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quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Morte e Dor dos Animais

 Casa Espírita Missionários da Luz – Juventude > 16 anos –14/08/2026

Tema: Morte e Dor dos Animais

Objetivos:

  • A eutanásia em animais é contra as leis de Deus?

  • O ser humano tem o direito de controlar a população animal?

  • É contra a lei de Deus mutilar os animais?

Bibliografia:

  • O Livro dos Espíritos, 2ª parte, cap. XI Dos 3 Reinos, item ‘Os animais e o homem’, pergs 595 à 600; 3ª parte, Cap IV (Lei de reprodução) item ‘Obstáculos à Reprodução’, perg. 693;

  • ESE, Cap. V item 28 (eutanásia);

  • “A Gênese”, de Allan Kardec, cap. III, itens 20 à 24 'Destruição dos seres vivos uns pelos outros'; cap. XVIII, item "Sinais dos tempos", n° 8;

  • RE Out/1868, 'Instruções dos Espíritos';

  • Aulas da Vida, Emmanuel/Chico Xavier, Cap 21 ‘Animais e Sofrimento’;

  • Depois da Morte, Léon Denis, 2ª parte, cap. 13.


https://www.oconsolador.com.br/ano15/742/especial.html - A dor nos animais

Material: LE

1. Hora da novidade, exercícios de respiração profunda, e prece inicial

2. Motivação inicial:

Fazer 3 grupinhos para responderem às perguntas:

a - Se animais não têm consciência, por que sofrem?

b - Castrar animais constitui transgressão de alguma Lei Divina?

C - É condenável praticar a eutanásia no animal sofrendo dores, tendo mal sem cura?

3. Discussão do tema a partir das respostas dos subgrupos.

a - Se animais não têm consciência, por que sofrem?

Ninguém sofre, de um modo ou de outro, tão-somente para resgatar o preço de alguma coisa.

Sofre-se também angariando os recursos precisos para obtê-la.

Assim é que o animal atravessa longas eras de prova a fim de domesticar-se, tanto quanto o homem atravessa outras tantas longas eras para instruir-se. (...)

O animal igualmente para atingir a auréola da razão deve conhecer benemérita e comprida fieira de experiências que terminarão por integrá-lo na posse definitiva do raciocínio.

Compreendamos, desse modo, que o sofrimento é ingrediente inalienável no prato do progresso. (...)

O animal se esforça para obter as próprias percepções e estabelecê-las.

O homem se esforça avançando da inteligência para a sublimação.

Dor física no animal é passaporte para mais amplos recursos nos domínios da evolução.

Dor física, acrescida de dor moral no homem, é fixação de responsabilidade em trânsito para a Vida Maior. (Emmanuel, Aulas da Vida, Cap. 21 'Animais e Sofrimento').


E Kardec fala em A Gênese, Cap. III, quando aborda a questão da destruição dos animais uns pelos outros para se nutrirem:

“21. A verdadeira vida, tanto do animal como do homem, não está no invólucro corporal, do mesmo que não está no vestuário. Está no princípio inteligente que preexiste e sobrevive ao corpo . Esse princípio necessita do corpo, para se desenvolver pelo trabalho que lhe cumpre realizar sobre a matéria bruta. O corpo se consome nesse trabalho, mas o Espírito não se gasta; ao contrário, sai dele cada vez mais forte, mais lúcido e mais apto.”

“23. Há também considerações morais de ordem elevada. — É necessária a luta para o desenvolvimento do Espírito. Na luta é que ele exercita suas faculdades. O que ataca em busca do alimento e o que se defende para conservar a vida usam de habilidade e inteligência, aumentando, em consequência, suas forças intelectuais. Um dos dois sucumbe; mas, em realidade, que foi o que o mais forte ou o mais destro tirou ao mais fraco? A veste de carne, nada mais; ulteriormente, o Espírito, que não morreu, tomará outra.”


==> Então, o sofrimento dos animais é um instrumento de evolução, de aquisição de experiências.

E também sofrem, para que registrem em sua memória espiritual, que a dor dói, é ruim. Assim, ao evoluírem, alcançando a inteligência, já trarão na bagagem cognitiva que a dor deve ser evitada, tanto a própria, na autopreservação, como a do próximo


b - Castrar animais constitui transgressão de alguma Lei Divina?

Kardec tratou essa questão, de modo indireto, no LE, na Lei de Reprodução:

Perg. 693. São contrários à lei da natureza as leis e os costumes humanos que têm por fim ou por efeito criar obstáculos à reprodução?

“Tudo o que embaraça a natureza em sua marcha é contrário à lei geral.”

a) — Entretanto, há espécies de seres vivos, animais e plantas, cuja reprodução indefinida seria nociva a outras espécies, e da qual o próprio homem acabaria por ser vítima. Pratica ele ato repreensível, impedindo essa reprodução?

“Deus concedeu ao homem, sobre todos os seres vivos, um poder de que ele deve usar, sem abusar. Pode, pois, regular a reprodução, de acordo com as necessidades; não deve, porém, opor-lhe obstáculos desnecessariamente. A ação inteligente do homem é um contrapeso que Deus dispôs para restabelecer o equilíbrio entre as forças da natureza, e é ainda isso o que o distingue dos animais, porque ele obra com conhecimento de causa. Mas os próprios animais também concorrem para a existência desse equilíbrio, porquanto o instinto de destruição que lhes foi dado faz com que, provendo à própria conservação, obstem ao desenvolvimento excessivo, quiçá perigoso, das espécies animais e vegetais de que se alimentam.”

==> Como podemos expandir esse raciocínio para nossos pets?

Nesse caso, não se trata de controle de reprodução excessiva, mas pela situação de cada um de nós, no cuidado com os nossos pets.

==> Como disse a resposta dos Espíritos, Deus nos deu atuação sobre os animais. Devemos usar essa ação com consciência, com desejo do bem, e não por maldade, ganância ou egoísmo.

C - É condenável praticar a eutanásia no animal sofrendo dores, tendo mal sem cura?

Nós vimos há umas semanas atrás, sobre a Eutanásia, e vimos a resposta de São Luís, no Evangelho:

“Sei bem haver casos que se podem, com razão, considerar desesperadores; mas, se não há nenhuma esperança fundada de um regresso definitivo à vida e à saúde, existe a possibilidade, atestada por inúmeros exemplos, de o doente, no momento mesmo de exalar o último suspiro, reanimar-se e recobrar por alguns instantes as faculdades! Pois bem: essa hora de graça, que lhe é concedida, pode ser-lhe de grande importância. Desconheceis as reflexões que seu Espírito poderá fazer nas convulsões da agonia e quantos tormentos lhe pode poupar um relâmpago de arrependimento.

O materialista, que apenas vê o corpo e em nenhuma conta tem a alma, é inapto a compreender essas coisas; o espírita, porém, que já sabe o que se passa no além-túmulo, conhece o valor de um último pensamento. Minorai os derradeiros sofrimentos, quanto o puderdes; mas, guardai-vos de abreviar a vida, ainda que de um minuto, porque esse minuto pode evitar muitas lágrimas no futuro. (S. Luís, Paris, 1860) (Cap. V item 28)


==> Isso no caso dos seres humanos. Mas é diferente no caso dos animais! Como vimos, eles não tem a questão moral, causa e efeito; tem o livre arbítrio apenas relacionado à questão da vida material: conservação da vida. Vemos isso na questão 595 do LE:

Perg. 595. Gozam de livre-arbítrio os animais, para a prática dos seus atos?

“Os animais não são simples máquinas, como supondes. Contudo, a liberdade de ação de que desfrutam é limitada pelas suas necessidades, e não se pode comparar à do homem. Sendo bem inferiores a este, não têm os mesmos deveres que ele. A liberdade, possuem-na restrita aos atos da vida material.”

==> não tem razão deixar sofrer um animal por uma doença incurável. Eutanásia é só nesse caso: auxiliar, tirando a dor. Eutanásia é quando é irreversível a situação, é pra aliviar a dor! Tem por base, o amor!

E isso fica por conta de cada tutor do pet, certo?

==> Sempre a partir da avaliação de um médico veterinário, que tem condições de fazer a eutanásia, sem causar dor no animalzinho.

==> completamente diferente de sacrifício! Sacrifício de animais é assassiná-los por outros motivos. Isso é crueldade para com os animais!

==> quanta crueldade existe para com os animais, na indústria da carne! Sabemos que a alimentação animal ainda é uma necessidade, mas não com crueldade, nem tratando-os como se fossem objetos! Isso já é abuso do ser humano, no uso do poder que Deus nos concedeu junto aos animais.

==> outra questão que nós, enquanto sociedade, precisamos rever: uso de animais como cobaias de experimentos de novos medicamentos, cosméticos, e nem sei mais que outros usos.

Dentro do possível, busquemos evitar o uso de produtos cujos testes foram feitos em animais, quando já existem métodos outros, mais conscientes.

5. Conclusão

Sempre o amor deve estar por base de nossas decisões com relação aos animais. São nossos irmãos menores! É nosso papel cuidar dos animais!

6. Prece Final e passes coletivos

7. Avaliação:

Encontro com 10 jovens (7 da Juv 2, e 3 da Juv1), com bastante participação. Fizemos 3 rodízios de um de cada trio, para compartilhar as discussões. A maior dúvida foi a primeira pergunta. As outras duas, responderam na hora!

8. Anexos:

Livro dos Espíritos

perg. 597a: É também uma alma, se o quiserdes; isso depende do sentido em que se tome a palavra; mas é inferior à do homem. Há, entre a alma dos animais e a do homem tanta distância quanto entre a alma do homem e Deus. (LE, perg. 597a)

Perg. 598. Após a morte, conserva a alma dos animais a sua individualidade e a consciência de si mesma? “Conserva sua individualidade; quanto à consciência do seu eu, não. A vida inteligente lhe permanece em estado latente.”


Perg. 600. Sobrevivendo ao corpo em que habitou, a alma do animal vem a achar-se, depois da morte, num estado de erraticidade, como a do homem?

“Fica numa espécie de erraticidade, pois que não mais se acha unida ao corpo, mas não é um Espírito errante. O Espírito errante é um ser que pensa e obra por sua livre vontade. De idêntica faculdade não dispõe o dos animais. A consciência de si mesmo é o que constitui o principal atributo do Espírito. O do animal, depois da morte, é classificado pelos Espíritos a quem incumbe essa tarefa e utilizado quase imediatamente; não lhe é dado tempo de entrar em relação com outras criaturas.”


A Gênese”, cap. III, item 'Destruição dos seres vivos uns pelos outros'

20. A destruição recíproca dos seres vivos é, dentre as leis da natureza, uma das que, à primeira vista, menos parecem conciliar-se com a bondade de Deus. Pergunta-se por que lhes criou ele a necessidade de mutuamente se destruírem, para se alimentarem uns à custa dos outros. Para quem apenas vê a matéria e restringe à vida presente a sua visão, há de isso, com efeito, parecer uma imperfeição na obra divina. (...)

21. A verdadeira vida, tanto do animal como do homem, não está no invólucro corporal, do mesmo que não está no vestuário. Está no princípio inteligente que preexiste e sobrevive ao corpo . Esse princípio necessita do corpo, para se desenvolver pelo trabalho que lhe cumpre realizar sobre a matéria bruta. O corpo se consome nesse trabalho, mas o Espírito não se gasta; ao contrário, sai dele cada vez mais forte, mais lúcido e mais apto. Que importa, pois, que o Espírito mude mais ou menos frequentemente de envoltório?! Não deixa por isso de ser Espírito. É precisamente como se um homem mudasse cem vezes no ano as suas vestes. Não deixaria por isso de ser homem.

Por meio do incessante espetáculo da destruição, ensina Deus aos homens o pouco caso que devem fazer do envoltório material e lhes suscita a ideia da vida espiritual, fazendo que a desejem como uma compensação.

24. Nos seres inferiores da criação, naqueles a quem ainda falta o senso moral, em os quais a inteligência ainda não substituiu o instinto, a luta não pode ter por móvel senão a satisfação de uma necessidade material. Ora, uma das mais imperiosas dessas necessidades é a da alimentação. Eles, pois, lutam unicamente para viver, isto é, para fazer ou defender uma presa, visto que nenhum móvel mais elevado os poderia estimular. É nesse primeiro período que a alma se elabora e ensaia para a vida.


“A Gênese”, de Allan Kardec, cap. XVIII, item "Sinais dos tempos", n° 8

RE Out/1868, 'Instruções dos Espíritos'.


“A matéria orgânica não poderia escapar a essas influências; as perturbações que ela sofre podem, pois, alterar o estado físico dos seres vivos e determinar algumas dessas enfermidades que atacam de modo geral as plantas, os animais e os homens, enfermidades que, como todos os flagelos, são, para a inteligência humana, um estimulante que a impele, por força da necessidade, a procurar meios de os combater e a descobrir leis da natureza. (pelo Espírito Arago)

Depois da Morte, Léon Denis, 2ª parte, cap. 13

“A dor é uma advertência necessária, um estimulante à vontade do homem, pois nos obriga a nos concentrarmos para refletir, e força-nos a domar as paixões. A dor é o caminho do aperfeiçoamento. Física ou moral, é um meio poderoso de desenvolvimento e de progresso. É purificação suprema, é a escola em que se aprendem a paciência, a resignação e todos os deveres austeros. É a fornalha onde se funde o egoísmo em que se dissolve o orgulho.”

AULAS da VIDA - Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos, Cap 21 'Animais e Sofrimento'

Se os animais estão isentos da lei de causa e efeito, em suas motivações profundas, já que não têm culpas a expiar, de que maneira se lhes justificar os sacrifícios e aflições?

Assunto aparentemente relacionado com injustiça, mas a lógica nos deve orientar os passos na solução do problema.

Imperioso interpretar a dor por mais altos padrões de entendimento.

Ninguém sofre, de um modo ou de outro, tão-somente para resgatar o preço de alguma coisa.

Sofre-se também angariando os recursos precisos para obtê-la.

Assim é que o animal atravessa longas eras de prova a fim de domesticar-se, tanto quanto o homem atravessa outras tantas longas eras para instruir-se.


Que mal terá praticado o aprendiz a fim de submeter-se aos constrangimentos da escola?

E acaso conseguirá ele diplomar-se em conhecimento superior se foge às penas edificantes da disciplina?


Espírito algum obtém elevação ou cultura por osmose, mas sim através de trabalho paciente e intransferível.

O animal igualmente para atingir a auréola da razão deve conhecer benemérita e comprida fieira de experiências que terminarão por integrá-lo na posse definitiva do raciocínio.

Compreendamos, desse modo, que o sofrimento é ingrediente inalienável no prato do progresso.

Todo ser criado simples e ignorante é compelido a lutar pela conquista da razão, e atingindo a razão, entre os homens, é compelido igualmente a lutar a fim de burilar-se devidamente.

O animal se esforça para obter as próprias percepções e estabelecê-las.

O homem se esforça avançando da inteligência para a sublimação.

Dor física no animal é passaporte para mais amplos recursos nos domínios da evolução.

Dor física, acrescida de dor moral no homem, é fixação de responsabilidade em trânsito para a Vida Maior.

Certifiquemo-nos, porém, de que toda criatura caminha para o reino da angelitude, e que, investindo-se na posição de espírito sublime, não mais conhece a dor, porquanto o amor ser-lhe-á sol no coração dissipando todas as sombras da vida ao toque de sua própria luz.

Emmanuel

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

A Morte e o morrer

 Casa Espírita Missionários da Luz - DIJ Mocidade: > 16 anos – 31/07 e 07/08/2026

Tema: A Morte e o morrer

Objetivos:

  • Morrer é doloroso?

  • Porquê uns morrem na infância enquanto outros vivem até os 100 anos?

  • A morte na infância por maus tratos estava planejada?

Bibliografia:

  • Entre a Terra e o Céu, André Luiz/Chico Xavier, Cap. 9 ‘No Lar da Benção’, Cap. 10 e 11;

  • Crianças no Além, Chico Xavier;

  • O Livro dos Espíritos – 2ª parte – Cap. III; 4ª parte, pergs 154 à 157, 161 (Separação da Alma e do corpo); 163 à 165 (Perturbação Espiritual), 197 à 199 (Sorte das Crianças após a Morte), 853 e 859 (hora da morte); 936 (Perda de Entes Queridos), e 957 (Suicídio);

  • A Gênese – Cap. XI – 18 e 19;

  • Céu e o Inferno, 2ª parte Cap. I ‘O Passamento’;

  • O que é o Espiritismo? > Capítulo III — Solução de alguns problemas pela doutrina espírita > O homem depois da morte > 154;

  • O Livro dos Médiuns, Cap. XXV (Das evocações), item 282, perg. 35 (crianças após a morte);

  • Evang.Seg.Espiritismo, Cap. V, item 21 ‘Mortes Prematuras’, Cap. XXVIII, itens 59 e 63, Cap. XXVII, itens 10 e 18.

Material: Livro Estesia, de Rabindranath Tagore/Divaldo Franco;

Formulário da pesquisa: https://forms.gle/qQTDYj8aaV5jRhqt7

Desenvolvimento:

  1. Dar as boas vindas ao grupo, hora da novidade, exercícios de respiração profunda.

Prece Inicial.

  1. Motivação:

Ler o poema XXV, do livro Estesia, de Rabindranath Tagore/Divaldo Franco:

“Enquanto ela chorava sobre o cadáver do marido, lamentava-se por si mesma.

Enquanto maldizia a sorte por ficar viúva, lamentava-se por si mesma.

A saudade, que a pungia com cravos, e as espadas que lhe dilaceravam os sentimentos partiam do lamento de si mesma.

Se ela amasse, como pretendia, estaria cantando a libertação do seu herói, agora feliz, a esperá-la, ao invés de lamentar as paixões do corpo que lhe atendia os desejos.”

- De que fala Tagore nesse poema?

==> Fala sobre a morte como a libertação do Espírito! Muitas vezes, ao invés da tristeza da saudade, nos deixamos levar pelo egoísmo, pensando em como continuaremos a viver sem a pessoa amada que partiu antes de nós.

  1. Discussão dialogada

A ideia hoje, é refletirmos sobre a Morte e o morrer. Vamos começar respondendo algumas perguntas num formulário do Google, para que possamos pensar um pouco nesse tema.

- Passar link do forms do Google, com as perguntas:

i- Como acontece o processo da morte? Como é morrer?

ii- É igual para todo mundo? Que diferença poderia ter?

iii- Será que é difícil para o Espírito, morrer?

iv- Morrer dói?

v- Faz diferença para o Espírito se a morte é natural ou é por acidente?

vi- E para o suicida?

vii- E se a morte veio na infância? Como fica o Espírito da criança que morreu?

  1. Reflexões no grupo

Agora que todos já tiveram oportunidade de refletir sobre o assunto, vamos expor as ideias e dúvidas de cada pergunta do formulário.

Obs.: verificar as respostas do form antes de fazer a pergunta no grupo

==> Vocês querem sortear ou quem quiser responde?

i- Como acontece o processo da morte? Como é morrer?

==> temos respostas no LE e no livro O Céu e o Inferno, ambos de Kardec:

“Rotos os laços que a retinham, ela se desprende.” (LE. Perg.155)

A observação demonstra que, no instante da morte, o desprendimento do perispírito não se completa subitamente; que, ao contrário, se opera gradualmente e com uma lentidão muito variável conforme os indivíduos. (LE. Comentário da perg.155a)

“Na passagem da vida corpórea à vida espiritual produz-se ainda outro fenômeno de importância capital: é o da perturbação. Nesse momento, a alma experimenta um entorpecimento que paralisa momentaneamente suas faculdades e neutraliza, ao menos parcialmente, as sensações; ela fica, por assim dizer, em estado cataléptico, de sorte que quase nunca é testemunha consciente do último suspiro.” (O Céu e o Inferno, 2ª parte, O Passamento’, item 6)

ii- É igual para todo mundo? Que diferença poderia ter?

No livro O Céu e o Inferno, 2ª parte, O Passamento’, item 9, é descrito o processo para os Espíritos mais espiritualizados e para os mais materializados. Então, varia para cada pessoa:

==> para o mais espiritualizado:

“No homem cuja alma está desmaterializada e cujos pensamentos se desligaram das coisas terrestres, o desprendimento é quase completo antes da morte real; o corpo vive ainda a vida orgânica, e a alma já entrou na vida espiritual e não está mais ligada ao corpo a não ser por um laço tão fraco que se rompe sem dificuldade no último batimento do coração. Nessa situação, o Espírito pode ter já recuperado sua lucidez, e ser testemunha consciente da extinção da vida de seu corpo do qual está feliz de se ter libertado; para ele, a perturbação é quase nula;”

==> já para aqueles que são mais ligados à vida material:

“No homem material e sensual, aquele que viveu mais pelo corpo do que pelo espírito, para quem a vida espiritual não é nada, nem mesmo uma realidade em seu pensamento, tudo contribuiu para apertar os laços que o prendem à matéria; nada veio afrouxá-los durante a vida. Com a aproximação da morte, o desprendimento se opera também por graus, mas com esforços contínuos. As convulsões da agonia são o indício da luta travada pelo Espírito que por vezes quer romper os laços que lhe resistem, e outras vezes se agarra a seu corpo do qual uma força irresistível o arranca violentamente, parte por parte.”

E no item 10 desse capítulo do Passamento, ou seja da Morte vemos:

“O Espírito apega-se tanto mais à vida corpórea quanto não vê nada além; ele sente que ela lhe escapa, e quer segurá-la; em vez de se abandonar ao movimento que o arrasta, ele resiste com todas as suas forças; pode assim prolongar a luta durante dias, semanas e meses inteiros. Sem dúvida, nesse momento, o Espírito não tem toda sua lucidez; a perturbação começou muito tempo antes da morte, mas ele não sofre menos por isso, e o vazio em que se encontra, a incerteza do que lhe advirá, juntam-se às suas angústias. A morte chega, e nem tudo acabou; a perturbação continua; ele sente que vive, mas não sabe se é vida material ou vida espiritual; continua a lutar até que as últimas amarras do perispírito sejam rompidas. A morte pôs um termo à doença efetiva, mas não acabou com suas consequências; enquanto existem pontos de contato entre o corpo e o perispírito, o Espírito sente seus golpes e sofre.”

==> faz sentido? Se a pessoa é tão apegada à vida, às coisas, aos prazeres da vida, não quer deixar o corpo!

iii- Será que é difícil para o Espírito, morrer?

iv- Morrer dói?

==> já respondemos essas perguntas na resposta anterior, mas Kardec traz mais reflexões sobre a hora da morte:

“Ao ver a calma de certos mortos, e as terríveis convulsões de agonia de outros, já se pode julgar que as sensações não são sempre as mesmas;” (O Céu e o Inferno, 2ª parte, O Passamento’, item 2)

“Disto resulta que o sofrimento, que acompanha a morte, está subordinado à força de aderência que une o corpo e o perispírito; que tudo o que pode ajudar na diminuição dessa força e na rapidez do desprendimento torna a passagem menos penosa; por fim, que se o desprendimento se opera sem nenhuma dificuldade, a alma não experimenta nenhuma sensação desagradável.” (O Céu e o Inferno, 2ª parte, O Passamento’, item 5)

v- Faz diferença para o Espírito se a morte é natural ou é por acidente?

“Na morte natural, a que sobrevém pelo esgotamento dos órgãos, em consequência da idade, o homem deixa a vida sem o perceber: é uma lâmpada que se apaga por falta de óleo.” (LE. Perg.154)

“Na morte natural, aquela que resulta da extinção das forças vitais pela idade ou a doença, o desprendimento se opera gradualmente;” (O Céu e o Inferno, 2ª parte, O Passamento’, item 9)

Nos casos de morte violenta, por suicídio, suplício, acidente, apoplexia, ferimentos, etc., o Espírito fica surpreendido, espantado e não acredita estar morto. (LE, Perg.165)

“Na morte violenta, as condições não são exatamente as mesmas. Nenhuma desagregação parcial pôde trazer uma separação prévia entre o corpo e o perispírito; a vida orgânica, em toda sua força, é subitamente detida; o desprendimento do perispírito não começa senão depois da morte, e, neste caso como nos outros, não se pode operar instantaneamente. O Espírito, pego de improviso, fica como que atordoado; mas, sentindo que pensa, acredita que ainda está vivo, e essa ilusão dura até que se tenha dado conta de sua situação.”

“Ele oferece uma variedade infinita de nuances segundo o caráter, os conhecimentos e o grau de adiantamento moral do Espírito. É de curta duração para aqueles cuja alma está purificada, porque neles havia um desprendimento antecipado do qual a morte, mesmo a mais súbita, apressa apenas o cumprimento; em outros, ele pode se prolongar durante anos”. (O Céu e o Inferno, 2ª parte, O Passamento’, item 12)

vi- E para o suicida?

“A afinidade que permanece entre o Espírito e o corpo produz, nalguns suicidas, uma espécie de repercussão do estado do corpo no Espírito, que, assim, a seu mau grado, sente os efeitos da decomposição, donde lhe resulta uma sensação cheia de angústias e de horror, estado esse que também pode durar pelo tempo que devia durar a vida que sofreu interrupção.” (LE, perg.957)

“É sobretudo no suicídio que essa posição é mais penosa. O corpo, ligado ao perispírito por todas as suas fibras, todas as convulsões do corpo repercutem na alma, que por isso experimenta atrozes sofrimentos.” (O Céu e o Inferno, 2ª parte, O Passamento’, item 12)

vii- E se a morte veio na infância? Como fica o Espírito da criança que morreu?

O que é o Espiritismo? > Capítulo III — Solução de alguns problemas pela doutrina espírita > O homem depois da morte, item 154:

“Qual, na outra vida, o estado intelectual e moral da alma da criança morta em tenra idade? Suas faculdades conservam-se na infância, como durante a vida?

O incompleto desenvolvimento dos órgãos da criança não dava ao Espírito a liberdade de se manifestar completamente; livre desse invólucro, suas faculdades são o que eram antes da sua encarnação. O Espírito, não tendo feito mais que passar alguns instantes na vida, não sofre modificação nas faculdades.”

“A alma da criança é um Espírito ainda envolto nas faixas da matéria; porém, desprendido desta, goza de suas faculdades de Espírito, porquanto os Espíritos não têm idade, o que prova que o da criança já viveu. Entretanto, até que se ache completamente desligado da matéria, pode conservar, na linguagem, traços do caráter da criança.” (O Livro dos Médiuns, Cap. XXV (Das evocações), item 282, perg. 35)

- Para encerrarmos as reflexões, mais 2 perguntas para vocês:

a) Porquê uns morrem na infância enquanto outros vivem até os 100 anos?

==> é o que vimos na semana passada:

Resposta no LE, perg. 853

“Deus sabe de antemão de que gênero será a morte do homem e muitas vezes seu Espírito também o sabe, por lhe ter sido isso revelado, quando escolheu tal ou qual existência.” ==> escolha do Espírito, de acordo com sua necessidade de aprendizado.

E no fim da resposta à perg. 859, temos:

“A fatalidade, verdadeiramente, só existe quanto ao momento em que deveis aparecer e desaparecer deste mundo.”

E no Evangelho, Kardec trouxe uma msg que fala das mortes prematuras:

“Frequentemente, a morte prematura é um grande benefício que Deus concede àquele que se vai e que assim se preserva das misérias da vida, ou das seduções que talvez lhe acarretassem a perda. Não é vítima da fatalidade aquele que morre na flor dos anos; é que Deus julga não convir que ele permaneça por mais tempo na Terra.”

"Vós, espíritas, porém, sabeis que a alma vive melhor quando desembaraçada do seu invólucro corpóreo. Mães, sabei que vossos filhos bem-amados estão perto de vós; sim, estão muito perto; seus corpos fluídicos vos envolvem, seus pensamentos vos protegem, a lembrança que deles guardais os transporta de alegria, mas também as vossas dores desarrazoadas os afligem, porque denotam falta de fé e exprimem uma revolta contra a vontade de Deus." (ESE, CAp. V item 21)

b) A morte na infância por maus tratos estava planejada?

==> como vimos na semana passada, temos o planejamento da reencarnação com um período previsto para o retorno. Porém, temos nosso livre arbítrio e então, a reencarnação pode ser interrompida antes do previsto.

No livro de André Luiz, Entre a Terra e o Céu, há uma orientação para esses casos. (anexo)

  1. Conclusão

Todos desencarnaremos. O que levaremos quando voltarmos à pátria espiritual?

==> todas as aquisições morais, além das intelectuais, que tivermos desenvolvido durante a existência no corpo. Então, esses são os valores que devemos buscar desenvolver.

Não existem duas mortes iguais. Tudo depende de como a pessoa está espiritualmente falando. Sempre a prece para auxiliá-los a despertarem em paz.

Qual deve ser nossa postura perante os nossos afetos que já se foram? Vemos a resp no LE:

LE perg. 936. Como é que as dores inconsoláveis dos que sobrevivem se refletem nos Espíritos que as causam?

“O Espírito é sensível à lembrança e às saudades dos que lhe eram caros na Terra; mas, uma dor incessante e desarrazoada o toca penosamente, porque, nessa dor excessiva, ele vê falta de fé no futuro e de confiança em Deus e, por conseguinte, um obstáculo ao adiantamento dos que o choram e talvez à sua reunião com estes.”

==> devemos orar para que despertem bem, possam ser recolhidos a colônias espirituais e compreendam a sua nova situação.

  1. Exercícios de respiração lenta e profunda e prece final.

  1. Avaliação

Encontro conduzido pelo Ewerton, com 9 jovens:

“Foi muito bom, estávamos com 9 jovens, fiz uma introdução do tema da aula, depois fiz a leitura do poema do livro Estesia, de Rabindranath Tagore/Divaldo Franco, e debati o poema com eles. Na sequência passamos para as perguntas, depois que eles responderam, fizemos uma roda de conversa, mas só conseguimos ir até a pergunta 5 rs, eles estavam bem animados com esse tema haha!”

Encontro em 07/08/26, com 9 jovens, com bastante participação. Concluímos o roteiro.

ANEXOS

(A Gênese, Cap.XI, item 18)

Mantida que era por uma força atuante, tal união se desfaz, logo que essa força deixa de atuar. Então, o perispírito se desprende, molécula a molécula, conforme se unira, e ao Espírito é restituída a liberdade. Assim, não é a partida do Espírito que causa a morte do corpo; esta é que determina a partida do Espírito. (força que atuava era a influência do princípio vital)

O que é o Espiritismo? > Capítulo III — Solução de alguns problemas pela doutrina espírita > O homem depois da morte, item 154:

“Observação – Nas comunicações espíritas, o Espírito de um menino pode, pois, falar como adulto, porque pode ser Espírito adiantado. Se, algumas vezes, adota a linguagem infantil, é para não tirar à mãe o encanto que sempre está ligado à afeição de um ente frágil, delicado e adornado com as graças da inocência. (Ver Revista espírita, janeiro de 1858, Mãe, estou aqui!)”

O Livro dos Espíritos:

A perturbação que se segue à separação da alma e do corpo é do mesmo grau e da mesma duração para todos os Espíritos?

“Não; depende da elevação de cada um. Aquele que já está purificado, se reconhece quase imediatamente, pois que se libertou da matéria antes que cessasse a vida do corpo, enquanto que o homem carnal, aquele cuja consciência ainda não está pura, guarda por muito mais tempo a impressão da matéria.” (perg.164.)

O Céu e o Inferno, 2ª parte, ‘O Passamento’

“Depende. Se praticaste o mal, impelido pelo desejo de o praticar, no primeiro momento te sentirás envergonhado de o haveres praticado. Com a alma do justo as coisas se passam de modo bem diferente. Ela se sente como que aliviada de grande peso, pois que não teme nenhum olhar perscrutador.”

“A perturbação pode então ser considerada como o estado normal no instante da morte; sua duração é indeterminada; ela varia de algumas horas a alguns anos. À medida que a perturbação se dissipa, a alma fica na situação de um homem que sai de um sono profundo; as ideias são confusas, vagas e incertas; vê como através de um nevoeiro; pouco a pouco a vista clareia, a memória volta, e reconhece a si mesma. Mas esse despertar é bem diferente, de acordo com os indivíduos; nuns, é calmo e propicia uma sensação deliciosa; em outros, é cheio de terror e de ansiedade, e produz o efeito de um horrendo pesadelo.” (, item 6)

Entre a Terra e o Céu, André Luiz/Chico Xavier

“Nesta hora, muitas irmãs da Terra chegam em visita a filhinhos desencarnados.

Temos aqui importante colônia educativa, misto de escola de mães e domicílio dos pequeninos que regressam da esfera carnal.” (Cap. 9 ‘No Lar da Benção’)

“Em muitas situações, (…) quando o Espírito já alcançou elevada classe evolutiva, assumindo o comando mental de si mesmo, adquire o poder de facilmente desprender-se das imposições da forma, superando as dificuldades da desencarnação prematura.”

“Contudo, para a grande maioria das crianças que desencarnam, o caminho não é o mesmo. (…) Não sabem desatar os laços que as aprisionam aos rígidos princípios que orientam o mundo das formas e, por isso, exigem tempo para se renovarem no justo desenvolvimento.” (Cap. 10)

O nosso educandário guarda mais de duas mil crianças, (...). Somos um grande conjunto de lares, nos quais muitas almas femininas se reajustam para a venerável missão da maternidade e conosco multidões de meninos encontram abrigo para o desenvolvimento que lhes é necessário, salientando-se que quase todos se destinam ao retorno à Terra para a reintegração no aprendizado que lhes compete. (Cap. 11)

Entre a Terra e o Ceú, André Luiz/Chico Xavier, Cap. 10 'Preciosa conversação'

Pretenderá a irmã dizer que uma criança pode desencarnar, fora do dia indicado para a sua libertação?

– Sim, sem dúvida – atalhou o Ministro, que nos escutava –, há um programa estruturado na Espiritualidade para as nossas tarefas humanas; entretanto, pertence-nos a condução dos próprios impulsos dentro delas. Em regra geral, multidões de criaturas cedo se afastam do veículo carnal, atendendo a serviços de socorro e sublimação, mas, em numerosas circunstâncias a negligência e a irreflexão dos pais são responsáveis pelo fracasso dos filhinhos.

– Aqui – explicou Blandina, delicada – recebemos muitas solicitações de assistência, a benefício de pequeninos ameaçados de frustração. Temos irmãs que por nutrirem pensamentos infelizes envenenam o leite materno, comprometendo a estabilidade orgânica dos recém-natos. Vemos casais que, através de rixas incessantes, projetam raios magnéticos de natureza mortal sobre os filhinhos tenros, arruinando-lhes a saúde, e encontramos mulheres invigilantes que confiam o lar a pessoas ainda animalizadas, que, à cata de satisfações doentias, não se envergonham de ministrar hipnóticos a entezinhos frágeis, que reclamam desvelado carinho...

Em algumas ocasiões, conseguimos restabelecer a harmonia, com a recuperação desejável; no entanto, muitas vezes somos constrangidas a assistir ao malogro de nossos melhores propósitos.

– Nesses casos... – interferi, buscando maiores esclarecimentos.

Blandina, porém, percebendo-me a indagação íntima, adiantou:

– Nesses casos, ainda e sempre, a Lei é invariável. As provas e tarefas sofrem dilação no tempo, mas serão cumpridas, afinal.

Aquilo que não se realiza num século, pode efetuar-se em outro.

Nossa boa vontade e nossa aplicação aos Desígnios Divinos podem abreviar qualquer espécie de serviço. Quem persiste na direção do bem, mais cedo atinge a vitória.

E com o formoso sorriso que lhe bailava no semblante juvenil, acrescentou:

– Não vale fugir às responsabilidades, porque o tempo é inflexível e porque o trabalho que nos compete não será transferido a ninguém.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Depois da Morte

Casa Espírita Missionários da Luz – Mocidade > 14 anos       –           03/11/2017
Pré-Mocidade – De 13 à 14 anos

Tema: Depois da Morte

Objetivos:
- Perceber as diferentes situações dos Espíritos após a desencarnação, relacionando-as com a vida levada antes da morte.

Bibliografia:
O Livro dos Espíritos – Pergs. 149 a 165, 936 e 957;
 O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap V, item 21;
O Céu e o Inferno, 2ª parte Cap.  I ‘O Passamento’

Material: exemplares de O LE., cenas dos vídeos, notebook e projetor.

 Desenvolvimento:

1.    Prece inicial

2.    Motivação Inicial:

Como ontem foi o dia de finados, vamos hoje estudar a situação dos Espíritos após a desencarnação. Vamos ver algumas questões que Kardec fez aos Espíritos Superiores sobre o tema e, depois, vamos estudar alguns casos.

3.   Desenvolvimento do conteúdo:

Iniciar com leitura das perguntas de O LE; distribuir exemplares do livro aos jovens pedindo que um jovem leia por vez, e procure comentar seu entendimento.

LE. Perg.155: A separação se dá instantaneamente por brusca transição?
A observação demonstra que, no instante da morte, o desprendimento do perispírito não se completa subitamente; que, ao contrário, se opera gradualmente e com uma lentidão muito variável conforme os indivíduos.

154. É dolorosa a separação da alma e do corpo?
“Não; o corpo quase sempre sofre mais durante a vida do que no momento da morte; a alma nenhuma parte toma nisso. Os sofrimentos que algumas vezes se experimentam no instante da morte são um gozo para o Espírito, que vê chegar o termo do seu exílio.”
Na morte natural, a que sobrevém pelo esgotamento dos órgãos, em conseqüência da idade, o homem deixa a vida sem o perceber: é uma lâmpada que se apaga por falta de óleo.

159. Que sensação experimenta a alma no momento em que reconhece estar no mundo dos Espíritos?
“Depende. Se praticaste o mal, impelido pelo desejo de o praticar, no primeiro momento te sentirás envergonhado de o haveres praticado. Com a alma do justo as coisas se passam de modo bem diferente. Ela se sente como que aliviada de grande peso, pois que não teme nenhum olhar perscrutador.”

164. A perturbação que se segue à separação da alma e do corpo é do mesmo grau e da mesma duração para todos os Espíritos?
“Não; depende da elevação de cada um. Aquele que já está purificado, se reconhece quase imediatamente, pois que se libertou da matéria antes que cessasse a vida do corpo, enquanto que o homem carnal, aquele cuja consciência ainda não está pura, guarda por muito mais tempo a impressão da matéria.”

957. Quais, em geral, com relação ao estado do Espírito, as conseqüências do suicídio?
“Muito diversas são as conseqüências do suicídio. Não há penas determinadas e, em todos os casos, correspondem sempre às causas que o produziram. Há, porém, uma conseqüência a que o suicida não pode escapar; é o desapontamento. Mas, a sorte não é a mesma para todos; depende
das circunstâncias. Alguns expiam a falta imediatamente, outros em nova existência, que será pior do que aquela cujo curso interromperam.”
A observação, realmente, mostra que os efeitos do suicídio não são idênticos. Alguns há, porém, comuns a todos os casos de morte violenta e que são a conseqüência da interrupção brusca da vida. Há, primeiro, a persistência mais prolongada e tenaz do laço que une o Espírito ao corpo, por estar quase sempre esse laço na plenitude da sua força no momento em que é partido, ao passo que, no caso de morte natural, ele se enfraquece gradualmente e muitas vezes se desfaz antes que a vida se haja extinguido completamente. As conseqüências deste estado de coisas são o prolongamento da perturbação espiritual, seguindo-se à ilusão em que, durante mais ou menos tempo, o Espírito se conserva de que ainda pertence ao número dos vivos.
A afinidade que permanece entre o Espírito e o corpo produz, nalguns suicidas, uma espécie de repercussão do estado do corpo no Espírito, que, assim, a seu mau grado, sente os efeitos da decomposição, donde lhe resulta uma sensação cheia de angústias e de horror, estado esse que também pode durar pelo tempo que devia durar a vida que sofreu interrupção. Não é geral este efeito; mas, em caso algum, o suicida fica isento das consequências da sua falta de coragem e, cedo ou tarde, expia, de um modo ou de outro, a culpa em que incorreu. Assim é que certos Espíritos, que foram muito desgraçados na Terra, disseram ter-se suicidado na existência precedente e submetido voluntariamente a novas provas, para tentarem suportá-las com mais resignação. Em alguns, verifica-se uma espécie de ligação à matéria, de que inutilmente procuram desembaraçar-se, a fim de voarem para mundos melhores, cujo acesso, porém, se lhes conserva interdito. A maior parte deles sofre o pesar de haver feito uma coisa inútil, pois que só decepções encontram.

èsempre verificar com os jovens o entendimento das questões e das respostas.




4.    Fixação do conteúdo: passar trechos de alguns vídeos de filmes

- Cidade dos anjos, abertura: morte da menininha (2:30 minutos): um Espírito protetor veio recolher a menina, estando presente algumas horas antes da desencarnação.

- Nosso Lar – André Luiz desperta no umbral  (2:10 minutos) – morreu na mesa de cirurgia, câncer no intestino, e acordou no Umbral.
ècomo deve ter sido a vida dele para despertar após a desencarnação dessa forma?
Nunca tinha cogitado da vida espiritual. Era prepotente, rico, médico. Não tinha compaixão pelos desafortunados. Vivia para si e para sua família. Um homem sem religião. Ficou 8 anos no Umbral até orar, depois de tanto sofrer de cansaço, medo, fome e sede, e ser resgatado pelos mentores. Como não era mau, PP falando, não foi perseguido por Espíritos cruéis no plano espiritual.

- Ghost – do outro lado da vida – cena da desencarnação do personagem principal (3:54 minutos) – o que vemos aqui? É uma ficção, não é um filme espírita, mas retrata uma situação comum. Ele permanece junto dos encarnados. Percebeu que morreu mas ficou junto da esposa. Às vezes a pessoa não percebe que morreu e também permanece nos locais onde costumava ficar antes de morrer.

- Ghost – do outro lado da vida – cenas das desencarnações dos personagens maus (1:35 minutos) – Como é ficção, o filme mostra umas sombras fantasmagóricas vindo pegá-los após o desprendimento. E é mais ou menos isso o que a literatura espírita mostra. Esses que são assassinos, cruéis, perversos, não vão para o umbral, mas sim, para regiões de trevas onde ficam presos por outros Espíritos mais perversos que eles.

- E a vida continua – cena da desencarnação de Evelina (   minutos) – Essa é uma história real. Ela é uma pessoa comum, que vive a vida amando os seus, sem desejar mal aos outros. Morre na mesa de cirurgia, assim como o André Luiz, e acorda num hospital numa colônia espiritual. Ficou um tempo sem saber o que tinha ocorrido com ela.

Vemos que são diversas as situações, sempre dependendo do como a pessoa é, seus valores, suas virtudes, seus vícios.

5.    Conclusão:
Não existem duas mortes iguais. Tudo depende de como a pessoa está espiritualmente falando.
Sempre a prece para auxiliá-los a despertarem em paz.

Qual deve ser nossa postura perante os nossos afetos que já se foram?

LE perg. 936. Como é que as dores inconsoláveis dos que sobrevivem se refletem nos Espíritos que as causam?
“O Espírito é sensível à lembrança e às saudades dos que lhe eram caros na Terra; mas, uma dor incessante e desarrazoada o toca penosamente, porque, nessa dor excessiva, ele vê falta de fé no futuro e de confiança em Deus e, por conseguinte, um obstáculo ao adiantamento dos que o choram e talvez à sua reunião com estes.”

èdevemos orar para que despertem bem, possam ser recolhidos a colônias espirituais e compreendam a sua nova situação.

6.    Prece final e passes
7.    Avaliação
Aula para 6  jovens, com interesse. Trouxeram perguntas sobre a situação após a desencarnação.

Não fiz a leitura do LE; fui explanado os conceitos, com perguntas ao grupo e depois passei os vídeos: 2 do Ghost, Nosso Lar e E a Vida Continua.