sábado, 7 de março de 2026

Pai Nosso – Oração Dominical

 Casa Espírita Missionários da Luz – DIJ – Juventude: > 14 anos

06/03/2026

Tema – Pai Nosso – Oração Dominical

Objetivos:

  • Refletir sobre os ensinos de Jesus contidos na oração Pai Nosso.

Bibliografia:

  • O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, pergs 649, 658 à 661 (Lei de Adoração);

  • Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec, Cap. XXVIII – Coletânea de Preces Espíritas, I (Oração Dominical), itens 2 e 3;

  • Lucas, 11:2 a 4; Mateus, 6:9 a 13;

  • Pai Nosso, Meimei/Chico Xavier,  Cap 32 ‘O Problema da Tentação’.

Apoio:

https://dij-cemil.blogspot.com/search/label/Pai%20Nosso

Material: Exemplares de O ESE; Tiras de papel com frases da prece do Pai Nosso.

Preparação Inicial:

Imprimir as frases da oração em pedaços de papel e colar embaixo de algumas cadeiras da sala.

Procedimentos:

  1. Hora da novidade (a prece inicial é feita após o Momento Musical)

  2. Motivação Inicial

- Pedir que verifiquem se tem algum papel colado na cadeira onde sentam.

==> as 8 frases devem ser localizadas pelos jovens.

i) Pai nosso, que estás no céu,

ii) santificado seja o teu nome!

ii) Venha o teu reino!

iii) Faça-se a tua vontade, assim na Terra como no Céu.

iv) Dá-nos o pão de cada dia.

v) Perdoa as nossas dívidas, como perdoamos aos que nos devem.

vi)Perdoa as nossas ofensas, como perdoamos aos que nos ofenderam.

vi) Não nos deixes entregues à tentação,

viii) mas livra-nos do mal.

Assim seja. (Evang. Cap. 28, I, item 3)

- Pedir que quem achou um dos papéis, leia a sua frase.

Após todos terem lido, perguntar do que se tratam essas frases.

Ao identificarem que é o Pai Nosso, perguntar:

==> Quem sabe que prece é essa? De quem é?

==> Todos sabem essa oração toda?

- Pedir que cada jovem interprete a frase que pegou, qual ensino Jesus trouxe na frase lida. ==> dizer que pode aceitar ajuda dos demais jovens.

- Na frase sobre a tentação, se o conceito não for trazido pelos jovens, contar o conto de Meimei em O Pai Nosso: “O Problema da Tentação” (em anexo)

  1. Desenvolvimento

- Falar que Kardec colocou no ESE, no fim do livro, uma série de preces para nos auxiliar no exercício diário da prece.

Citar o seguinte trecho (lendo direto do ESE):

De todas as preces, é a que eles (os Espíritos) colocam em primeiro lugar, seja porque procede do próprio Jesus (SMateus, 6:9 a 13), seja porque pode suprir a todas, conforme os pensamentos que se lhe conjuguem; é o mais perfeito modelo de concisão, verdadeira obra-prima de sublimidade na simplicidade. Com efeito, sob a mais singela forma, ela resume todos os deveres do homem para com Deus, para consigo mesmo e para com o próximo. Encerra uma profissão de , um ato de adoração e de submissão; o pedido das coisas necessárias à vida e o princípio da caridade.” (Evang. Cap. 28, I, item 2)

- Propor uma divisão em 3 grupos para apresentarem, em forma de uma aula, a análise dos ensinos de Jesus nessa oração; como se eles estivesses dando uma aula sobre essa prece.

==> se tiver poucos jovens, a tarefa fica para toda a turma.

==> deixar os exemplares do ESE à disposição do grupo.

- E que, quando estiverem prontos, devem fazer um vídeo com essa aula preparada por eles! Ficando legal, podemos pedir à Comunicação Social que coloquem no canal Youtube da Cemil!

Obs.: análise da prece no ESE, por Kardec, nos itens 2 e 3 do cap. XXVIII. (Resumo como anexo)

  1. Apresentação e gravação do vídeo.

  1. Conclusão

Fechar as reflexões, retomando a análise de Kardec que foi citada no início do estudo, lembrando que podemos dividir o Pai Nosso em 3 partes, onde vemos o primeiro mandamento que Jesus nos trouxe: Amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a Si mesmo.

Nessa oração, Jesus se refere ao nosso relacionamento, aos nossos deveres para com Deus, com o próximo e com nós mesmos.

i) aos nossos deveres para com Deus: (adoração, submissão)

Pai nosso, que estás no céu, santificado seja o teu nome!

Venha o teu reino!

Faça-se a tua vontade, assim na Terra como no Céu.

ii) aos nossos deveres para conosco mesmos: (pedirmos auxílio ao Pai e sermos úteis, usarmos nossos talentos na aquisição do que necessitamos para vivermos na encarnação)

Dá-nos o pão de cada dia.

iii) aos nossos deveres para com o próximo: (benevolência, indulgência, perdão: BIP => caridade)

Perdoa as nossas dívidas, como perdoamos aos que nos devem. Perdoa as nossas ofensas, como perdoamos aos que nos ofenderam.

Não nos deixes entregues à tentação, mas livra-nos do mal. (pedido de forças em nossos relacionamentos com os demais (encarnados ou desencarnados) para lutarmos com nossas imperfeições)

  1. Propor o retorno à leitura do livro Céu Azul.

Ano passado combinamos a leitura do livro espírita Céu azul, por Célia Xavier de Camargo (Autor), César Augusto Melero (Autor). A ideia é todos lerem os capítulos combinados durante a semana e um de vocês resumiria o essencial, os aprendizados do que foi lido, e nos últimos 15 min ao fim de cada encontro.

Em 2025 fomos até o Cap. 26.

Pedir a um dos jovens que resuma o que estudamos do livro em 2025.

  1. Passes coletivos e prece final.

Avaliação:

Separação da turma em 2: Juv1 e Juv2. Isso levou alguns minutos do tempo do encontro.

Encontro com 8 jovens. Acharam os envelopes com as frases e ‘montaram’ o Pai Nosso. Uma das jovens não sabia essa prece de cor. Ficamos conversando sobre os ensinos de Jesus em cada frase, e eles puxavam exemplos do cotidiano. Quase não deu tempo de analisar todas as frases da prece. O que deu muita discussão foi o conceito de ‘tentação’.

Não foi lido o texto de Kardec do ESE, nem feito o trabalho da aula/vídeo; não falamos do livro Céu Azul.

Anexos/ Apoio Doutrinário:

ESE, itens 2 e 3 do cap. XXVIII

Pai nosso, que estás no céu, santificado seja o teu nome!

Cremos em ti, Senhor, porque tudo revela o teu poder e a tua bondade. A harmonia do universo dá testemunho de uma sabedoria, de uma prudência e de uma previdência que ultrapassam todas as faculdades humanas.” (Nosso Pai ==> somos todos irmãos!)

Venha o teu reino!

Senhor, deste aos homens leis plenas de sabedoria e que lhes dariam a felicidade, se eles as cumprissem. Com essas leis, fariam reinar entre si a paz e a justiça e mutuamente se auxiliariam, em vez de se maltratarem, como o fazem. (…) Ninguém pode pretextar ignorância das tuas leis, pois, com paternal previdência, quiseste que elas se gravassem na consciência de cada um, sem distinção de cultos, nem de nações. Se as violam, é porque as desprezam. Dia virá em que, segundo a tua promessa, todos as praticarão. Desaparecido terá, então, a incredulidade. Todos te reconhecerão por soberano Senhor de todas as coisas, e o reinado das tuas leis será o teu reino na Terra. Digna-te, Senhor, de apressar-lhe o advento, outorgando aos homens a luz necessária, que os conduza ao caminho da verdade.

Faça-se a tua vontade, assim na Terra como no céu.

Se a submissão é um dever do filho para com o pai, do inferior para com o seu superior, quão maior não deve ser a da criatura para com o seu Criador! Fazer a tua vontade, Senhor, é observar as tuas leis e submeter-se, sem queixumes, aos teus decretos. O homem a ela se submeterá, quando compreender que és a fonte de toda a sabedoria e que sem ti ele nada pode. Fará, então, a tua vontade na Terra, como os eleitos a fazem no céu.

Dá-nos o pão de cada dia.

Dá-nos o alimento indispensável à sustentação das forças do corpo; mas, dá-nos também o alimento espiritual para o desenvolvimento do nosso Espírito. O bruto encontra a sua pastagem; o homem, porém, deve o sustento à sua própria atividade e aos recursos da sua inteligência, porque o criaste livre. (==> lei do trabalho!!)

(…) Sem o trabalho, ele se conservaria estacionário e não poderia aspirar à felicidade dos Espíritos superiores. Ajudas o homem de boa vontade que em ti confia, pelo que concerne ao necessário;

(…) Dá-nos, pois, Senhor, o pão de cada dia, isto é, os meios de adquirirmos, pelo trabalho, as coisas necessárias à vida, porquanto ninguém tem o direito de reclamar o supérfluo.

Perdoa as nossas dívidas, como perdoamos aos que nos devem. Perdoa as nossas ofensas, como perdoamos aos que nos ofenderam.

Cada uma das nossas infrações às tuas leis, Senhor, é uma ofensa que te fazemos e uma dívida que contraímos e que cedo ou tarde teremos de saldar. Rogamos-te que no-las perdoes pela tua infinita misericórdia, sob a promessa, que te fazemos, de empregarmos os maiores esforços para não contrair outras. Tu nos impuseste por lei expressa a caridade; mas, a caridade não consiste apenas em assistirmos os nossos semelhantes em suas necessidades; também consiste no esquecimento e no perdão das ofensas.

(…) Concede-nos, ó meu Deus, forças para apagar de nossa alma todo ressentimento, todo ódio e todo rancor.

Não nos deixes entregues à tentação, mas livra-nos do mal.

Dá-nos, Senhor, a força de resistir às sugestões dos Espíritos maus, que tentem desviar-nos da senda do bem, inspirando-nos maus pensamentos. Mas, somos Espíritos imperfeitos, encarnados na Terra para expiar nossas faltas e melhorar-nos. Em nós mesmos está a causa primária do mal e os maus Espíritos mais não fazem do que aproveitar os nossos pendores viciosos, em que nos entretêm para nos tentarem. (…)

Contra nós mesmos, pois, é que precisamos dirigir os nossos esforços e, se o fizermos, os maus Espíritos naturalmente se afastarão, porquanto o mal é que os atrai, ao passo que o bem os repele.

Pai Nosso, Meimei/Chico Xavier,  Cap 32 ‘O Problema da Tentação’

O educador, em aula, tentava explicar aos meninos que o móvel das tentações reside em nós mesmos; contudo, como os aprendizes mostravam muita dificuldade para compreender, ele se fez acompanhar pelos alunos até ao grande pátio do colégio.

Aí chegando, mandou trazer uma bela espiga de milho e perguntou aos rapazes:

- Qual de vocês desejaria devorar esta espiga tal como está?

Os jovens sorriram, zombeteiramente, e um deles exclamou:

- Ora vejam! . . . quem se animaria a comer milho cru?

O professor então mandou vir à presença deles um dos cavalos que serviam à escola, instalou alguns obstáculos à frente do animal e colocou a espiga ao dispor dele, sobre pequena mesa.

O grande equino saltou, lépido, os impedimentos e avançou, guloso, para o bocado.

O professor benevolente e amigo esclareceu, então, bondosamente, ante os alunos surpreendidos:

- A tentação nos procura, segundo os sentimentos que trazemos no campo intimo . Quando cedemos a alguma fascinação indigna, é que a nossa vontade permanece fraca, diante dos nossos desejos inferiores. As forças que nos tentam correspondem aos nossos próprios impulsos. Não podemos imaginar ou querer aquilo que desconhecemos. Por esse motivo, necessitamos vigiar o cérebro e o coração, a fim de selecionarmos as sugestões que nos visitam o pensamento.

E, terminando, afirmou:

- As situações boas ou más, fora de nós, são iguais aos propósitos bons ou maus que trazemos conosco.