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terça-feira, 4 de novembro de 2025

Bem aventurados os aflitos

 Casa Espírita Missionários da Luz - DIJ – Mocidade > 14 anos – 31/10/2025

Tema: Bem aventurados os aflitos

Objetivos:

  • Refletir sobre as aflições do mundo, conforme o cap. V do ESE.

Bibliografia:

- O Livro dos Espíritos, perg 944, 947, 951, 953, 954 (Desgosto da Vida; Suicídio);

- Evang.Seg.Espiritismo, Cap V “Bem aventurados os aflitos”, itens 26 em diante.

Material: Perguntas em tiras de papel

Procedimentos:

  1. Hora da novidade, exercícios de respiração profunda e prece inicial.

  2. Motivação inicial:

No sermão do monte, Jesus disse:

"Bem-aventurados os que choram, pois que serão consolados." (Mateus, 5:4)

==> foi a primeira vez que alguém falou algo nessa linha: que seriam bem aventurados os que sofrem no mundo.

E na última ceia, com os discípulos, Ele disse:

“No mundo tereis aflições. Mas tende bom ânimo. Eu venci o mundo” (Jo, 16:33)

==> falou isso, sabendo que logo mais seria preso, torturado e morto.

Pra gente pensar:

==> Porque será que Jesus reforçou essa questão das aflições, das dores?

==> Todos os que choram são bem-aventurados?

==> Viver então, é sofrer? É necessário o sofrimento?

==> Existe diferença entre dor e sofrimento?

- Vamos ver um exemplo bem natural, conhecido por todos: a dor do parto!

==> o parto é uma das maiores dores, mas será que é um sofrimento? Não!!!

Porquê? Porque é alegria pelo nascimento de um filho.

- Então, nem sempre situações de dor representam um sofrimento. No caso do parto, não é sofrimento porque a dor tem um sentido. Sabermos o motivo da dor e o resultado que obteremos.

  1. Desenvolvimento:

No ESE, Kardec foi apresentando os ensinos de Jesus, pela ótica do Espiritismo.

Começou com a questão da lei de Deus, que Ele não veio destruir. No Cap. 2, Kardec falou do ensino de Jesus sobre a vida futura (meu reino não é desse mundo). Depois foi para a pluralidade dos mundos habitados, no cap. 3, trazendo outro princípio da DE. No cap. 4, Kardec traz o ensino de Jesus falando da reencarnação: é preciso nascer de novo.

Feita essa introdução falando dos princípios da DE, Kardec traz o cap. das aflições! Esse é um assunto que interessa a todas as pessoas, de qualquer situação!

Hoje vamos pensar um pouco em questões morais, relativas às dores, às aflições, que Kardec colocou no final do capítulo.

- Dividir a turma em grupinhos, entregando uma pergunta a cada grupinho.

1. Jesus disse: “Bem-aventurados os aflitos”, então, é lícito ao homem abrandar suas próprias provas? (item 26)

2. Jesus disse: “Bem-aventurados os aflitos”. Então, haverá mérito em procurar, alguém, aflições que lhe agravem as provas, por meio de sofrimentos voluntários? (item 26)

3. Deve alguém pôr termo às provas do seu próximo quando o possa, ou deve, para respeitar os desígnios de Deus, deixar que sigam seu curso? (item 27)

4. Um homem está agonizante, com cruéis sofrimentos. Sabe-se que seu estado é desesperador. Será lícito pouparem-se-lhe alguns instantes de angústias, apressando-se-lhe o fim? (Item 28)

5. Aquele que se acha desgostoso da vida, mas que não quer extingui-la por suas próprias mãos, será culpado se procurar a morte num campo de batalha, com o propósito de tornar útil sua morte? (item 29)

6. Se um homem se expõe a um perigo iminente para salvar a vida a um de seus semelhantes, sabendo de antemão que sucumbirá, pode o seu ato ser considerado suicídio? (item 30)

7. Os que aceitam resignados os sofrimentos, por submissão à vontade de Deus e tendo em vista a felicidade futura, não trabalham somente em seu próprio benefício? Poderão tornar seus sofrimentos proveitosos a outrem? (item 31)

- Apresentação das respostas e discussão do tema:

1. Jesus disse: “Bem-aventurados os aflitos”, então, é lícito ao homem abrandar suas próprias provas? (item 26)

“As provas têm por fim exercitar a inteligência, tanto quanto a paciência e a resignação. (...) O mérito consiste em sofrer, sem murmurar, as consequências dos males que lhe não seja possível evitar, em perseverar na luta, em se não desesperar, se não é bem-sucedido; nunca, porém, numa negligência, que seria mais preguiça do que virtude.”

2. Jesus disse: “Bem-aventurados os aflitos”. Então, haverá mérito em procurar, alguém, aflições que lhe agravem as provas, por meio de sofrimentos voluntários? (item 26)

“sim, há grande mérito quando os sofrimentos e as privações objetivam o bem do próximo, porquanto é a caridade pelo sacrifício; não, quando os sofrimentos e as privações somente objetivam o bem daquele que a si mesmo as inflige, porque aí só há egoísmo por fanatismo.”

“Não enfraqueçais o vosso corpo com privações inúteis e macerações sem objetivo, pois que necessitais de todas as vossas forças para cumprirdes a vossa missão de trabalhar na Terra. Torturar e martirizar voluntariamente o vosso corpo é contravir a lei de Deus, que vos dá meios de o sustentar e fortalecer. Enfraquecê-lo sem necessidade é um verdadeiro suicídio.”

3. Deve alguém pôr termo às provas do seu próximo quando o possa, ou deve, para respeitar os desígnios de Deus, deixar que sigam seu curso? (item 27)

"Sabeis se a Providência não vos escolheu, não como instrumento de suplício para agravar os sofrimentos do culpado, mas como o bálsamo da consolação para fazer cicatrizar as chagas que a sua justiça abrira?"

"Ajudai-vos, pois, sempre, mutuamente, nas vossas respectivas provações e nunca vos

considereis instrumentos de tortura. (...) Deve o espírita estar compenetrado de que a sua vida toda tem de ser um ato de amor e de devotamento; que, faça ele o que fizer para se opor às decisões do Senhor, estas se cumprirão. Pode, portanto, sem receio, empregar todos os esforços por atenuar o amargor da expiação, certo, porém, de que só a Deus cabe detê-la ou prolongá-la, conforme julgar conveniente."

4. Um homem está agonizante, com cruéis sofrimentos. Sabe-se que seu estado é desesperador. Será lícito pouparem-se-lhe alguns instantes de angústias, apressando-se-lhe o fim? (Item 28)

“Quem vos daria o direito de prejulgar os desígnios de Deus? Não pode ele conduzir o homem até à borda do fosso, para daí o retirar, a fim de fazê-lo voltar a si e alimentar ideias diversas das que tinha? Ainda que haja chegado ao último extremo um moribundo, ninguém pode afirmar com segurança que lhe haja soado a hora derradeira. A ciência não se terá enganado nunca em suas previsões?”

“Desconheceis as reflexões que seu Espírito poderá fazer nas convulsões da agonia e quantos tormentos lhe pode poupar um relâmpago de arrependimento.”

5. Aquele que se acha desgostoso da vida, mas que não quer extingui-la por suas próprias mãos, será culpado se procurar a morte num campo de batalha, com o propósito de tornar útil sua morte? (item 29)

"há, por conseguinte, suicídio intencional, se não de fato."

"O verdadeiro devotamento consiste em não temer a morte, quando se trate de ser útil, em afrontar o perigo, em fazer, de antemão e sem pesar, o sacrifício da vida, se for necessário. Mas, buscar a morte com premeditada intenção, expondo-se a um perigo, ainda que para prestar serviço, anula o mérito da ação."

6. Se um homem se expõe a um perigo iminente para salvar a vida a um de seus semelhantes, sabendo de antemão que sucumbirá, pode o seu ato ser considerado suicídio? (item 30)

“Desde que no ato não entre a intenção de buscar a morte, não há suicídio e, sim, apenas, devotamento e abnegação, embora também haja a certeza de que morrerá. Mas, quem pode ter essa certeza? “

7. Os que aceitam resignados os sofrimentos, por submissão à vontade de Deus e tendo em vista a felicidade futura, não trabalham somente em seu próprio benefício? Poderão tornar seus sofrimentos proveitosos a outrem? (item 31)

“Podem esses sofrimentos ser de proveito para outrem, material e moralmente: materialmente se, pelo trabalho, pelas privações e pelos sacrifícios que tais criaturas se imponham, contribuem para o bem-estar material de seus semelhantes; moralmente, pelo exemplo que elas oferecem de sua submissão à vontade de Deus. Esse exemplo do poder da fé espírita pode induzir os desgraçados à resignação e salvá-los do desespero e de suas consequências funestas para o futuro.”

  1. Retomada dos capítulos do livro Céu Azul: Comentários do Cap. 22.

  2. Prece final e passes coletivos

  3. Avaliação:

    Encontro com 6 jovens com participação. A discussão foi feita em conversa. Trouxeram diferenças entre dor e sofrimento, com exemplo do parto. Trouxeram alguns exemplos pessoais.

    Falamos do cap. 22 do livro Céu Azul.

  4. ANEXOS

terça-feira, 25 de abril de 2023

Porque sofremos?

 Casa Espírita Missionários da Luz - DIJ - Mocidade: > 14 anos 21/04/2023

Tema: Porque sofremos?

Objetivos:

- Estudar o Código Penal da Vida Futura (O Céu e o Inferno, 1a parte, Cap. VII), compreendendo as razões do sofrimento e que cabe a cada um de nós buscar evitar as causas do sofrimento;

- Perceber que quando vemos um sentido na dor, não há sofrimento;

- Compreender como anular as consequências dolorosas das faltas cometidas.


Bibliografia:

- O Livro dos Espíritos, pergs. 167; (Objetivo da Reencarnação), 919 (Conhecimento de Si Mesmo); 4a parte, Cap. I ‘Das Penas e Gozos Terrenos;

- O Ceu e o Inferno, 1a parte, Código Penal da Vida Futura;

- O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. V ‘Bem Aventurados os Aflitos’;

- NT, Jo, 16:33, Mt, 5:4;

- Amor, Imbatível Amor, Joanna de Ãngelis/Divaldo Pereira Franco, 2ª Parte, Cap. 10 Afeições e Conflitos.

Material: Fazer uma lista numerada com os jovens presentes. Exemplar do livro O CeI e do livro de ViKtor Frankl ‘A Busca do Sentido’.

Desenvolvimento:

1. Hora das novidades da semana.

2.Exercícios de respiração profunda e prece inicial.

3. Motivação Inicial: Propor o desenvolvimento do tema da noite através de perguntas ao grupo. Ouviremos as respostas e comentaremos ao final de todas as perguntas.

Pedir que um dos jovens diga um dos números da lista dos presentes, e fazer a pergunta a quem for sorteado. Repetir até que as perguntas tenham sido respondidas.

a) Jesus disse:

“No mundo tereis aflições. Mas tende bom ânimo. Eu venci o mundo” (Jo, 16:33)

"Bem-aventurados os que choram, pois que serão consolados." (Mateus, 5:4)

==> Porque será que Jesus reforçou essa questão das aflições, das dores?

b) Todos os que choram são bem-aventurados?

c) Viver então, é sofrer? É necessário o sofrimento?

d) Existe diferença entre dor e sofrimento?

4. Discussão dialogada

- Perguntar se alguém gostaria de expor suas ideias sobre esse assunto: sofrimento.

- Mostrar o livro de Viktor Frankl, muito comentado por expositores espíritas, e também por Joanna de Ângelis em sua série psicológica.

No livro Amor, Imbatível Amor, Joanna trás uma fala de Viktor Frankl:

A logoterapia, proposta por Viktor Frankl, convoca o ser para projetar-se no futuro, nas possibilidades ainda não exploradas, que são um manancial inesgotável de recursos que aguardam oportunidade para manifestar-se.

“— Que meta poderia alguém acalentar em um campo de concentração, de trabalhos forçados e de extermínio sistemático — interroga o logoterapeuta — para superar a depressão e encontrar objetivo para lutar, para viver?”

Ele próprio responde: “— Projetá-lo no futuro. Descobrir se alguma coisa o aguarda, quando sair do campo: um filho, uma esposa, um sentimento de arte, de cultura, algum projeto interrompido!”

E conclui, confortavelmente: “— Quase todos os internados tinham algo que fazer, que terminar, nem que fosse denunciar a crueldade assassina dos seus algozes, a indiferença da cultura e da civilização com o destino que lhes havia sido reservado, por motivo nenhum, como se houvesse algum motivo que tornasse o ser humano bestial e tão perverso.”

==> Nesse sofrimento absurdo de um campo nazista de concentração, ele percebeu que quem tinha um sentido para viver, sobrevivia. E a terapia que ele desenvolveu, a logoterapia, é justamente ajudar o paciente a encontrar o sentido da vida.

Vamos ver um exemplo bem natural, conhecido por todos: a dor do parto!

- o parto é uma das maiores dores, mas será que é um sofrimento?

==> não. Porquê? Porque é alegria pelo nascimento de um filho.

- Então, nem sempre situações de dor representam um sofrimento. No caso do parto, não é sofrimento porque a dor tem um sentido. Sabermos o motivo da dor e o resultado que obteremos.

Vocês sabem qual é o maior capítulo do ESE?

O cap.V: “Bem-aventurados os Aflitos”. Nele, Kardec reuniu diversas mensagens e reflexões sobre as dores, os sofrimentos que existem na Terra.

É assunto que interessa a todos nós, pois ninguém gosta de sofrer!

Então precisamos estudar para compreender as causas das dores, do sofrimento, na nossa existência.

Podemos identificar duas naturezas para as dores aqui na Terra:

1a. Dores ‘normais’, relativas à nossa condição de encarnados em corpos perecíveis. Podemos encará-las como sofrimento, ou compreender que fazem parte do contexto, aceitar e conviver com elas.

Ex.: dor do parto, dor do crescimento, cansaço quando o corpo envelhece, etc.

2ª. Outras aflições e dores, que nem todos tem. Essas, tem duas origens: Nessa existência mesmo, ou originárias de existências anteriores.

Exemplos de aflições dessa existência? Quem pode dar?

Remontando-se à origem dos males terrestres, reconhecer-se-á que muitos são consequência natural do caráter e do proceder dos que os suportam.

Quantos homens caem por sua própria culpa! Quantos são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição!

Quantos se arruínam por falta de ordem, de perseverança, pelo mau proceder, ou por não terem sabido limitar seus desejos!

Quantas uniões desgraçadas, porque resultaram de um cálculo de interesse ou de vaidade e nas quais o coração não tomou parte alguma!

Quantas dissensões e funestas disputas se teriam evitado com um pouco de moderação e menos suscetibilidade!

Quantas doenças e enfermidades decorrem da intemperança e dos excessos de todo gênero!

Quantos pais são infelizes com seus filhos, porque não lhes combateram desde o princípio as más tendências! Por fraqueza, ou indiferença, deixaram que neles se desenvolvessem os gérmens do orgulho, do egoísmo e da tola vaidade, que produzem a secura do coração; depois, mais tarde, quando colhem o que semearam, admiram-se e se afligem da falta de deferência com que são tratados e da ingratidão deles.

(ESE, Vap. V item 4 ‘ Causas Atuais das Aflições)

==> quem é o causador? A própria pessoa que está passando pelo sofrimento.

Exemplos de aflições de existências anteriores? Quem pode dar?

Mas, se há males nesta vida cuja causa primária é o homem, outros há também aos quais, pelo menos na aparência, ele é completamente estranho e que parecem atingi-lo como por fatalidade. Tal, por exemplo, a perda de entes queridos e a dos que são o amparo da família. Tais, ainda, os acidentes que nenhuma previsão poderia impedir; os reveses da fortuna, que frustram todas as precauções aconselhadas pela prudência; os flagelos naturais, as enfermidades de nascença, sobretudo as que tiram a tantos infelizes os meios de ganhar a vida pelo trabalho: as deformidades, a idiotia, o cretinismo, etc. (ESE, Vap. V item 6 ‘ Causas Anteriores das Aflições)

==> quem é o causador? A própria pessoa que está passando pelo sofrimento, em ações equivocadas em anteriores existência.

No livro O Céu e o Inferno, no fim da 1ª parte, Kardec relacionou um código penal para a vida futura sob a ótica da DE.

==> Pedir que um dos jovens veia os itens 9 e 10 do código penal da vida futura:

9.º — Toda falta cometida, todo mal realizado, é uma dívida contraída que deve ser paga; se não o for numa existência, sê-lo-á na seguinte ou nas seguintes, porque todas as existências são solidárias umas das outras. Aquele que a quita na existência presente não terá de pagar uma segunda vez.

10.º — O Espírito sofre a pena de suas imperfeições, seja no mundo espiritual, seja no mundo corporal. Todas as misérias, todas as vicissitudes que suportamos na vida corporal são decorrentes de nossas imperfeições, expiações de faltas cometidas, seja na existência presente, seja nas precedentes.

Pela natureza dos sofrimentos e das vicissitudes suportadas na vida corpórea, pode-se julgar da natureza das faltas cometidas numa existência precedente, e das imperfeições que lhe são a causa.

==> pedir que explique com suas palavras, o que leu, e fazer relação com o estudo da semana passada onde falamos da escolha das provas e do esquecimento do passado.

==> o sofrimento, consequência das faltas cometidas, já começa no plano espiritual.

==> Então, está sempre em nossas mãos, evitarmos os males da existência!

3. Vimos até aqui, as causas dos sofrimentos, das aflições, e que quando surgem, precisamos encontrar um sentido para a dor, para que possamos obter resignação, aceitação da dor e seguirmos adiante: projetar no futuro, como diz Viktor Frankl.

Vimos pelo código penal da vida futura, que Kardec nos trouxe no CeI, que toda falta cometida é uma dívida que precisaremos pagar.

==> quando quitamos uma dívida perante a leis de Deus?

Segundo Kardec, no livro O Céu e o Inferno, são três condições necessárias para apagar os traços de uma falta e suas consequências: Arrependimento, expiação e reparação

==> o que significa cada fase dessas?

- Arrependimento: sinceramente perceber o erro e desejar não tê-lo cometido;

- Expiação: sofrimentos físicos e morais consequência da falta cometida;

- Reparação: corrigir o erro.

4.Conclusão:

O que fazer quando perceber que cometi um erro? ==> buscar o arrependimento, sem se deixar paralisar pela culpa, assumir a responsabilidade pelas consequências do nosso erro, pedir desculpas, buscar reparar o erro.

5. Exercícios de respiração profunda, prece final e passes coletivos.

Avaliação:

Encontro com 11 jovens com boa participação e interesse. Não cheguei a falar sobre os textos do CeI. O assunto acabou indo para questões familiares (dificuldades com o pai) e ter ou não filhos (a maioria das meninas não quer ter filhos). Não tinham ouvido falar de Viktor Frankl.

Anexos – Subsídios teóricos

O Céu e o Inferno, 1ª parte, Cap. VII Código Penal da Vida Futura, itens 16 e 17:

16.º — O arrependimento é o primeiro passo para o aperfeiçoamento; mas sozinho não basta; são precisas ainda a expiação e a reparação.

Arrependimento, expiação e reparação são as três condições necessárias para apagar os traços de uma falta e suas consequências.

O arrependimento suaviza as dores da expiação, dando esperança e preparando as vias da reabilitação; mas somente a reparação pode anular o efeito, destruindo a causa; o perdão seria uma graça e não uma anulação.

17.º — O arrependimento pode ocorrer em todo lugar e a qualquer tempo; se for tardio, o culpado sofre por mais longo tempo.

A expiação consiste nos sofrimentos físicos e morais que são a consequência da falta cometida, seja desde a vida presente, seja, após a morte, na vida espiritual, seja numa nova existência corpórea, até que os traços da falta sejam apagados.

A reparação consiste em fazer bem àquele a quem se fez mal. Quem não repara suas faltas nesta vida, por impotência ou má vontade, encontrar-se-á, numa existência ulterior, em contato com as mesmas pessoas que tiveram queixas dele, e em condições escolhidas por ele mesmo, de maneira a poder provar-lhes sua dedicação, e fazer-lhes tanto bem quanto lhes fez mal.

Nem todas as faltas acarretam um prejuízo direto e efetivo; neste caso, a reparação se realiza: fazendo o que se devia fazer e que não se fez, cumprindo os deveres que foram negligenciados ou ignorados, as missões nas quais se falhou; praticando o bem contrário ao que se fez de mal: isto é, sendo humilde se foi orgulhoso, terno se foi duro, caridoso se foi egoísta, benevolente se foi malevolente, laborioso se foi preguiçoso, útil se foi inútil, temperante se foi dissoluto, um bom exemplo se deu mau exemplo, etc. É assim que o Espírito progride tirando proveito de seu passado.

21º — A responsabilidade das faltas é toda pessoal, ninguém sofre por erros alheios, salvo se a eles deu origem, quer provocando-os pelo exemplo, quer não os impedindo quando poderia fazê-lo. Assim, o suicida é sempre punido; mas aquele que por maldade impele outro a cometê-lo, esse sofre ainda maior pena.

Amor, Imbatível Amor, Joanna de Ãngelis/Divaldo Pereira Franco, 2ª Parte, Cap. 10 Afeições e Conflitos

Qualquer indivíduo merece afeição e deve esforçar-se por desenvolvê-la e experienciá-la.

Trabalhando-se interiormente, reflexionando em torno dos direitos e valores que todos possuem ante a Vida, reformula planos mentais e dá-se conta de que é portador de um tesouro de ternura ainda submersa no ego, que é capaz de expandi-la e digno de a receber também. Quando isso não se lhe faz possível, o auxílio de um psicólogo ou de um psicanalista é valioso, ou mesmo de um grupo social de ajuda, porque, de alguma forma, quase todas as pessoas possuem conflitos semelhantes, que variam apenas na forma de expressar-se.

Muitos fatores perinatais e da infância predominam na área dos conflitos e da desafeição. São registros que não foram digeridos, nem consciente ou inconscientemente, remanescendo como trauma de solidão, de desamor, de rejeição, de decepção dos pais e do instituto familiar ou meio social, ou mesmo heranças genéticas, que agora se manifestam em isolacionismo, em censuras doentias, em autoflagelações dolorosas, quão injustificáveis.

A afeição dá sentido à existência humana, facultando-lhe a luta otimista, o esforço continuado, o interesse permanente, a conquista de novos valores para progredir e enobrecer-se. Não é tanto a condição moral que a estimula, senão o objetivo que se tem a seu respeito, que desenvolve o sentimento moral. Quando isso não ocorre, surgem o fanatismo de qualquer expressão, o mascaramento de natureza moral, em processos psicológicos de transferência, que aparecem como puritanismo, exigência descabida de valores éticos e uma insuportável conduta de aparência que está longe da realidade interior.

Ela tem início em um sentido de carinho que se expande e enlaça os seres sencientes, aumentando até o encontro com a criatura humana, que igualmente necessita de afeto e pode retribuí-lo, em intercâmbio que dignifica e dá significado à existência.

Quando escasseia a afetividade, o que se deriva de conflitos anteriores, pode a criatura esforçar-se por buscar objetivos, senão no presente, pelo menos no futuro.

Fixando alguma coisa ou pessoa que desperte interesse ou alguma forma de simpatia, que se transformará em afeição com o decorrer do tempo, liberando-se da algidez emocional, passa a fixar-se nos acontecimentos do passado e procura deles desvencilhar-se; assinalado, no entanto, pelo trauma que o esmaga, lutará, agora que possui motivação para continuar a viver, com insistente tenacidade, a fim de libertar-se de tudo que lhe é perturbador.

A logoterapia, proposta por Viktor Frankl, convoca o ser para projetar-se no futuro, nas possibilidades ainda não exploradas, que são um manancial inesgotável de recursos que aguardam oportunidade para manifestar-se.

“— Que meta poderia alguém acalentar em um campo de concentração, de trabalhos forçados e de extermínio sistemático — interroga o logoterapeuta — para superar a depressão e encontrar objetivo para lutar, para viver?”

Ele próprio responde: “— Projetá-lo no futuro. Descobrir se alguma coisa o aguarda, quando sair do campo: um filho, uma esposa, um sentimento de arte, de cultura, algum projeto interrompido!”

E conclui, confortavelmente: “— Quase todos os internados tinham algo que fazer, que terminar, nem que fosse denunciar a crueldade assassina dos seus algozes, a indiferença da cultura e da civilização com o destino que lhes havia sido reservado, por motivo nenhum, como se houvesse algum motivo que tornasse o ser humano bestial e tão perverso.”

Aqueles carcereiros impiedosos haviam destruído o próprio sentimento de humanidade e converteram-se em sicários, tornando as demais criaturas que lhes caíam nas mãos, apenas um número que não lhes significava nada e que lhes proporcionava o prazer de os esmagar, de destruir-lhes a alma, o valor, coisificando-as, zerando-as. Não obstante, eram pais e mães gentis, quando retornavam aos lares, bons vizinhos e afáveis cidadãos, com as exceções compreensíveis...

A crueldade mais acerba, todavia, se manifestava, em forma patológica de ausência de afeição nos guardas recrutados entre os próprios prisioneiros, que se faziam verdugos implacáveis, buscando sobreviver, desfrutar de alguns favores e concessões dos seus perseguidores.

Os conflitos mal controlados levam o indivíduo à crueldade, à total insensibilidade, por sentir-se desconfortado em si mesmo, transferindo o rancor da própria situação contra aqueles que acredita felizes e os fazem invejá-los..

Mediante a conquista da afetividade, lenta e seguramente, são superados os conflitos perturbadores, abrindo-se os braços, a princípio à solidariedade, depois ao cumprimento dos deveres de fraternidade, que levam ao amor.

Os sinais evidentes de uma existência e de um ser normais, são os pródromos do desabrochar da afetividade tranquila, que se desenvolve estimulando à luta, ao crescimento interior.

quinta-feira, 20 de outubro de 2022

Bem-aventurados os Aflitos - Cavaleiro de Numiers

 Casa Espírita Missionários da Luz – Mocidade    > 14 anos       –    14/10/2022

 Tema: Bem-aventurados os Aflitos

 Objetivos:

- Estudar o capítulo V de O Evangelho Segundo o Espiritismo;

- Refletir a partir de estudo de caso, as aflições decorrentes de escolhas em encarnações anteriores e as geradas pelas condutas na encarnação atual. 

Bibliografia:

O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. V;

O Livro dos Espíritos, perg. 919; 4a parte, Cap. I ‘Das Penas e Gozos Terrenos);

NT, Jo, 16:33;

Trilogia de Yvonne Pereira: Nas Voragens do Pecado, Cavaleiro de Numiers, Drama da Bretanha.

https://www.youtube.com/watch?v=Z0R31bOYpLs&list=PLZ3eQbY0Rt-SqNGdrRHQ2ipIQDGHs4bfi&index=14 BERTHE de SOURMEVILLE por Elisa Braga (SP) | #13 HISTÓRIA PARA REFLETIR - YVONE PEREIRA ==> animação apresentando os personagens, ligando-os aos personagens de Nas Voragens do Pecado. (8 min)

https://www.youtube.com/watch?v=_0s322081Qk&list=PLZ3eQbY0Rt-SqNGdrRHQ2ipIQDGHs4bfi&index=15 - A FUGA por Elisa Braga (SP) | #14 HISTÓRIA PARA REFLETIR - YVONE PEREIRA, 7:43 minutos (Berthe se casa com Henri. Louis volta. Berthe foge com Louis)

https://www.youtube.com/watch?v=V6kHXVBkrXE - ONDE SE VÊ QUE NEM SEMPRE SE ESTÁ SÓ com Jorge Elarrat e Paulo Witter | #15 MEMÓRIAS DE UMA MÉDIUM (animação a partir dos 12:42 minutos até 21:54 min)

https://www.youtube.com/watch?v=DSB5bTDgZnE&list=PLZ3eQbY0Rt-SqNGdrRHQ2ipIQDGHs4bfi&index=16 - PREPARATIVOS por Elisa Braga (SP) | #16 HISTÓRIA PARA REFLETIR - YVONE PEREIRA (10:16 min) – Berthe volta 10 anos depois, depois das tragédias com Louis e Ferdinand. Berthe morre junto aos padres Tom e Rômulo.


https://pt.slideshare.net/SERDCS/o-cavaleiro-de-numiers-41911428

https://clubedosespiritas.blogspot.com/2012/03/abril-2012.html - (resumos do livro Cavaleiro de Numiers)

Desenvolvimento: 

1.    Hora da novidade, exercícios de respiração lenta e profunda, e prece inicial.

2.    Motivação Inicial:

Jesus disse:
“
No mundo tereis aflições. Mas tende bom ânimo. Eu venci o mundo” (Jo, 16:33)

E Kardec colocou como título no cap.V do ESE: “Bem aventurados os Aflitos”, onde reuniu diversas mensagens e reflexões sobre as dores, os sofrimentos que existem na Terra.

Esse é o maior capítulo do Evangelho Segundo o Espiritismo. Por que será, né? Kardec faz as perguntas que de modo geral, as pessoas que pensam sobre a vida fazem:

- Por que sofrem uns mais do que outros?

- Por que nascem uns na miséria e outros na opulência, sem coisa alguma haverem feito que justifique essas posições?

- Por que uns nada conseguem, ao passo que a outros tudo parece sorrir? 

(deixar que respondam)

Quais  tópicos vocês acham que Kardec colocou nesse capítulo? O que vocês acham que seria importante refletir, sob a ótica da DE, quando falamos das aflições do mundo, da vida? (Deixar que se expressem)

O item inicial que Kardec colocou foi: Justiça das aflições. ==> Então aqui, ele já começa dizendo que há uma lógica, justa, nas aflições do mundo… Os itens são:

— Causas atuais das aflições. — Causas anteriores das aflições.

— Esquecimento do passado. — Motivos de resignação. — O suicídio e a loucura.

Vendo esses itens, o que já podemos imaginar sobre o capítulo das Aflições?

- Como conciliar essas situações com a justiça de Deus, que é justo e bom? 


3. Fixação de Conteúdo

Vamos refletir sobre esse assunto, a partir do estudo de uma das existências da médium Yvonne Pereira, registrada na obra O Cavaleiro de Numiers, que já comentamos aqui em estudos anteriores. Nessa existência ela se chamava Berthe.

- Passar a animação que conta o início da história. Iniciar aos 1:16 minutos, pois antes é a relação dos personagens com o livro anterior, Nas Voragens do Pecado:

https://www.youtube.com/watch?v=Z0R31bOYpLs&list=PLZ3eQbY0Rt-SqNGdrRHQ2ipIQDGHs4bfi&index=14

- quais aflições iniciais vemos na infância de Berthe?

==> pai rico, sedutor, não assumiu a paternidade; mãe camponesa, morre no nascimento da filha. Berthe é acolhida pela baronesa, a tia, até os 10 anos, quando a tia morre doente. Barão e filho Louis, viajam após a morte da baronesa e Berthe fica só, aos cuidados da família Numiers, recebendo educação pelos padres Tom e Rômulo.

- imaginem como se sente uma criança que se vê de repente, abandonada pela família que conhecia até então? A tia era como uma mãe pra ela; o primo, muito querido e a quem havia a promessa de casamento no futuro…

Estudos atuais, na psicologia transpessoal e em outras linhas psicológicas também, mostram que essas dores na 1ª infância deixam marcas profundas na psique da pessoa. Cada Espírito reage de uma forma a essas dores sofridas na infância! Chico Xavier, por exemplo, também passou por uma infância muito difícil, com perdas, e teve a vida de missionários que todos conhecemos! Mas nem todos reagem da mesma forma, na busca de preencher esse vazio da dor do abandono, da perda.

- essas aflições tem origem na vida de Yvonne como Berthe? Não! As causas dessas aflições são independentes da vontade de Berthe, que era uma criança de 10 anos! Estão, portanto, em uma existência anterior, relatada no primeiro livro da trilogia: Nas Voragens do Pecado.

==> vemos aqui, os outros 2 itens que Kardec colocou no capítulo das Aflições: Esquecimento do Passado e Motivos de Resignação.

==> na existência anterior, como Ruth Carolina de Champelle, ela teve uma família grande, nobre, amorosa, que a educou nas orientações do Evangelho e que ela não soube honrar, valorizar. Perdeu assim, na existência como Berthe, a possibilidade de ter uma família amorosa junto de si.


- Passar o 2º vídeo com a continuidade da história de Berthe:

https://www.youtube.com/watch?v=_0s322081Qk&list=PLZ3eQbY0Rt-SqNGdrRHQ2ipIQDGHs4bfi&index=15 (A FUGA)

- aqui, já estando na adolescência, começam a se delinear as experiências, as provas da existência que Berthe haveria de passar. E, naturalmente, as escolhas a serem feitas…

- quais aflições vemos logo no início?

==> Falta de notícias do tio e do primo. Berthe deixa de receber a mesada para sua manutenção. Novamente o abandono! Com 15 anos, jovem e bela, novamente sem saber de seu futuro, sem informações da família! Observemos que ela foi acolhida com todo o carinho pela família Numiers! Mas a lacuna do abandono, estava lá, gerando aspectos na personalidade dela!

Como podemos vê-la nessa fase dos 15 anos? ==> sedutora! Usando sua beleza para fletar com os rapazes da cidade! Essa é uma das formas da psique preencher a lacuna do amor, do abandono: ser amada, cortejada, admirada pelo sexo oposto. É uma compensação inconsciente na busca de preencher a dor do abandono.

Algumas pessoas se retraem, ficam super tímidas, não se relacionam com serenidade, com leveza com os demais; outras ficam orgulhosas querendo ser boas em tudo…

Essas nossas condutas inconscientes, que fazem nosso modo ser, de nos relacionarmos, são causas atuais de muitas aflições, como vemos no caso de Berthe!


==> por isso a importância do autoconhecimento! De nos observarmos, tentarmos entender o porquê de nossa forma de atuar no mundo… Voltamos à perg. 919a de OLE, nas orientações de Sto Agostinho!

==> e nós? Como nos expressamos na vida? Temos posturas que sempre fazemos sem nos darmos conta?


==> Voltando à Berthe, qual a escolha que ela faz, ao se ver sem a família, e após a defesa de Henri por ela? Decide se casar com Henri! Se passam 3 anos, tudo vai bem até o retorno de Louis, 11 anos depois de ter saído dali com o pai…

==> Nesse momento temos um ponto crítico da vida de Berthe!

- que escolhas vemos que ela faz? Quais as consequências?

==> desrespeito com o marido, com a família Numiers que a acolheu como filha aos 10 anos de idade!

==> fingimento ao voltar a ser carinhosa e atenciosa com o marido, premeditando a fuga com o primo, que não queria fugir com ela! Ela o convenceu, usando seu poder de sedução!


Consequências?

- pode alguém ser feliz, desgraçando a vida dos outros, sendo ingrata, fingindo, mentindo? Claro que não! Nesse ponto da existência, as escolhas dela começam a gerar a causa de futuras aflições!

- além de gerar futuras aflições para ela mesma, igualmente gerou aflições para Henri e sua família! Henri não conseguiu suportar a dor da fuga dela, e a vergonha perante a cidade, de ter sido abandonado. Ela já era co-responsável pelo suicídio de Franz pois flertou com ele sem estar interessada nele!


- ela teve algum apoio espiritual para esse momento crucial da existência? ==> Sim! Os dois padres, a quem ela amava e respeitava, e que a aconselhavam desde seu nascimento! Mas ela não os ouviu.


- o que ela deveria ter feito? ==> Novamente vemos o item ‘Motivos de Resignação’ que Kardec colocou no capítulo das Aflições. Berthe deveria ter se resignado com a sua nova vida, que não era uma vida ruim, pois eles viveram bem, felizes por 3 anos!


- Passar o 3º vídeo com a continuidade da história de Berthe, após sua fuga com Louis

https://www.youtube.com/watch?v=V6kHXVBkrXE - ONDE SE VÊ QUE NEM SEMPRE SE ESTÁ SÓ com Jorge Elarrat e Paulo Witter | #15 MEMÓRIAS DE UMA MÉDIUM (animação a partir dos 12:42 minutos até 21:54 min) ==> não achei a animação em separado!


- O que vemos aqui, das novas escolhas de Berthe? Vemos que uma coisa puxa outras! Precisamos ter coragem de assumir as consequências de nossos atos! Mas para isso, antes é preciso o arrependimento! Esse é o 1º passo no processo de reabilitação de um erro… se arrepender! Mas infelizmente, Berthe ainda não havia se arrependido…

- Aqui, ela vai tomando uma série de escolhas equivocadas, sempre prejudicando os outros e a si própria!

- novas escolhas equivocadas (causas de mais aflições para ela e os demais!):

1ª – finge estar arrependida e engana novamente Henri, usando seu poder de sedução. Henri não suporta nova rejeição, volta pra sua região natal e se suicida ao se jogar de um penhasco! Com o suicídio do filho, a mãe dele morre de tristeza, e o pai, Arnold, perde a motivação para viver se entregando ao vício do álcool, com ódio por Berthe que desgraçara sua família!

2ª – aceita ser amante de Ferdnand, o provedor financeiro do marido Louis que retirou toda a possibilidade de trabalho de Louis para obrigá-la a aceitá-lo como amante, sustentando essa situação por 2 anos, até que Louis descobre. Luis sugere vender seus quadros e se retirarem da cidade, mas ela rejeita; não quer deixar a vida de ‘brilho’ e ‘esplendor’ que Ferdnand propiciava.

3ª – Ferdnand deixa de ser discreto na sociedade com relação a sua intimidade com a esposa de Louis, praticamente o obrigando a propor um duelo pela honra da esposa. Ferdnand era um excelente espadachim e conhecedor de armas mas Louis era apenas um artista, bem distante do mundo das armas. Assim, Louis morre no duelo.

4ª – Berthe trama e assassina Ferdnand, atraindo-o a sua casa com promessas de reatar relações com ele, e o envenena. Mas uma ação equivocada, premeditada friamente. Depois foge a cavalo, de volta à sua região natal, na busca pelo padre Tom, onde vem a morrer algum tempo depois, por doença que já trazia em si.


- Berthe encerra essa encarnação com mais débitos do que possuía antes de reencarnar.


4. Conclusão

Vemos que nessa triste existência de Yvonne, como Berthe, a causa anterior das aflições estava somente no seu nascimento e abandono aos 10 anos. Todas as demais aflições foram geradas por ela mesma, a partir das escolhas equivocadas que tomou!


Essas aflições dela não são bem aventuradas, pois não foram dores de expiação de erros do passado em processo de regeneração, mas sim, geradas por ela mesma na encarnação presente.


Vemos os mandamentos trazidos por Jesus, como norte para nossas ações na existência: amor a Deus, ao próximo e a nós mesmos! Não fazermos aos outros o que não desejamos para nós!


5. Prece final

6. Avaliação.

Encontro para 4 jovens com participação e interesse. Os vídeos passados foram ótimos e as reflexões a cada um também! Eles trouxeram desafios pessoais que já tinham vivenciado, comparando com as decisões equivocadas de Berthe.




ANEXOS

Personagens da Trilogia

Nas Voragens (Séc XVI)

Cavaleiro Numiers (Séc XVII)

Drama Bretanha (Séc XIX)

Luís de Narbonne

Henri Numiers

Arthur d’Evreux

Ruth-Carolina de La-Chapelle

Berthe de Sourmeville-Stainesbourg

Andrea de Guzman

Carlos Felipe II

Padre Antoine Thomas

Victor de Guzman d’Albert

Príncipe Frederico de G.

Barão Louis de Stainesbourg, primo de Berthe

Alexis d’Evreux


O Cavaleiro de Numiers
 Henri, Louis e Berthe

Na aldeia de Stainesbourg, em Bruges, capital da Flandres Ocidental (província da Bélgica), por volta de 1680, vamos encontrar o bondoso Padre Rômulo. Encontramos também, Antoine Thomas, pupilo do Padre, já com seus 30 anos. Antoine tornou-se professor e padre, revelando-se como pessoa bondosa.

O Cavaleiro Henri de Numiers, amigo de Antoine, rico proprietário e ótimo espadachim. Henri era alto, forte e destemido. Era também genioso, sem ser mau. Algumas lições boas aprendeu com seu professor, Padre Rômulo, no entanto teimava em dizer-se ateu.

Henri foi criado junto com Louis Frederych, filho do Barão de Stainesbourg. Aliás, sua mãe foi ama de leite de Louis e o pai de Henri, empregado do Barão, recebeu dele várias propriedades.

A mãe de Louis, muito bondosa, adotou uma criancinha órfã, cuja mãe havia sido camareira em sua casa. A criança era prima bastarda de Louis, e recebeu o nome Berthe. Com o passar dos anos, Berthe crescera com a formosura da mãe, sendo educada como uma nobre, mas não passava de uma bastarda. Quando Berthe tinha 10 anos, a mãe de Louis faleceu mas algum tempo antes sugeriu que Louis, casasse com Berthe quando ela crescesse.

Com a morte mãe de Louis, seu pai resolveu viajar e pediu ao filho que o acompanhasse. Este concordou, mas queria levar Berthe, ao que o pai não deixou. O pai de Louis avisa ao Padre Rômulo e ao casal de Numiers, sua partida para a Alemanha junto do filho e sua decisão de confiar a menina Berthe aos cuidados do casal de Numiers e, para tanto, deixaria a quantia necessária.

O Padre Thom tem a vaga impressão de que amava Berthe desde muitos séculos, e gostaria que ela fosse sua irmã ou filha para melhor protegê-la.

Quando está com 18 anos, Berthe percebe que ama santamente o Padre Thom (Antoine) e era por ele amada. Um amor impossível. Não podia corresponder ao amor de Henri que também a amava. O Padre Thom se impôs paciência e voltou-se a Deus com mais fervor. Berthe não teve forças para renunciar ao amor e volúvel, prejudicou corações generosos de outros rapazes que a queriam com devotamento.

Henri soube que Franz, um dos rapazes da região, queria casar-se com Berthe e enciumado surra barbaramente o rapaz. Uma semana depois, Franz suicida-se de vergonha. Berthe recebe Henri como seu defensor e após beijá-lo, consente em se casar. Um mês depois, se casam.


O casal Berthe e Henri viviam há 3 anos na mais perfeita harmonia e o padre Thom se recolheu ao mais completo isolamento se dedicando a caridade, socorrendo os sofredores do corpo e da alma.

Enquanto isso, Louis se dedica ao aprendizado das belas artes na Holanda. Quando seu pai, após uma tuberculose, desencarna, Louis se vê desamparado e sem recursos. Não manda mais notícias nem mesada ao Padre Rômulo. O jovem refugia-se no convento na Holanda e aí torna-se culto. Para cuidar da vida própria sai do convento e inicia vida artística. Louis pensa em buscar Berthe no Natal pois, com a morte do pai ele passou a ser seu tutor, mas passam-se os anos e ele não vai buscá-la. Louis torna-se secretário particular do Conde Ferdnand de Görs que o leva para Flandres, e a todos conquistava com a sua arte.


Finalmente Louis decide voltar e pede licença ao Conde para visitar a terra natal, onze anos após sua partida, disposto a cumprir sua promessa de matrimônio a prima Berthe. Chegando ao antigo lar, é informado que sua prima havia se casado há três anos com Henri de Numiers.


Louis aceita hospedar-se na casa dos Numiers, pois sua afeição por Henri conservara-se inalterável. Henri feliz com presença de Louis. O jovem preocupado, nota que a presença da prima lhe desperta novamente toda paixão por ela. E, temeroso, procura sempre a companhia de Henri pois, nota ser correspondido.

Henri já começa a desconfiar registrando inconscientemente as vibrações da esposa e Berthe irrita-se com o silêncio de Louis a respeito deles dois. Henri procura o Padre Thom, seu amigo de sempre, e confessa que só agora notava os sentimentos de atração e repulsa que a esposa sentia por ele e por muito amá-la jamais duvidou dela. Confessa também que acha que Berthe jamais esqueceu o primo Louis e é amada por ele.

Padre Thom coloca Padre Rômulo a par dos acontecimentos e este se dirige para Quinta Numiers para apelar a Louis, que possui bom coração, para se afastar. O jovem após longa conversa com o Padre, promete partir na manhã seguinte. Durante a noite, todos jantam em ambiente de paz e harmonia.

No dia seguinte, Berthe foge com Louis, deixando Henri desesperado, que passa a beber com frequência.

Três meses não se tinha notícias do paradeiro de Berthe e de Louis, mas o padre Thom já havia sabido pelos criados do Castelo de Stainesborg, que os primos haviam fugido para Paris. Padre Rômulo também havia descoberto, examinando os restos de cerveja na noite do jantar de despedida de Louis, que Berthe pusera narcótico na cerveja de Henri. Conclui então, que Louis e Berthe estavam combinados, pois a jovem levou roupas e economias.

O que não sabiam é que Louis relutara em levar a prima.

Passados alguns meses, Henri não se recupera da fuga da esposa e se suicida, jogando-se do alto de um penhasco.

Após a fuga, Berthe e Louis se casam pois Louis consegue anular o casamento de Berthe e Henri, pois ela era menor de idade quando se casou com Henri e ele, Louis, como seu tutor legal, não havia consentido no casamento. Porém, o Conde Ferdnand de Görs, que contratava os trabalhos artísticos de Louis, se apaixona por Berthe e a pressiona a tornar-se sua amante, quando Louis ficou doente e sem condições de trabalhar.

Diante da concordância de Berthe em ser sua amante, o Conde levou médicos, medicamentos, recursos para o tratamento da doença. Louis sarou e passou a trabalhar e ganhar ainda mais. Durante dois anos perdurou a situação. Berthe, amante do conde mas triste de ter caído.

O conde então, força uma situação constrangedora para Louis que se vê forçado a desafiá-lo para um duelo, em nome da sua honra.


Louis sentia-se sereno, sabendo que iria morrer pois o conde era excelente espadachim. Murmurou para Berthe ”estás perdoada, querida amiga da minha infância”. E foi ao encontro do conde, pelas mãos de quem morreu, pedindo perdão a Henri Numiers, compreendendo as leis de justiça.

Berth então entra em desespero pelo remorso, saudade e decepção, adoecendo e sofrendo delírios. Permanece reclusa por dois meses, alimentando seu ódio pelo conde a quem responsabiliza totalmente por sua desgraça, sem admitir os próprios erros, até que planeja sua vingança.

O conde, por sua vez, apaixonado, cada vez mais atraído pela mulher pela qual se julgava amado tornou-se mal humorado e impaciente, insistindo em procurá-la por cartas, intencionando até desposá-la. Até que um dia ela responde marcando encontro na casa dela, onde o atrai para assassiná-lo por envenenamento, cumprindo assim sua vingança.

Berthe se veste de homem e foge à cavalo, sem destino, e o animal a levou à sua antiga Stainesbourg. Lá chegando, dirigiu-se temerosa ao Presbítero disfarçada ainda de homem. Os padres Rômulo e Thom receberam-na com tanto calor humano que ela desmaiou ao se sentir segura. No Presbítero, Berthe adoecera gravemente e era mantida escondida. Com remorsos e cheia de pesadelos, vai piorando até que desencarna assistida ainda pelos dois padres, antes que a polícia a encontre.