Casa Espírita Missionários da Luz Juventude 2: > 15 anos – 03 e 10/04/2026
Tema: Laser e divertimentos: ocupação útil?
Objetivos:
- Identificar a necessidade do repouso segundo a lei natural do trabalho;
- Refletir sobre os divertimentos saudáveis segundo a visão espírita.
Bibliografia:
- O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, pergs 132 (objetivo da encarnação), 630, 674 à 685 (Lei do Trabalho); 711 à 717 (Lei de conservação);
- ESE, Cap I (Não vim destruir a Lei), item 2 ‘Moisés’;
- NT, Marcos, 6, 31:32 (repousar um pouco);
- Ilumina-te, Joanna de Ângelis/Divaldo Franco, ‘Lazeres e Divertimentos’:
(https://www.revistaautadesouza.com/index.php/2020/06/06/lazeres-e-divertimento/) - acesso em 30/03/26);
- Vidas Vazias, Joanna de Ângelis/Divaldo Franco, cap. 10 ‘Divertimentos e Futilidades’;
- Adolescência e Vida, Joanna de Ângelis/Divaldo Franco, Cap. 11 ‘A Vida Social do Adolescente’;
- Palavras de Vida Eterna, Emmanuel/Chico Xavier, Cap 152 'Descansar';
- Caminho, Verdade e Vida, Emmanuel/Chico Xavier, Cap 168 'Na meditação';
- O Evangelho por Emmanuel, – Comentários ao Evangelho Segundo Marcos, FEB, Cap XXXII 'Refugia-te em paz';
- Nos Domínios da Mediunidade, André Luiz/Chico Xavier, cap. 7 ‘Socorro Espiritual’.
https://www.youtube.com/watch?v=1lqGxTwyYs0 – Repouso, Artur Valadares (acessado em 03/04/26)
Material: Livros: LE, Ilumina-te, Vidas Vazias e Nos Domínios da Mediunidade; frases de Joanna escritas em tiras de papel.
Desenvolvimento:
Hora da novidade, exercícios de respiração profunda e Prece Inicial
Motivação:
Citar o caso relatado André Luiz, no livro Nos Domínios da Mediunidade, cap. 7 ‘Socorro Espiritual’ (Em anexo), fazendo depois as reflexões?
- Qual objetivo do rapaz naquela noite de sexta-feira de carnaval?
- Porque será que ele não se lembrou de retornar para ver a mãe doente?
- Qual foi o resultado das ações dele naquele carnaval?
- Os desatinos no carnaval eram um divertimento?
==> quantas vezes nos complicamos nas horas que são para o repouso, para o laser?
Relembrar os dois últimos encontros, em que estivemos refletindo sobre a Lei do Trabalho, trabalho como toda ocupação útil, e vimos na perg 132, que trata dos objetivos da encarnação, que além de nos levar à perfeição, nos fala que temos uma parte que nos cabe na obra da criação; que, concorrendo para a obra geral, cada um de nós evolui.
3. Repouso – lei natural e os divertimentos, o laser
Quando falamos de trabalho, também falamos do repouso, do descanso.
- Pedir que um dos jovens leia a perg. 682 do LE:
Sendo uma necessidade para todo aquele que trabalha, o repouso não é também uma lei da natureza?
==> antes do jovem ler a resposta, perguntar aos jovens o que acham que é a resposta.
==> depois pedir que o jovem leia a resposta:
“Sem dúvida. O repouso serve para a reparação das forças do corpo e também é necessário para dar um pouco mais de liberdade à inteligência, a fim de que se eleve acima da matéria.”
Por essa resposta dos Espíritos, vemos que o repouso, o descanso, também é uma lei natural e tem 2 objetivos. Quais objetivos os Espíritos falaram na resposta à Kardec?
- reparação das forças do corpo – uma necessidade física;
- liberdade à inteligência, a fim de que se eleve acima da matéria.
==> a fim de que se eleve acima da matéria: o que isso significa?
Depois das respostas, complementar dizendo que podemos entender que quando não estamos em ocupação útil (trabalhando) deveríamos estar nos elevando acima da matéria, ou seja, cuidando das questões do Espírito!!!
==> no caso relatado por André Luiz, no feriado do carnaval, aquele Espírito fez tantos desatinos e acabou desencarnando!
Vemos como é importante essa questão do repouso, como fazendo parte da lei divina, tendo sido trabalhado por Kardec na Lei do Trabalho.
Esse tema não veio só com Kardec:
- está nos 10 mandamentos, quando no 3º mandamento temos: “Lembrai-vos de santificar o dia de sábado” – uma lei divina que nos orienta a pararmos para nos conectarmos com Deus;
- e no NT, no Evangelho de Marcos, temos:
“E ele disse-lhes: vinde vós, aqui à parte, a um lugar deserto, e repousai um pouco; porque havia muitos que iam e vinham e não tinham tempo para comer.” ( Marcos, 6:31 )
“E foram sós num barco para um lugar deserto.” – (Marcos, 6:32.)
==> como somos Espíritos e não apenas seres encarnados, precisamos para nossa saúde física e mental, nos conectarmos com nós mesmos, com Deus.
Discussão 2-a-2: O que faço em minhas horas de descanso? (3 min)
Ouvir as respostas das duplas, e ir escrevendo-as no quadro.
Após todas as duplas terem respondido, analisar com o grupo as atividades anotadas no quadro:
- estão de acordo com as leis de Deus, ou não?
- o que esses divertimentos trazem de positivo a vocês?
- As msgs que lemos na literatura espírita de ex-espíritas, falam de como lamentam o tempo perdido...(livros Instruções Psicofônicas e Vozes do Grande Além, ambos pelo Chico Xavier).
4. Fixação
Entregar, aleatoriamente, algumas frases de Joanna aos jovens, para lerem e comentarem:
1. “ Há lazeres no lar, no trabalho, na comunidade, ricos de divertimentos domésticos não desgastantes, como frutos da consciência objetiva do dever. “
(Ilumina-te, Joanna de Ângelis/Divaldo Franco, ‘Lazeres e Divertimentos’)
==> Joanna fala em lazeres desgastantes; parece incoerente com o objetivo natural do lazer, do descanso, de atender às necessidades físicas de repouso, né?
2. “Se te sentes afadigado no trabalho a que te dedicas, muda a rotina, retempera o ânimo e sentirás renovação emocional, tornando-te tranquilo.”
(Ilumina-te, Joanna de Ângelis/Divaldo Franco, ‘Lazeres e Divertimentos’)
==> pra descansar de nossas atividades diárias, muitas vezes só fazer outra atividade já relaxa, descansa!
3. “Preenche as tuas horas com atividades produtivas, e naquelas dedicadas ao repouso, ao lazer, não te desligando da realidade, prosseguindo ativo mentalmente e com emoção de felicidade.” (Ilumina-te, Joanna de Ângelis/Divaldo Franco, ‘Lazeres e Divertimentos’)
==> algumas atividades tidas como divertimentos, muitas vezes são fugas psicológicas, com uso de bebidas, drogas, “pra esquecer”, pra se desligar da realidade.
4. “E quando possas espairecer, mudando de ambiente, procurando lazeres e divertimentos convencionais, vive-os no seu momento próprio, sem que se te façam pesada carga de despesas inoportunas ou geradoras de futuros desencantos.”
(Ilumina-te, Joanna de Ângelis/Divaldo Franco, ‘Lazeres e Divertimentos’)
==> podemos ter distrações, divertimentos, na simplicidade, sem gerar compromissos financeiros futuros, compromissos não planejados para após as férias, o lazer…
5. “Rejubila-te, distrai-te quanto possível, mas não adies os teus deveres espirituais a pretexto nenhum.”
(Vidas Vazias, cap. 10 ‘Divertimentos e Futilidades’ – Joanna de Ângelis/Divaldo Franco)
==> Joanna nos alerta que em todos os momentos, mesmo nos de laser, não podemos nos esquecer que somos Espíritos imortais!
6. “Hodiernamente, a aquisição dos recursos científicos ensejaram uma tecnologia superior que se encarrega de modificar as estruturas do pensamento e da convivência mediante o bem-estar, a satisfação das necessidades emocionais. (...). Em consequência, são aplicadas horas úteis que deveriam ser direcionadas para compromissos relevantes, que vão ficando em segundo plano, perdendo o fascínio elevado pela irrelevância da futilidade.”
(Vidas Vazias, cap. 10 ‘Divertimentos e Futilidades’ – Joanna de Ângelis/Divaldo Franco)
==> Ela nos alerta que pouco-a-pouco, com a tecnologia das redes sociais, nosso modo de pensar e de se relacionar está mudando.
==> estamos perdendo muitas horas em futilidade, ao invés de usar o tempo em coisas úteis.
7. “A busca pelo novo, por informações rápidas fragmenta a mente, altera a capacidade do raciocínio, da reflexão...
Diminuem os espaços-tempo que deveriam ser dedicados à meditação em torno dos graves compromissos assumidos no Mais-além…”
(Vidas Vazias, cap. 10 ‘Divertimentos e Futilidades’ – Joanna de Ângelis/Divaldo Franco)
==> fragmentação da mente; alteração da capacidade do raciocínio e da reflexão! Olha o perigo! Precisamos estar alertas!
8. “Certamente, alguns desses divertimentos (tecnológicos) são ingênuos e agradáveis, nada obstante se vão transformando em necessidades viciosas.
Os interesses culturais cedem campo às estruturas do pensamento rápido, interessante, que logo é substituído por outro mais atraente, isso quando se adquire o hábito da obscenidade, da fixação nos instintos sensuais e pervertidos...
(Vidas Vazias, cap. 10 ‘Divertimentos e Futilidades’ – Joanna de Ângelis/Divaldo Franco)
==> os divertimentos tecnológicos estão criando necessidades viciosas!
9. “Mesmo os (divertimentos tecnológicos) ingênuos retratam, não poucas vezes, o ridículo, o mesquinho ou o nobre comportamento de alguém que se torna viral.
Entidades desencarnadas perturbadoras inspiram a busca de tais desvios de atenção, quando não encaminham para os programas soezes e perversos que encharcam a mente e desestruturam os tesouros morais.”
(Vidas Vazias, cap. 10 ‘Divertimentos e Futilidades’ – Joanna de Ângelis/Divaldo Franco)
==> atuação mais fácil dos Espíritos inferiores, perturbadores, pois nossas mentes ficam “soltas”, dispersas!
10 “Reserva-te horas próprias para os teus divertimentos e até mesmo atividades úteis, libertando-te um pouco da máquina mágica para a vida emocional, o contato pessoal, a convivência humana.”
(Vidas Vazias, cap. 10 ‘Divertimentos e Futilidades’ – Joanna de Ângelis/Divaldo Franco)
11. “Por momentos, liberta-te do virtual e volta a viver o real, o quotidiano, o humano, o calor da presença e do intercâmbio de energias corporais. (...)
São perigosos tanto os estados de mente vazia como os de pensamentos frívolos e divertidos.
Necessitas de equilíbrio emocional, de silêncio interior, de reflexionar…”
(Vidas Vazias, cap. 10 ‘Divertimentos e Futilidades’ – Joanna de Ângelis/Divaldo Franco)
12. “Faze uma análise sincera do teu recente comportamento, em relação ao tempo útil.
Quantos livros edificantes leste no mês último?
Dirás que não tiveste tempo ou disposição para fazê-lo, e é certo, porque estavas tomado pelas frivolidades virtuais.”
(Vidas Vazias, cap. 10 ‘Divertimentos e Futilidades’ – Joanna de Ângelis/Divaldo Franco)
13. “De tudo quanto programaste fazer, que lograste realizar conforme o planejamento?
Talvez o cansaço não te haja permitido, mas esse estado não será resultado natural do nada fazer, das horas mal aplicadas?”
(Vidas Vazias, cap. 10 ‘Divertimentos e Futilidades’ – Joanna de Ângelis/Divaldo Franco)
14. “É provável que não tinhas disposição naqueles momentos (de agir no bem), porque acabavas de percorrer as páginas sociais da comunicação virtual e ainda não havias digerido uma parte sequer, estando em paisagens das nuvens mentais para rever noutra oportunidade que, por certo, não se dará…”
(Vidas Vazias, cap. 10 ‘Divertimentos e Futilidades’ – Joanna de Ângelis/Divaldo Franco)
5. Conclusão
O trabalho nos mantém ativos no bem. Preservativo contra o mal, as más ideias, as más influenciações dos Espíritos inferiores.
O repouso é importante para a prática de silenciar a mente para ouvirmos a nós mesmos e a Deus. Ouvirmos as boas sugestões de nosso Guia Espiritual.
Busquemos ser úteis! Valorizemos as horas do repouso com atividades igualmente úteis!
Não nos esqueçamos de quem somos: Espíritos reencarnados! Estejamos atentos aos alertas que Joanna nos trouxe!
Vamos encerrar como ela encerrou essa página do livro:
“Todo o Evangelho de Jesus é um hino de beleza, de esperança, de edificação e de ternura beneficiando o mundo.
Ele afirmou: – Vinde comigo e eu vos farei pescadores de homens (e mulheres).
Recolhe a rede dos divertimentos e atira-a no oceano humano, aquela que consegue a salvação de vidas.”
(Vidas Vazias, cap. 10 ‘Divertimentos e Futilidades’ – Joanna de Ângelis/Divaldo Franco)
==> caminhemos com Jesus!
==> Propor o retorno à leitura do livro Céu Azul.
Ano passado combinamos a leitura do livro espírita Céu azul, por Célia Xavier de Camargo (Autor), César Augusto Melero (Autor). A ideia é todos lerem os capítulos combinados durante a semana e um de vocês resumiria o essencial, os aprendizados do que foi lido, e nos últimos 15 min ao fim de cada encontro.
Em 2025 fomos até o Cap. 26.
Pedir a um dos jovens que resuma o que estudamos do livro em 2025.
6. Exercícios de respiração lenta e profunda, prece final e passes
7. Avaliação
Tema abordado em 2 encontros.
03/04/26 – Encontro com 6 jovens – era feriado da semana santa. Não fizemos a atividade de fixação. Fui escrevendo no quadro as atividades de cada um nas horas de laser e a qtde de horas que dormiam. Preocupante pois alguns dormem muito pouco, enqto outros, às vezes, dormem demais durante o dia.
Sugeriram fazer a continuidade do livro Céu Azul, na última sexta de cada mês.
Tb nessa sexta, um deles apresentar alguma série que assistem que tem valor moral, fazendo assim, um encontro mensal diferente, também com um lanchinho.
10/04/26 - Encontro com 7 jovens. Fizemos 2 subgrupos, ficando cada um, com metade das frases de Joanna sobre divertimentos e laser, para refletirem e fazerem um cartaz para apresentação ao outro subgrupo. Os cartazes ficaram afixados na parede da sala.
Anexos: (subsídios teóricos)
Nos Domínios da Mediunidade, André Luiz/Chico Xavier, cap. 7 ‘Socorro Espiritual’ (Trechos)
Contexto: Reunião mediúnica, onde o Espírito Libório é atendido, e vemos a história que o levou à desencarnação. Raul Silva é o dialogador:
- Lembre-se, meu amigo, lembre-se! Faça um apelo à memória! Veja à frente os quadros que se desenrolarão aos nossos olhos!...
De imediato, como se tivesse a atenção compulsoriamente atraída para a tela, o visitante fixou-a e, desde esse momento, vimos com assombro que o retângulo sensibilizado exibia variadas cenas de que o próprio Libório era o principal protagonista. Recebendo-as mentalmente, Raul Silva passou a descrevê-las:
- Observe, meu amigo! É noite. Ouve-se um burburinho de algazarra à distância... Sua mãe velhinha chama-o à cabeceira e pede-lhe assistência... Está exausta... Você é o filho que lhe resta... Derradeira esperança de flagelada vida.
Único arrimo... A pobre sente-se morrer. A dispnéia martiriza... É o distúrbio cardíaco pressagiando o fim do corpo... Tem medo. Declara-se receosa da solidão, de vez que é sábado carnavalesco e os vizinhos se ausentaram na direção dos centros festivos. Parece uma criança atemorizada... Contempla-o, ansiosa, e roga-lhe que fique...
Você responde que sairá tão-somente por alguns minutos... bastante para trazer-lhe a medicação necessária...Em seguida, avança, rápido, para uma gaveta situada em aposento próximo e apropria-se do único dinheiro de que a enferma dispõe, algumas centenas de cruzeiros, com que você se julga habilitado a desfrutar as falsas alegrias do seu clube... Amigos espirituais de seu lar abeiram-se de você, implorando socorro em favor da doente, quase moribunda, mas você se mostra impermeável a qualquer pensamento de compaixão... Dirige algumas palavras apressadas à enferma e sai para a rua... Em plena via púbica, imanta-se aos indesejáveis companheiro desencarnados com os quais se afina... entidades
turbulentas, hipnotizadas pelo vício, com as quais você se arrasta ao prazer... Por
três dias e quatro noites consecutivas, entrega-se à loucura, com esquecimento de todas as obrigações... Somente na madrugada de quarta-feira você volta estafado e semi-inconsciente... A velhinha, socorrida por braços anônimos, não o reconhece mais... Aguarda, resignadamente, a morte, enquanto você se encaminha para um quarto dos fundos, na expectativa de conseguir um banho que o auxilie a refazer-se...
Abre o gás e senta-se por alguns minutos, experimentando a cabeça entontecida... O corpo exige descanso, depois da louca folia... A fadiga surge, insopitável...
Desapercebe-se de si mesmo e dorme semi-embriagado, perdendo a existência,
porque as emanações tóxicas lhe cadaverizam o corpo... Na manhã clara de sol, um rabecão leva-o ao necrotério,como simples suicida...
Caminho, Verdade e Vida, Emmanuel/Chico Xavier, Cap 168 'Na meditação'
“E foram sós num barco para um lugar deserto.” – (Marcos, 6:32.)
Tuas mãos permanecem extenuadas por fazer e desfazer.
Teus olhos, naturalmente, estão cheios da angústia recolhida nas perturbações ambientes.
Doem-te os pés nas recapitulações dolorosas.
Teus sentimentos vão e vêm, através de impulsos tumultuários, influenciados por mil pessoas diversas.
Tens o coração atormentado.
É natural. Nossa mente sofre sede de paz, como a terra seca tem necessidade de água fria.
Vem a um lugar à parte, no país de ti mesmo, a fim de repousar um pouco. Esquece as fronteiras sociais, os controles domésticos, as incompreensões dos parentes, os assuntos difíceis, os problemas inquietantes, as ideias inferiores.
Retira-te dos lugares comuns a que ainda te prendes.
Concentra-te, por alguns minutos, em companhia do Cristo, no barco de teus pensamentos mais puros, sobre o mar das preocupações cotidianas...
Ele te lavará a mente eivada de aflições.
Balsamizará tuas úlceras.
Dar-te-á salutares alvitres.
Basta que te cales e sua voz falará no sublime silêncio.
Oferece-lhe um coração valoroso na fé e na realização, e seus braços divinos farão o resto.
Regressarás, então, aos círculos de luta, revigorado, forte e feliz.
Teu coração com Ele, a fim de agires, com êxito, no vale do serviço.
Ele contigo, para escalares, sem cansaço, a montanha da Luz.
Joanna de Ângelis, em Adolescência e Vida, diz:
“Assim, a preferência do jovem é por outro da mesma faixa etária, os seus jogos são pertinentes às ocorrências que lhe estão sucedendo no dia-a-dia. Há uma abrupta mudança de interesses, e portanto, de companhias, que se tornam imperiosos para a formação e definição da sua personalidade. Não mais ele se compraz nos encantamentos anteriores, nas coleções infantis que lhe eram agradáveis, nem tampouco nas aspirações que antes o mantinham preso ao lar, ao estudo ou aos esportes até então preferidos.”
“O jovem tem necessidade de programar e desenvolver uma forma de filosofia de vida, que o levará à descoberta da própria identidade. Para esse desenvolvimento ele necessita saber quem é e o que deve fazer, de modo que se possa empenhar na realização do novo projeto existencial.”
Ilumina-te, Joanna de Ângelis/Divaldo Franco, Cap.4 'Lazeres e Divertimento'
A indústria do turismo, habilmente manipulada, vende os pacotes da ilusão como anestésico para a consciência da responsabilidade…
Muitos indivíduos trabalham afanosamente, acumulando recursos amoedados e o cansaço inevitável, estresse e angústia em decorrência da luta em demasia, mantendo a expectativa de fruir lazeres e divertimentos que lhes trariam reequilíbrio e alegria pura.
Afinal, o objetivo essencial do viver não é o de desfrutar as concessões artificiais que diariamente são renovadas e podem conseguidas mediante os recursos financeiros.
Como efeito, empenham-se para compensar a ausência física e emocional no lar, ao lado da família, pelo anseio de ganhar mais dinheiro, proporcionando-se e a todos os membros domésticos férias coletivas, numa fuga psicológica da realidade do dia a dia, que é a participação dos problemas e desafios no seio dessa célula de valor ímpar que são os familiares.
À semelhança de aves gárrulas, realizando a viagem dos sonhos e do espairecimento, visitam lugares consagrados ao ócio, onde predominam a beleza das paisagens, os artefatos, de alto valor tecnológico para o esquecimento dos problemas, vivenciando o mundo de fantasias e do cansaço, das caminhadas exaustivas, dos suores e dos aborrecimentos inevitáveis, esteja-se onde estiver…
Quando se chegam aos lugares paradisíacos, passada a primeira emoção, logo se descobre que quase todo mundo tomou a mesma decisão, escolheu o mesmo local e suas ofertas fantásticas, passando a ouvir os guias monótonos, as crianças em fase de irritação, as despesas não previstas que pioram o orçamento, algum desencanto inicial…
Ao invés do repouso anelado, defronta-se o corre-corre das filas imensas ou o silêncio dos lugares selecionados que, após algum tempo, induzem ao tédio e ao arrependimento.
As promoções muito bem elaboradas magoam aqueles que não podem participar dessas festas, sentindo-se humilhados no grupo social, levando-os à depressão.
Que busca, afinal, a criatura humana, senão as aparências, os aplausos, a ilusão?
É claro que todo esforço prolongado culmine em cansaço e mal-estar, causando sensações de aniquilamentos e de abandono.
A recreação surge, como estímulo renovador, capaz de proporcionar júbilo, facultando estímulos edificantes.
O ser humano é possuidor de inesgotável cabedal de energias e de vitalidade.
Sucede que, fascinado pelo exterior, não se anima a auto penetrar-se, a encontrar as respostas claras para as próprias necessidades.
[…] Há lazeres no lar, no trabalho, na comunidade, ricos de divertimentos domésticos não desgastantes, como frutos da consciência objetiva do dever.
*
Se te sentes afadigado no trabalho a que te dedicas, muda a rotina, retempera o ânimo e sentirás renovação emocional, tornando-te tranquilo.
Reflexiona em torno dos teus compromissos e põe-lhes o sal do amor, pensando nas metas a alcançar, especialmente quando portadoras de significado profundo.
Considera que o trabalho é benção que deves honrar, não acalentando o anseio infantil somente de férias e de repouso.
Quem opera no bem conscientemente experimenta inefável alegria e, quando é alcançado pela estafa, transfere-se para outro tipo de ação, renovando-se e prosseguindo.
Toda ilusão, ao ser defrontada pela realidade e esfumar-se, deixa significativas marcas de desencanto. Ocorrendo-lhe a morte, alguns indivíduos também sentem morrer das suas aspirações caracterizadas pela falsa necessidade do gozo, do prazer, do possuir…
As alegrias das férias de encantamento passam e retornam os compromissos que ficaram aguardando, esquecidos nos escaninhos da magia e do encantamento de breve duração.
[…]Não acolhas a tristeza, quando não possas fazer parte dos grupos sorridentes de conquistadores do mundo mágico da imaginação deslumbrada.
Estabelece um programa a respeito de tudo quanto te é importante ou secundário e labora com disposição jubilosa, e nenhum cansaço te amarfanhará as horas.
Preenche as tuas horas com atividades produtivas, e naquelas dedicadas ao repouso, ao lazer, não te desligando da realidade, prosseguindo ativo mentalmente e com emoção de felicidade.
Contempla os grupos ruidosos dos festeiros e divertidos após as celebrações, e verá a máscara do mal-estar afivelada à face ou a aceitação para dizer aos outros como foram as alegrias, numa necessidade de exibir o ego, assim apaziguando a frustração.
Vida alegre é assinalada pelo trabalho contínuo, enriquecedor e natural.
Faze do teu lar o abençoado reduto de ação e de paz, onde a alegria seja resultado do prazer de viver e de amar.
E quando possas espairecer, mudando de ambiente, procurando lazeres e divertimentos convencionais, vive-os no seu momento próprio, sem que se te façam pesada carga de despesas inoportunas ou geradoras de futuros desencantos.
*
Jesus até hoje trabalha, conforme acentuou, referindo-se ao Pai que nunca cessou de agir.
O cristão primitivo, no sublime trabalho da autoiluminação e da caridade, encontrava a inigualável alegria que os lazeres e divertimentos de fora jamais conseguem proporcionar.
Desse modo, mantém-te desperto, de forma que a noite da ilusão não te sombreie o dia de ação, anunciando-te júbilos que se transforma em esgares.
Vidas Vazias, cap. 10 ‘Divertimentos e Futilidades’ – Joanna de Ângelis/Divaldo Franco
Rejubila-te, distrai-te quanto possível, mas não adies os teus deveres espirituais a pretexto nenhum.
Todos seres se encontram na Terra ferreteados pelas necessidades de evolução.
Conservando em germe o conhecimento, qual a glande do carvalho, através de experiências sucessivas conquistas a sabedoria jacente na síntese interior para alcançares o esplendor estelar da beleza e da sabedoria que lhe está destinado.
Naturalmente, na fase inicial do processo de crescimento, são os impulsos que rompem a cobertura exterior para abrirem campo em favor das conquistas intelecto-morais.
Esse peregrinar faculta-lhe desenvolver o progresso intelectual e tecnológico que contribuem para o seu avanço e a conquista da plenitude, caso sejam utilizados conforme os valores éticos existenciais.
Hodiernamente, a aquisição dos recursos científicos ensejaram uma tecnologia superior que se encarrega de modificar as estruturas do pensamento e da convivência mediante o bem-estar, a satisfação das necessidades emocionais. O prazer derivado das conquistas em pauta arrebata e toma conta de muitas vidas, divertindo-as em compensação às lutas severas das exigências sociais contemporâneas. Em consequência, são aplicadas horas úteis que deveriam ser direcionadas para compromissos relevantes, que vão ficando em segundo plano, perdendo o fascínio elevado pela irrelevância da futilidade.
A busca pelo novo, por informações rápidas fragmenta a mente, altera a capacidade do raciocínio, da reflexão...
Diminuem os espaços-tempo que deveriam ser dedicados à meditação em torno dos graves compromissos assumidos no Mais-além...
Certamente, alguns desses divertimentos são ingênuos e agradáveis, nada obstante se vão transformando em necessidades viciosas.
Os interesses culturais cedem campo às estruturas do pensamento rápido, interessante, que logo é substituído por outro mais atraente, isso quando se adquire o hábito da obscenidade, da fixação nos instintos sensuais e pervertidos... Mesmo os ingênuos retratam, não poucas vezes, o ridículo, o mesquinho ou o nobre comportamento de alguém que se torna viral.
Entidades desencarnadas perturbadoras inspiram a busca de tais desvios de atenção, quando não encaminham para os programas soezes e perversos que encharcam a mente e desestruturam os tesouros morais.
Reserva-te horas próprias para os teus divertimentos e até mesmo atividades úteis, libertando-te um pouco da máquina mágica para a vida emocional, o contato pessoal, a convivência humana.
Por momentos, liberta-te do virtual e volta a viver o real, o quotidiano, o humano, o calor da presença e do intercâmbio de energias corporais.
Tem cuidado com as fugas psicológicas para as diversões sob pretextos que são apenas desculpas de justificação.
São perigosos tanto os estados de mente vazia como os de pensamentos frívolos e divertidos.
Necessitas de equilíbrio emocional, de silêncio interior, de reflexionar...
* * *
Faze uma análise sincera do teu recente comportamento, em relação ao tempo útil.
Quantos livros edificantes leste no mês último?
Dirás que não tiveste tempo ou disposição para fazê-lo, e é certo, porque estavas tomado pelas frivolidades virtuais.
De tudo quanto programaste fazer, que lograste realizar conforme o planejamento?
Talvez o cansaço não te haja permitido, mas esse estado não será resultado natural do nada fazer, das horas mal aplicadas?
Quantas missivas e conversações edificantes tiveste com pessoas-problema, que te necessitavam?
É provável que não tinhas disposição naqueles momentos, porque acabavas de percorrer as páginas sociais da comunicação virtual e ainda não havias digerido uma parte sequer, estando em paisagens das nuvens mentais para rever noutra oportunidade que, por certo, não se dará...
Aplica de maneira mais sábia os teus conhecimentos e possibilidades, enriquecendo-te de vida e de harmonia emocional.
Todos admiram os triunfadores e gostariam de alcançar a glória, a sublime finalidade da existência, porém, não estão dispostos a ofertar dedicação e renúncia, prazer e espontaneidade para a conquista máxima.
Detém o passo no jogo da infantilidade ou da curiosidade em torno da vida alheia, das suas grandezas e misérias.
Tens compromissos muito graves a atender.
O mundo moral estertora e as criaturas humanas - algumas estúrdias, outras primárias e as nobres - encontram-se no campo de aprendizagem, a caminho da sepultura, que não sabem quando ocorrerá o momento.
Reorganiza os teus programas mentais, a fim de que as tuas possibilidades intelectivas estejam conectadas a fontes generosas de sabedoria e de amor transcendente que alimentam o ser espiritual que és.
Rejubila-te, distrai-te quanto possível, mas não adies os teus deveres espirituais a pretexto nenhum.
A primavera simboliza bênção da Natureza, prodigalizando estesia e equilíbrio em toda parte, inclusive no aparente caos.
És originado na luz do Amor e avanças nesse rumo sublime.
Não desperdices ocasião de espalhar claridade e nunca deixes ninguém sair da tua companhia sem que leve alguma luminosidade, para jamais perder o caminho.
O homem e a mulher inteligentes destacam-se na comunidade pela harmonia e conhecimento luminosos que distribuem a sua volta.
Agradece as dádivas da tecnologia que facilita a existência e propõe novos caminhos para a evolução. Entretanto, nunca olvides que a presença física, a contribuição direta e pessoal conseguem milagres no relacionamento das vidas, que se necessitam umas das outras.
* * *
Todo o Evangelho de Jesus é um hino de beleza, de esperança, de edificação e de ternura beneficiando o mundo.
Ele afirmou: – Vinde comigo e eu vos farei pescadores de homens (e mulheres).
Recolhe a rede dos divertimentos e atira-a no oceano humano, aquela que consegue a salvação de vidas.
SOEZ: Barato, sem nenhum valor; desprezível, reles, vulgar.
ESTERTORAR: Emitir (moribundo) respiração ruidosa, estertor; agonizar, arquejar.
ESTÚRDIO: Que ou pessoa que não tem juízo; imprudente; insensato; estouvado.
OLVIDAR: Esquecer(-se).