mas sem analogia para vocês, e tão etérea que escapa inteiramente ao alcance dos seus sentidos.
O Livro dos Espíritos – questão 81
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Perispírito - (do grego: em torno, e do latim: Spiritus, alma, espírito) é o envoltório sutil e constante da alma, que possibilita sua interação com os meios espiritual e físico.
O homem é um ser triplo:
Espírito;
Perispírito
e Corpo físico
Perispírito –Zalmino Zimmermann
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O perispírito é um organismo delicado, com extremo poder plástico, modificando-se sob o comando do pensamento. É necessário, porém, acentuar que o poder apenas existe onde prevaleça a agilidade e a habilitação que só a experiência consegue conferir.
Roteiro – Francisco Cândido Xavier – ditado pelo espírito Emmanuel 1952
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O Espírito tira o seu invólucro semimaterial do fluido universal de cada globo, razão por que não é idêntico em todos os mundos. Passando de um mundo a outro, o Espírito muda de envoltório, como mudamos de roupa. Assim, quando os Espíritos que habitam mundos superiores vêm ao nosso meio, tomam um perispírito mais grosseiro.
O Livro dos Espíritos –Kardec - questão 94
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O perispírito, ou corpo fluídico dos Espíritos, é um dos mais importantes produtos do fluido_cósmico; é uma condensação desse fluido e tem seu princípio de origem nesse mesmo fluido condensado e transformado em matéria tangível.
A Gênese - Allan Kardec - 38 cap. XIV pág.277 it. 7
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Tomemos, primeiramente, o Espírito em união com o corpo.
O Espírito é o ser principal, pois é o ser que pensa e sobrevive.
O corpo humano não passa de um acessório seu, de um invólucro, uma veste, que ele deixa, quando usada.
Além desse invólucro material (corpo humano), tem o Espírito um segundo corpo, semimaterial (o perispírito), que liga o Espírito ao corpo humano.
Por ocasião da morte, o Espírito livra-se do corpo humano, porém não do perispírito. Esse invólucro semimaterial, que tem a forma humana, constitui para o Espírito um corpo fluídico, vaporoso, mas que, pelo fato de nos ser invisível no seu estado normal, não deixa de ter algumas das propriedades da matéria.
O Espírito não é, pois, uma abstração; é um ser limitado e circunscrito, ao qual só falta ser visível e palpável, para se assemelhar aos seres humanos.
O Livro dos Médiuns - Kardec
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O homem é, portanto, formado de três partes essenciais:
1. O corpo ou ser material, análogo ao dos animais e animado pelo mesmo princípio vital;
2. A alma, Espírito encarnado que tem no corpo a sua habitação;
3. O princípio intermediário, ou perispírito, substância semimaterial que serve de primeiro envoltório ao Espírito e liga a alma ao corpo.
O Livro dos Espíritos – questão 135
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Esse segundo invólucro da alma, ou perispírito, existe, pois, durante a vida corpórea; é o intermediário de todas as sensações que o Espírito percebe e pelo qual transmite sua vontade ao exterior e atua sobre os órgãos do corpo.
Cada célula do corpo físico corresponde a uma célula do corpo espiritual.
Cada função orgânica corresponde a uma função perispirítica.
O Livro dos Médiuns – Kardec
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O perispírito é indestrutível como a própria alma. Nem os milhões de graus de calor dos sóis, nem os frios do espaço infinito têm ação sobre ele. Somente a Vontade pode modificá-lo, não porém, mudando-lhe a substância, mas livrando-o dos fluidos grosseiros com que se acumula no começo de sua evolução. É o transmissor de nossas impressões, sensações e lembranças.
A alma é imortal – Gabriel Delanne
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