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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

A PAZ

Casa Espírita Missionários da Luz – Mocidade > 14 anos       –           17/11/2017
Pré-Mocidade – De 13 à 14 anos

Tema: A PAZ

Objetivos:
- Refletir sobre a construção da paz no mundo, como consequência da conscientização e atuação de cada um de nós.

Bibliografia:
- A Carta Magna da Paz, Raul Teixeira/Camilo;
- Quem é o Cristo?, Raul Teixeira/Francisco de Paula Vítor, cap 02 ‘A Paz do cristo’, Cap 10 ‘Orientação para a Paz’.
- Vinha de Luz, Chico Xavier/Emmanuel, cap 105 ‘Paz do Mundo e Paz do Cristo’;
- NT. João, 14:27

Material: trechos de cópias de músicas, em tiras com os versos das 2 músicas; cópia das músicas para todos; caixa de som para tocar as 2 músicas; Livro ‘Vinha de Luz’

 Desenvolvimento:

1.    Prece inicial

2.    Motivação Inicial:
Separar em dois grupos a turma. Entregar a cada grupo, um envelope com os versos de uma das músicas em tiras de papel.
A tarefa dos grupos é colocar os versos na ordem correta da música.

3.   Desenvolvimento do conteúdo:

Depois de montadas as músicas, entregar as letras a todos e toca-las para que todos possam acompanhar.

O que mais chamou atenção na mensagem dessas músicas?

Qual a mensagem principal dessas 2 músicas?  èa PAZ

O que vocês entendem por paz? O que é ter paz?
- pedir que um dos jovens leia a página de Emmanuel: A Paz do Mundo e a Paz do Cristo.
èvemos que existe muitos equívocos com relação ao que é estar em PAZ.

Voltando as músicas:
O que podemos aprender com a música do Roupa Nova? Qual a mensagem que ela traz?
- que devemos construir a paz em nosso coração;
- que devemos olhar ao nosso lado, e ser ativo no BEM;
- que as gerações do futuro, dependem das nossas ações hoje. Se dejamos paz no mundo, precisamos ser agentes da paz.

E na oração de São Francisco de Assis? O que aprendemos com ela?
- como ser instrumento de paz! Como ser ativo agindo de forma pacificadora em todas as situações da vida.
Ler cada verso e pedir que interpretem o porquê que a ação proposta é ação de paz:
Ex.: Onde houver ódio, que eu leve o amor  ènão se deixar envolver pelo mal. A solução para o mal, é a ação no bem; e não reação com outro mal...
- quem pode dar exemplos de situação dessa ordem?


4.    Fixação
Quem pode citar alguma situação que tenha vivenciado, onde conseguiu agir como instrumento de paz?
Ou que percebe agora, que poderia ter agido como instrumento de paz, e na hora da situação, não conseguiu?

5.    Conclusão:
A paz é uma decisão nossa. É preciso estar desperto para que não nos deixemos levar pelo mal, e entremos na sintonia do mal.
Só o AMOR constrói a PAZ.

6.    Prece final e passes
7.    Avaliação
Aula para 16 evangelizandos, sendo 8 de 11 e 12 anos, da outra turma.
Foram feitas as atividades previstas. Não passei a música da oração de São Francisco. Apenas as reflexões sobre a letra dessa música.
A PAZ foi tocada e acompanhada pelos evangelizandos.
Conseguiram fazer a atividade de colocar os versos em ordem!!!

Trouxeram 2 casos de situações ocorridas na escola, a atitude tomada e como poderia ter sido para ser instrumento de PAZ.

sábado, 30 de julho de 2016

Lei de Destruição - A Paz que quero no mundo

Casa Espírita Missionários da Luz – Mocidade – 29/07/2016

Tema: Lei de Destruição - A Paz que quero no mundo

Objetivos:
Levar os jovens a refletirem sobre as ações diárias que alimentam a violência no mundo;
Perceber que sou responsável pela PAZ que desejo no mundo;
Levar os jovens a refletirem se suas ações, pensamentos e palavras são de paz ou de violência; Refletir sobre a situação da violência que assola alguns povos da atualidade.

Bibliografia:
O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. 9 (Bem aventurados os brandos e pacíficos)
http://www.searadomestre.com.br/evangelizacao/pazpaz2.htm

Material:

Desenvolvimento:
1.            Hora da novidade e Prece Inicial

2.            Motivação inicial:
èPerguntar à turma, o que eles entendem por PAZ. Anotar no quadro as respostas.
èPedir que cada um descreva um lugar onde a paz existe.
èContar a história ‘O Significado da Paz’.
          èQual pintura vocês acham que ganhou o prêmio?
O rei escolheu a segunda. Sabe por quê? Porque, explicou o rei, "paz não significa estar num lugar onde não há barulho, sem problemas, sem trabalho árduo ou sem dor. Paz significa que, apesar de se estar no meio de tudo isso, permanecemos calmos no nosso coração." Este é o significado real da paz.”

3.            Desenvolvimento:

Quem lembra de algum ensinamento de Jesus, relacionado à paz?
“Bem aventurados os mansos, porque herdarão a Terra.”
“Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus.”

Duas bem aventuranças sobre essa questão... Como podemos ser pacificadores?
Qual a relação entre as palavras: PAZ e PACIÊNCIA?
Podemos estar em paz sem exercitarmos a paciência?

“ Tenho-vos dito estas coisas, para que em mim tenhais paz. No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” (João, 16:33)

èpq Jesus nos disse que teríamos tribulações, problemas, dificuldades? Por que esse ainda é um mundo de provas e expiações! Somos egoístas, orgulhosos, nossa fé ainda é vacilante...
 A paciência, o bom ânimo, é a certeza de que no fim, vai dar certo! É tolerância, auto perdão, perdão... É caridade!

èOnde começa a paz? == > dentro de nós, e como consequência na nossa casa.
è Como promover a paz em nosso lar? Como podemos ser pacificadores em casa?
== >anotar no quadro as respostas.

Ler o momento espírita: A paz começa em nossa intimidade.

èhoje em dia, nem vemos essas brincadeiras entre as crianças... Podemos fazer alguma relação com algum divertimento atual? èos jogos eletrônicos!
Podemos jogar, se gostamos, mas precisamos fazer escolhas... cada jogo tem uma mensagem subliminar... muitos são de guerras, lutas, morte... a vida fica sem significado... até para o jogador! Se ‘morrer’, começa de novo outra rodada....


4.            Conclusão:

O mundo tem tantos povos em guerra, terrorismo... e os que assim agem, são jovens em sua maioria.... são comandados por mentes perversas, de seres presos igualmente em tormentos íntimos... Cada pensamento nosso de impaciência, cada vibração de violência, fortalece esses movimentos de guerra no planeta. Precisamos nos conscientizar dessa realidade!

Sejamos nós, a paz que desejamos para o mundo!

5.            Prece final.

Avaliação:

Aula para 7 jovens. Houve participação, mas não muito envolvimento.
A discussão foi muito rápida. Faltou uma atividade de fixação.
Na discussão sobre os jogos eletrônicos, houve mais envolvimento, e derivou para outros assuntos de interesse do grupo (vingança, justiça).

Anexo:
A paz começa em nossa intimidade

         A senhora Ann Grace, moradora de uma pequena cidade Norte Americana conta que durante muitos anos costumava ver os meninos da vizinhança a brincar de soldado e bandido. Brincar de guerra, como muitos garotos costumam fazer nos dias de hoje.
         Ela teve a oportunidade de ver aquela geração crescer e ir para a Guerra. E as vozes e gritos de comando, que antes eram de brincadeira, tornaram-se para eles uma sangrenta realidade. Agora o “você está ferido! Renda-se!” Era para valer.
         Mas, certo dia, quando alguns garotos invadiram o seu jardim, perseguindo outros, com suas metralhadoras de imitação, a Sra. Ann Grace, já com 68 anos de idade, chamou-os para junto de si.
         E quando todos os meninos se reuniram ao seu redor, ela lhes falou da guerra, dos armamentos, da loucura de derramar sangue humano.
         Exaltou, depois, a paz e suas excelentes vantagens. Convenceu-os, por fim, a abandonar as armas de brinquedo e se servirem dos instrumentos esportivos e bolas que ela havia comprado para eles.
         No dia seguinte fizeram uma proclamação, assinada pela Sra. Ann e todos os garotos seus conhecidos. O documento dizia o seguinte: “A paz começa em nossa rua. O mundo em que vivemos seria bem melhor sem armas e com mais justiça e amor.”
         E o pequeno pacto foi concluído por meio de uma fogueira feita com as armas e munições de brincadeira.
         Contemplando, com satisfação, o seu grupo de ex-soldados e bandidos, a veneranda senhora exclamou mais uma vez: “A paz começa em nossa rua.”
         Parafraseando a Sra. Ann Grace, diríamos que a paz começa em nossa intimidade. Somente depois ela invade o lar, sai para as ruas, se espalha pela cidade e ganha o mundo.
         A própria Sra. Grace foi um exemplo disso. Se ela não tivesse sentido na alma a necessidade da paz, não teria proposto o desarmamento aos garotos.
         Nos dias atuais, se todos os adultos tomassem uma sábia decisão como a da Sra. Grace, certamente o futuro da humanidade mudaria o seu rumo.
         Mas, para isso, é preciso entender que é loucura derramar sangue humano e compreender as excelentes vantagens de se viver em paz.
         E essa paz não é apenas a ausência de guerras, mas a paz no seu mais abrangente sentido.
(Retirado do www.momento.com.br - texto "A paz começa em nossa intimidade".)
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O Significado da Paz
          Era uma vez um rei que ofereceu um prêmio ao artista que pintasse o melhor quadro que representasse a paz. Muitos artistas tentaram. O rei olhou todos os quadros, mas apenas gostou mesmo de dois, e teve de escolher entre ambos.

          Um quadro retratava um lago sereno. O lago era um espelho perfeito das altas e pacíficas montanhas a sua volta, encimado por um céu azul com nuvens brancas como algodão. Todos os que viram este quadro acharam que ele era um perfeito retrato da paz.

          O outro quadro também tinha montanhas. Mas eram escarpadas e calvas.

          Acima havia um céu ameaçador do qual caía chuva, e no qual brincavam relâmpagos. Da encosta da montanha caía uma cachoeira espumante. Não parecia nada pacífica.

          Mas quando o rei olhou, ele viu ao lado da cachoeira um pequeno arbusto crescendo numa fenda da rocha. No arbusto uma mãe pássaro havia feito seu ninho. Lá, no meio da turbulência da água feroz, se instalara a mãe pássaro em seu ninho, em perfeita paz.
Autor desconhecido



sábado, 5 de setembro de 2015

Violência e Paz

Casa Espírita Missionários da Luz – Pré-Mocidade                   11 à 14 anos    04/09/2015

Tema:  Violência e Paz

Objetivos:
Levar os jovens a refletirem sobre as ações diárias que alimentam a violência no mundo;
Perceber que sou responsável pela PAZ que desejo no mundo;
Levar os jovens a refletirem se suas ações, pensamentos e palavras são de paz ou de violência.

Bibliografia:  
O Livro dos Espíritos, pergs. 728 à 756;
A Gênese, Cap. III, item 10 -  O Bem e o Mal;
O Evangelho, Cap. IX ‘Bem aventurados os mansos e pacíficos’
Quando Voltar a Primavera – Divaldo P. Franco/Amélia Rodrigues -  “A Lição Difícil”

Material: levar áudio do diálogo de Jesus com Pedro.

Hora da novidade e Prece Inicial (todos que desejarem, fazem a prece, um por vez).

Desenvolvimento:

1.    Motivação Inicial:

Perguntar quem já ouviu falar de Gandhi. Colher dos comentários, complementando, dados da biografia desse missionário e citar algumas de suas frases.

Mahatma Gandhi (1869-1948) nasceu em Porbandar na Índia, no dia 2 de outubro. Seu nome verdadeiro era Mohandas Karamchand. Seu pai era um político local. Como era costume Gandhi teve um casamento arranjado aos 13 anos de idade. Foi para Londres estudar Direito e em 1891 voltou ao seu país para exercer a profissão. Dois anos depois, vai para a África do Sul, também colônia britânica, onde inicia um movimento pacifista.
Mahatma Gandhi destacou-se como principal personagem da luta pela independência indiana. Recorria a jejuns, marchas e a desobediência civil, incentivando o não pagamento de impostos e o não consumo de produtos ingleses. 
Mahatma Gandhi, foi acima de tudo um ativista da não-violência.
O líder pacifista e guia espiritual Mohandas Karamchand Gandhi, foi a principal personalidade na luta pela independência da Índia, país colonizado pela Ingraterra.
“Um longo jejum foi sua arma de resistência pacífica à dominação do império britânico. O fato comoveu o mundo e obrigou os ingleses a dar a independência aos hindus”, lembra a monja Sundari Shakti.

No dia 30 de janeiro de 1948, após o termino de um jejum que havia durado 5 dias, Gandhi foi assassinado com três tiros pelo hindu Nathuram Vinayak Godse, no jardim de sua casa, onde estava sendo realizada uma grande reunião de orações. Godse matou Gandhi por que era contra a tolerância religiosa pregada por ele, o que teria causado a criação do Paquistão, contra a qual era contra.
O cortejo fúnebre, realizado no dia seguinte, durou 5 horas, em uma procissão acompanhada por milhões até o rio Yamuna, onde seu corpo foi colocado em uma jangada e incinerado, conforme a tradição hindu.

Frases de Gandhi:
Temos de nos tornar na mudança que queremos ver.
Aprendi através da experiência amarga a suprema lição: controlar minha ira e torná-la como o calor que é convertido em energia. Nossa ira controlada pode ser convertida numa força capaz de mover o mundo.
O fraco jamais perdoa: o perdão é uma das características do forte.
A força não provém da capacidade física. Provém de uma vontade indomável.
A lei de ouro do comportamento é a tolerância mútua, já que nunca pensaremos todos da mesma maneira, já que nunca veremos senão uma parte da verdade e sob ângulos diversos.

ð  Com uma vontade firme, e a não violência, esse homem frágil fisicamente, libertou a India do imperialismo inglês.

2.    Exposição dialogada:

èO que podemos entender por violência? Quem pode dar exemplos?
(anotar no quadro as respostas) e complementar:
- ofensas, xingamentos, grosserias;
- depredação de bens públicos ou particulares (telefone, ônibus, praças, escolas...);
- pichação de muros e prédios;
- “diversões” (touradas, brigas nas torcidas de futebol, "rachas" de carro, rivalidades de "grupos", booling).
Sem falar na violência contra si mesmo: hábitos que prejudicam a saúde do corpo (gula, vícios) e da mente (vícios mentais).

èlembrar o ensino de Jesus: (Evang. Cap IX)

1. Bem-aventurados os que são brandos, porque possuirão a Terra. (S. MATEUS, 5:5.)
2. Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus. (S. MATEUS, 5:9.)
3. Sabeis que foi dito aos antigos: Não matareis e quem quer que mate merecerá condenação pelo juízo. – Eu, porém, vos digo que quem quer que se puser em cólera contra seu irmão merecerá condenação no juízo; que aquele que disser a seu
irmão: Raca, merecerá condenado pelo conselho; e que aquele que lhe disser: És louco, merecerá condenado ao fogo do inferno. (S. MATEUS, 5:21 e 22.)

ð  Jesus deixa bem claro, que até uma expressão descortês (raca)  seria motivo de condenação, pois a toda palavra e ação, está associado um sentimento. Nesse caso, de violência...

èComo agir quando alguém nos provoca?
            - deixar que respondam e complementar:

- acalmar-se (e não discutir até que o outro fique calmo);
- procurar compreender o que o outro sente;
- dialogar sobre os pontos de vista diferentes;
- lembrar que todos somos iguais: queremos ser felizes.

ècomo diz o ditado popular, quando um não quer, dois não brigam.

èpassar o áudio da conversa de Jesus com Pedro, relatado por Amélia Rodrigues (5 minutos) (texto no anexo. Para isso, explicar que é a conversa de Jesus com Pedro sobre a não violência, sobre o perdão. Imaginemos que estamos sentados numa praia, no entardecer, conversando com Jesus. Fechemos os olhos e ouçamos...

èO que é viver em paz? Pedir que cada um por vez, responda (anotar no quadro as respostas e complementar ao final)

-  Uma vida em paz é um direito de todas as pessoas.
-  Estar em paz...
       É ter respeitados e respeitar todos os direitos humanos;
       É não estar submetido a qualquer tipo de violência, institucional, física ou psicológica;
       É ter liberdade e justiça social;
       É sentir contentamento interior pelo dever cumprido, pelo bem praticado;
       É viver em uma sociedade sem preconceitos, que respeite a eqüidade entre mulheres e homens;
       É desfrutar de uma comunidade solidária onde as oportunidades de desenvolvimento das potencialidades sejam idênticas para todos;
       É viver em família;
       É viver em verdade;
       É caminhar sempre para frente sem deixar pessoas para trás.

3.    Fixação do conteúdo

Pensando no dia de hoje, cada um de vocês,  hoje, e só hoje, foram instrumento de paz?

4.    Passes e prece final.

5.    Avaliação

Aula em véspera de feriadão, para 8 jovenzinhos.
Não conheciam Gandhi.
Ouviram o áudio (3 jovens ficaram conversando durante) e pontuaram itens que mais chamaram a atenção. Houve discussão sobre a diferença entre se defender e reagir.


6.    Anexos

"Até aqui a violência caracterizou o poder. No entanto, não existe maior violência do que a pacificação. Forte não é o que tripudia sobre o fraco, nem o que esmaga aquele que cede. Este ganha, talvez, mas não se realiza na peleja. A verdadeira vitória ocorre nas telas íntimas do mundo moral: superar as paixões, vencer as dificuldades e frustrações, renunciar quando poderia exigir, ceder quando desejaria pelejar pelo triunfo, amar quando tudo conspira contra esse sublime sentimento. . . Entendes?"

"Convidaste-nos a amar os inimigos. . . No entanto, como fazê-lo? Se alguém propositalmente fala de nós, fere-nos com o verbo ácido e humilha-nos com doestos, desrespeitando o direito de dignidade moral que o Pai nos concede a todos, como proceder?"
— Continuar amando e nunca revidar mau conceito por agressividade.

— E se, estimulado pelo nosso silêncio, o adversário estrugir em nossa face uma encorajada bofetada, desrespeitando os valores morais e contrariando as determinações legais que legislam contra a violência, facultando ao agredido o direito de um justo processo, como agir?
— Oferecendo-lhe a outra face. Não nos é lícito responder brutalidade por brutalidade, agressão por agressão. ..

— Ninguém, no entanto, terá forças para uma atitude pacífica de tal monta. E se for tentado a reagir ou se reagir dominado pela cólera?
— Ter-se-á tornado igual ao agressor ou pior do que ele, porque o discípulo do Evangelho será a luz do mundo, o sal da terra, o pão da vida e nunca o fel, o veneno, a treva. . .

— Apesar dessa realidade, se o inimigo se investir de estímulos a falsa força, partindo para o crime, ameaçando destruir nossa vida?
— Ainda aí, Simão, convém não esquecer que o criminoso é sempre o infeliz, nunca a vítima. . . Supliquemos ao Pai que nos livre do mal, todavia, não temamos os maus. Se o nosso amor não possuir a força de acalmá-los, a culpa não será deles. . . Aquele que conduz a claridade deve vencer a treva exterior e não encharcar-se de sombras. O coração puro e a mente calma não receiam nunca. O portador da violência combure-se nas labaredas em que ardem os sentimentos da própria agressividade. . .

— "Apesar disso, Mestre, nessa atitude não estaríamos estimulando o crime em geral, o latrocínio em particular, em que os usurpadores não trepidam em prosseguir nos seus infelizes cometimentos?
— De forma alguma. A violência somente diminui sua força má quando abafada nos tecidos da caridade. . . Não nos cabe fazer justiça com as próprias mãos. Na condição de agredido e malsinado, nossa defesa não tem o direito de produzir vítimas. . . Seria a manutenção da criminalidade se, a pretexto de salvarmos a vida, destruíssemos a do adversário. . . Afinal, se revidássemos com as mesmas armas, em que diferiríamos deles, os maus, embora nos justificasse o errôneo proceder utilizando a escusa de que agredimos para conseguir a manutenção da própria vida. ..

"Bem sei que isto não é fácil.  Todavia, se o aprendiz do Evangelho não se exercitar nas lições de fraternidade e renovação, jamais alcançará a plenitude do amor. Por isso, insisto. Se somente amamos os que nos amam, em que seremos melhores do que os fariseus e os publicanos? Imprescindível amar e amar os inimigos, até que aqueles se sintam aturdidos pela nossa afeição..."

Jesus e Pedro - a lição difícil (extraído do livro “Quando Voltar a Primavera”)