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quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Morte e Dor dos Animais

 Casa Espírita Missionários da Luz – Juventude > 16 anos –14/08/2026

Tema: Morte e Dor dos Animais

Objetivos:

  • A eutanásia em animais é contra as leis de Deus?

  • O ser humano tem o direito de controlar a população animal?

  • É contra a lei de Deus mutilar os animais?

Bibliografia:

  • O Livro dos Espíritos, 2ª parte, cap. XI Dos 3 Reinos, item ‘Os animais e o homem’, pergs 595 à 600; 3ª parte, Cap IV (Lei de reprodução) item ‘Obstáculos à Reprodução’, perg. 693;

  • ESE, Cap. V item 28 (eutanásia);

  • “A Gênese”, de Allan Kardec, cap. III, itens 20 à 24 'Destruição dos seres vivos uns pelos outros'; cap. XVIII, item "Sinais dos tempos", n° 8;

  • RE Out/1868, 'Instruções dos Espíritos';

  • Aulas da Vida, Emmanuel/Chico Xavier, Cap 21 ‘Animais e Sofrimento’;

  • Depois da Morte, Léon Denis, 2ª parte, cap. 13.


https://www.oconsolador.com.br/ano15/742/especial.html - A dor nos animais

Material: LE

1. Hora da novidade, exercícios de respiração profunda, e prece inicial

2. Motivação inicial:

Fazer 3 grupinhos para responderem às perguntas:

a - Se animais não têm consciência, por que sofrem?

b - Castrar animais constitui transgressão de alguma Lei Divina?

C - É condenável praticar a eutanásia no animal sofrendo dores, tendo mal sem cura?

3. Discussão do tema a partir das respostas dos subgrupos.

a - Se animais não têm consciência, por que sofrem?

Ninguém sofre, de um modo ou de outro, tão-somente para resgatar o preço de alguma coisa.

Sofre-se também angariando os recursos precisos para obtê-la.

Assim é que o animal atravessa longas eras de prova a fim de domesticar-se, tanto quanto o homem atravessa outras tantas longas eras para instruir-se. (...)

O animal igualmente para atingir a auréola da razão deve conhecer benemérita e comprida fieira de experiências que terminarão por integrá-lo na posse definitiva do raciocínio.

Compreendamos, desse modo, que o sofrimento é ingrediente inalienável no prato do progresso. (...)

O animal se esforça para obter as próprias percepções e estabelecê-las.

O homem se esforça avançando da inteligência para a sublimação.

Dor física no animal é passaporte para mais amplos recursos nos domínios da evolução.

Dor física, acrescida de dor moral no homem, é fixação de responsabilidade em trânsito para a Vida Maior. (Emmanuel, Aulas da Vida, Cap. 21 'Animais e Sofrimento').


E Kardec fala em A Gênese, Cap. III, quando aborda a questão da destruição dos animais uns pelos outros para se nutrirem:

“21. A verdadeira vida, tanto do animal como do homem, não está no invólucro corporal, do mesmo que não está no vestuário. Está no princípio inteligente que preexiste e sobrevive ao corpo . Esse princípio necessita do corpo, para se desenvolver pelo trabalho que lhe cumpre realizar sobre a matéria bruta. O corpo se consome nesse trabalho, mas o Espírito não se gasta; ao contrário, sai dele cada vez mais forte, mais lúcido e mais apto.”

“23. Há também considerações morais de ordem elevada. — É necessária a luta para o desenvolvimento do Espírito. Na luta é que ele exercita suas faculdades. O que ataca em busca do alimento e o que se defende para conservar a vida usam de habilidade e inteligência, aumentando, em consequência, suas forças intelectuais. Um dos dois sucumbe; mas, em realidade, que foi o que o mais forte ou o mais destro tirou ao mais fraco? A veste de carne, nada mais; ulteriormente, o Espírito, que não morreu, tomará outra.”


==> Então, o sofrimento dos animais é um instrumento de evolução, de aquisição de experiências.

E também sofrem, para que registrem em sua memória espiritual, que a dor dói, é ruim. Assim, ao evoluírem, alcançando a inteligência, já trarão na bagagem cognitiva que a dor deve ser evitada, tanto a própria, na autopreservação, como a do próximo


b - Castrar animais constitui transgressão de alguma Lei Divina?

Kardec tratou essa questão, de modo indireto, no LE, na Lei de Reprodução:

Perg. 693. São contrários à lei da natureza as leis e os costumes humanos que têm por fim ou por efeito criar obstáculos à reprodução?

“Tudo o que embaraça a natureza em sua marcha é contrário à lei geral.”

a) — Entretanto, há espécies de seres vivos, animais e plantas, cuja reprodução indefinida seria nociva a outras espécies, e da qual o próprio homem acabaria por ser vítima. Pratica ele ato repreensível, impedindo essa reprodução?

“Deus concedeu ao homem, sobre todos os seres vivos, um poder de que ele deve usar, sem abusar. Pode, pois, regular a reprodução, de acordo com as necessidades; não deve, porém, opor-lhe obstáculos desnecessariamente. A ação inteligente do homem é um contrapeso que Deus dispôs para restabelecer o equilíbrio entre as forças da natureza, e é ainda isso o que o distingue dos animais, porque ele obra com conhecimento de causa. Mas os próprios animais também concorrem para a existência desse equilíbrio, porquanto o instinto de destruição que lhes foi dado faz com que, provendo à própria conservação, obstem ao desenvolvimento excessivo, quiçá perigoso, das espécies animais e vegetais de que se alimentam.”

==> Como podemos expandir esse raciocínio para nossos pets?

Nesse caso, não se trata de controle de reprodução excessiva, mas pela situação de cada um de nós, no cuidado com os nossos pets.

==> Como disse a resposta dos Espíritos, Deus nos deu atuação sobre os animais. Devemos usar essa ação com consciência, com desejo do bem, e não por maldade, ganância ou egoísmo.

C - É condenável praticar a eutanásia no animal sofrendo dores, tendo mal sem cura?

Nós vimos há umas semanas atrás, sobre a Eutanásia, e vimos a resposta de São Luís, no Evangelho:

“Sei bem haver casos que se podem, com razão, considerar desesperadores; mas, se não há nenhuma esperança fundada de um regresso definitivo à vida e à saúde, existe a possibilidade, atestada por inúmeros exemplos, de o doente, no momento mesmo de exalar o último suspiro, reanimar-se e recobrar por alguns instantes as faculdades! Pois bem: essa hora de graça, que lhe é concedida, pode ser-lhe de grande importância. Desconheceis as reflexões que seu Espírito poderá fazer nas convulsões da agonia e quantos tormentos lhe pode poupar um relâmpago de arrependimento.

O materialista, que apenas vê o corpo e em nenhuma conta tem a alma, é inapto a compreender essas coisas; o espírita, porém, que já sabe o que se passa no além-túmulo, conhece o valor de um último pensamento. Minorai os derradeiros sofrimentos, quanto o puderdes; mas, guardai-vos de abreviar a vida, ainda que de um minuto, porque esse minuto pode evitar muitas lágrimas no futuro. (S. Luís, Paris, 1860) (Cap. V item 28)


==> Isso no caso dos seres humanos. Mas é diferente no caso dos animais! Como vimos, eles não tem a questão moral, causa e efeito; tem o livre arbítrio apenas relacionado à questão da vida material: conservação da vida. Vemos isso na questão 595 do LE:

Perg. 595. Gozam de livre-arbítrio os animais, para a prática dos seus atos?

“Os animais não são simples máquinas, como supondes. Contudo, a liberdade de ação de que desfrutam é limitada pelas suas necessidades, e não se pode comparar à do homem. Sendo bem inferiores a este, não têm os mesmos deveres que ele. A liberdade, possuem-na restrita aos atos da vida material.”

==> não tem razão deixar sofrer um animal por uma doença incurável. Eutanásia é só nesse caso: auxiliar, tirando a dor. Eutanásia é quando é irreversível a situação, é pra aliviar a dor! Tem por base, o amor!

E isso fica por conta de cada tutor do pet, certo?

==> Sempre a partir da avaliação de um médico veterinário, que tem condições de fazer a eutanásia, sem causar dor no animalzinho.

==> completamente diferente de sacrifício! Sacrifício de animais é assassiná-los por outros motivos. Isso é crueldade para com os animais!

==> quanta crueldade existe para com os animais, na indústria da carne! Sabemos que a alimentação animal ainda é uma necessidade, mas não com crueldade, nem tratando-os como se fossem objetos! Isso já é abuso do ser humano, no uso do poder que Deus nos concedeu junto aos animais.

==> outra questão que nós, enquanto sociedade, precisamos rever: uso de animais como cobaias de experimentos de novos medicamentos, cosméticos, e nem sei mais que outros usos.

Dentro do possível, busquemos evitar o uso de produtos cujos testes foram feitos em animais, quando já existem métodos outros, mais conscientes.

5. Conclusão

Sempre o amor deve estar por base de nossas decisões com relação aos animais. São nossos irmãos menores! É nosso papel cuidar dos animais!

6. Prece Final e passes coletivos

7. Avaliação:

Encontro com 10 jovens (7 da Juv 2, e 3 da Juv1), com bastante participação. Fizemos 3 rodízios de um de cada trio, para compartilhar as discussões. A maior dúvida foi a primeira pergunta. As outras duas, responderam na hora!

8. Anexos:

Livro dos Espíritos

perg. 597a: É também uma alma, se o quiserdes; isso depende do sentido em que se tome a palavra; mas é inferior à do homem. Há, entre a alma dos animais e a do homem tanta distância quanto entre a alma do homem e Deus. (LE, perg. 597a)

Perg. 598. Após a morte, conserva a alma dos animais a sua individualidade e a consciência de si mesma? “Conserva sua individualidade; quanto à consciência do seu eu, não. A vida inteligente lhe permanece em estado latente.”


Perg. 600. Sobrevivendo ao corpo em que habitou, a alma do animal vem a achar-se, depois da morte, num estado de erraticidade, como a do homem?

“Fica numa espécie de erraticidade, pois que não mais se acha unida ao corpo, mas não é um Espírito errante. O Espírito errante é um ser que pensa e obra por sua livre vontade. De idêntica faculdade não dispõe o dos animais. A consciência de si mesmo é o que constitui o principal atributo do Espírito. O do animal, depois da morte, é classificado pelos Espíritos a quem incumbe essa tarefa e utilizado quase imediatamente; não lhe é dado tempo de entrar em relação com outras criaturas.”


A Gênese”, cap. III, item 'Destruição dos seres vivos uns pelos outros'

20. A destruição recíproca dos seres vivos é, dentre as leis da natureza, uma das que, à primeira vista, menos parecem conciliar-se com a bondade de Deus. Pergunta-se por que lhes criou ele a necessidade de mutuamente se destruírem, para se alimentarem uns à custa dos outros. Para quem apenas vê a matéria e restringe à vida presente a sua visão, há de isso, com efeito, parecer uma imperfeição na obra divina. (...)

21. A verdadeira vida, tanto do animal como do homem, não está no invólucro corporal, do mesmo que não está no vestuário. Está no princípio inteligente que preexiste e sobrevive ao corpo . Esse princípio necessita do corpo, para se desenvolver pelo trabalho que lhe cumpre realizar sobre a matéria bruta. O corpo se consome nesse trabalho, mas o Espírito não se gasta; ao contrário, sai dele cada vez mais forte, mais lúcido e mais apto. Que importa, pois, que o Espírito mude mais ou menos frequentemente de envoltório?! Não deixa por isso de ser Espírito. É precisamente como se um homem mudasse cem vezes no ano as suas vestes. Não deixaria por isso de ser homem.

Por meio do incessante espetáculo da destruição, ensina Deus aos homens o pouco caso que devem fazer do envoltório material e lhes suscita a ideia da vida espiritual, fazendo que a desejem como uma compensação.

24. Nos seres inferiores da criação, naqueles a quem ainda falta o senso moral, em os quais a inteligência ainda não substituiu o instinto, a luta não pode ter por móvel senão a satisfação de uma necessidade material. Ora, uma das mais imperiosas dessas necessidades é a da alimentação. Eles, pois, lutam unicamente para viver, isto é, para fazer ou defender uma presa, visto que nenhum móvel mais elevado os poderia estimular. É nesse primeiro período que a alma se elabora e ensaia para a vida.


“A Gênese”, de Allan Kardec, cap. XVIII, item "Sinais dos tempos", n° 8

RE Out/1868, 'Instruções dos Espíritos'.


“A matéria orgânica não poderia escapar a essas influências; as perturbações que ela sofre podem, pois, alterar o estado físico dos seres vivos e determinar algumas dessas enfermidades que atacam de modo geral as plantas, os animais e os homens, enfermidades que, como todos os flagelos, são, para a inteligência humana, um estimulante que a impele, por força da necessidade, a procurar meios de os combater e a descobrir leis da natureza. (pelo Espírito Arago)

Depois da Morte, Léon Denis, 2ª parte, cap. 13

“A dor é uma advertência necessária, um estimulante à vontade do homem, pois nos obriga a nos concentrarmos para refletir, e força-nos a domar as paixões. A dor é o caminho do aperfeiçoamento. Física ou moral, é um meio poderoso de desenvolvimento e de progresso. É purificação suprema, é a escola em que se aprendem a paciência, a resignação e todos os deveres austeros. É a fornalha onde se funde o egoísmo em que se dissolve o orgulho.”

AULAS da VIDA - Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos, Cap 21 'Animais e Sofrimento'

Se os animais estão isentos da lei de causa e efeito, em suas motivações profundas, já que não têm culpas a expiar, de que maneira se lhes justificar os sacrifícios e aflições?

Assunto aparentemente relacionado com injustiça, mas a lógica nos deve orientar os passos na solução do problema.

Imperioso interpretar a dor por mais altos padrões de entendimento.

Ninguém sofre, de um modo ou de outro, tão-somente para resgatar o preço de alguma coisa.

Sofre-se também angariando os recursos precisos para obtê-la.

Assim é que o animal atravessa longas eras de prova a fim de domesticar-se, tanto quanto o homem atravessa outras tantas longas eras para instruir-se.


Que mal terá praticado o aprendiz a fim de submeter-se aos constrangimentos da escola?

E acaso conseguirá ele diplomar-se em conhecimento superior se foge às penas edificantes da disciplina?


Espírito algum obtém elevação ou cultura por osmose, mas sim através de trabalho paciente e intransferível.

O animal igualmente para atingir a auréola da razão deve conhecer benemérita e comprida fieira de experiências que terminarão por integrá-lo na posse definitiva do raciocínio.

Compreendamos, desse modo, que o sofrimento é ingrediente inalienável no prato do progresso.

Todo ser criado simples e ignorante é compelido a lutar pela conquista da razão, e atingindo a razão, entre os homens, é compelido igualmente a lutar a fim de burilar-se devidamente.

O animal se esforça para obter as próprias percepções e estabelecê-las.

O homem se esforça avançando da inteligência para a sublimação.

Dor física no animal é passaporte para mais amplos recursos nos domínios da evolução.

Dor física, acrescida de dor moral no homem, é fixação de responsabilidade em trânsito para a Vida Maior.

Certifiquemo-nos, porém, de que toda criatura caminha para o reino da angelitude, e que, investindo-se na posição de espírito sublime, não mais conhece a dor, porquanto o amor ser-lhe-á sol no coração dissipando todas as sombras da vida ao toque de sua própria luz.

Emmanuel

segunda-feira, 28 de abril de 2025

Elementais e Animais na espiritualidade

  Casa Espírita Missionários da Luz – Juventude > 14 anos – 11/04/2025

Tema: Elementais e Animais na espiritualidade              

Objetivos:

- Estudar como o Espiritismo aborda a questão da alma dos animais, sua encarnação e sua evolução;

- Estudar como o Espiritismo aborda a questão dos elementais.

Bibliografia:

- Sobre os animais:

  • O Livro dos Espíritos, 2ª parte, Cap IX item Ação dos Espíritos sobre os fenômenos da natureza; cap. XI Dos 3 Reinos, item ‘Os animais e o homem’, pergs 592 à 610, ‘Metempsicose’ pergs 611 à 613;

  • RE, Junho/1860 > O Espírito e o cãozinho;

  • RE, Maio/1865/questões-e-problemas - Manifestação do Espírito dos animais;

  • A Gênese, Cap XI — Gênese espiritual > Encarnação dos Espíritos. > 23;

  • Os Animais tem Alma?, Ernesto Bozzano;

  • Evolução em 2 Mundos – Cap 12 – André Luiz/Chico Xavier.

- Sobre os elementais:

  • O Livro dos Espíritos, 2ª parte, Cap I, item 103. Nona classe. Espíritos levianos; item 106- Sexta classe. Espíritos batedores e perturbadores; Cap. IX, item ‘Ação dos Espíritos nos fenômenos da Natureza’, pergs 537 à 540;

  • A Gênese, Cap. XV, itens 45 e 46 - 'Tempestade Aplacada';

  • O Livro dos Médiuns, 1ª parte, Cap. II (Do Maravilhoso e do Sobrenatural”, itens 13 e 14;

  • RE Jan/1858 > s Diabretes; RE Mar/1860 > Ditados espontâneos > Perguntas sobre o gênio das flores;

  • Nosso Lar, André Luiz/Chico Xavier, Cap. 50;

  • Loucura e Obsessão, Manoel P. Miranda/Divaldo P. Franco, cap. 9;

  • Atualidade do Pensamento Espírita, Vianna de Carvalho/Divaldo P. Franco, perg. 63.

Material: LE e o livro ‘Os Animais tem Alma?’

1. Hora da novidade, exercícios de respiração profunda, e prece inicial

2. Motivação inicial:

3. Discussão do tema com as perguntas do LE

Esse tema foi solicitado por um de vocês no encontro do início do ano, lembrando que estudamos a questão dos animais na ótica espírita no ano passado, em dois encontros. Propor então, um jogo Quiz para discussão das questões das obras básicas onde esse assunto foi tratado por Kardec.

- Dividir a turma em 2 grupos. Regras do jogo:

- 1 min pra equipe da vez responder. Cada acerto, 1 ponto.

Se errar, a perg vai pro outro grupo que poderá então pontuar. Nesse caso, é resposta direto, sem tempo pra pensar.

Perguntas a serem feitas aos grupos, alternadamente:

i. Os animais tem uma alma?  • Sim, e que sobrevive ao corpo. (LE, perg. 597)

ii. Como é essa alma, em relação a alma dos seres humanos?

• É também uma alma, se o quiserdes; isso depende do sentido em que se tome a palavra; mas é inferior à do homem. Há, entre a alma dos animais e a do homem tanta distância quanto entre a alma do homem e Deus. (LE, perg. 597a)

iii. De onde tiram os animais o princípio inteligente que constitui a espécie particular de alma de que são dotados?

• Do elemento inteligente universal. (LE, perg. 606)

iv. De onde tiram os seres humanos o princípio inteligente que constitui a alma de que são dotados?

Do elemento inteligente universal. A inteligência do homem e a dos animais emanam, portanto, de um princípio único, mas no homem ela passou por uma elaboração que a eleva sobre a dos brutos. (LE, perg. 606 e 606a)

vi. Após a morte, a alma dos animais conserva sua individualidade e a consciência de si mesma? 

• Sua individualidade, sim, mas não a consciência de si mesma. A vida inteligente permanece em estado latente. (LE, perg. 598)

vii. A alma do animal, sobrevivendo ao corpo, fica num estado errante, como a do homem após a morte?

• Fica numa espécie de erraticidade, pois não está unida a um corpo. Mas não é um Espírito errante. O Espírito errante é um ser que pensa e age por sua livre vontade; o dos animais não tem a mesma faculdade. É a consciência de si mesmo que constitui o atributo principal do Espírito. (LE, perg. 600)

viii. Não ficando a alma dos animais na erraticidade, o que acontece com essas almas após a morte do corpo?

  • O Espírito do animal é classificado após a morte, pelos Espíritos incumbidos disso, e utilizado quase imediatamente: não dispõe de tempo para se pôr em relação com outras criaturas. (LE, perg. 600)

ix. A alma dos animais pode escolher a espécie em que prefira encarnar-se? 

• Não; ela não tem o livre arbítrio. (LE, perg. 599)

x. Os animais têm livre-arbítrio?

• Não são simples máquinas, como supondes, mas sua liberdade de ação é limitada pelas suas necessidades, e não pode ser comparada à do homem. Sendo muito inferiores a este, não têm os mesmos deveres. Sua liberdade é restrita aos atos da vida material. (LE, perg. 595)

xi. Os animais progridem como o homem, por sua própria vontade? 

• Pela força das coisas; e é por isso que, para eles, não existe expiação. (LE, perg. 602)

xii. Os animais agem por instinto ou por inteligência?

  • Os animais não têm senão a inteligência da vida material; nos homens, a inteligência produz a vida moral. (LE, perg. 604a)

  • É bem verdade que o instinto domina na maioria dos animais: mas não vês que há os que agem por uma vontade determinada? É que têm inteligência, porém ela é limitada. (LE, perg. 593)

xiii. Onde passa o Espírito na sua origem, na primeira fase do seu desenvolvimento?

“Numa série de existências que precedem o período a que chamais humanidade.” (LE, perg. 607).

xiv. Pode-se considerar a alma humana como tendo sido o princípio inteligente dos seres inferiores da criação?

  • “Já não dissemos que tudo na Natureza se encadeia e tende para a unidade? Nesses seres, cuja totalidade estais longe de conhecer, é que o princípio inteligente se elabora, se individualiza pouco a pouco e se ensaia para a vida, conforme já dissemos. É, de certo modo, um trabalho preparatório, como o da germinação, por efeito do qual o princípio inteligente sofre uma transformação e se torna Espírito. Entra então no período humano, começando a ter consciência do seu futuro, capacidade de distinguir o bem do mal e a responsabilidade dos seus atos...." (LE, perg. 607a)

xv. O Espírito do homem tem, após a morte, consciência de suas existências anteriores ao período humano?

  • “Não, pois não é desse período que começa a sua vida de Espírito. Difícil é mesmo que se lembre de suas primeiras existências humanas..” (LE, perg 608).

xvi. Os Espíritos que presidem aos fenômenos da natureza pertencem às ordens superiores ou às inferiores da hierarquia espírita?

  • “Isso é conforme seja mais ou menos material, mais ou menos inteligente o papel que desempenhem. Uns mandam, outros executam. Os que executam coisas materiais são sempre de ordem inferior, assim entre os Espíritos, como entre os homens.” (LE, perg.538 e 538a)

xvii. A produção de certos fenômenos, das tempestades, por exemplo, é obra de um só Espírito ou de muitos?

  • “Reúnem-se em massas inumeráveis.” (LE, perg.539)

xviii Os Espíritos que exercem ação nos fenômenos da natureza operam com conhecimento de causa, usando do livre-arbítrio, ou por efeito de instintivo ou irrefletido impulso?

  • “Uns sim, outros não.(...) os Espíritos mais atrasados oferecem utilidade ao conjunto. Enquanto se ensaiam para a vida, antes que tenham plena consciência de seus atos e estejam no gozo do livre-arbítrio, atuam em certos fenômenos, de que inconscientemente se constituem os agentes. Primeiramente, executam. Mais tarde, quando suas inteligências já houverem alcançado um certo desenvolvimento, ordenarão e dirigirão as coisas do mundo material. (LE, perg. 540)


xix. A qual classe da escala espírita pertencem os Espíritos vulgarmente tratados de duendes, trasgos, gnomos, diabretes?

  • Item 103. Nona classe. Espíritos levianos. – São ignorantes, travessos, irrefletidos e zombeteiros. Metem-se em tudo, a tudo respondem, sem se incomodarem com a verdade. Gostam de causar pequenos desgostos e ligeiras alegrias, de aborrecer, de induzir maliciosamente em erro, por meio de mistificações e de espertezas. A esta classe pertencem os Espíritos vulgarmente tratados de duendes, trasgos, gnomos, diabretes. Acham-se sob a dependência dos Espíritos superiores, que muitas vezes os empregam, como fazemos com os nossos servidores.

xx. A qual classe da escala espírita parecem pertencer os Espíritos agentes principais das vicissitudes dos elementos do globo, quer atuem sobre o ar, a água, o fogo?

  • Escala Espírita, item 106 - Sexta classe. Espíritos batedores e perturbadores. (LE,Terceira Ordem - Espíritos Imperfeitos, item 106.

xxi. O espírito que dá vida às plantas e às flores, tem um pensamento e a compreensão de seu Eu?

  • ─ Nenhum pensamento e nenhum instinto. (RE Mar/1860 > Ditados espontâneos > Perguntas sobre o gênio das flores, perg. 6)

  • “O espírito elementar, antes de passar à série animal, dirige sua ação fluídica para a criação vegetal. Esse ainda não encarnou; não age senão sob a direção de inteligências mais elevadas, que já viveram o bastante para adquirir o conhecimento necessário à sua missão. (perg.2)” (Respostas de São Luís)

4. Progresso do tema relativo as almas dos animais, após Kardec:

Após Kardec, muito se pesquisou sobre essa questão da existência ou não de animais no mundo dos Espíritos e a possibilidade de comunicação entre a alma dos animais e os homens.


Um grande pesquisador foi Ernesto Bozzano, italiano (1862 à 1943), que se tornou espírita em 1891 e fez diversas pesquisas e experiências. Ele escreveu o livro ´Os Animais tem Alma?’, onde relata 130 casos de manifestações de assombração, aparições e fenômenos supranormais com animais.

Ele trata diversas abordagens, diversas possibilidades para a aparição de animais, vista por pessoas acordadas, em sonhos.


i. pode ser que a pessoa, o médium que viu o ‘espírito’ do animal, tenha acessado as memórias do dono do animal. Ou seja, acessou as lembranças da pessoa sobre o animalzinho de estimação.


ii. outra possibilidade, é ‘telepatia’ de um encarnado, ou desencarnado, que ‘cria’ fluidicamente a imagem do animal que é visualizado por alguém. Sabemos que o pensamento gera imagens fluídicas. Kardec chamou de fotografia do pensamento.

iii.- Espíritos inferiores, culpados por faltas graves, assumem inconscientemente (ou por hipnose de outro Espírito), a forma de um animal; (licantropia; zoantropia)

iv. psicometria: faculdade de perceber acontecimentos que ocorreram no local. Então, a visão do animal, seria a imagem de um animal que esteve em algum momento, numa ocorrência no local;

v. a existência da alma do animal morto, no local, atuando junto às pessoas, como no caso da cachorrinha do leitor da RE. No livro Nosso Lar, André Luiz fala da existência de animais no plano espiritual, auxiliando os trabalhadores na cidade espiritual, Nosso Lar. Mas não são forma de animais que tenhamos aqui na Terra, enquanto encarnados.

André Luiz, em Evolução em 2 Mundos, fala que os animais após a morte, caem em pesada letargia, semelhante à hibernação, quando não se fazem aproveitados na Espiritualidade, em serviço ao qual se filiam durante certa quota de tempo.

==> Com relação a esses seres tidos como os elementais, temos:

Vianna de Carvalho, em Atualidade do Pensamento Espírita, diz que os elementais são utilizados pelos Espíritos que governam o clima da Terra, e que esses seres habitam os bosques, os campos naturais e as florestas virgens.


Manoel P. Miranda em Loucura e Obsessão, fala que os elementais estão em trânsito evolutivo, mediante as reencarnações entre o psiquismo do Primata homini e o Homo sapiens, ainda destituídos de discernimento, ingênuos e simples.


5. Conclusão


- Como o Espiritismo aborda a questão da alma dos animais, sua encarnação e sua evolução?

==> existe a alma dos animais, que não tem consciência de si, não vivem na erraticidade como os Espíritos, nem participam do planejamento da reencarnação. São conduzidos por Espíritos com essa atribuição.

==> os animais evoluem por força das coisas e não por si próprios. Os mundos mais evoluídos possuem animais mais evoluídos. Com relação à progressão da alma dos animais e sua conexão com os Espíritos, vemos o comentário Kardec à perg. 613:

Quanto às relações misteriosas que existem entre o homem e os animais, isso, repetimos, está nos segredos de Deus, como muitas outras coisas, cujo conhecimento atual nada importa ao nosso progresso e sobre as quais seria inútil determo-nos.

- Kardec não fechou esse assunto, mas as diversas comunicações do século XX falam da evolução do princípio inteligente dos minerais até o homem, e até a angelitude.

- Como o Espiritismo aborda a questão dos elementais?

Como Espíritos antes da fase da humanização, quando ainda não possuem plena consciência de seus atos e estejam no gozo do livre-arbítrio, e atuam nos fenômenos da Natureza, sob a direção de Espíritos mais evoluídos.

5. Comentários do livro Céu Azul – caps. 8 e 9.

6. Prece Final e passes coletivos

7. Avaliação:

11/04/25 - Encontro com 11 jovens. Participaram com empolgação do Quiz (1 grupo de 5 e outro com 6). A maior parte não tem claro os conceitos com relação à alma dos animais. Fomos até a questão xiii. Como semana que vem é feriadão (Semana Santa e Tiradentes) e muitos viajarão, a continuação do tema será em 25/04.

25/04/25 – Encontro com 11 jovens com boa participação. Concluíram o jogo e o roteiro. Encontro conduzido pelo Luiz Henrique.

8. Anexos:

Livro dos Médiuns, 1ª parte, Cap III "Do Maravilhoso e do Sobrenatural"

13. Assim, o Espiritismo não aceita todos os fatos considerados maravilhosos, ou sobrenaturais. Longe disso, demonstra a impossibilidade de grande número deles e o ridículo de certas crenças, que constituem a superstição propriamente dita.


Item 14:

3.º. Muitos fatos são tidos por sobrenaturais, porque não se lhes conhece a causa; atribuindo-lhes uma causa, o Espiritismo os repõe no domínio dos fenômenos naturais.

4.º. Entre os fatos qualificados de sobrenaturais, muitos há cuja impossibilidade o Espiritismo demonstra, incluindo-os em o número das crenças supersticiosas.

5.º. Se bem reconheça um fundo de verdade em muitas crenças populares, o Espiritismo de modo algum dá sua solidariedade a todas as histórias fantásticas que a imaginação há criado.


Livro dos Espíritos

103. Nona classe. Espíritos levianos. – São ignorantes, travessos, irrefletidos e zombeteiros. Metem-se em tudo, a tudo respondem, sem se incomodarem com a verdade. Gostam de causar pequenos desgostos e ligeiras alegrias, de aborrecer, de induzir maliciosamente em erro, por meio de mistificações e de espertezas. A esta classe pertencem os Espíritos vulgarmente tratados de duendes, trasgos, gnomos, diabretes. Acham-se sob a dependência dos Espíritos superiores, que muitas vezes os empregam, como fazemos com os nossos servidores.

Em suas comunicações com os homens, a linguagem de que se servem é, por vezes, espirituosa e faceta, mas quase sempre sem profundidade. Exploram as falhas e o lado ridículo dos homens e das coisas, comentando-os em traços mordazes e satíricos. Se tomam nomes supostos, geralmente é mais por malícia do que por maldade.

- Escala Espírita, item 106 - Sexta classe. Espíritos batedores e perturbadores.

Afiguram-se, mais do que outros, presos à matéria. Parecem ser os agentes principais das vicissitudes dos elementos do globo, quer atuem sobre o ar, a água, o fogo, os corpos duros, quer nas entranhas da terra. Reconhece-se que esses fenômenos não derivam de uma causa fortuita ou física, quando denotam caráter intencional e inteligente. Todos os Espíritos podem produzir tais fenômenos, mas os de ordem elevada os deixam, de ordinário, como atribuições dos subalternos, mais aptos para as coisas materiais do que para as coisas da inteligência; quando julgam úteis as manifestações desse gênero, lançam mão destes últimos como seus auxiliares.


Comentário de Kardec à perg.585:

Os animais, também compostos de matéria inerte e igualmente dotados de vitalidade, possuem, além disso, uma espécie de inteligência instintiva, limitada, e a consciência de sua existência e de sua individualidade. O homem, tendo tudo o que há nas plantas e nos animais, domina todas as outras classes por uma inteligência especial, indefinida, que lhe dá a consciência do seu futuro, a percepção das coisas extra materiais e o conhecimento de Deus.

Os Animais e os Homens (Perguntas 592 a 610)

• 592. Se comparamos o homem e os animais, em relação à inteligência, parece difícil estabelecer a linha de demarcação. Essa linha de demarcação pode ser estabelecida de maneira precisa?

• O homem é um ser à parte. No físico, o homem é como os animais e menos bem provido que muitos dentre eles. Seu corpo se destrói como o dos animais, isto é certo, mas o seu Espírito tem um destino que só ele pode compreender, porque só ele é completamente livre. Reconhecei o homem pela faculdade de pensar em Deus.

609. Uma vez no período da humanidade, conserva o Espírito traços do que era precedentemente, quer dizer: do estado em que se achava no período a que se poderia chamar ante-humano?

“Depende da distância que medeie entre os dois períodos e do progresso realizado. Durante algumas gerações, pode ele conservar vestígios mais ou menos pronunciados do estado primitivo, porquanto nada se opera na Natureza por brusca transição. Há sempre anéis que ligam as extremidades da cadeia dos seres e dos acontecimentos. Aqueles vestígios, porém, se apagam com o desenvolvimento do livre-arbítrio. Os primeiros progressos só lentamente se efetuam, porque ainda não têm a segundá-los a vontade. Vão em progressão mais rápida, à medida que o Espírito adquire mais perfeita consciência de si mesmo.”

610. Os Espíritos que disseram que o homem é um ser à parte na ordem da Criação enganaram-se, então?

• Não, mas a questão não havia sido desenvolvida, e há coisas que não podem vir senão a seu tempo. O homem é, de fato, um ser à parte, porque tem faculdades que o distinguem de todos os outros e tem outro destino. A espécie humana é a que Deus escolheu para a encarnação dos seres que podem conhecê-lo.


Perg. 612. Poderia encarnar num animal o Espírito que animou o corpo de um homem?

“Isso seria retrogradar e o Espírito não retrograda. O rio não remonta à sua nascente.”


A Gênese, Cap. XV, itens 45 e 46 - 'Tempestade Aplacada'

Tempestade aplacada.

45. Certo dia, tendo tomado uma barca com seus discípulos, disse-lhes ele: Passemos à outra margem do lago. Partiram então. Durante a travessia, ele adormeceu. — Então, um grande turbilhão de vento se abateu de súbito sobre o lago, de sorte que, enchendo-se d'água a barca, eles se viam em perigo. Aproximaram-se, pois, dele e o despertaram, dizendo-lhe: Mestre, perecemos. Jesus, levantando-se, falou, ameaçador, aos ventos e às ondas agitadas e uns e outras se aplacaram, sobrevindo grande calma. Ele então lhes disse: Onde está a vossa fé? Eles, porém, cheios de temor e admiração, perguntavam uns aos outros: Quem é este que assim dá ordens ao vento e às ondas, e eles lhe obedecem? (S. Lucas, 8:22–25.)

46. Ainda não conhecemos bastante os segredos da natureza para dizer se há ou não inteligências ocultas presidindo à ação dos elementos. Na hipótese de haver, o fenômeno em questão poderia ter resultado de um ato de autoridade sobre essas inteligências e provaria um poder que a nenhum homem é dado exercer. Como quer que seja, o fato de estar Jesus a dormir tranquilamente, durante a tempestade, atesta de sua parte uma segurança que se pode explicar pela circunstância de que seu Espírito via não haver perigo nenhum e que a tempestade ia amainar.

RE, Maio/1865/questões-e-problemas

Resposta de Kardec sobre o relato que um leitor da RE fez, dizendo que a cachorrinha da família, que havia morrido, veio visitá-los de noite:

“Os fatos deste gênero não são ainda bastante numerosos nem suficientemente comprovados para deles deduzir-se uma teoria afirmativa ou negativa. A questão do princípio e do fim do Espírito dos animais apenas começa a surgir, e o fato de que se trata a ela se liga essencialmente. Se não for uma ilusão, pelo menos constata o elo de afinidade que existe entre o Espírito dos animais, ou melhor, de certos animais e o do homem. Aliás, parece positivamente provado que há animais que veem os Espíritos e com estes se impressionam. Temos relatado vários exemplos na Revista, entre outros o do Espírito e o cãozinho, no número de junho de 1860. Se os animais veem os Espíritos, evidentemente não é pelos olhos do corpo. Então, também eles têm uma espécie de visão espiritual.”


“Até agora a Ciência apenas constatou as relações fisiológicas entre o homem e os animais. Ela nos mostra, no físico, todos os elos da cadeia de seres sem solução de continuidade. Entretanto, entre o princípio espiritual dos dois Espíritos havia um abismo. Se os fatos psicológicos, melhor observados, vêm lançar uma ponte sobre esse abismo, será um novo passo para a unidade da escala dos seres e da criação.”


“Não é por meio de sistemas que se poderá resolver esta grave questão, mas pelos fatos. Se deve sê-lo um dia, o Espiritismo, criando a psicologia experimental, é o único que lhe poderá fornecer os meios. Em todo o caso, se existem pontos de contacto entre a alma animal e a alma humana, este não pode ser, no caso da alma animal, senão da parte dos mais adiantados. Um fato importante a constatar é que, entre os seres do mundo espiritual, jamais se fez menção de que existissem Espíritos de animais. Disso pareceria resultar que aqueles não conservam a sua individualidade após a morte e, por outro lado, que a pequena galga, que se teria manifestado, pareceria provar o contrário.”

(Paris, 21 de abril de 1865 ─ Médium, Sr. E. Vézy) Esta noite vou tocar em grave questão, falando-vos das relações que podem existir entre a animalidade e a humanidade. (...) Mas tudo não se limita apenas em crer no progresso incessante do Espírito, embrião na matéria, desenvolvendo-se ao passar pela peneira do mineral, do vegetal, do animal, para chegar à humanimalidade, onde começa a ensaiar-se sozinha a alma que se reencarnará, orgulhosa de sua tarefa, na humanidade. Entre essas diversas fases existem laços importantes, que é necessário conhecer, e que chamarei períodos intermediários ou latentes, porque é aí que se operam as transformações sucessivas. (...)

Entre os animais domésticos e o homem, as afinidades são produzidas pelas cargas fluídicas que vos rodeiam e sobre eles recaem. É um pouco a humanidade que influi sobre a animalidade, sem alterar as cores de uma ou da outra. Daí essa superioridade inteligente do cão sobre o instinto brutal do animal selvagem, e é só a esta causa que poderão ser devidas essas manifestações que vos acabam de ler. Assim, não se enganaram ouvindo um grito alegre do animal reconhecido pelos cuidados de seu dono, vindo, antes de passar ao estado intermediário de um desenvolvimento a outro, trazer-lhe uma lembrança. Assim, a manifestação pode dar-se, mas é passageira, porque o animal, para subir um degrau, necessita de um trabalho latente que aniquile, para todos, qualquer sinal exterior de vida. Esse estado é a crisálida espiritual onde se elabora a alma, perispírito informe, não tendo nenhuma figura reprodutiva de traços, quebrando-se num estado de maturidade, para deixar escapar, nas correntes que a arrastam, os germes de almas que aí eclodem. Assim, ser-nos-ia difícil falar-vos dos Espíritos de animais no espaço, pois não existem, ou antes, sua passagem é tão rápida que é como se fosse nula, e no estado de crisálida eles não poderiam ser descritos.


Já sabeis que nada morre da matéria que sucumbe. Quando um corpo se dissolve, os diversos elementos de que ele é composto reclamam a parte que lhe deram. Oxigênio, hidrogênio, azoto e carbono voltam ao seu foco primitivo para alimentar outros corpos. Dá-se o mesmo com a parte espiritual: Os fluidos organizados espirituais, à passagem, tomam cores, perfumes, instintos, até a constituição definitiva da alma.

Comentário de Kardec:

Quando tivermos reunido documentos suficientes, resumilos-emos num corpo de doutrina metódico, que será submetido ao controle universal. Até lá são apenas balizas postas no caminho, para clareá-lo.

Evolução em 2 Mundos – Cap 12 – André Luiz

“Em relação ao homem, os mamíferos que se ligam a nós outros por extremos laços de parentesco, em se desencarnando, agregam-se aos ninhos em que se lhes desenvolvem os companheiros e, qual ocorre entre os animais inferiores, nas múltiplas faixas evolutivas em que se escalonam, não possuem pensamento contínuo para a obtenção de meios destinados à manutenção de nova forma. (...)

Em razão disso, efetuada a histólise dos tecidos celulares, nos sucessos recônditos da morte física, dilata-se-lhes o período de vida latente, na esfera espiritual, onde, com exceção de raras espécies, se demoram por tempo curto, incapazes de manobrar os órgãos do aparelho psicossomático que lhes é característico, por ausência de substância mental consciente.

Quando não se fazem aproveitados na Espiritualidade, em serviço ao qual se filiam durante certa quota de tempo, caem, quase sempre de imediato à morte do corpo carnal, em pesada letargia, semelhante à hibernação, acabando automaticamente atraídos para o campo genésico das famílias a que se ajustam, retomando o organismo com que se confiarão a nova etapa de experiência, com os ascendentes do automatismo e do instinto que já se lhes fixaram no ser, e sofrendo, naturalmente, o preço hipotecável aos valores decisivos da evolução.”


RE Mar/1860 > Ditados espontâneos > Perguntas sobre o gênio das flores

(Quem responde é São Luís)

2. ─ Esse Espírito chama-se Hettani. Como tem um nome, se jamais encarnou? ─ É uma ficção. O espírito não preside, de maneira particular, à formação das flores. O espírito elementar, antes de passar à série animal, dirige sua ação fluídica para a criação vegetal. Esse ainda não encarnou; não age senão sob a direção de inteligências mais elevadas, que já viveram o bastante para adquirir o conhecimento necessário à sua missão. Foi um desses que se comunicou. Ele vos fez uma mistura poética da ação de duas classes de Espíritos que atuam na criação vegetal.

4. ─ Assim, o Espírito que se comunicou não é o que habita e anima a flor? ─ Não, não. Eu vo-lo disse claramente: ele guia.

6. ─ O espírito que dá vida às plantas e às flores, tem um pensamento e a compreensão de seu Eu? ─ Nenhum pensamento e nenhum instinto.

Nosso Lar, André Luiz/Chico Xavier, Cap. 50

“- Não só o homem pode receber fluidos e emiti-los. As forças naturais fazem o mesmo, nos reinos diversos em que se subdividem. Para o caso do nosso enfermo, precisamos das árvores. Elas nos auxiliarão eficazmente.” (Narcisa)


“Narcisa chamou alguém, com expressões que eu não podia compreender. Daí a momentos, oito entidades espirituais atendiam-lhe ao apelo. (...) Devidamente informada pelos amigos, que me eram totalmente estranhos, a enfermeira explicou:

- São servidores comuns do reino vegetal, os irmãos que nos atenderam.”



Atualidade do Pensamento Espírita, Vianna de Carvalho, perg. 63

O Espiritismo ensina que os Espíritos governam o clima da Terra utilizando para isso Entidades - os elementais da Teosofia - as quais, segundo algumas fontes, habitam os bosques, os campos naturais e as florestas virgens. Haverá alguma relação entre desmatamento, seca e elementais ? Em caso afirmativo, para onde vão esses Espíritos quando se dá o desmatamento?

(...) “Naturalmente, essas Entidades, que são orientadas pelo Espíritos Superiores, como ainda não dispõem de discernimento, porque não adquiriram a faculdade de pensar, são encaminhadas a outras experiências evolutivas, de forma que não se lhes interrompa o processo de desenvolvimento.”

Loucura e Obsessão, Manoel P. Miranda, cap. 9

“Na cultura religiosa do passado e do presente encontraremos esses seres sob a denominação de devas, elementais, fadas, gênios, silfos, elfos, djins, faunos... (...) Os cabalistas também classificaram os elementais mais evoluídos, encarregados do Ar, da Terra, do Fogo e da Água, respectivamente de Gnomos, Sílfides, Salamandras e Ondinas...”

“Não atribuindo a esses seres um critério excepcional na ordem da Criação, sabemos que estão em trânsito evolutivo, mediante as reencarnações entre o psiquismo do Primata homini e o Homo sapiens, ainda destituídos de discernimento, ingênuos e simples na sua estrutura espiritual íntima e que são utilizados pelos Espíritos, encarnados ou não, para uma ou outra atividade, conforme nos tem demonstrado a experiência neste campo.”