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domingo, 22 de setembro de 2024

Lei de Justiça, Amor e Caridade

Casa Espírita Missionários da Luz - DIJ – Mocidade > 14 anos – 13/09/2024


Tema: Lei de Justiça, Amor e Caridade

Objetivos:

  • Perceber que todos os homens possuem o sentimento de justiça e que o progresso moral desenvolve esse sentimento;

  • Entender justiça como cada um respeitar os direitos dos demais;

  • Refletir sobre a base da justiça, segundo a lei natural, conforme o ensino de Jesus: Queira cada um para os outros o que quereria para si mesmo."

Bibliografia:

- O Livro dos Espíritos, Cap. XI, 3ªParte: Pergs. 873 à 879;

- Evang.Seg.Espiritismo, Cap XI “Amar ao Próximo como a si mesmo”, itens 1 à 4.

http://dij-cemil.blogspot.com/search/label/Justi%C3%A7a%20e%20Direito%20Naturais

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Material: 4 cópias do trecho do ESE; um exemplar de O LE.

Procedimentos:

  1. Hora da novidade, exercícios de respiração profunda e prece inicial.

  2. Motivação inicial:

Pedir 4 voluntários para leitura/interpretação do trecho de Mateus, 18:23 a 35, no cap. XI do ESE, item 3. (Personagens do trecho: i.Narrador (Jesus); ii. Rei; iii. Devedor 1; iv. Devedor 2)


  1. Desenvolvimento:

Nosso assunto hoje é a Lei de Justiça, Amor e Caridade, que está no final da 3a.parte do Livro dos Espíritos, Das Leis Morais.

Vamos começar a reflexão, dividindo a turma em 2 subgrupos para estudarem o ensino de Jesus nessa parábola dos Credores e Devedores.

- Perante a lei civil da época, o Devedor 1 estava errado em cobrar ao Devedor 2?

- Perante a Lei de Deus qual a diferença entre o Rei (credor do Devedor 1) e o Devedor 1 (credor do Devedor 2)?

- Qual o ensino de Jesus ao contar essa parábola?

- Apresentação dos subgrupos.

==> Tem situações, que a gente fica em dúvida sobre o que deve ou não fazer. Jesus nos orientou com relação a isso, e Kardec colocou essa orientação no ESE, no cap. XI, item 2:

Fazei aos homens tudo o que queirais que eles vos façam, pois é nisto que consistem a lei e os profetas. (Mateus, 7:12.)

Tratai todos os homens como quereríeis que eles vos tratassem. (S. LUCAS, 6:31.)

- Pedir que os 2 subgrupos troquem alguns participantes e discutam a questão:

- Qual a diferença entre fazer aos outros o que queremos para nós, de fazer pra gente o que queremos para os outros?

- apresentação dos grupos.

Kardec tratou essa questão na Perg. 876 do LE. Pedir que um dos jovens leia só a perg:

Posto de parte o direito que a lei humana consagra, qual a base da justiça, segundo a lei natural?

==> vemos aqui que a lei humana, no caso da parábola, dava ao Devedor 1, o direito de cobrar sua dívida ao Devedor 2.

Como vemos que a lei humana, mutável pela inferioridade moral dos homens, nem sempre está de acordo com a Lei de Deus, então Kardec pergunta, como saber se mesmo estando de acordo com a lei humana, se estamos de acordo com a lei divina.

E os Espíritos respondem: (pedir que o jovem leia a resposta)

“Disse o Cristo: Queira cada um para os outros o que quereria para si mesmo. No coração do homem imprimiu Deus a regra da verdadeira justiça, fazendo que cada um deseje ver respeitados os seus direitos. Na incerteza de como deva proceder com o seu semelhante, em dada circunstância, trate o homem de saber como quereria que com ele procedessem, em circunstância idêntica. Guia mais seguro do que a própria consciência não lhe podia Deus haver dado.”

==> então o Devedor 1, mesmo estando no direito da lei civil, deveria agir como o Rei agiu para com ele. Como ele foi perdoado numa quantia enorme, deveria perdoar seu devedor, que devia uma quantia mínima, perto da dívida que ele tinha para com o Rei.

==> lembramos da oração que Jesus nos ensinou, que diz: “Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”.

- ler o comentário de Kardec nessa perg. 876:

“Efetivamente, o critério da verdadeira justiça está em querer cada um para os outros o que para si mesmo quereria, e não em querer para si o que quereria para os outros, o que absolutamente não é a mesma coisa. Não sendo natural que haja quem deseje o mal para si, desde que cada um tome por modelo o seu desejo pessoal, é evidente que nunca ninguém desejará para o seu semelhante senão o bem. Em todos os tempos e sob o império de todas as crenças, sempre o homem se esforçou para que prevalecesse o seu direito pessoal. A sublimidade da religião cristã está em que ela tomou o direito pessoal por base do direito do próximo.”


Justiça humana (falível) x Justiça Divina (imutável)

- Qual outro aspecto interessante podemos identificar com relação à diferença entre a lei humana, falha, e a lei de Deus, sábia, justa, benevolente, imutável?

Quem pode dar um exemplo? ==> complementar as respostas com os exemplos: pena de morte, aborto, eutanásia, por exemplo. Legal em alguns países e ilegal perante a lei de Deus e também ilegal em outros países.

- Olhando a história, vemos que as leis humanas mudam conforme as sociedades vão progredindo. O que era legal num século, pode ser considerado um crime num século seguinte.

Justiça Humana: Sociedade x Justiça Divina: nível de consciência

- Outro ponto é que as leis sociais só regulam questões relativas à vida na sociedade. Mas tem coisas que estão no âmbito interno da família, e também questões íntimas nossas, que só nossa consciência pode avaliar.

“..é certo que, na vida particular, há uma imensidade de atos unicamente da alçada do tribunal da consciência.” (LE, perg.875)

Ex.: traição (nos relacionamentos, na amizade, nos contratos, etc), mentira, calúnia, etc.

Senso de Justiça x Desenvolvimento Moral

==> O sentimento de justiça varia de acordo com o desenvolvimento moral da pessoa.

Assim, existem diversos níveis desse senso de justiça, que depende do amadurecimento moral de cada um: (perg. 873 do LE)

a)    Tem pessoas que acham que se é legal, é justo.

b)    Outros, pesam que mesmo sendo legal, não é certo (senso de dever).

c)    Alguns poucos, já possuem senso cósmico – justiça de Deus.

- Pedir que um jovem lei a perg. 879 do LE:

Qual seria o caráter do homem que praticasse a justiça em toda a sua pureza?

“O do verdadeiro justo, a exemplo de Jesus, porquanto praticaria também o amor do próximo e a caridade, sem os quais não há verdadeira justiça.”

==> no LE o nome da lei é Justiça, Amor e Caridade. Sem amor e sem caridade, não há a verdadeira justiça.

  1. Fixação do Conteúdo:

Contar a trama do livro Renúncia, de Emmanuel/Chico Xavier, que se passou na França, no século XVII:

Eram duas amigas Madalena e Suzana. Madalena era de família em decadência financeira, e Suzana era de família rica.

Suzana tinha um primo, Cirilo, de quem gostava desde a adolescência. Porém, Cirilo e Madalena se conheceram numa festa e se apaixonaram. Quando Suzana soube ficou arrasada e com muito ódio de Madalena, que nunca soube dessa paixão de Suzana por Cirilo.

Antero, um primo de Madalena que morava com a família, era apaixonado por ela e também ficou muito chateado com o romance dela com Cirilo.

Cirilo e Madalena se casaram.

Naquela época, a América, colônia inglesa, era um local de muitas oportunidades de riqueza, e a família de Cirilo, que passava muitas dificuldades financeiras, decidiu se mudar para lá. Como o filho mais velho, ele foi conduzido por deveres filiais, a acompanhar a família nessa jornada.

Madalena não pode acompanhar o marido, pois a mãe dela estava muito doente, e ela precisava cuidar da mãe. Então, o casal se separou logo após o casamento.

Suzana foi para a cidade de Blois, na França, onde vivia seu pai.

Madalena ficou cuidando dos pais em Paris, e Cirilo viajou para a América com a família.

A mãe de Madalena morreu pouco depois. Na sequência começou uma grande epidemia de varíola na França. Milhares de pessoas morreram, pois não se conheciam métodos para conter a doença. O pai de Madalena pegou a doença e morreu, e logo depois, Madalena também adoeceu gravemente ficando sob os cuidados do primo Antero.

Sabendo da doença de Madalena, Suzana foi a Paris para se inteirar do que acontecia. Encontrou Madalena a beira da morte, e vendo a confusão que se estabelecera na cidade devido ao grande número de mortes, combinou com Antero forjarem a morte de Madalena na epidemia e inventarem a notícia do naufrágio do navio que levava Cirilo e família para a América.

Assim, Antero viajaria para a Espanha com Madalena, onde poderiam se casar, e Suzana viajaria com o pai para a América, onde poderia se casar com Cirilo.

E assim, os dois executaram esse plano sinistro.

Madalena custou para se recuperar, e ficou com algumas sequelas da doença, porém não perdeu a filhinha que estava em gestação. Nasceu Alcíone, a heroína dessa história. Junto com Antero elas se mudaram para a Espanha onde viveram até Alcíone completar 18 anos. Madalena nunca aceitou casar-se com o primo, mantendo-se fiel ao marido que julgava falecido. Antero morreu alguns anos após a mudança para a Espanha.

Alcíone e a mãe, viveram sempre com muitas dificuldades financeiras e resolveram retornar à Paris.

Como Madalena piorou muito seu estado de saúde na viagem para a França, Alcíone precisou buscar trabalho para manter a mãe. Em Paris, Alcíone se empregou como governanta na casa de uma família rica, que tinha recém chegado da América, pois a filha adolescente tinha problemas de saúde.

Tomando contato com as informações dessa família, Alcíone percebeu que o marido, Cirilo, era seu pai, e a adolescente, sua meia irmã. A esposa e mãe, era Suzana.

==> O que vocês acham que seria justo fazer depois dessa descoberta de Alcíone?

- se revelar como filha de Cirilo, exigindo seus direitos legais e apoio a sua mãe extremamente doente?

- o que aconteceria com a família de Suzana se a verdade viesse à tona?

- como ficaria Madalena ao saber que havia sido enganada e sofreu todos aqueles anos sozinha, criando a filha?

==> Lembrar que a lei de justiça divina é também de amor e de caridade.

- Deixar que o grupo reflita sobre o que manda a lei divina nesse caso, relatando depois que Alcíone nunca contou a ninguém esse segredo.

- Convidar os jovens a lerem esse romance para conhecerem os desdobramentos dessa história.

  1. Prece final

  2. Avaliação:

Encontro com 3 jovens. O tema foi desenvolvido com conversas mas não deu muita energia. Foi feita a leitura dos personagens no início, mas não foi feito trabalho em grupo. Foi contada a história de Renúncia no fim.

  1. ANEXOS

Texto do ESE, Cap. XI, item 3.

Narrador (Jesus):

O reino dos céus é comparável a um rei que quis tomar contas aos seus servidores. – Tendo começado a fazê-lo, apresentaram-lhe um que lhe devia dez mil talentos. – Mas, como não tinha meios de os pagar, mandou seu senhor que o vendessem a ele, sua mulher, seus filhos e tudo o que lhe pertencesse, para pagamento da dívida. – O servidor, lançando-se-lhe aos pés, o conjurava, dizendo:

Devedor 1:

“Senhor, tem um pouco de paciência e eu te pagarei tudo”

Narrador (Jesus):

– Então, o senhor, tocado de compaixão, deixou-o ir e lhe perdoou a dívida. – Esse servidor, porém, ao sair encontrando um de seus companheiros, que lhe devia cem dinheiros, o segurou pela goela e, quase a estrangulá-lo dizia:

Devedor 1:

“Paga o que me deves.”

Narrador (Jesus):

– O companheiro, lançando-se-lhe aos pés, o conjurava, dizendo:

Devedor 2:

“Tem um pouco de paciência e eu te pagarei tudo:

Narrador (Jesus):

– Mas o outro não quis escutá-lo; foi-se e o mandou prender, para tê-lo preso até pagar o que lhe devia.

Os outros servidores, seus companheiros, vendo o que se passava, foram, extremamente aflitos, e informaram o senhor de tudo o que acontecera. – Então, o senhor, tendo mandado vir à sua presença aquele servidor, lhe disse:

Rei:

“Mau servo, eu te havia perdoado tudo o que me devias, porque mo pediste. – Não estavas desde então no dever de também ter piedade do teu companheiro, como eu tivera de ti?”

Narrador (Jesus):

E o senhor, tomado de cólera, o entregou aos verdugos, para que o tivessem, até que ele pagasse tudo o que devia.

É assim que meu Pai, que está no céu, vos tratará, se não perdoardes, do fundo do coração, as faltas que vossos irmãos houverem cometido contra cada um de vós. (S. MATEUS, 18:23 a 35.)

terça-feira, 13 de setembro de 2022

Lei de Justiça, Amor e Caridade

                                                 Casa Espírita Missionários da Luz

DIJ – Mocidade > 14 anos – 09/09/2022

Tema: Lei de Justiça, Amor e Caridade

Objetivos:

  • Perceber que não é possível ser justo sem ser caridoso e sem amar;

  • Identificar o verdadeiro significado de “caridade”;

  • Perceber que somente evoluiremos se tivermos a “caridade” por norma de conduta;

  • Identificar na Benevolência, Indulgência e Perdão, as virtudes que resumem todos os deveres de caridade para com o próximo, conforme Jesus (LE, perg. 886).

Bibliografia:

O Livro dos Espíritos, pergs. 629, 630, 642 e 643, 886 à 888, 879, 918.

Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. X itens 14 e 16, Cap. XI item 4, Cap. XIII item 5, Cap.XV item 5.

Material: Exemplar do Evangelho Seg.Espiritismo; tiras de papel e lápis, para serem distribuídos aos jovens na atividade de fixação; 3 cartões sendo um para cada virtude da Caridade (Benevolência, Indulgência, Perdão); 3 cartões sendo um para cada potência de nossa relação com o próximo (Sentir, Pensar, Agir).


Procedimentos:

  1. Hora da novidade, exercícios de respiração profunda e prece inicial.

  2. Motivação inicial:

- Pedir que um dos jovens leia o Evangelho, no trecho do 'Óbolo da Viúva”

O ÓBOLO DA VIÚVA

“Estando Jesus sentado defronte do gazofilácio, a observar de que modo o povo lançava ali o dinheiro, viu que muitas pessoas ricas o deitavam em abundância. – Nisso, veio também uma pobre viúva que apenas deitou duas pequenas moedas do valor de dez centavos cada uma. – Chamando então seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta pobre viúva deu muito mais do que todos os que antes puseram suas dádivas no gazofilácio; – por isso que todos os outros deram do que lhes abunda, ao passo que ela deu do que lhe faz falta, deu mesmo tudo o que tinha para seu sustento. (S. MARCOS, 12:41 a 44; S. LUCAS, 21:1 a 4.)” (Evang.Seg.Espiritismo, Cap.XIII, item 5)

- Perguntar ao grupo: O que podemos perceber com esse trecho do Evangelho?

==> que a caridade real é tão importante, que Jesus fez questão de chamar atenção ao conceito.

- Porque Jesus observava o modo como as pessoas faziam as doações?

==> porque mais importante do que se faz, ou o que se dá, é o estado de espírito de quem doa, o sentimento que vai em seu coração.


  1. Desenvolvimento:

- Normalmente, o que entendemos por “caridade”?

==> ajudar a quem precisa de ajuda material. Esse conceito está nos dicionários. Se fosse assim, os países ricos não precisariam fazer a caridade, né?

- O que é afinal, a caridade? ==> depois das respostas, ver no LE:

Perg. 886. Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus?

“Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas.”

- Mostrar os 3 cartões com cada uma dessas 3 virtudes em cada cartão.



O amor e a caridade são o complemento da lei de justiça, pois amar o próximo é fazer-lhe todo o bem que nos seja possível e que desejáramos nos fosse feito. Tal o sentido destas palavras de Jesus: Amai-vos uns aos outros como irmãos.

A caridade, segundo Jesus, não se restringe à esmola, abrange todas as relações em que nos achamos com os nossos semelhantes, sejam eles nossos inferiores, nossos iguais, ou nossos superiores. Ela nos prescreve a indulgência, porque de indulgência precisamos nós mesmos, e nos proíbe que humilhemos os desafortunados, contrariamente ao que se costuma fazer. (...) O homem verdadeiramente bom procura elevar, aos seus próprios olhos, aquele que lhe é inferior, diminuindo a distância que os separa.

- é o BIP – benevolência, indulgência, perdão ==> essas são virtudes relacionadas com o próximo.

- De modo geral, como nos relacionamos uns com os outros? Qual é a dinâmica, o processo?

- Propor um exercício de diálogo improvisado: pedir um voluntário e fazer o diálogo com ele (improvisar as falas de acordo com o jovem que se candidatar):

- Oi, fulano! Te vi no último fim de semana, com uma jovem, bem agarradinhos!!!! rsrsrs Sua namorada? (de acordo com a resposta dele, seguir um pouco mais no diálogo).

(ou pedir dois jovens, para fazerem esse diálogo improvisado)

- Vamos, então, analisar esse relacionamento que ocorreu no diálogo. De modo geral, a dinâmica funciona em 3 etapas:

i. recebe o impulso externo (do mundo exterior) e sentimos algo.

ii. refletimos sobre o que recebemos (processo mental).

Iii. respondemos/agimos a partir da conclusão que chegamos.


- Escrever no quadro: Eu e o Próximo



Reflexão (Eu comigo mesmo)

Sentir <==



A sociedade: o próximo

==> Agir


-
Mostrar ao grupo o cartão com o coração desenhado e a palavra SENTIR. Perguntar ao jovem:

==> o que você sentiu com a pergunta que foi feita a você? Teve alguma reação física? Às vezes a gente fica vermelho de vergonha, às vezes treme de raiva… São reações automáticas a partir das emoções que trazemos e nem sempre nos damos conta...

- Mostrar ao grupo o cartão com a cabeça desenhada e a palavra PENSAR. Perguntar ao jovem:

==> o que você pensou com a pergunta que foi feita a você? Com a reflexão, analisamos o que sentimos, percebemos as paixões, e decidimos o que fazer com elas...

- Mostrar ao grupo o cartão com a mão desenhada e a palavra AGIR. Perguntar ao jovem:

==> qual foi a sua ação/resposta?


- Esse mecanismo acontece o tempo todo. O “agir” de um é o “sentir” do outro, certo? E assim, vamos nos relacionando com os outros todos os dias, em todos os momentos...

Faculdade: Sentir ==> todos os sentidos ou faculdades que uso para perceber o mundo fora de mim

Faculdade: Pensar ==> reflexão que fazemos, com o que recebemos do mundo exterior e os impactos em nosso mundo íntimo.

Faculdade: Agir ==> reação do processamento das informações recebidas: ação


- É igual o `pensar` de todas as pessoas? Não!

- Porque não? ==> porque depende de nosso mundo íntimo; do que realmente somos.

- Nos Espíritos inferiores, o “agir” é “reagir” e, normalmente no mesmo teor do que recebeu (sentiu).

- E nos Espíritos Puros? Como é esse “agir”: é “reagir” no automatismo do BEM...



- Quando falamos que a pessoa é pavio curto, o que queremos dizer? Que ela não usa muito a faculdade do Pensar. Recebe e já devolve!

- Então, quem tem o “pensar” curto, age ou reage? ==> reage

- E quem tem o “pensar” longo? ==> age

- Mas essas ações são sempre boas e as reações sempre ruins? ==> não! Depende do que cada um traz dentro de si; de suas aquisições morais.



==> precisamos desenvolver essas três potências, para evoluirmos: SENTIR, PENSAR, AGIR

Sentir

Percepção

As coisas do mundo me mudam, me fazem movimentar. Me tocam. Me afetam. Não controlo as coisas que vem do mundo externo...

Pensar

Entendimento

Eu me transformo. Analiso e aprendo com o que recebo e tomo decisões. Eu resolvo o que vou devolver pro mundo. Como vou devolver.

Agir

Vontade

Eu mudo o mundo. Minhas ações impactam o mundo.


Sentir: tem um componente de fora; é o mais difícil de trabalhar. Onde ficam as “paixões”? No “Sentir”…

Pensar e agir: depende só de mim.

- O que tem esse processo, essa dinâmica, a ver com a caridade?

“Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas.”

O que vocês acham?

- Analisando os três aspectos de nossa interação com o próximo, quais as virtudes da caridade que devo usar para controlar ou dirigir cada aspecto?

Sentir ==> com o perdão; Pensar ==> com indulgência; Agir ==> com benevolência


Sentir x Perdão

  • receber o julgamento ou as ações do outro, com o filtro do perdão, impedindo que o mal gerado pelo próximo se instale em nosso mundo íntimo. Se o mal se instala em nosso mundo íntimo, respondemos com o mal também!;

  • o perdão só filtra o mal; o bem passa!;

  • com o perdão ficamos invulneráveis ao ataque do mal.

Pensar x Indulgência

  • analisar ou julgar o caráter ou conduta do próximo, com a virtude da Indulgência

  • o indulgente realça a luz do outro e não seus defeitos

  • a indulgência não é cega; vê os defeitos dos outros mas não os realça

  • a indulgência nos auxilia a identificar, reconhecer os nossos próprios defeitos


Agir x Benevolência

  • aqui tem um item que fala do atendimento à carência material;

  • a nossa Vontade deve ser agir no BEM, em todas as circunstâncias;

  • agindo no BEM, transformamos o mundo!

A Caridade, na nossa relação com o próximo, é o exercício dessas três virtudes: benevolência, perdão, indulgência.

- Pedir que um dos jovens leia o Evangelho, Cap. XV, item 5:

“Caridade e humildade, tal a senda única da salvação. Egoísmo e orgulho, tal a da perdição. Este princípio se acha formulado nos seguintes precisos termos: “Amarás a Deus de toda a tua alma e a teu próximo como a ti mesmo; toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos.” E, para que não haja equívoco sobre a interpretação do amor de Deus e do próximo, acrescenta: “E aqui está o segundo mandamento que é semelhante ao primeiro”, isto é, que não se pode verdadeiramente amar a Deus sem amar o próximo, nem amar o próximo sem amar a Deus. Logo, tudo o que se faça contra o próximo o mesmo é que fazê-lo contra Deus. Não podendo amar a Deus sem praticar a caridade para com o próximo, todos os deveres do homem se resumem nesta máxima: FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO.”

==> Caridade é o caminho da “salvação”: aperfeiçoamento espiritual, evolução do Espírito: só com a caridade!

  1. Fixação do conteúdo

Propor a dinâmica: Como despertar o amor em Grupos e Equipes - Por que amo você

Material necessário: Tiras de papel e lápis, para serem distribuídos aos jovens.

Procedimentos:

- Distribuir as tiras de papel e os lápis aos jovens, solicitando que cada qual escreva o seu próprio nome de forma bem legível, e depois dobre o papel.

- Recolher os papéis, misturar e distribuir novamente, pedindo que cada um verifique se não tirou o próprio nome. Em caso positivo, deverá devolver e pegar outro papel.

- Cada jovem deverá ler para si o nome da pessoa que tirou e pensar que qualidades ela tem que você mais admira.

- Iniciar falando “Eu amo {nome do jovem escrito no papel} porque ele tem tais e tais qualidades, etc, etc,” (falar olhando pro jovem ao qual se refere).

==> esse é um exercício para desenvolvermos o olhar indulgente para com todos; realçarmos o bem, as qualidades que todos possuímos.


  1. Conclusão:

LE, perg. 879. Qual seria o caráter do homem que praticasse a justiça em toda a sua pureza?

“O do verdadeiro justo, a exemplo de Jesus, porquanto praticaria também o amor do próximo e a caridade, sem os quais não há verdadeira justiça.”

  1. Prece final

  2. Avaliação:

    Encontro com 5 jovens com participação e interesse. Não fiz a dinâmica de sensibilização pois usei uma situação que um dos jovens trouxe na hora da novidade. Não foi lido o evangelho no final nem feita a dinâmica de fixação. Não usei o quadro. Trabalhei com os cartazes das 3 virtudes e dos 3 aspectos (Sentir, Pensar, Agir), deixando-os afixados na parede.

  3. ANEXOS

Livro dos Espíritos:

Perg. 888. Que se deve pensar da esmola?

“Condenando-se a pedir esmola, o homem se degrada física e moralmente: embrutece-se. Uma sociedade que se baseie na lei de Deus e na justiça deve prover à vida do fraco, sem que haja para ele humilhação. Deve assegurar a existência dos que não podem trabalhar, sem lhes deixar a vida à mercê do acaso e da boa vontade de alguns.”

a) — Dar-se-á reproveis a esmola?

“Não; o que merece reprovação não é a esmola, mas a maneira por que habitualmente é dada. O homem de bem, que compreende a caridade de acordo com Jesus, vai ao encontro do desgraçado, sem esperar que este lhe estenda a mão.

“A verdadeira caridade é sempre bondosa e benévola; está tanto no ato, como na maneira por que é praticado. Duplo valor tem um serviço prestado com delicadeza. Se o for com altivez, pode ser que a necessidade obrigue quem o recebe a aceitá-lo, mas o seu coração pouco se comoverá.

“Lembrai-vos também de que, aos olhos de Deus, a ostentação tira o mérito ao benefício. Disse Jesus: ‘Ignore a vossa mão esquerda o que a direita der.’ Por essa forma, ele vos ensinou a não tisnardes a caridade com o orgulho.

“Deve-se distinguir a esmola, propriamente dita, da beneficência. Nem sempre o mais necessitado é o que pede. O temor de uma humilhação detém o verdadeiro pobre, que muita vez sofre sem se queixar. A esse é que o homem verdadeiramente humano sabe ir procurar, sem ostentação.

“Amai-vos uns aos outros, eis toda a lei, lei divina, mediante a qual governa Deus os mundos. O amor é a lei de atração para os seres vivos e organizados. A atração é a lei de amor para a matéria inorgânica.

“Não esqueçais nunca que o Espírito, qualquer que sejam o grau de seu adiantamento, sua situação como reencarnado, ou na erraticidade, está sempre colocado entre um superior, que o guia e aperfeiçoa, e um inferior, para com o qual tem que cumprir esses mesmos deveres. Sede, pois, caridosos, praticando, não só a caridade que vos faz dar friamente o óbolo que tirais do bolso ao que vo-lo ousa pedir, mas a que vos leve ao encontro das misérias ocultas. Sede indulgentes com os defeitos dos vossos semelhantes. Em vez de votardes desprezo à ignorância e ao vício, instruí os ignorantes e moralizai os viciados. Sede brandos e benevolentes para com tudo o que vos seja inferior. Sede-o para com os seres mais ínfimos da criação e tereis obedecido à lei de Deus.” SÃO VICENTE DE PAULO

Livro dos Espíritos: Caracteres do homem de bem.

918. Por que indícios se pode reconhecer em um homem o progresso real que lhe elevará o Espírito na hierarquia espírita?

“O espírito prova a sua elevação quando todos os atos de sua vida corporal representam a prática da lei de Deus, e quando antecipadamente compreende a vida espiritual.”

O verdadeiro homem de bem é o que pratica a lei de justiça, amor e caridade, na sua maior pureza. Se interrogar a própria consciência sobre os atos que praticou, perguntará se não transgrediu essa lei, se não fez o mal, se fez todo o bem que podia, se ninguém tem motivos para dele se queixar, enfim se fez aos outros o que desejara que lhe fizessem.

Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem contar com qualquer retribuição, e sacrifica seus interesses à justiça.

É bondoso, humanitário e benevolente para com todos, porque vê irmãos em todos os homens, sem distinção de raças, nem de crenças.

Se Deus lhe outorgou o poder e a riqueza, considera essas coisas como UM DEPÓSITO, de que lhe cumpre usar para o bem. Delas não se envaidece, por saber que aquele que lhas deu também lhas pode retirar.

Se sob a sua dependência a ordem social colocou outros homens, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus. Usa da sua autoridade para lhes levantar o moral e não para os esmagar com seu orgulho.

É indulgente para com as fraquezas alheias, porque sabe que também precisa da indulgência dos outros, lembrando-se destas palavras do Cristo: Atire a primeira pedra aquele que estiver sem pecado.

Não é vingativo. A exemplo de Jesus, perdoa as ofensas, para só se lembrar dos benefícios, pois não ignora que, 
como houver perdoado, assim perdoado lhe será.

Respeita, enfim, em seus semelhantes, todos os direitos que as leis da natureza lhes concedem, como quer que os mesmos direitos lhe sejam respeitados.

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Evangelho Segundo o Espiritismo

“ A benevolência para com os seus semelhantes, fruto do amor ao próximo, produz a afabilidade e a doçura, que lhe são as formas de manifestar-se. (Cap. IX, item 6)

“Amar o próximo como a si mesmo: fazer pelos outros o que quereríamos que os outros fizessem por nós”, é a expressão mais completa da caridade, porque resume todos os deveres do homem para com o próximo.” (Cap. XI, item 4)

“A caridade sublime, que Jesus ensinou, também consiste na benevolência de que useis sempre e em todas as coisas para com o vosso próximo. Podeis ainda exercitar essa virtude sublime com relação a seres para os quais nenhuma utilidade terão as vossas esmolas, mas que algumas palavras de consolo, de encorajamento, de amor, conduzirão ao Senhor supremo. (cap. XI, item 14)

“Não é também caridade a indulgência?” (Cap. XV item 15)

“A indulgência não vê os defeitos de outrem, ou, se os vê, evita falar deles, divulgá-los”... “Sede, pois, severos para convosco, indulgentes para com os outros” (Cap. XV, item 16)

No dicionário, temos:

A indulgência é uma qualidade humana bastante louvável, pois representa a bondade e a capacidade de ser tolerante perante às ações ou particularidades das outras pessoas.



quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Lei de Justiça

 Casa Espírita Missionários da Luz – Mocidade > 14 anos – 19/11/2021

Estudo Virtual Google Meet

Tema: Lei de Justiça

Objetivos:

  • Perceber que todos os homens possuem o sentimento de justiça e que o progresso moral desenvolve esse sentimento;

  • Entender justiça como cada um respeitar os direitos dos demais;

  • Refletir sobre a base da justiça, segundo a lei natural, conforme o ensino de Jesus: “Queira cada um para os outros o que quereria para si mesmo.";

  • Refletir que a Justiça de Deus abrange aspectos da vida que as leis sociais não contemplam, pois são do âmbito do tribunal da consciência.


Bibliografia:

O Livro dos Espíritos, Cap. XI, 3ªParte: Pergs. 873 à 879;

Evang.Seg.Espiritismo, Cap XI “Amar ao Próximo como a si mesmo”, itens 1 à 4;

NT, Lucas, 8:1-8 (parábola do juiz injusto);

Libertação, André Luiz/Chico Xavier, caps. 10 e 13 (estudo de caso).

https://www.passatempoespirita.com.br/aulas/aula-121-parabola-do-juiz-iniquo-justica-divina/

Material – Formulário Google de pesquisa de opinião:
https://forms.gle/HyMEvgpHajmtpgS6A

Desenvolvimento:

  1. Hora da novidade, exercícios de respiração lenta e profunda, e prece inicial.

  1. Motivação Inicial:

Colar o link da pesquisa de opinião no chat da sala virtual.

As perguntas são:

  • Você se considera uma pessoa justa?

  • Qual critério você usa para saber se está fazendo justiça?

  • Esse critério está de acordo com a lei de Deus?

  • Qual a base da justiça segundo a lei divina?


  1. Desenvolvimento

Compartilhar a tela com o resultado da pesquisa, sem comentar as respostas.


Vamos ver a resposta de acordo com o LE, na 3a.parte, Das Leis Morais, onde Kardec tratou da Lei de Justiça, Amor e Caridade

875.Como se pode definir a justiça?

“A justiça consiste em cada um respeitar os direitos dos demais.”

Interessante a gente pensar: respeitamos os direitos dos outros ao pensar que agirmos com justiça?

Vocês pensaram em alguma situação específica?

Proposta ao grupo de condução da reflexão:

- fazer uma roda de conversa, onde escolhemos em cada ponto, um de vocês para colocar sua ideia sobre o ponto em discussão, ok?

Como podemos saber quais são os direitos dos outros? O que acham? (sortear um jovem para responder)

Depois das respostas deles, acrescentar que na 873a, temos:

Que é o que determina esses direitos?

-A lei dos Homens e lei de Deus

Qual a diferença entre essas duas leis? Quem pode dar um exemplo? (sortear um jovem para responder)

(pena de morte, aborto, escravidão, etc.: podem ser legais numa sociedade mas são crimes perante a lei divina)

Depois complementar com a resposta da 873a:

- A lei dos homens varia de acordo com o desenvolvimento da civilização. “Nem sempre, pois, é acorde com a justiça o direito que os homens estabelecem.”

(sortear um jovem para responder)

E tem outro ponto: as nossas leis abrangem todos os aspectos da vida? Ou seja, tem alguma coisa que a gente pode fazer que as nossas leis não abrangem?

Se sim, quem dá um exemplo?

==> Quando eu como demais, ou não busco comer alimentos saudáveis, ou costumo beber bebidas alcoólicas, ou não cuido da minha higiene pessoal, ou não faço exercícios físicos regulares, etc, estou prejudicando meu corpo físico.

É contra as nossas leis? Não! É contra a lei natural? SIM!!!

Como os Espíritos responderam a Kardec:

“Ademais, este direito regula apenas algumas relações sociais, quando é certo que, na vida particular, há uma imensidade de atos unicamente da alçada do tribunal da consciência.” (873a)


Exemplo de ensino de Jesus, que Kardec colocou no Cap. IX, Bem-aventurados os brandos e pacíficos, item 3:

Sabeis que foi dito aos antigos: Não matareis e quem quer que mate merecerá condenação pelo juízo. – Eu, porém, vos digo que quem quer que se puser em cólera contra seu irmão merecerá condenação no juízo; que aquele que disser a seu irmão: Raca, merecerá condenado pelo conselho; e que aquele que lhe disser: És louco, merecerá condenado ao fogo do inferno. (S. MATEUS, 5:21 e 22.)


==>
somos responsáveis pelos pensamentos! Podemos agir em desacordo com as leis de Deus pelos pensamentos! Podemos prejudicar a nós próprios, ou a nossos familiares, amigos, sem cometer crime perante as nossas leis.

Então, a Justiça de Deus abrange todos os aspectos de nossas vidas!


  • Qual então, no relacionamento com os outros, a base da justiça segundo a lei divina? (sortear um jovem para responder)

876. Posto de parte o direito que a lei humana consagra, qual a base da justiça, segundo a lei natural?
“Disse o Cristo: Queira cada um para os outros o que quereria para si mesmo. No coração do homem imprimiu Deus a regra da verdadeira justiça, fazendo que cada um deseje ver respeitados os seus direitos. Na incerteza de como deva proceder com o seu semelhante, em dada circunstância, trate o homem de saber como quereria que com ele procedessem, em circunstância idêntica. Guia mais seguro do que a própria consciência não lhe podia Deus haver dado.”

==> Voltando às respostas dadas na pesquisa: alguém responderia diferente depois dessas nossas reflexões?

(sortear um jovem para responder)

E com relação às injustiças, porque vemos tantas injustiças no mundo?

Como vimos na 873a: “Nem sempre, pois, é acorde com a justiça o direito que os homens estabelecem.”

==> como nós somos falhos, imperfeitos, as nossas leis também são, e mesmo nós, avaliamos as questões de forma equivocada porque o egoísmo entra no julgamento que fazemos dos outros.

(sortear um jovem para responder)

Existem então pessoas injustiçadas perante a lei divina?

==> Não! Existem injustiças pela imperfeição de nossas leis, mas não pela lei de Deus.

(sortear um jovem para responder)

Como podemos entender essas injustiças que vemos, perante a lei de Deus?


==> Por outra lei divina: Lei de Liberdade! Livre arbítrio e responsabilidade. Plantamos de forma livre, mas colhemos de acordo com o que plantamos.

Se agimos de forma errada (plantamos) numa encarnação, a colheita, que virá com certeza, pode ser em outra existência.


(sortear um jovem para responder)

O que fazer quando somos injustiçados, e não temos recursos para desfazer a injustiça?

==> orar e confiar que a Justiça de Deus está sempre agindo!

Deus é Justo e BOM!! Infinitamente Justo e Bom! Então, manter a fé, e aceitar, se resignar quando a situação está além de nossa capacidade de ação!

  1. Fixação do Conteúdo:

Vamos ver uma parábola de Jesus, que está em Lucas, 8:1-8:

E contou-lhes também uma parábola sobre o dever de orar sempre, e nunca desfalecer,

Dizendo: Havia numa cidade um certo juiz, que nem a Deus temia, nem respeitava o homem.

Havia também, naquela mesma cidade, uma certa viúva, que ia ter com ele, dizendo: Faze-me justiça contra o meu adversário.

E por algum tempo não quis atendê-la; mas depois disse consigo: Ainda que não temo a Deus, nem respeito os homens, todavia, como esta viúva me molesta, hei de fazer-lhe justiça, para que enfim não volte, e me importune muito.

E disse o Senhor: Ouvi o que diz o injusto juiz. E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele de dia e de noite, ainda que tardio para com eles?

Digo-vos que depressa lhes fará justiça...

==> era uma viúva injustiçada pelo adversário dela, que não tinha outra opção a não ser apelar para o juiz. E o juiz, detinha o poder da lei, mas não era honesto, reto, justo. Acabou fazendo justiça no caso dela, por interesse próprio: para não ser mais importunado por ela.

Como podemos entender esse ensino de Jesus? (sortear um jovem para responder)

==> Jesus nos mostra nessa parábola, que a justiça divina sempre se faz presente! Pode demorar, mas não falha! Precisamos ter persistência (a viúva não desistiu de ir lá fazer sua petição), orando e confiando no Juiz Maior que é Deus!

Estudo de caso: (relatado por André Luiz, em Libertação)

Vamos ver um caso onde vemos a Justiça de Deus e a dos homens, agindo.

No século XIX, um homem era proprietário de extensa faixa de terra e se orgulhava da posição de senhor de dezenas de escravos. 

Jorge era um dos escravos desse homem, embora tivesse nascido quase sob o mesmo teto. Era escravo e irmão consanguíneo, embora de outra mãe, também escrava. 
O homem nunca aceitou esse fato, considerando ultraje ao nome familiar. 

Ambos se tornaram pais; ele teve um filho e Jorge, uma filha. 
O filho do rico ultrajou a filha do escravo e, quando semelhante amargura sobreveio, com escárnio supremo para um lar cativo e triste, o homem tomou medidas condenáveis que culminaram no desespero de Jorge. Ele, desarvorado e semilouco, não somente matou o filho rico do homem, como se suicidou logo depois em dramáticas circunstâncias.

==> O que vemos nessa história real, de um passado não tão distante assim: a escravidão era legal perante as leis da época. Vemos então um drama se desenrolando, em âmbito de relações afetivas/sexuais, que gerou graves consequências: assassinato e suicídio.

100 anos depois, esses Espíritos estão novamente reencarnados, em contato, pela necessidade de reajuste dos dramas do passado.

Jorge era agora, um operário em rude serviço braçal, mal conseguia sustentar dignamente a casa, cuidando da mãe, viúva. 

Ainda assim, Jorge se casou muito cedo, com uma colega de trabalho e teve uma filhinha. 
A vida corria com muitas dificuldades para o lar subalimentado e desprotegido, quando certo crime, constituído de roubo e assassínio, sobreveio na organização em que Jorge trabalhava, e toda a culpa, em face de circunstâncias inextricáveis, recaiu sobre ele. 

Foi para prisão e, sem qualquer recurso para ampará-lo nos interrogatórios a que foi submetido. 
O verdadeiro criminoso que, desfrutava de posição social invejável, nunca foi conhecido pela justiça. 
Jorge sofreu todo gênero de sofrimentos morais e físicos, castigado por um crime que não cometeu. 
Jorge recebeu dolorosa pena, e quando seu corpo vacilava sob maus tratos, sua esposa, conturbada pela necessidade e pelo infortúnio, esqueceu as obrigações de mãe, e se suicidou. 
Torturada por tantas aflições, a mãe de Jorge desencarnou num catre de indigência. 

A filha de Jorge, moça pobre, sem família, é empregada doméstica na casa do mesmo juiz que condenou Jorge pelo crime. 
Esse juiz tem um filho, um pouco mais velho que a moça, e a está assediando, às escondidas da família. 

O desventurado Jorge não resistiu a todos essas dores que envolveu sua família, perturbou-se e enlouqueceu no cárcere, sendo transferido da cela úmida para misérrimo hospício, onde mais se assemelha a um animal encurralado.

==> Que situação dramática dessa família pobre!

Considerando as leis divinas, a justiça de Deus que não falha, como podemos ver a ligação desses personagens dessas duas encarnações? ==> deixar que tentem associar os dramas do século XIX com esse do século XX.

Esse juiz, é o homem rico do século XIX reencarnado. Como teve oportunidade de acolher e ajudar na encarnação do passado e não fez, veio agora com o compromisso de ajudar a Jorge e sua filha.

Vemos que a lei de atração, para o cumprimento dos objetivos reencarnatórios, colocou a moça, filha de Jorge, como doméstica na casa do juiz, para reunião novamente desses Espíritos.

O Filho rico foi leviano, abusando da posição de jovem mulher indefesa e escrava do passado, e foi assassinado por essa conduta.

Nessa encarnação de agora, veio com o compromisso de acolher, respeitar e casar com a mesma jovem que ultrajou antes.

E Jorge, revoltado com a injustiça recebida, se tornou assassino e suicida. Com o erro judiciário dessa nova existência, expiou o crime cometido antes

O juiz, após esse apoio do mentor, que o fez recordar-se dos compromissos anteriores, iria acolher a jovem empregada como protegida sua, como uma filha, ia rever o processo criminal que condenou Jorge e passaria a ser protetor dele e de sua filha.

Vemos que mesmo na injustiça humana, a Justiça divina está em ação, sempre!

  1. Exercício de respiração profunda e pausada, e prece final.

  1. Avaliação

Encontro para 4 jovens com boa participação. 

Não cheguei a falar da parábola; somente do caso relatado por AL.

  1. Anexos

Justiça e direitos naturais.

Livro dos Espíritos:

873. O sentimento da justiça está na natureza, ou é resultado de ideias adquiridas?
“Está de tal modo na natureza, que vos revoltais à simples ideia de uma injustiça. É fora de dúvida que o progresso
moral desenvolve esse sentimento, mas não o dá. Deus o pôs no coração do homem. Daí vem que, frequentemente, em homens simples e incultos se vos deparam noções mais exatas da justiça do que nos que possuem grande cabedal de saber.”

a) —Que é o que determina esses direitos?

“Duas coisas: a lei humana e a lei natural. Tendo os homens formulado leis apropriadas a seus costumes e caracteres, elas estabeleceram direitos que podem ter variado, com o progresso das luzes. Vede se hoje as vossas leis, sem serem perfeitas, consagram os mesmos direitos que as da Idade Média. Entretanto, esses direitos antiquados, que agora se vos afiguram monstruosos, pareciam justos e naturais naquela época. Nem sempre, pois, é acorde com a justiça o direito que os homens estabelecem. Ademais, este direito regula apenas algumas relações sociais, quando é certo que, na vida particular, há uma imensidade de atos unicamente da alçada do tribunal da consciência.”

876. Posto de parte o direito que a lei humana consagra, qual a base da justiça, segundo a lei natural?
“Disse o Cristo: Queira cada um para os outros o que quereria para si mesmo. No coração do homem imprimiu Deus a regra da verdadeira justiça, fazendo que cada um deseje ver respeitados os seus direitos. Na incerteza de como deva proceder com o seu semelhante, em dada circunstância, trate o homem de saber como quereria que com ele procedessem, em circunstância idêntica. Guia mais seguro do que a própria consciência não lhe podia Deus haver dado.”

Efetivamente, o critério da verdadeira justiça está em querer cada um para os outros o que para si mesmo quereria, e não em querer para si o que quereria para os outros, o que absolutamente não é a mesma coisa. Não sendo natural que haja quem deseje o mal para si, desde que cada um tome por modelo o seu desejo pessoal, é evidente que nunca ninguém desejará para o seu semelhante senão o bem. Em todos os tempos e sob o império de todas as crenças, sempre o homem se esforçou para que prevalecesse o seu direito pessoal. A sublimidade da religião cristã está em que ela tomou o direito pessoal por base do direito do próximo.

Libertação, André Luiz/Chico Xavier

Cap.10 – Em Aprendizado

Saldanha, espírito obsessor de Margarida, conta a razão de sua vingança ao mentor espiritual:

– Não propriamente a ela, mas ao pai, juiz sem alma que me devastou o lar. Faz onze anos, precisamente, que a sentença cruel de um magistrado caiu sobre os meus descendentes, exterminando-os...

– Tão logo abandonei o corpo físico, premido por uma tuberculose galopante, revoltado com a pobreza que me lançara à extrema penúria, não pude afastar-me do ambiente doméstico. Minha infortunada Iracema herdou-me um filho querido, a quem não pude legar qualquer recurso apreciável. Jorge e sua genitora passaram, desse modo, a enfrentar dificuldades e aflições que não posso relembrar sem imensa angústia. Operário em rude serviço braçal, meu filho não conseguia sustentar dignamente a casa, definhando-se-lhe a mãezinha em padecimentos continuados e sofridos em silêncio. Ainda assim, Jorge contraiu núpcias, muito cedo, com uma colega de trabalho, que, a seu turno, lhe deu uma filhinha atormentada e sofredora. A vida corria desesperadamente para o lar subalimentado e desprotegido, quando certo crime, constituído de roubo e assassínio, sobreveio na organização em que meu desventurado rapaz trabalhava, e toda a culpa, em face de circunstâncias inextricáveis, recaiu sobre ele. Acompanhei-lhe a prisão imerecida e, sem qualquer recurso para ampará-lo, segui os interrogatórios infernais a que foi submetido, como se fora homicida vulgar. (...) Assisti, por isto, com indescritível terror, aos detestáveis acontecimentos. Humilhado, na minha condição de homem invisível para os encarnados, visitei chefias e repartições, autoridades e guardas, tentando encontrar alguém que me auxiliasse a salvar Jorge, inocente. Identifiquei o verdadeiro criminoso que, ainda agora, desfruta posição social invejável e tudo fiz, sem resultado, por clarear o processo oprobrioso. Meu filho sofreu todo o gênero de atrocidades morais e físicas, castigado por um delito que não cometeu. (...)

– Descrever-lhe o que foi minha dor é alguma coisa de impraticável à capacidade verbal. Jorge recebeu dolorosa pena, quando seu corpo vacilava sob maus tratos, e Irene, minha nora, conturbada pela necessidade e pelo infortúnio, esqueceu as obrigações de mãe, suicidando-se (…) Torturada pelos sucessos aflitivos, minha esposa desencarnou num catre de indigência, (...). Minha neta, hoje menina e moça, mas ameaçada por incerto porvir, atende a serviço doméstico, aqui mesmo nesta casa, onde tresloucado irmão de Margarida procura arrastá-la sutilmente a grave desvio moral. (…)

Meu desventurado Jorge, (...), não resistiu e perturbou-se. Enlouquecendo no cárcere, foi transferido da cela úmida para misérrimo hospício, onde mais se assemelha a um animal encurralado. (…)


Cap. 13 – Convocação Familiar

(Juiz rememora os fatos relativos ao processo criminal de Jorge)

– “Por que razão se detinha – meditava o pai de Margarida – naquele processo liquidado, a seu ver, desde muito, ferindo o próprio coração? Anos haviam transcorrido sobre o crime obscuro, entretanto, o assunto lhe revivia na cabeça, qual se a memória lho impusesse, tirânica e desapiedada, por disco de estranho padecimento moral. Que motivos o levavam a rememorar semelhante peça judiciária com tanta força? Via Jorge, mentalmente, esquecido no abismo da inconsciência e lembrava-lhe as palavras veementes, afirmando inocência. Não conseguia explicar por que fortes razões lhe recolhera a filha, introduzindo-a no próprio lar. (...)

Recordou que o sentenciado perdera a assistência dos melhores amigos e a própria esposa suicidara-se em pleno desespero... No entanto, porque reter-se naquele caso sem importância? Ele, o juiz, chamado a processos incontáveis, apreciara enigmas muito mais intrincados e importantes. Não conseguia, pois, justificar-se, quanto às reminiscências do humilde condenado, réu de crime comum…” (…) 

(Em desdobramento pelo sono, o juiz conversa com o mentor espiritual sobre o caso de Jorge)

– Mas, eu fui o juiz da causa. Consultei os códigos necessários, antes de emitir a sentença. O crime foi averiguado, os laudos periciais e as testemunhas condenaram o réu. (…)


– Ele é, então, inocente? – indagou o interlocutor, exigindo bases sólidas a futuras conclusões.

– Ninguém sofre sem necessidade à frente da Justiça Celeste e tão grande harmonia rege o Universo que os nossos próprios males se transubstanciam em bênçãos. Explicaremos tudo. (…)


Já te auscultei, no entanto, os arquivos mentais e vejo os quadros que o tempo não destrói. No século findo, guardavas o título de posse sobre extensa faixa de terra e orgulhavas-te da posição de senhor de dezenas de escravos que, em maioria reencarnados, atualmente te integram a falange de colaboradores nos trabalhos comuns a que te sentes constrangido pela máquina funcional. A todos eles, deves assistência e carinho, auxílio e compreensão. Nem todos os servos do passado, porém, se confundem no mesmo naipe de relações com o teu espírito.

Alguns se salientaram no drama que viveste e volvem ao teu caminho, impressionando-te o coração. Jorge de hoje era ontem teu escravo, embora nascesse quase sob o mesmo teto que te assinalou os primeiros vagidos. Era teu servidor, perante os códigos terrestres, e irmão consangüíneo, ante as divinas leis, não obstante afagado por outra mãe. Nunca lhe perdoaste semelhante aproximação, considerada em tua casa por aviltante ultraje ao nome familiar. Chegados ambos à tarefa da paternidade, teu filho de ontem e de hoje lhe transviou a filha do pretérito e de agora e, quando semelhante amargura sobreveio, com escárnio supremo para um lar cativo e triste, determinaste medidas condenáveis que culminaram no insofreável desespero de Jorge em outros tempos, o qual, desarvorado e semilouco, não somente roubou a vida ao corpo de teu filho que lhe invadira o santuário doméstico, mas também a própria existência, suicidando-se em dramáticas circunstâncias.

Todavia, nem a dor, nem a morte apagam as aflições da responsabilidade que só o regresso à oportunidade de reconciliação consegue remediar. E aqui te encontras, de novo, diante do condenado, junto do qual sempre te inclinaste à antipatia gratuita, e ao lado da jovem a quem prometeste amparar por filha muito querida ao coração. Trabalha, meu amigo! Vale-te dos anos, porque Alencar e tua pupila serão atraídos à bênção do matrimônio.

Age enquanto podes. Todo bem praticado felicitará a ti mesmo, porquanto outro caminho para Deus não existe, fora do entendimento construtivo, da bondade ativa, do perdão redentor.

Jorge, humilhado e desiludido, apagou o desvario deplorável, suportando inominável martírio moral em poucos anos de acusação indébita e prisão tormentosa, com viuvez, enfermidades e privações de toda a espécie. (...)