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quinta-feira, 5 de outubro de 2023

Pena e Gozos Futuros

 Casa Espírita Missionários da Luz

DIJ – Mocidade > 14 anos – 29/09/2023


Tema: Pena e Gozos Futuros

Objetivos:

  • Refletir sobre a msg da Vida Futura trazida por Jesus;

  • Estudar a situação após a desencarnação, de acordo com a DE.

Bibliografia:

- O Livro dos Espíritos, Cap. III da 2ª parte, pergs 149 e 150 (A Alma Após a Morte), 154 à 165 (Perturbação Espiritual), Cap. II da 4ªParte, Pergs. 965 à 982;

- O Evang.Segundo o Espiritismo, Cap. II (Meu Reino Não é Desde Mundo), itens 1 à 7;

- O Que é o Espiritismo, Cap. III, itens 160 e 162;

- O Céu e o Inferno, 2ª parte

https://www.youtube.com/watch?v=fA6F9p057uI - RECÉM-DESENCARNADOS | Amigos da Luz

Material: 3 trechos do NT em pedaços de papel; trechos de comunicação de Espíritos após a desencarnação (Céu e Inferno); trechos de O Que é o Espiritismo.

Tablet, ou notebook para passar o vídeo de Amigos da Luz.

Preparação prévia da sala:

Colocar as cadeiras em círculo, para que a discussão seja entre eles. O evangelizador deve ficar de fora do círculo. Só deve entrar no círculo na hora dos jovens apresentarem as conclusões.

Procedimentos:

  1. Hora da novidade, exercícios de respiração profunda e prece inicial.

  2. Motivação inicial:

Escolher três jovens mais participativos e entregar a cada um, um pedaço de papel com um trecho da fala de Jesus:

Trecho 1

Pilatos, tendo entrado de novo no palácio e feito vir Jesus à sua presença, perguntou-lhe: És o rei dos judeus? — Respondeu-lhe Jesus: Meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, a minha gente houvera combatido para impedir que eu caísse nas mãos dos judeus; mas, o meu reino ainda não é aqui. (Jo 18:33)

Trecho 2

Não se turbe o vosso coração. — Credes em Deus, crede também em mim. Há muitas moradas na casa de meu Pai; se assim não fosse, já eu vo-lo teria dito, pois me vou para vos preparar o lugar. (Jo 14:1-2)

Trecho 3

Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados; Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos; Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus; (Mateus 5:4, 6 e 10)

- Pedir que os dois leiam para o grupo o trecho que receberam e que o grupo responda: qual ensinamento Jesus está como base dessas falas?

==> a vida futura! Jesus trouxe essa grande revelação, que a vida prossegue além da morte. Toda a doutrina de Jesus se baseia nesse princípio: essa vida aqui, como encarnados, não é a vida verdadeira. Esta é a vida que teremos após a morte.

==> Isso posto, resta-nos saber como será essa vida após a morte. A doutrina católica fala em inferno, paraíso, purgatório. E a doutrina espírita? O que fala a DE sobre a nossa situação após a morte? Para onde iremos? Como estaremos após a morte? O que faremos?

- sair do círculo e deixar que os jovens discutam.

- depois, dar os dois trechos abaixo em pedaços de papel, para outros jovens, pedindo que leiam e digam o que entenderam dessa fala de Kardec, onde ele responde à pergunta sobre as alegrias/a felicidade, ou as dores/aflições após a morte:

==> para os bons Espíritos:

“A felicidade dos bons Espíritos consiste em conhecer todas as coisas, não sentir ódio, nem ciúme, nem inveja, nem ambição, nem qualquer das paixões que desgraçam os homens. O amor que os une é, para os bons Espíritos, a fonte de suprema felicidade, pois não experimentam as necessidades, nem os sofrimentos, nem as angústias da vida material. (...)

A vida espiritual é, ao contrário, de uma atividade incessante pelas missões que os Espíritos recebem do Ser supremo, de serem seus agentes no governo do universo — missões essas proporcionadas ao seu adiantamento, e cujo desempenho os torna felizes, porque lhes fornece ocasiões de serem úteis e de fazerem o bem.” (O Que é o Espiritismo, Cap. III, item 162)

==> para os Espíritos imperfeitos:

Essas penas não são uniformes: variam infinitamente, segundo a natureza e o grau das faltas cometidas, sendo quase sempre essas mesmas faltas o instrumento do seu castigo; é assim que certos assassinos são obrigados a conservarem-se no próprio lugar do crime e a contemplar suas vítimas incessantemente; que o homem de gostos sensuais e materiais conserva esses pendores juntamente com a impossibilidade de satisfazê-los, o que lhe é uma tortura; que certos avarentos julgam sofrer o frio e as privações que suportaram na vida por sua avareza; outros se conservam junto aos tesouros que enterraram, em transes perpétuos, com medo de que os roubem; em uma palavra, não há um defeito, uma imperfeição moral, um ato mau, que não tenha, no mundo espiritual, seu reverso e suas consequências naturais; e, para isso, não há necessidade de um lugar determinado e circunscrito. Onde quer que se ache o Espírito perverso, o inferno estará com ele. (O Que é o Espiritismo, Cap. III, item 160)

==> os imperfeitos estarão em diversos lugares, dependendo do seu nível de consciência.

=> passar o vídeo do canal Amigos da Luz, que fala, de forma lúdica, do despertar de 4 recém desencarnados (3:55 minutos).

==> embora sendo comédia, que pontos da DE podemos perceber nesse vídeo? i. Tinham ideia da vida após a morte (não se assustaram ao saber da desencarnação) mas não tinham refletido em como seria essa vida; ii. A perturbação após a morte (já havia se passado 1 ano e eles não tinham percebido); iii. Os interesses deles enquanto encarnados: redes sociais (já com o celular na mão; ela ia xingar o marido no facebook..), queriam pizza…; iv. Estar onde está o pensamento; … ==> então estavam em aflição, pois os interesses deles giravam em torno das questões da vida aqui da Terra.

==> aqueles dentre nós aqui, que está na condição de Espíritos imperfeitos, e desencarnássemos hoje: como acordaríamos no plano espiritual? Vamos pensar, cada um de nós…

  1. Desenvolvimento:

Pra facilitar nossa compreensão, vamos estudar alguns casos sobre a situação dos Espíritos após a desencarnação. Kardec fez um livro especialmente para isso, pois essa é uma pergunta que as pessoas sempre fizeram, em todas as épocas. Pra onde vou após a morte? Como estarei?

- entregar os casos aos poucos, pedindo que jovens alternados façam as leituras. Ao final, pedir que comparem as situações desses Espíritos após a desencarnação:

O Céu e o Inferno, 2ª parte, Cap. II ‘Espíritos Felizes, ‘Maurice Gontran’ – desencarna aos 18 anos de tuberculose. Estudioso, caráter doce, afetuoso, simpático. Seus estudos haviam terminado cedo com o maior sucesso, e ele se preparava para a Escola Politécnica.

(Mensagem dada meses após a morte):

“Oh! meus amigos, não lastimeis aqueles que morrem prematuramente; é uma graça que Deus lhes concede, poupar-lhes as atribulações da vida. Minha existência não devia prolongar-se por muito mais tempo desta vez na terra;”

“Só sofri antes de morrer por causa da doença que me levou, mas esse sofrimento diminuía à medida que o último momento se aproximava; depois, um dia, adormeci sem pensar na morte. Sonhei; oh! um sonho delicioso! Sonhava que estava curado; não sofria mais, respirava a plenos pulmões e com volúpia um ar perfumado e fortalecedor; era transportado através do espaço por uma força desconhecida; uma luz brilhante resplandecia à minha volta, mas sem me cansar a vista. Vi meu avô; ele não tinha mais a figura descarnada, mas sim um ar de frescor e de juventude; estendeu-me os braços e me apertou efusivamente contra o coração. (...). Pois bem! o que eu acreditava ser um sonho era a realidade; eu não devia mais despertar na terra: despertara no mundo dos Espíritos.

O Céu e o Inferno, 2ª parte, Cap. III ‘Espíritos em Condições Medianas – Hélene Michel

Jovem de vinte e cinco anos, morta subitamente em alguns minutos, em sua casa, sem sofrimentos, e sem causa prévia conhecida. Era rica, um pouco frívola, e, em consequência da leviandade de seu caráter, ocupava-se mais das futilidades da vida do que das coisas sérias; apesar disso, seu coração era bom: ela era doce, benevolente e caridosa.

Evocada três dias após a morte por pessoas que a tinham conhecido, exprimiu-se assim:

“Não sei onde estou... que perturbação me rodeia!... Chamastes-me, e acorro... Não compreendo porque não estou em casa... choram minha ausência, e estou aqui, e não consigo fazer-me reconhecer por todos eles... Meu corpo não me pertence mais, e, no entanto, eu o sinto frio e gelado... Quero deixá-lo, e estou presa a ele; a ele volto sempre ...Sou duas pessoas...Oh! quando compreenderei o que me acontece?... É preciso ainda que eu vá lá... meu outro EU, o que ele se tornará, comigo ausente?... Adeus.”

Evocada de novo alguns dias mais tarde, suas ideias já tinham mudado muito. Eis o que disse:

“Obrigada por terdes orado por mim. Reconheço a bondade de Deus que me poupou os sofrimentos e a apreensão do momento da separação de meu corpo e de meu Espírito. Minha pobre mãe terá muita dificuldade para se resignar; mas será apoiada, e o que, a seus olhos, é uma terrível desgraça, era indispensável, (...). Estarei perto dela até o fim de sua prova terrestre, e ajudá-la-ei a suportá-la. Não sou infeliz, mas ainda tenho muito o que fazer para avançar rumo à morada bem-aventurada. Pedirei a Deus que me permita voltar a esta terra, pois tenho que reparar o tempo que aí perdi nesta existência.

O Céu e o Inferno, 2ª parte, Cap. IV ‘Espíritos Sofredores’ – Auguste Michel

Era um moço rico, boêmio, gozando à larga e exclusivamente da vida material. Embora inteligente, a despreocupação com as coisas sérias constituía o fundo de seu caráter. Sem maldade, mais bom do que mau, era amado por seus companheiros de prazer, e procurado na alta sociedade por suas qualidades de homem mundano; sem ter feito mal, não fizera bem. Morreu de uma queda de carro num passeio.

Evocado alguns dias depois que desencarnou:

“Mal estou desprendido de meu corpo; assim posso falar-vos com dificuldade. A terrível queda que fez morrer meu corpo põe meu Espírito numa grande perturbação.”

Outra comunicação, 10 dias depois da primeira comunicação:

“Por que sofrer ainda quando meu corpo não sofre mais? Por que esta dor horrenda, esta terrível angústia ainda existe?”

“Ainda estou preso ao meu corpo. Não posso senão dificilmente ver onde posso estar; meu corpo está ali, e por que eu ainda estou ali?”

Outra comunicação, 2 meses depois da desencarnação:

Vejo quanto a minha vida foi oposta ao que devia ser; vejo as faltas que cometi. Fui um ser inútil no mundo; não fiz nenhum bom emprego de minhas faculdades; minha fortuna não serviu senão para satisfazer minhas paixões, meus gostos de luxo e minha vaidade; pensei apenas nos gozos do corpo e não em minha alma.

Outra comunicação, 3 meses depois da primeira comunicação:

Posso falar-vos, e agradeço a Deus por me haver permitido. Vi minhas faltas, e espero que Deus me perdoe. Segui sempre vossa vida segundo a crença que vos anima, pois ela vos reserva para mais tarde um repouso que eu ainda não tenho. Obrigado por vossas preces. Adeus.

==> Comparação entre os 3 casos:

- Maurice desencarnou aos 18 anos, por uma doença pulmonar. Era um jovem família, super estudioso. A família ficou arrasada e, no entanto, ele estava super bem! Acordou sendo acolhido pelo avô, num lugar lindo, como se fosse um sonho bom.

- Hélène, desencarnou também jovem, 25 anos, de repente. Era uma vida boa, rica, com frivolidades, ocupava-se mais das futilidades da vida do que das coisas sérias. Era uma pessoa boa. Não era má. A morte súbita, deixou-a completamente desorientada. Onde ela ficava? Em casa e no cemitério, presa ao corpo. Esse estado durou somente alguns poucos dias, pois oraram por ela, e como ela não era má, saiu da perturbação e compreendeu sua situação, e como ela disse, percebeu o tempo que perdeu na existência que foi de apenas 25 anos!

- Auguste Michel, era um homem jovem, rico, totalmente materialista. Não fez mal mas também não fez um bem. Não fazer o bem quando se tem possibilidades, já é um mal! Teve morte súbita como a Hélène, mas ficou bem mais tempo em sofrimento, se sentindo preso ao corpo. Interessante que ele sabia que tinha morrido desde o início! 2 meses depois, já estava bem melhor, percebia seu erro na encarnação que deixara, e pedia perdão a Deus.

==> Vimos aqui, casos de pessoas comuns. Não de criminosos, suicidas, orgulhosos, prepotentes., onde a situação é mais doloroso e dura mais tempo

O importante é vermos que todos, sem exceção, um dia despertarão de suas ilusões, reconhecerão o erro em que estiveram e recomeçarão em nova encarnação. Como disse Jesus, nenhuma se suas ovelhas se perderá! Essa é a bondade e justiça de Deus!

  1. Conclusão:

Em Mateus 16:26,27, Jesus orienta:

Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?

Porque o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então dará a cada um segundo as suas obras.

==> Não há céu, nem inferno ou purgatório, como um lugar específico, onde os Espíritos ficam presos eternamente, pois Deus é justo e bom! Como disse Jesus, a cada um segundo suas obras! O nosso despertar após a desencarnação estará sempre de acordo com nosso nível de consciência e nossas ações enquanto aqui encarnados.

  1. Prece final

  2. Avaliação:

Encontro com 6 jovens. Ficaram bem quietinhos. Não dei os 2 textos da situação dos Espíritos Superiores e dos Imperfeitos. Só houve algum interesse na parte dos 3 casos do CeI. A jovem que veio pela 1ª vez, perguntou o caso dos suicidas.





sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Debate do filme Viva, a Vida é uma Festa

 Casa Espírita Missionários da Luz                     –            Mocidade > 13 anos   –   29/01/2021

Estudo Virtual – Google Meet

Tema: Debate do filme Viva, a Vida é uma Festa

 

Objetivos:

- Debater o filme Viva, a Vida é uma Festa, fazendo conexões com conceitos espíritas.

           

Bibliografia:

- Livro dos Espíritos, perg.204 à 206.

- Evangelho Seg.Espiritismo, cap.IV, item 18, Cap. XIV item 8, Cap.XXVII itens 18 à 21.

 

Resumo:

O filme conta a história do mexicano Miguel, um menino de 12 anos de idade, que tem o sonho de ser um músico famoso. Entretanto, a família desaprova esse desejo, porque o trisavô do jovem abandonou a esposa para se dedicar à música, criando uma aversão da família pela ideia.

Porém, no Dia dos Mortos, o futuro de Miguel e até o passado de sua família estão prestes a mudar. Quando o menino decide participar escondido de um festival de música, rouba um objeto que lhe confere uma viagem só de ida para o mundo dos mortos. A partir daí todo o enredo se desenvolve e somos convidados a refletir sobre esquecimento, morte e afeto familiar.

 

Material: 

https://www.youtube.com/watch?v=EqtVi7isAWo&list=PLkNuMkDitUjFrHE2AZZ564s0sw4uvWQpP&index=1  -  (78 vídeos de 1min, com a história filme Viva, a Vida é uma Festa)

1.      Hora da novidade: como foi a semana?

Exercícios de respiração profunda e pausada e prece inicial 

2.      Desenvolvimento

Pedir que os jovens, um por vez, comentem o filme, suas impressões, conceitos espíritas que podemos ver no filme, e pontos que mais chamaram a atenção.

Conceitos espíritas que aparecem:

- sobrevivência do Espírito à morte do corpo;

- manutenção dos laços afetivos após a desencarnação;

- perdão das ofensas;

- vida social no plano espiritual.

 

Conceitos não espíritas:

- deixar de existir algum tempo após a morte, se ninguém se lembrar da pessoa;

- guia espiritual como a alma de um animal;

- visita dos desencarnados ao plano material somente no dia dos mortos.

 

Para refletir:

                  - importância dos laços familiares, de honrarmos nossos antepassados;

                  - importância do perdão: todos da família merecem nosso respeito e o direito de pertencerem à família, mesmo nos casos de equívocos durante a vida;

                  - necessidade de falarmos de nossos desejos, e persistirmos em nossas metas.

 

                  èComo é nossa lembrança dos nossos familiares e amigos que já desencarnaram?

3.      Prece final

4.      Avaliação:

Encontro para 5 jovens com boa participação e interesse pela cultura do México citada no filme, por Constelação Familiar (honra aos antepassados). Só uma das jovens não tinha visto o filme. Foram boas as reflexões. 

5.      Anexos  (comentários sobre o filme)

https://www.eusemfronteiras.com.br/viva-a-vida-e-uma-festa-uma-reflexao-sobre-morte-e-lacos-familiares/

Viva – A vida é uma festa é um longa-metragem de animação de 2018, dirigido por Lee Unkrich e Adrian Molina. O filme conta a história do mexicano Miguel, um menino de 12 anos de idade, que tem o sonho de ser um músico famoso. Ainda que ele tenha talento para tal, a família desaprova esse desejo, porque o trisavô do jovem abandonou a esposa para se dedicar à música, criando uma aversão da família pela ideia.

Porém, no Dia dos Mortos, uma importante comemoração da cultura mexicana, o futuro de Miguel e até o passado de sua família estão prestes a mudar. Quando o menino decide participar escondido de um festival de música, rouba um objeto que lhe confere uma viagem só de ida para o mundo dos mortos. A partir daí, todo o enredo se desenvolve, e o público é convidado a refletir sobre esquecimento, morte e afeto familiar.

A morte para a cultura mexicana

Para as antigas civilizações que viviam no México desde antes de o país ser invadido por colonizadores, como os astecas, a morte não é um sinônimo de fim da existência. Em um dia específico do ano, o Dia dos Mortos, celebrado em 2 de novembro, as pessoas que já partiram têm a oportunidade de retornar à Terra para visitar os parentes e os amigos que continuam vivos.

Diferentemente de outras culturas, que temem o retorno dos mortos, o México celebra esse evento com as comidas preferidas dos entes falecidos, com caveiras de açúcar, com fantasias e pinturas de esqueletos, com flores e com velas por toda a casa.

A única regra para que aqueles que já se foram retornem no Dia dos Mortos é que a família se lembre deles. É por isso que retratos e fotos de família são guardados com muito cuidado, e as histórias sobre essas pessoas são contadas para os integrantes mais jovens das famílias, que têm a responsabilidade de manter viva a memória de seus familiares.

O festival que celebra a existência eterna de uma pessoa a partir da lembrança de quem a conheceu foi incorporado a outras culturas do mundo. Interpretações da festa acontecem também nos Estados Unidos da América, na Nova Zelândia e na Bolívia, por exemplo.

O impacto dessa tradição é tão marcante, que em 2003 a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) declarou que o Dia dos Mortos é uma Obra Mestra do Patrimônio Oral e Intangível da Humanidade.

A partir disso, é possível compreender que, para a cultura mexicana, o segredo da imortalidade, por assim dizer, é ter alguém na Terra que sempre se lembrará da sua história e de quem você foi. Em geral, essa responsabilidade é dos familiares, mas também é comum que os amigos próximos da pessoa que partiu celebrem o Dia dos Mortos por ela.

Ensinamentos de Viva – A vida é uma festa

Agora que você já sabe por que o Dia dos Mortos é uma festa tão diferente e tão importante para a cultura mexicana, está na hora de aprender sobre as lições do filme Viva – A vida é uma festa. A animação ambientada totalmente no México, respeitando a tradição do país e representando uma inovação nas produções estadunidenses, vai te surpreender.

1) A união de diferentes gerações

Uma das lições mais importantes de Viva – A vida é uma festa é o poder da união de diferentes gerações. Muitas vezes, perdemos o contato com as pessoas mais velhas e com as pessoas mais novas, deixamos de contar histórias e abandonamos as lembranças sobre as nossas famílias.

No filme, Miguel se une aos parentes já falecidos, no mundo dos mortos, para conseguir reencontrar seu trisavô. A união entre as gerações é o que permite que o menino retorne ao mundo dos vivos e aprenda mais sobre a história de sua família, sendo um ótimo exemplo da importância de manter esses laços afetivos.

2) Uma nova perspectiva sobre a morte

A morte é um assunto que causa medo e incerteza em muitas pessoas. Não sabemos o que irá acontecer quando partirmos, e temos medo de perder aqueles que amamos. Porém, com a animação, aprendemos uma nova perspectiva sobre a morte.

Em vez de ser um evento sombrio e mórbido, a morte é vista como uma passagem para outro mundo, que também é muito colorido, alegre e feliz. É claro que o falecimento de um ente querido sempre será triste, mas é possível olhar para esse evento com a certeza de que essa pessoa continuará existindo nas suas lembranças.

3) A importância da lembrança

Outro ponto essencial de Viva – A vida é uma festa é a lembrança. É o ato de lembrar de alguém que faz com que essa pessoa continue existindo no mundo dos mortos, podendo aproveitar esse outro momento de sua existência.

Em um sentido que vai além do filme, é possível analisar como a lembrança permite que as pessoas se unam ao que acreditam, ao que são e ao que importa para elas. Nós somos as nossas lembranças, e mantê-las é o que nos faz continuar vivos. A vida é uma festa, e a morte também pode ser, se quem mais amamos estiver em nossas memórias.

 

4) O ato de dialogar

Uma lição um pouco mais sutil do longa-metragem é a importância do diálogo para uma família. Proibições não explicadas e histórias mal resolvidas podem dividir parentes e provocar desentendimentos que seriam resolvidos com uma boa conversa.

No filme, a família de Miguel tem a oportunidade de descobrir a verdade sobre o passado por meio do diálogo, possibilitando que ela tenha um futuro completamente diferente do que seria, se os assuntos incompreendidos permanecessem dessa forma. Conversar sobre nossos medos, receios e sonhos com nossos familiares é essencial.

5) O desejo de seguir os próprios sonhos

Em Viva – A vida é uma festa, há um conflito entre Miguel e sua família. Ao mesmo tempo em que seus parentes querem que ele siga o trabalho que eles já realizam há anos, como sapateiros, o menino tem o sonho de ser músico, como seu trisavô.

Mesmo contrariado por seus familiares, Miguel persiste em seu sonho e se aventura para realizá-lo. O resultado surpreende a ele mesmo e aos parentes, que tinham sentimentos ruins sobre a música, provando que a persistência é o melhor caminho na hora de atingir seus objetivos.

Viva – A vida é uma festa é uma ótima oportunidade para aprender sobre a cultura mexicana e para analisar uma perspectiva diferente sobre a morte. A animação diverte o público infantil e emociona o público adulto, transcendendo gerações e permanecendo na memória de quem assiste a ela. Confira!

 

terça-feira, 9 de outubro de 2018

A Lei de Amor e a Vida Futura


Casa Espírita Missionários da Luz – Pré e  Mocidade                     > 12 anos        –   05/10/2018

Tema:   A Lei de Amor e a Vida Futura
                                          
Objetivos:
Perceber na lei de Amor e na Vida Futura as bases da revelação de Jesus aos homens.

Bibliografia:
O Ev.Seg.Espiritismo, Cap.XI, itens 1 à 3, 8 à 10; Cap I, itens 3 e 4; Cap.II; Cap.XVI, itens 5 e 9.
Material: 2 exemplares do Evang.Seg.Espiritismo, 2 folhas de papel e 2 canetas, caixa de bombom

Roteiro:
1.    Exercícios de respiração profunda, hora da novidade e prece inicial.
2.    Motivação inicial:
Iniciar com a pergunta: qual foi a última vez que vcs falaram ‘amo você’ a alguém que vcs amam? Perguntar a cada um, e também quando foi. O evangelizador também deve responder a essas questões.
É fácil falar de nossos sentimentos?

E com relação a vcs mesmos? Vocês se amam? Já pararam para pensar nisso?
Já identificaram erros em suas atitudes, defeitos em vc? Procuraram entender porque tomaram a atitude errada? E se perdoaram buscando evitar novas ocorrências?

3.    Desenvolvimento – Lei de AMOR
Quando Jesus esteve entre nós e se revelou como profeta, Ele disse que não veio destruir a lei, a lei divina, os 10 mandamentos que Moisés, como médium, trouxe ao povo hebreu. Ele resumiu os 10 mandamentos em quantos mandamentos?  
Quais são esses 2 mandamentos que resumem toda a lei de Deus?
“Amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.
“Tratai todos os homens como quereríeis que eles vos tratassem”. (Lc, 6:31.)

èNós conhecemos esse Amor?  Ainda não. Mas é a meta. Chegaremos a amar a todos dessa forma, assim como Jesus nos ama.
Com isso, Jesus estabeleceu a necessidade do perdão, da indulgência, da benevolência para com todos. Um caminho para desenvolvermos esse Amor.
E deixou bem claro que antes de amarmos a Deus e aos outros, precisamos aprender a nos amar; aprender o auto-perdão.

E a segunda regrinha, a regra de ouro: ‘Tratai todos os homens como quereríeis que eles vos tratassem’? É fácil pensar em como o outro vai se sentir antes de nossas ações com relação a ele?

è de modo geral, nada disso é fácil. Mais normal é sairmos agindo pensando em nossos objetivos sem pensarmos no outro. Não é querer mal ao outro; é esquecer de pensar na consequência de nossas ações com relação aos outros.
É um exercício que vamos fazendo em cada reencarnação: aprendendo a desenvolver o amor.

Esse foi um grande diferencial do ensino de Jesus: a necessidade do AMOR. Que Deus é AMOR, é pai. Com isso, Jesus quebrou completamente a lógica religiosa da época pois os hebreus julgavam que eram eleitos por Deus; que eram o povo privilegiado. Foi uma quebra de paradigma grande, fundamental esse nova lei trazida por Jesus.
Vejam, mais de 2 mil anos se passaram e ainda estamos tentando entender esse amor.

(essa fala inicial pode ser feita com anotações no quadro para ajudar aqueles que são mais visuais do que auditivos).

4.    Desenvolvimento – VIDA FUTURA

Qual o segundo grande diferencial do ensino de Jesus?
èler o trecho do NT:
Pilatos, tendo entrado de novo no palácio e feito vir Jesus à sua presença, perguntou-lhe: És o rei dos judeus? – Respondeu-lhe Jesus: Meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, a minha gente houvera combatido para impedir que eu caísse nas mãos dos judeus; mas, o meu reino ainda não é aqui.”  (Jo, 18:33, 36 e 37, em Evang.Seg.Esp. Cap II, item 1)
èVocês sabem de que momento da vida de Jesus esse trecho da bíblia trata? Quem era Pilatos?
èPela resposta de Jesus, de que Ele falava? Que existe uma outra esfera da vida, onde a Lei de Amor, impera. Onde é esse lugar onde Jesus reina? No coração dos seres de bem; nos mundos felizes, onde impera o Amor; nos mundos Celestes. Jesus fala da vida futura; a vida do Espírito.

Pedir que um jovem leia o item 2 do Cap. II do Evangelho Seg.Espiritismo:
“Por essas palavras, Jesus claramente se refere à vida futura, que ele apresenta, em todas as circunstâncias, como a meta a que a Humanidade irá ter e como devendo constituir objeto das maiores preocupações do homem na Terra. Todas as suas máximas se reportam a esse grande princípio. Com efeito, sem a vida futura, nenhuma razão de ser teria a maior parte dos seus preceitos morais, donde vem que os que não creem na vida futura, imaginando que ele apenas falava na vida presente, não os compreendem, ou os consideram pueris.”
ècomo Kardec comenta, sem a visão da vida no mundo dos Espíritos, a maior parte dos ensinos de Jesus ficam sem sentido.

Para entendermos um pouco mais essa premissa de Jesus em seus ensinos, vamos ver uma parábola que Ele nos contou.

Propor uma dinâmica para estudo da parábola:
- Dividir a turma em 2 grupos, dando um exemplar do Evangelho Seg.Espiritismo para cada grupo.
- Cada grupo deve estudar a parábola do Mau Rico, no Cap. XVI item 5, e formular 5 perguntas para o outro grupo, com relação aos ensinamentos que Jesus nos legou nessa parábola.
Regras:
- Ganha ponto o grupo que fizer pergunta que o outro grupo não acerte;
- Ganha ponto o grupo que acertar a resposta da pergunta feita;
- O Evangelizador também poderá fazer perguntas eventualmente. Porém sempre em igual número para os dois grupos;
- O grupo vencedor, ganha a caixa de bombom.

Apoio teórico ao evangelizador:
- um rico. Tinha nome esse homem? Não. Muito rico e ostentava sua riqueza. Nem as migalhas eram dadas aos pobres.

- um pobre, resignado, passando por muitas dificuldades e sofrimentos. Tinha nome? Sim! Lazaro!
- qual a situação de cada um após a morte? Lázaro foi levado pelos anjos. E o mau rico? Foi parar num lugar de muitos tormentos. Ele reclamou de sede terrível; nem água tinha para saciar a sede.
- relata a parábola que uma hora ele levantou os olhos. O que significa esse levantar os olhos? Se voltar para a sua natureza de Espírito; percebeu o mundo real verdadeiro. E viu Lázaro junto de Abraão.

Quem foi Abraão? O patriarca do povo judeu, do qual Jesus fazia parte e também as pessoas para quem ele contava a parábola. Estar com Abraão representa estar no reino de delícias do céu. Ele viu que Lázaro, que ele conhecia, como aquele pobre cheio de feridas, estava bem depois da morte, e ele, que sempre foi o rico, o poderoso, estava nos tormentos.

O que ele pediu a Abraão? Que o livrasse dos tormentos? Não! Ele sabia que tinha errado, sido egoísta, orgulhoso. Pediu apenas que Lázaro, o mendigo doente de ontem, auxiliasse a saciar a sua sede.

Será que isso sempre acontece? Que ao morrermos percebemos o quanto desperdiçamos a vida enquanto aqui na Terra encarnados? Mais cedo ou mais tarde, temos essa percepção. E normalmente, quando os Espíritos arrependidos percebem o quanto desperdiçaram o tempo, o que eles pedem? Uma nova oportunidade! A reencarnação!

O que será que Jesus quis ensinar quando Abraão disse que havia um abismo entre Lázaro e o mau rico? Enquanto aqui as distâncias são percorridas pelos meios de transporte, no mundo os Espíritos, as barreiras são fluídicas. Espíritos sofredores, devedores, tem seus corpos espirituais densos e não conseguem penetrar nos ambientes de fluidos mais suaves, mais leves.

Já pensou nos amores separados no mundo dos Espíritos, por diferença de densidade nos perispíritos? Muitas vezes, por séculos! Séculos separando os corações que se amam, por equívocos nas condutas enquanto viviam as suas vidas nas diversas reencarnações.

Mas é para sempre essa separação? Esse abismo nunca poderá ser anulado? Não. Através das novas experiências reencarnatórias, os Espíritos faltosos, nas duras provas e expiações, vão reduzindo essa distância, vão diminuindo a densidade de seus perispíritos.

Vocês acham que o mau rico se arrependeu de seus erros? Sim. Por que estava resignado e se preocupou com seus irmãos. Quis avisá-los da realidade do mundo espiritual.

Qual foi a resposta de Abraão? Eles tem Moisés e os profetas. O que significa isso? Que a informação sempre foi dada. Ninguém pode dizer que não tinha conhecimento.

E nós? Temos essa informação? Sim. Jesus veio há mais de dois mil anos, e no século retrasado, a DE veio dizer sem alegorias, de forma clara, direta e sem deixar dúvidas: nós somos Espíritos imortais. A vida aqui não é a nossa real vida.
Será que estamos ouvindo? Ou estamos como o mau rico?

Quando Jesus fala da riqueza, ele fala somente do dinheiro? Não! Todos nós que recebemos recursos, talentos, somos ricos: inteligência, saúde, família, oportunidade de estudo... são tesouros que recebemos.

E Lázaro? Foi para o lado de Abraão só por que era pobre e doente? Sabemos que não. A pobreza não é passaporte para a felicidade futura. O que é preciso então? A caridade, a resignação, o bom coração. Nessa parábola Jesus fala do mau rico. Se fala do “mau” é por que existe o bom rico. Como Zaqueu. Outro personagem da vida de Jesus.
Então a questão não é a riqueza nem a pobreza, mas sim, como está o coração.

5.    Conclusão
Nós ainda não sabemos amar, como Jesus nos amou. Mas conseguimos identificar esse Amor em algumas pessoas.
E como Jesus também falou que “O céu e a Terra não passarão sem que tudo esteja cumprido até o último iota”, nos deu a certeza de que todos, um dia, amaremos dessa forma que Ele nos amou. Todos, sem exceção.
Essa é a nossa meta. O nosso destino!

O Amor é a essência da mensagem de Jesus.
“Amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.

6.    Exercício de respiração pausada, prece e passes.
7.    Avaliação:
Aula para 6 jovens com participação. Tiveram dificuldade em preparar perguntas para o outro grupo. Basicamente fizeram as mesmas perguntas com enunciados diferentes! Trouxeram a ideia de que Lázaro não teve condições de fazer o mal nem o bem, e que o rico ficou na situação ruim por castigo! Foi uma oportunidade de esclarecer a ótica da DE sobre as penas e recompensas futuras.