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terça-feira, 12 de novembro de 2024

Vícios Modernos - – Parábola do Semeador

 Casa Espírita Missionários da Luz – Mocidade – 08/11/2024

Tema: Vícios Modernos - – Parábola do Semeador

Objetivos:

- Refletir sobre os vícios da atualidade, como ilusões que desviam o Espírito encarnado do caminho evolutivo;

- Estudar a parábola do semeador.

Bibliografia:

O Livro dos Espíritos, 3ª parte, cap. V - Lei de Conservação, pergs 705, 706, 711, 712, 715; 4ª.parte perg 893 à 895 (As Virtudes e os Vícios)

O Evangelho, Cap. XVII – Sede Perfeitos, itens 5 e 6 (Parábola do Semeador), item 10 (O homem no mundo);

Espelhos da Alma, Cap 8, item “As Ilusões Humanas” - pág 210;

O Homem Integral, Joanna de Angelis/ Divaldo Franco, Cap. 1.

Material: ESE e livro Espelhos da Alma; Nuvem de Palavras (Mentimeter); notebook pra mostrar a nuvem de palavras formada.

Desenvolvimento:

1. Hora da novidade e Prece Inicial

2. Motivação Inicial:

Contar a história de Ulisses, da mitologia grega, quando retornava para casa, após a guerra de Troia e precisa passar pelo local onde há o canto das sereias, conforme relatado em Espelhos da Alma nas pág 210 e 211 (em anexo).

- O que representa nesse mito, o canto das sereias?

“Psicologicamente, representam as ilusões, os desejos e as paixões humanas, que vividos em excesso tornam-se forças autodestrutivas.”

==> são ilusões, são vícios que nos desviam do caminho da nossa evolução espiritual.

- Momento de reflexão: vou passar um link de uma nuvem de palavras, para que cada um de vocês identifique, atualmente, como sendo o canto da sereia em sua vida, ok?

Segue o link pra resposta: https://www.menti.com/6ff8t8hzor

==> exibir o resultado da nuvem de palavras com as respostas do grupo:

- São realmente muitas as ilusões do mundo que se não estivermos atentos, podemos ser totalmente envolvidos e nos afastamos do nosso EU, espírito imortal que somos, em experiência reencarnatória para nossa evolução espiritual.

- O que é uma ilusão?

==> algo que nos empolga, nos fascina e que achamos, com veemência, que é muuuito necessário para nós; irresistível!

==> e esse algo é, de fato, bom para nós? Não! Nos impede de seguirmos o caminho que nos está destinado, ou nos retarda nesse caminho. No caso de Ulisses, a volta para casa; no nosso caso, a evolução.

3. Desenvolvimento

Jesus nos contou uma parábola onde entre outras situações, nos simbolizou as ilusões do mundo nos distanciando das leis divinas, dos ensinos de Jesus. Quem lembra dessa parábola? Ele contou essa parábola e depois, junto aos discípulos, ele explicou o significado dela.

==> quem lembra que parábola é essa e qual sua interpretação?

- Entregar o ESE, cap. XVII item 5 para ler só a parábola (não ler a explicação).

Como vocês entendem esse ensino de Jesus?

- o que é a semente? ==> os ensinos de Jesus

- pra quê precisamos dessa semente? ==> para não nos esquecermos de nossa natureza espiritual e de nosso objetivo aqui na Terra…

==> lembrar a fábula do príncipe que virou um sapo: de tanto ficar no brejo, com outros sapos, comendo, mergulhando, vivendo como sapo, se esquece que é um príncipe!

==> a semente germinando em nosso mundo íntimo nos mantém atentos à nossa realidade de príncipes e não a “aparência” momentânea de sapo...

- Como podemos interpretar esses tipos de solo (nosso mundo íntimo)?

Qual o 1º tipo? A daqueles que “uma parte da semente caiu ao longo do caminho e os pássaros do céu vieram e a comeram”….

– Quem quer que escuta a palavra do reino e não lhe dá atenção, vem o espírito maligno e tira o que lhe fora semeado no coração. Esse é o que recebeu a semente ao longo do caminho.

==> quem são esses que ouviram e não prestaram atenção? - todos os que vivem a vida exclusivamente material: só se preocupam com a vida aqui encarnada. Não identificam nem tentam transformar seus vícios em virtudes, não se preocupam com os outros; ambicionam o “se dar bem na vida”; curtir a vida. São só materialistas, né?


Qual o 2º tipo?

– Aquele que recebe a semente em meio das pedras é o que escuta a palavra e que a recebe com alegria no primeiro momento. – Mas, não tendo nele raízes, dura apenas algum tempo. Em sobrevindo reveses e perseguições por causa da palavra, tira ele daí motivo de escândalo e de queda.

==> quem são esses? - todos nós que nos encantamos com a msg de Jesus, mas com as dificuldades, os estresses, as cobranças e responsabilidades do mundo, nos deixamos levar pelos cantos das sereias… Não aprofundamos a semente… não se consolidou em nós a convicção do ensino de Jesus, das leis de Deus...


Qual o 3º tipo?

– Aquele que recebe a semente entre espinheiros é o que ouve a palavra; mas, em quem, logo, os cuidados deste século e a ilusão das riquezas abafam aquela palavra e a tornam infrutífera.

==> esses são todos nós que conhecemos o Evangelho, mas nos deixamos levar pelos apelos do mundo, pelo ter em detrimento do ser. Diferente do solo pedregoso, que não deu atenção ao Evangelho, o solo do espinheiro simboliza os que conhecem o Evangelho, sabem de seu valor, acreditam em Deus, mas vivem como os materialistas. Se deixam levar pelos cantos das sereias do mundo...


Qual o 4º tipo?

– Aquele, porém, que recebe a semente em boa terra é o que escuta a palavra, que lhe presta atenção e em quem ela produz frutos, dando cem ou sessenta, ou trinta por um. (S. MATEUS, 13:18 a 23.)

==> porque será que na boa terra, a produção não foi igual para todos?

- porque estamos em condições diferenciadas; como diz a parábola dos talentos, a cada um segundo suas capacidades.

- O importante é estarmos despertos, abertos à palavra de Jesus, a seus ensinos. Como diz Kardec no ESE, no cap XVII item 4: “Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más.”


4. Reflexão sobre as ilusões atuais

- São muitas as ilusões da vida moderna: dinheiro, poder, imagem, prazer, etc.

==> Nesse contexto da nossa reflexão, os vícios, como algo que nos encanta, nos fascina, que ficamos ansiando por fazer e quando começamos, não queremos parar, são ilusões, pois consomem nossas energias, nosso tempo (que é um recurso, um talento, que não volta), e não nos fazem crescer espiritualmente. Nem mesmo nos fazem crescer nos nossos compromissos sociais (estudo, trabalho, convivência sadia com a família, com os amigos).

No livro Espelhos da Alma, o autor coloca algumas ilusões atuais (fazer link com as respostas dos jovens na nuvem de palavras):

a) A ilusão do sucesso e da imagem: vivemos em uma sociedade em que a competitividade é vista como virtude. Desde criança, a educação é direcionada para sermos alguém de sucesso no mundo. O ser real que somos fica à margem, enquanto perdemos tempo na construção de uma personagem.

==> vocês concordam? Percebem isso?

E a ilusão do sucesso e de projeção da imagem, como constata Joanna de Angelis, leva a “uma terrível preocupação para ser visto, fotografado, comentando, vendendo saúde, felicidade, mesmo que fictícia. A conquista desse triunfo e a falta dele produzem solidão... o sucesso, decantado como forma de felicidade, é, talvez, um dos maiores responsáveis pela solidão profunda”. (O Homem Integral, Cap.1)

b) A ilusão do ter: novos deuses pairam soberanos no Olimpo da era moderna, muito vinculados à ilusão do sucesso: consumo, dinheiro e poder.

E nesse contexto, avalia Joanna de Angelis: “O ser, em si mesmo, é de quase secundária importância, desde que a aparência seja agradável, a posição tenha representatividade e o dinheiro se encarregue de resolver as situações embaraçosas”(Amor, Imbatível Amor, Cap. 6)

c) A ilusão do prazer: aprendemos a conhecer o mundo pelos nossos sentidos, e a sensação é uma das funções iniciais do processo de desenvolvimento. (...). Mas quando ficamos presos a percepção que vem através dela, uma das consequências é que a nossa visão a respeito do prazer permanece limitada ao que fere os nossos sentidos imediatos, e perdemos contato com outros prazeres, os prazeres da alma, que poderiam conduzir a percepções mais elevadas e ao autoencontro. (...)

E o problema não são os prazeres que a vida proporciona, mas a forma como esses prazeres são vividos.

Outras ilusões compõem o quadro psicológico no qual nos encontramos, e cada um é convidado a avaliar: qual é ou quais são as ilusões que me dominam? Somente nos libertando delas é que prosseguiremos no intento do autoencontro. Tal qual Ulisses, somos convidados a permanecer atados ao mastro da consciência, enquanto educamos as nossas próprias forças para não darem ouvidos ao canto das sereias, que se encontra em toda parte, vinculado à cultura dita civilizada, vendida pelos meios de comunicação e abrigada pela sociedade como um todo.

Somente a consciência poderá romper esse círculo vicioso, para que possamos finalmente mergulhar em nós mesmos, na viagem que temos postergado por várias existências.

==> importantes estarmos atentos aos cantos das sereias do mundo!

5. Conclusão

- É difícil viver no mundo, seguindo os ensinos de Jesus?

==> Como viver no mundo e ainda assim ser aquele que tem a terra boa, que dá frutos?

Kardec traz uma mensagem muito boa nesse mesmo capítulo que trata da parábola da semente: O Homem no Mundo! Está no conjunto das instruções dos Espíritos, item 10.

- pedir que os jovens leiam um parágrafo cada um, comentando o que entendeu do que foi lido.

- “Purificai, pois, os vossos corações; não consintais que neles demore qualquer pensamento mundano ou fútil.”

- “vivei com os homens da vossa época, como devem viver os homens. Sacrificai às necessidades, mesmo às frivolidades do dia, mas sacrificai com um sentimento de pureza que as possa santificar.”

- “Sede joviais, sede ditosos, mas seja a vossa jovialidade a que provém de uma consciência limpa, seja a vossa ventura a do herdeiro do céu que conta os dias que faltam para entrar na posse da sua herança.”

- “Basta reporteis todos os atos da vossa vida ao Criador que vo-la deu”

- “Aquele, pois, que se isola priva-se voluntariamente do mais poderoso meio de aperfeiçoar-se.”

6. Exercício de respiração profunda, prece e passes coletivos.

Avaliação:

Encontro com 8 jovens. Participaram das atividades e das reflexões. No final, a discussão principal foi a questão do vestibular, de fazer faculdade.

Anexos:

PARÁBOLA DO SEMEADOR (ESE, Cap XVII)

5. Naquele mesmo dia, tendo saído de casa, Jesus sentou-se à borda do mar; – em torno dele logo reuniu-se grande multidão de gente; pelo que entrou numa barca, onde sentou-se, permanecendo na margem todo o povo. – Disse então muitas coisas por parábolas, falando-lhes assim:

Aquele que semeia saiu a semear; – e, semeando, uma parte da semente caiu ao longo do caminho e os pássaros do céu vieram e a comeram.

– Outra parte caiu em lugares pedregosos onde não havia muita terra; as sementes logo brotaram, porque carecia de profundidade a terra onde haviam caído. – Mas, levantanto-se, o Sol as queimou e, como não tinham raízes, secaram.

– Outra parte caiu entre espinheiros e estes, crescendo, as abafaram.

– Outra, finalmente, caiu em terra boa e produziu frutos, dando algumas sementes cem por um, outras sessenta e outras trinta.

– Ouça quem tem ouvidos de ouvir. (S. MATEUS, 13:1 a 9.)

Escutai, pois, vós outros a parábola do semeador. – Quem quer que escuta a palavra do reino e não lhe dá atenção, vem o espírito maligno e tira o que lhe fora semeado no coração. Esse é o que recebeu a semente ao longo do caminho. – Aquele que recebe a semente em meio das pedras é o que escuta a palavra e que a recebe com alegria no primeiro momento. – Mas, não tendo nele raízes, dura apenas algum tempo. Em sobrevindo reveses e perseguições por causa da palavra, tira ele daí motivo de escândalo e de queda. – Aquele que recebe a semente entre espinheiros é o que ouve a palavra; mas, em quem, logo, os cuidados deste século e a ilusão das riquezas abafam aquela palavra e a tornam infrutífera. – Aquele, porém, que recebe a semente em boa terra é o que escuta a palavra, que lhe presta atenção e em quem ela produz frutos, dando cem ou sessenta, ou trinta por um. (S. MATEUS, 13:18 a 23.)

(S. MATEUS, 13)

10 Os discípulos aproximaram-se dele e perguntaram: "Por que falas ao povo por parábolas? "

11 Ele respondeu: "A vocês foi dado o conhecimento dos mistérios do Reino dos céus, mas a eles não.

12 A quem tem será dado, e este terá em grande quantidade. De quem não tem, até o que tem lhe será tirado.

13 Por essa razão eu lhes falo por parábolas: ‘Porque vendo, eles não vêem e, ouvindo, não ouvem nem entendem’. (...)

16 Mas, felizes são os olhos de vocês, porque veem; e os ouvidos de vocês, porque ouvem.

Espelhos da Alma, Cap 8, item “As Ilusões Humanas”

AS ILUSÕES HUMANAS

De acordo com as tradições da mitologia grega, em especial a célebre “Odisseia”, de Homero, quando Ulisses (ou Odisseu, para os gregos) retornava para casa, após a Guerra de Troia, ele permaneceu por algum tempo na ilha onde habitava a feiticeira Circe. Ela o advertiu quanto ao risco que corriam, ele e sua tripulação, quando escutassem o canto das sereias, pois a ilha na qual elas habitavam estava justamente no caminho de retorno do herói. Como o nobre guerreiro fazia questão de ouvir o famoso canto, sem que sucumbisse, a feiticeira o orientou para que tomasse algumas precauções: colocasse cera nos ouvidos de todos os marinheiros, e fosse atado ao mastro com a ordem de que ninguém o retirasse de lá, em hipótese alguma.

Logo partiram, e chegaram ao ponto em que o vento amainou, e um suave canto começou a ser ouvido, fazendo com que Ulisses, já atado ao mastro, começasse a se debater. As vozes irresistíveis cantavam: “Detém-te, honra dos Aqueus, famoso Ulisses. Ninguém passa daqui, sem que das bocas nos ouça a melodia. E com deleite e instruído se vai ...”(3)

E embora Ulisses tenha ficado completamente envolvido pelo canto irresistível, gritado e se debatido para que os marinheiros o libertassem para ir ao encontro das sereias, eles cumpriram o estabelecido previamente, e com cera nos ouvidos nem deram atenção aos apelos desesperados do seu comandante, salvando-o da morte certa.

Na mitologia grega, as Sereias “são monstros do mar, com cabeça e tronco de mulher, e o resto do corpo igual ao de um pássaro”(4) com garras de ave de rapina, tendo sido representadas com corpo de peixe somente posteriormente, a partir da mitologia nórdica. Psicologicamente, representam as ilusões, os desejos e as paixões humanas, que vividos em excesso tornam-se forças autodestrutivas. E esses são verdadeiros inimigos do autodescobrimento, pois conseguem iludir o ego imaturo.

Pensando nas ilusões da vida moderna, vemos que o ser humano permanece vinculado a inúmeras sereias, que, tais quais aves de rapina, retardam sua marcha de autodescobrimento, roubando energias preciosas que deveriam estar a serviço do Self. Aprisionada pelas ilusões, a energia psíquica vai sendo desviada do curso que poderia trazer significado à vida, e prossegue vinculada à inconsciência que marca grande parte da humanidade.

E são várias essas ilusões, sendo algumas delas:

A ilusão do sucesso e da imagem: vivemos em uma sociedade em que a competitividade é vista como virtude. Desde criança, a educação é direcionada para sermos alguém de sucesso no mundo. O ser real que somos fica à margem, enquanto perdemos tempo na construção de uma personagem. Aprendemos que a essência é menos importante do que a imagem projetada. E o custo de tudo isso é muito elevado.

Ao analisar A Sociedade do Espetáculo, o escritor francês Guy Debourd estabelece um dos paradigmas que marcam essa grande ilusão construída coletivamente: “o que aparece é bom, o que é bom aparece”. (5) E isso ganhou proporções enormes com a revolução nos meios de comunicação. Qualquer atividade, mesmo as que deveriam ficar restritas ao ambiente doméstico, ganha ares de “espetáculo”, e muitos sentem a necessidade de compartilhar nas redes sociais qualquer coisa que possa projetar sua imagem. O que está por trás dessa falsa necessidade? O ser humano aturdido, que tendo perdido contato com a própria realidade projeta uma imagem fictícia por não ter aprendido a lidar com sua angústia.

Aprofundando esse ponto de vista, o filósofo esloveno Slavoj- Zizek oferece uma analogia interessante quando avalia o processo de projeção de imagem, que ganha força na sociedade contemporânea. Para ele, “da mesma maneira que o café descafeinado tem cheiro e gosto semelhantes aos do café sem ser café, minha persona na rede, o ‘você’ que vejo lá, é sempre um ‘eu descafeinado. Por outro lado, existe também o excesso oposto, e muito mais perturbador: o excedente de minha persona virtual com relação ao meu ‘eu real”. (6)

As duas polaridades são faces do distanciamento entre persona e ser real. E isso toma proporções preocupantes no contexto coletivo. A neurose já não é um problema somente do indivíduo, mas de toda uma coletividade enferma.

E a ilusão do sucesso e de projeção da imagem, como constata Joanna de Angelis, leva a “uma terrível preocupação para ser visto, fotografado, comentando, vendendo saúde, felicidade, mesmo que fictícia. A conquista desse triunfo e a falta dele produzem solidão... o sucesso, decantado como forma de felicidade, é, talvez, um dos maiores responsáveis pela solidão profunda”. (Joanna, em O Homem Integral, Cap.1)

Por sua vez, o ser psicológico, desperto, não se importa se é ou não alguém de expressividade e sucesso para o coletivo que o cerca, mas dedica tempo e energia ao seu autodescobrimento, pois somente assim poderá ser pleno. Ciente de que tem seu valor intrínseco, não necessita projetar a imagem de alguém que não é, para que se sinta preenchido.

Afinal, o maior Homem que pisou na Terra não era um simples carpinteiro?

A ilusão do ter: novos deuses pairam soberanos no Olimpo da era moderna, muito vinculados à ilusão do sucesso: consumo, dinheiro e poder. E, além da Sociedade do Espetáculo, nos anos 70, outro francês, o filósofo e sociólogo Jean Baudrillard, apresentou A Sociedade de Consumo, chamando a atenção do tipo de comportamento (auto)destrutivo que estávamos construindo enquanto coletividade: “No Ocidente ao menos hoje, as biografias exaltadas dos heróis da produção cedem lugar a dos heróis do consumo. As grandes vidas exemplares... deram às estrelas de cinema, dos desportes e dos jogos... e o que sempre se exalta desses grandes dinossauros são os seus excessos e a virtuosidade dos seus gastos monstruosos. Ao exibirem-se cumprem uma função social bem precisa: a da exaltação do gasto, por procuração, para todo o corpo social”.(8)

Recordando as tribos primitivas, quando eles capturavam um animal, costumavam retirar sua pele e usá-la junto ao corpo, pois acreditavam que a força do animal passava para eles e os tornavam mais poderosos. Na tribo africana Macaya, por exemplo, o feiticeiro principal da tribo “veste-se de pelo de onça, cobrindo a cabeça com a pele de um leão, dando mostras do seu poder”(9) Algumas tribos faziam isso também com os seus inimigos de guerra. Em visita ao Museu Arqueológico de Vina dei Mar,(*) no Chile, pude observar algumas tribos que escalpelavam seus inimigos e faziam estacas de madeira com miniaturas de suas peles e cabelos, dizendo que a força dos seus espíritos agora os pertencia.

Na ilusão do consumo se faz algo parecido com esses costumes tribais. O valor daquilo que se compra e ostenta parece nos pertencer: um perfume famoso, a marca disputada, o carro potente, tudo isso ilude seus donos, fazendo-os pensar que sua personalidade agrega o valor do objeto possuído. Novamente, o valor intrínseco desconhecido é transferido às coisas, cuja transitoriedade traz consigo a angústia da

sensação de perda, levando a novos impulsos consumistas... Até que tenhamos a coragem de enfrentar o vazio existencial.

E nesse contexto, avalia Joanna de Angelis: “O ser, em si mesmo, é de quase secundária importância, desde que a aparência seja agradável, a posição tenha representatividade e o dinheiro se encarregue de resolver as situações embaraçosas”(10)

Ao tempo em que escrevia este capítulo, uma famosa modelo e estilista de Nova Iorque, eleita a melhor do seu ramo por sete anos consecutivos, foi encontrada morta em seu apartamento, aos 49 anos de idade; pelas evidências, a polícia concluiu que ela cometeu suicídio. Deixou para o namorado, um dos maiores astros da música de todos os tempos, uma herança estimada em U$$ 9 milhões. Uma grande fortuna, certamente, mas que não conseguiu preencher o seu vazio existencial.

E apenas um dos tantos exemplos daqueles que sucumbem, mesmo possuindo tudo o que o ego, normalmente, almeja: fama, beleza, dinheiro e poder. Mas isso não é o bastante para a alma, que pede que os próprios valores internos nos sustentem, independente da condição externa na qual nos encontremos.

No caminho do autodescobrimento, precisamos descobrir onde a ilusão do ter encontra morada em nós, diminuindo a força de atração que nos faz ceder a esse encantamento, adquirindo consciência dos verdadeiros valores que possuímos.

A ilusão do prazer: aprendemos a conhecer o mundo pelos nossos sentidos, e a sensação é uma das funções iniciais do processo de desenvolvimento. Isso não é um problema, pois a própria natureza nos direciona dessa forma para o aprendizado necessário. Mas quando ficamos presos a percepção que vem através dela, uma das consequências é que a nossa visão a respeito do prazer permanece limitada ao que fere os nossos sentidos imediatos, e perdemos contato com outros prazeres, os prazeres da alma, que poderiam conduzir a percepções mais elevadas e ao auto encontro.

Narram às tradições budistas que quando Sidarta Gautama encontrava-se meditando embaixo da figueira, com o propósito de atingir a iluminação, Mara, a deusa da ilusão, fez de tudo para que o príncipe desistisse do seu objetivo. E um dos primeiros artifícios utilizados por Mara foi tentar seduzir o príncipe pelo caminho do prazer sensorial.

Uma música envolvente fez-se presente no ambiente, enquanto mulheres lindas e perfumadas começaram a promover uma dança sensual, tentando desviar a atenção de Sidarta. Mas o príncipe se manteve imperturbável, vendo com naturalidade as imagens produzidas pela ilusão de Mara. E enquanto o cortejo das ilusões passava em sua frente, prosseguiu no seu objetivo e conseguiu atingir a meta, tornando-se Buda - o Iluminado.

No entanto, sem a disciplina e o olhar atento de Sidarta, são muitos que direcionam a vida ao prazer. E o problema não são os prazeres que a vida proporciona, mas a forma como esses prazeres são vividos. Na busca de autodescobrir-se, é necessário promover uma avaliação se são construtivos, dando sabor e ânimo à existência, ou se são destrutivos, para nós e para os que compartilham conosco, levando a resultados lamentáveis.

Freud percebeu o forte impulso psíquico para a realização do prazer, estabelecendo que: “Na teoria da psicanálise não hesitamos em supor que o curso tomado pelos eventos mentais está automaticamente regulado pelo princípio de prazer... (pois) existe na mente uma forte tendência no sentido do princípio de prazer, embora essa tendência seja contrariada por certas outras forças ou circunstâncias, de maneira que o resultado final talvez nem sempre se mostre em harmonia com a tendência no sentido do prazer”. (11)

No entanto, não obstante as pulsões orgânicas e de prazer, que Freud explicava através do Id, existe um processo psíquico muito mais amplo e profundo: a psique busca e promove a própria realização do ser, mas necessita da participação consciente para que sintonizemos, corpo e alma, nessa jornada profunda. Não se trata de uma negação do corpo e de todas as suas pulsões, nem mesmo do prazer, mas da canalização construtiva dessas forças. O corpo e a energia devem estar a serviço da psique, e não o oposto. Nesse sentido, a proposta da psicologia analítica, assim como da transpessoal e espírita, são mais profundas, ao constatarem uma finalidade que a psique busca sem cessar: a individuação, ou seja, a realização de si mesmo. Assim sendo, até o princípio de prazer deve estar a serviço do princípio de realização plena.

Mas as sereias do prazer permeiam toda a cultura, os Bacos modernos continuam com o seu séquito de loucura, e Mara encontra mentes e corpos disponíveis ao prazer a qualquer custo, demonstrando a infância psicológica e espiritual presente na civilização moderna. O ser fisiológico ainda tem predominância sobre o ser psicológico, e enquanto o indivíduo não se disciplina e educa, prefere os prazeres que possam saciar os sentidos, mesmo que a elevado custo para a alma.

Outras ilusões compõem o quadro psicológico no qual nos encontramos, e cada um é convidado a avaliar: qual é ou quais são as ilusões que me dominam? Somente nos libertando delas é que prosseguiremos no intento do autoencontro. Tal qual Ulisses, somos convidados a permanecer atados ao mastro da consciência, enquanto educamos as nossas próprias forças para não darem ouvidos ao canto das sereias, que se encontra em toda parte, vinculado à cultura dita civilizada, vendida pelos meios de comunicação e abrigada pela sociedade como um todo.

Somente a consciência poderá romper esse círculo vicioso, para que possamos finalmente mergulhar em nós mesmos, na viagem que temos postergado por várias existências.

segunda-feira, 1 de maio de 2023

Responsabilidade com a Vida - meu corpo - minha mente (vícios)

 Casa Espírita Missionários da Luz - DIJ

Mocidade: > 14 anos 28/04/2023

Tema: Responsabilidade com a Vida - meu corpo - minha mente

Objetivo:

- Perceber a responsabilidade de bem cuidarmos do corpo, instrumento do Espírito, e da vigilância de nossos pensamentos para resistirmos à más influências espirituais;

- Identificar as tentações para manter vigilância perante as distrações para a juventude.

Bibliografia:

O Livro dos Espíritos, pergs 711 à 714 (Gozo dos bens terrenos); 715, 716 (Necessário e Suplérfluo), 718 à 720;

ESE, Cap. IX item 10; Cap. XVII – Sede Perfeitos, item 11 ‘Cuidar do Corpo e do Espírito’, Capítulo XXVIII ‘ Coletânea de preces espíritas’ item II.

Material: Exemplar de O Livro dos Espíritos e do Evang.Seg.Espiritismo; pedaço e papel e caneta para todos.

Desenvolvimento:

1. Hora das novidades da semana.

2. Exercícios de respiração profunda e prece inicial.

3. Motivação Inicial:

Pedir que um dos jovens leia a perg. 712 de O Livro dos Espíritos e a resposta dada:

Com que fim pôs Deus atrativos no gozo dos bens materiais?

“Para instigar o homem ao cumprimento da sua missão e para experimentá-lo por meio da tentação.”

==> que reflexões podemos fazer sobre essa questão?

- o que são bens materiais? ==> tudo relativo à nossa condição de espíritos encarnados, que tem sensações no corpo.

- como a pergunta fala em “gozo”, está se referindo aos prazeres que experimentamos com as coisas do mundo.

- então podemos deduzir que os atrativos de fato, existem!

- e a reposta nos diz que um dos objetivos divinos é nos experimentar! Uma prova para resistirmos às tentações.

Na Oração que Jesus nos ensinou, o Pai Nosso, um dos pedidos a Deus é: “Não nos deixeis cair em tentação’. ==> então, a tentação é um assunto que merece nossa atenção!

- Porque a tentação é um assunto que devemos prestar atenção?

==> porque nos desvia da nossa rota; nos faz recair em antigos erros, ou enveredar por caminhos que nos fazem mal à saúde (física e mental).

Pedir que outro jovem leia a perg. 720 a), do Livro dos Espíritos:

— Haverá privações voluntárias que sejam meritórias?

“Há: a privação dos gozos inúteis, porque desprende da matéria o homem e lhe eleva a alma. Meritório é resistir à tentação que arrasta ao excesso ou ao gozo das coisas inúteis;”

- Vamos pensar em 1 ou 2 minutos: Em que tenho tentação? O que tenho atração por fazer que é um gozo inútil? Que me arrasta ao excesso?

- dar um pedaço e papel e caneta para que possam anotar o que identificaram como tentação. Reforçar que não será preciso que compartilhem com os demais, caso não queiram.

4. Discussão dialogada

- Todos conseguiram identificar alguma tentação para a qual precisam estar atentos e vigilantes?

- Foi difícil identificar o que é tentação na vida, no momento atual?

- Qual a consequência, quando nos deixarmos levar pelas tentações?

- Pedir que outro jovem leia a perg. 716 do Livro dos Espíritos:

Mediante a organização física que nos deu, não traçou a natureza o limite das nossas necessidades?

“Sem dúvida, mas o homem é insaciável. Por meio da organização que lhe deu, a Natureza lhe traçou o limite das necessidades; porém, os vícios lhe alteraram a constituição e lhe criaram necessidades que não são reais.”

- como podemos expandir essa questão? Aqui Kardec fala do nosso corpo, que tem necessidades, precisa de cuidados, e que é prejudicado pelos excessos. Os Espíritos responderam que o vícios alteram a constituição do corpo!

==> quando nos deixamos arrastar pelas tentações, vamos destruindo aos poucos o nosso corpo! E tudo sempre começa por um início, por um primeiro passo: um primeiro gole, um primeiro trago, uma primeira mentira, um primeiro deslize!

- Esse assunto da tentação é tão importante, um motivo comum de queda do Espírito encarnado, que Kardec colocou uma prece específica sobre isso! Pedir que outro jovem leia o trecho de Kardec no Evangelho Segundo o Espiritismo: Capítulo XXVIII — Coletânea de preces espíritas > II — Preces por aquele mesmo que ora. > Para pedir a força de resistir a uma tentação.

20. Prefácio: Duas origens pode ter qualquer pensamento mau: a própria imperfeição de nossa alma, ou uma funesta influência que sobre ela se exerça. Neste último caso, há sempre indício de uma fraqueza que nos sujeita a receber essa influência; há, por conseguinte, indício de uma alma imperfeita. De sorte que aquele que venha a falir não poderá invocar por escusa a influência de um Espírito estranho, visto que esse Espírito não o teria arrastado ao mal, se o considerasse inacessível à sedução.

Quando surge em nós um mau pensamento, podemos, pois, imaginar um Espírito maléfico a nos atrair para o mal, mas a cuja atração podemos ceder ou resistir, como se se tratara das solicitações de uma pessoa viva. Devemos, ao mesmo tempo, imaginar que, por seu lado, o nosso anjo guardião, ou Espírito protetor, combate em nós a má influência e espera com ansiedade a decisão que tomemos. A nossa hesitação em praticar o mal é a voz do Espírito bom, a se fazer ouvir pela nossa consciência. (ESE, Capítulo XXVIII)

- vemos aqui, que nossa atração pelo mal, a tentação que nos chega, muitas vezes vem aumentada pela influência de um Espírito inferior. ==> Porque será que um Espírito inferior faz isso?

==> pode ser para nos prejudicar, mas também pode ser porque ele mesmo, quando encarnação se fez escravo do vício, e agora sofre pela falta de poder satisfazer a esse vício. Nesse caso, ele se satisfaz através dos encarnados que tem os mesmos vícios que ele.

- Pedir que outro jovem leia a perg. 228 do Livro dos Espíritos:

Por que, deixando a Terra, não deixam aí os Espíritos todas suas más paixões, uma vez que lhes reconhecem os inconvenientes?

“Vês nesse mundo pessoas excessivamente invejosas. Imaginas que, mal o deixam, perdem esse defeito? Acompanha os que da Terra partem, sobretudo os que alimentaram paixões bem acentuadas, uma espécie de atmosfera que os envolve, conservando-lhes o que têm de mau, por não se achar o Espírito inteiramente desprendido da matéria. Só por momentos ele entrevê a verdade, que assim lhe aparece como que para mostrar-lhe o bom caminho.” 

- o que vemos aqui? ==> que ao desencarnar, os Espíritos não percebem de imediato os inconvenientes, os erros da encarnação que deixou. Então, muitos permanecem por aqui, a busca de atender suas necessidades mentais, vícios que ele adquiriu na encarnação.

- Por isso, a questão da tentação é tão reforçada pelos ensinos de Jesus e dos Espíritos! Temos que vigiar nossos pensamentos, e nos esforçarmos para resistir às tentações de cada dia!

- Hoje em dia temos duas questões muito fortes, atingindo a nossa sociedade e, em especial, aos jovens:

- bebida, como hábito social ‘normal’;

- redes sociais e jogos eletrônicos.

a) Hábito de beber – o que vocês acham disso?

- quem já ouviu falar de jovens que bebem tanto que passam mal e precisam ser levados a um hospital?

- e o BPE (Beber Pesado Episódico)? É mais comum entre os jovens e associado a riscos como acidentes e violência.

- o alcoolismo tem cura? “A dependência do álcool (alcoolismo) é uma doença crônica e multifatorial”. ==> requer tratamento de longa duração, com o doente e junto com sua família, além de diversos profissionais.

==> atualmente o alcoolismo já é considerado problema de saúde pública.

O que é uma doença crônica?As doenças crônicas são caracterizadas por uma progressão lenta e por uma longa duração, sendo que algumas podem se estender por cerca de três meses ou mesmo perdurar por toda a vida. As doenças crônicas podem ser transmissíveis ou não.24 de ago. De 2021 - sabin.com.brhttps://blog.sabin.com.br › o-que-sao-doencas-cronicas

- dentro do que vimos com relação aos ‘gozos inúteis’ e que ‘levam ao excesso’, vocês avaliam que o hábito de beber está na lista das tentações que levam aos arrastamentos, que prejudicam a saúde física e mental?

b) Uso do celular – já tem até CID, pra isso; problemas identificados de postura com dores na coluna, isolamento social,….

- vocês acham que tem algum lugar onde as pessoas não ficam olhando o celular, nem que seja uma ‘olhadinha rápida’?

- é uma tentação? É um ‘gozo inútil’ segundo definição dos Espíritos a Kardec?

==> a tecnologia é importante pois nos facilita a vida, traz inúmeros benefícios, mas não precisamos observar se não estamos nos deixando escravizar por ela…

==> já existem estudos mostrando os efeitos do uso das redes sociais na infância e adolescência. Ou seja, nas relações familiares, no convívio social.

5. Conclusão:

Como nos ensinou Jesus: “Não se pode servir a Deus e a Mamon”.

O que significa?

O que é servir? ==> é estar ‘a disposição para’.

O que é servir a Mamon? ==> é servir aos comandos do mundo; se deixar distrair pelos chamamentos ilusórios do mundo

==> estejamos atentos! Cuidemos de nosso corpo, instrumento do Espírito, e vigiemos nossos pensamentos, para resistirmos às tentações!

5. Exercícios de respiração profunda, prece final e passes coletivos.

Avaliação:

Encontro com 10 jovens (Rafael, Bruna, Michel, Hérien, Marina, Vinicius, Nicollas, Duda, Maria Eduarda, Larissa) com participação e interesse. Não chegamos a ler o ESE nem a perg.228, pois os assuntos apareceram naturalmente durante as reflexões anteriores. Trouxeram naturalmente o problema da bebida. Todos anotaram no papel a tentação mais difícil no momento e ninguém quis compartilhar. Taambém trouxeram naturalmente a questão do vício no celular.

Anexos – Subsídios teóricos

“As doenças, as enfermidades e, ainda, a morte, que resultam do abuso, são, ao mesmo tempo, o castigo à transgressão da lei de Deus.” (LE, perg. 714a)

“Compenetrai--vos, pois, de que o homem não se conserva vicioso, senão porque quer permanecer vicioso; de que aquele que queira corrigir-se sempre o pode. De outro modo, não existiria para o homem a lei do progresso.” (ESE, Cap. IX item 10)

Dois sistemas se defrontam: o dos ascetas, que tem por base o aniquilamento do corpo, e o dos materialistas, que se baseia no rebaixamento da alma. Duas violências quase tão insensatas uma quanto a outra. (…) Onde, então, a ciência de viver? Em parte alguma; e o grande problema ficaria sem solução, se o Espiritismo não viesse em auxílio dos pesquisadores, demonstrando-lhes as relações que existem entre o corpo e a alma e dizendo-lhes que, por se acharem em dependência mútua, importa cuidar de ambos. Amai, pois, a vossa alma, porém, cuidai igualmente do vosso corpo, instrumento daquela. (ESE, Cap. XVII item 11)

sexta-feira, 2 de abril de 2021

Vencer o Mundo - Tentações

 Casa Espírita Missionários da Luz – Mocidade                   - a partir dos 14 anos – 02/04/2021

Encontro Virtual – Google Meet

Tema: Vencer o Mundo - Tentações 

Objetivo:

Levar os jovens a identificarem as suas tentações que mais representam perigos para a sua caminhada;

Refletir sobre a proposta de Jesus, “Eu venci o mundo”, analisando como ser jovem e viver no mundo resistindo às tentações. 

Bibliografia:

- O Livro dos Espíritos, pergs 101 à 106 (Escala Espírita- Espíritos Imperfeitos), 229, 459, 467, 472 (Infl. Espíritos);

- O Evangelho Seg.Espiritismo, cap. 28, item I – Oração Dominical;

- NT, Jo,16:33 

Material:

Nuvem de Palavras: Qual a maior tentação que tenho, que mais me afasta do bem?

Desenvolvimento:

1.            Hora da novidade, exercício de respiração lenta e profunda e prece inicial

2.    Motivação Inicial:  

Ainda refletindo sobre a Nuvem de Palavras ‘Jesus disse: Eu venci o Mundo. Qual perigo o mundo traz ao jovem?’ dos estudos anteriores, hoje nosso tema serão as tentações de modo geral.

Vamos então, fazer outra nuvem de palavras para que possamos nos colocar a vontade. 

A pergunta a ser respondida é: Qual a maior tentação que tenho, que mais me afasta do bem? 

- vamos pensar um pouco antes de responder, ok?  Não adianta colocar um monte!!! Pensem na mais difícil, a que mais é atrativa, mesmo que inconsciente, mas que percebo que tenho essa tendência de seguir, de buscar... 

Jogar a nuvem no Mentimeter e aguardar que todos respondam.

Salvar a nuvem obtida.

Informar que agora, aquelas tentações não pertencem a ninguém desse grupo. Pertencem a outras pessoas. 

3.      Dinâmica

A proposta agora é a gente se conhecer um pouco mais, e tentar ajudar uns aos outros.

 

Um por vez, se possível, abre o microfone e a câmera, e se apresente, dizendo:
- nome ou apelido;

- por que seus pais escolheram esse nome para você;

- o que você mais gosta de fazer;

- como você está lidando com o isolamento social;

- escolher uma das tentações da nuvem, que é de uma pessoa qualquer que não conhecemos, e assumir que é a sua maior tentação. Dizer então, o que você faz para resistir a essa tentação.

Começar dizendo: a maior tentação que percebo em mim hoje é..... e o que eu faço para resistir é.....

 

- E assim, todas as tentações da nuvem receberão uma proposta de como resistir!

 

- Depois que todos tiverem se apresentado e falado da “sua” tentação, qualquer outra pessoa pode também ajudar nas dicas de como resistir, ok?

 

4.      Conclusão

 

Na oração dominical, onde Jesus nos mostrou o que é essencial que oremos, ele pediu a Deus “não nos deixeis cair em tentação”.

Então, precisamos estar em alerta com relação às nossas tentações.

Identificá-las e estar vigilantes!

 

5.   Exercício de relaxamento e respiração profunda e prece final.

 

6.         Avaliação:

Encontro para 10 jovens.

Resultado da nuvem das tentações:
internet, comida, celular, fofoca, competitividade, julgamentos, revolta, bebida, discutir, intrigas.
Todos participaram!
Alguns não sabiam o porquê do nome que tinham!