Casa Espírita Missionários da Luz - DIJ Mocidade: > 16 anos – 17/07/2026
Tema: Aborto, Pena de Morte e Eutanásia
Objetivos:
Como ficam os Espíritos que desencarnam nessas situações?
Porquê manter a vida cujo corpo não tem condições de recuperação?
Como entender a gravidez em caso de estupro?
Bibliografia:
Sobre o Aborto:
O Livro dos Espíritos, pergs: 132 (obj da encarnação); 166 e 167 (obj da reencarnação), 258 à 269 (Escolha das Provas); 344 à 359 (União da Alma ao Corpo), 880 (direito natural: o de viver); 853 e 859 (hora da morte);
ESE, Cap VIII item 4 “Bem-Aventurados os que têm puro o coração”; cap. X Os Misericordiosos, Itens 11 e 13 (Não julgueis para não serdes julgados);
A Gênese, Cap XI, “Gênese Espiritual”, item 18;
Após a Tempestade. Joanna de Ângelis/Divaldo Franco. Cap. 12 – ‘Aborto delituoso’.
Sobre Eutanásia:
ESE, Cap. V item 28 (eutanásia);
Obreiros da Vida Eterna, André Luiz/Chico Xavier, Caps. 18 e 19 (Desencarnação de Cavalcante).
Sobre a Pena de Morte:
O Livro dos Espíritos, pergs. 760 à 765 (Lei de Destruição – Pena de Morte);
O Céu e o Inferno, 2ª parte, Cap VI - Criminosos arrependidos, 'Verger. Assassino do arcebispo de Paris.' (foi decapitado pela pena de morte);
Quando Voltar a Primavera, “A Lição Difícil” , Amélia Rodrigues/Divaldo P. Franco;
Mateus, 6:14 e 15.
Material: 3 pranchetas, cada uma, com 1 folha com uma das perguntas da motivação inicial, e 1 caneta; Livro dos Espíritos
Desenvolvimento:
Dar as boas vindas ao grupo, hora da novidade, exercícios de respiração profunda.
Prece Inicial.
Motivação: dividir a turma em 3 grupinhos para responderem cada um, uma prancheta com pergunta, dando 5 minutos para que cheguem a uma resposta.
Grupo 1:
Como ficam os Espíritos que desencarnam pela pena de morte?
Grupo 2:
Como ficam os Espíritos que desencarnam por eutanásia?
Grupo 3:
Como ficam os Espíritos quando são abortados?
Discussão dialogada
Falar ao grupo que esses são os 3 temas que vamos conversar hoje são aborto, eutanásia e pena de morte. O estudo desses assuntos estão dentro da Lei de Destruição, uma das leis morais que temos no Livro dos Espíritos.
No final veremos o que vocês responderam, ok?
Nós somos espíritas, sabemos que a morte não é o fim da vida, mas apenas o fim da vida do corpo material, e que todos permanecemos vivos no plano espiritual após a morte do corpo.
Sabemos qual é o objetivo da reencarnação dos Espíritos? Quem gostaria de responder?
==> depois que responderem, complementar com a perg 132 do LE (ou pedir a alguém pra ler)
Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos?
“Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. Para uns, é expiação; para outros, missão. Mas, para alcançarem essa perfeição, têm que sofrer todas as vicissitudes da existência corporal: nisso é que está a expiação. Visa ainda outro fim a encarnação: o de pôr o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação.
==> todos nós, Espíritos, fomos criado por Deus para chegarmos à perfeição e precisamos da encarnação para isso. Então, toda pessoa aqui na Terra tem um objetivo pra estar aqui; um objetivo espiritual.
Em cada reencarnação, vamos caminhando mais um pouco na direção de nosso destino, que é a perfeição.
Na perg. 166, temos (ou pedir a alguém pra ler): Como pode a alma, que não alcançou a perfeição durante a vida corpórea, acabar de depurar-se?
“Sofrendo a prova de uma nova existência.”
Quando cada pessoa nasce, reencarna, e além de seu objetivo da reencarnação, já tem “agendado” a data de retorno, ou seja, a data da morte?
Sim ou não? O que acham?
Tem uma pergunta maravilhosa no LE sobre isso!!
==> Quem quer ler a perg. 853?
853. Algumas pessoas só escapam de um perigo mortal para cair em outro. Parece que não podiam escapar da morte. Não há nisso fatalidade?
“Fatal, no verdadeiro sentido da palavra, só o instante da morte o é. Chegado esse momento, de uma forma ou doutra, a ele não podeis furtar-vos.”
a) — Assim, qualquer que seja o perigo que nos ameace, se a hora da morte ainda não chegou, não morreremos?
“Não; não perecerás e tens disso milhares de exemplos. Quando, porém, soe a hora da tua partida, nada poderá impedir que partas. Deus sabe de antemão de que gênero será a morte do homem e muitas vezes seu Espírito também o sabe, por lhe ter sido isso revelado, quando escolheu tal ou qual existência.”
E no fim da resposta à perg. 859, temos:
“A fatalidade, verdadeiramente, só existe quanto ao momento em que deveis aparecer e desaparecer deste mundo.”
Então, ficamos pensando….
Quem foi abortado, sofreu a pena de morte, ou a eutanásia, morreram na hora certa?
==> Claro que não!
==> Da mesma forma que o suicídio não estava no planejamento da encarnação!
==> São efeitos do uso do nosso livre arbítrio! E teremos que dar conta a nossa consciência cada vez que agimos em desacordo com as leis de Deus.
Reflexões em grupos
Com essa introdução, já sabendo que todos temos um objetivo na reencarnação e uma data prevista, dentro do planejamento reencarnatório, para o retorno, vamos voltar nos 3 grupinhos para refletirmos sobre esses 3 assuntos.
==> dar a cada grupo nova pergunta relacionada ao mesmo tema da pergunta inicial:
Grupo 1:
Disse Jesus: Quem matou com a espada, pela espada perecerá. Essas palavras não consagram a pena de talião e, assim, a morte dada ao assassino não constitui uma aplicação dessa pena?
Grupo 2:
Um homem está agonizante, presa de cruéis sofrimentos. Sabe-se que seu estado é desesperador. Será lícito pouparem-se-lhe alguns instantes de angústias, apressando-se-lhe o fim? Que mal poderia causar ao doente essa antecipação da morte, com vistas a livrá-lo do sofrimento?
Grupo 3:
No LE as perg. 358 e 359 são bem claras:
358: Constitui crime a provocação do aborto, em qualquer período da gestação?
Há crime sempre que transgredis a lei de Deus. Uma mãe, ou quem quer que seja, cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu nascimento, por isso que impede uma alma de passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo que se estava formando.
359: Dado o caso que o nascimento da criança pusesse em perigo a vida da mãe dela, haverá crime em sacrificar-se a primeira para salvar a segunda?
Preferível é se sacrifique o ser que ainda não existe a sacrificar-se o que já existe.
Pergunta ao grupo:
E quando é uma pré-adolescente que sofre abuso sexual e engravida? Ainda assim o aborto é um crime pela lei divina?
Respostas dos grupos
Grupo 1:
LE, perg. 764. Disse Jesus: Quem matou com a espada, pela espada perecerá. Essas palavras não consagram a pena de talião e, assim, a morte dada ao assassino não constitui uma aplicação dessa pena?
“Tomai cuidado! Tendes-vos enganado a respeito dessas palavras, como acerca de muitas outras. A pena de talião é a justiça de Deus. É Deus quem a aplica. Todos vós sofreis essa pena a cada instante, pois que sois punidos naquilo em que haveis pecado, nesta existência ou em outra. Aquele que foi causa do sofrimento para seus semelhantes virá a achar-se numa condição em que sofrerá o que tenha feito sofrer. Este o sentido das palavras de Jesus. Mas não vos disse ele também: Perdoai aos vossos inimigos? E não vos ensinou a pedir a Deus que vos perdoe as ofensas como houverdes vós mesmos perdoado, isto é, na mesma proporção em que houverdes perdoado? Compreendei-o bem.”
Grupo 2
Evang.Seg.Espiritismo, Cap V
28. Um homem está agonizante, presa de cruéis sofrimentos. Sabe-se que seu estado é desesperador. Será lícito pouparem-se-lhe alguns instantes de angústias, apressando-se-lhe o fim?
Quem vos daria o direito de prejulgar os desígnios de Deus? Não pode ele conduzir o homem até à borda do fosso, para daí o retirar, a fim de fazê-lo voltar a si e alimentar ideias diversas das que tinha? Ainda que haja chegado ao último extremo um moribundo, ninguém pode afirmar com segurança que lhe haja soado a hora derradeira. A ciência não se terá enganado nunca em suas previsões?
Sei bem haver casos que se podem, com razão, considerar desesperadores; mas, se não há nenhuma esperança fundada de um regresso definitivo à vida e à saúde, existe a possibilidade, atestada por inúmeros exemplos, de o doente, no momento mesmo de exalar o último suspiro, reanimar-se e recobrar por alguns instantes as faculdades! Pois bem: essa hora de graça, que lhe é concedida, pode ser-lhe de grande importância. Desconheceis as reflexões que seu Espírito poderá fazer nas convulsões da agonia e quantos tormentos lhe pode poupar um relâmpago de arrependimento.
O materialista, que apenas vê o corpo e em nenhuma conta tem a alma, é inapto a compreender essas coisas; o espírita, porém, que já sabe o que se passa no além-túmulo, conhece o valor de um último pensamento. Minorai os derradeiros sofrimentos, quanto o puderdes; mas, guardai-vos de abreviar a vida, ainda que de um minuto, porque esse minuto pode evitar muitas lágrimas no futuro. (S. Luís, Paris, 1860)
Grupo 3
Vocês acham que o Espírito reencarnante vem por acaso? Que não está associado à mãe? Ao pai?
Diz Joanna:
“Nenhum processo reencarnatório resulta da incidência casual de fatores que impelem os gametas à fecundação extemporânea. Se assim fora, resultaria permissível ao homem aceitar ou não a conjuntura. (...)”
(Após a Tempestade. Joanna de Ângelis/Divaldo Franco. Cap. 12 – Aborto delituoso )
Uma reflexão interessante é:
- sabendo que o Espírito sabe em qual contexto está reencarnando, e que o Espírito escolhe, participa do planejamento de sua encarnação (em sua grande maioria)
==> Então, porque um Espírito escolheria reencarnar através de uma gestação resultado de estupro?
==> Vocês já pensaram nisso? Em qual situação, você sendo espírito desencarnado, faria essa escolha? (incentivar a reflexão)
- Poderíamos pensar em 2 possibilidades….
1ª – Espírito que fez muitos abortos (gestante ou aborteira) em encarnações passadas e escolhe essa experiência, onde a possibilidade de ser abortado existe. Para aprender a valorizar a vida, e vivenciar a dor de ser expulso do útero.
2ª – Espírito do BEM, que por missão, por amor, resolve vir demonstrar, caso o aborto não se concretize, como o AMOR sempre vence! Imagine ter um filho (mesmo vindo nessas condições) para o qual você tem um grande amor e igualmente se sente amada?
Como saber quem é o Espírito que está reencarnando, né? E isso importa?
== > o que importa é que é um Espírito, como você, como todos nós, que precisa da reencarnação!
Voltando às perguntas iniciais
Vamos então ver as respostas de vocês, sobre a situação dos Espíritos após terem sido expulsos do corpo.
Grupo 1:
Como ficam os Espíritos que desencarnam pela pena de morte?
==> depende da situação moral de cada um. Se arrependidos, se resignados com a situação em que se encontram, sofrem a perturbação pela saída brusca do corpo e são acolhidos pelos Espíritos amigos, ou sofrem a perseguição daqueles que foram suas vítimas, caso não tenha sido perdoado por elas.
O livro O Céu e o Inferno, na 2ª parte, onde traz casos da situação dos Espíritos após a morte, tem o caso do Espírito Verger, que foi condenado à morte por decapitação, por ter assassinado o arcebispo de Paris 3 de janeiro de 1857. Na França, tinha pena de morte na época de Kardec.
Verger se sentia preso ao corpo, confuso, não sabia ao certo se tinha morrido. Tinha medo de encontrar o arcebispo e ser assassinado por ele. Totalmente confuso.
Ele falou:
“Estou louco, afirmo-vos, pois vejo meu próprio corpo de um lado e minha cabeça do outro... e no entanto parece-me que estou vivo, (...)... Sinto mesmo o frio de uma faca caindo sobre o meu pescoço... mas é o medo que tenho de morrer.... parece-me que vejo inúmeros Espíritos à minha volta, me olhando com compaixão... eles conversam comigo, mas não os compreendo.”
==> apesar de ser um assassino, saber que ia ser decapitado, estava confuso, mas estava com Espíritos que o olhavam com compaixão. Kardec colocou essa comunicação com Verger no capítulo dos Criminosos Arrependidos.
Grupo 2:
Como ficam os Espíritos que desencarnam por eutanásia?
==> sempre depende da situação moral, de consciência de cada um.
==> temos um caso relatado pelo Espírito André Luiz, pelo Chico Xavier, onde relata:
– A carga fulminante da medicação de descanso, por atuar diretamente em todo o sistema nervoso, interessa os centros do organismo perispiritual. Cavalcante permanece, agora, colado a trilhões de células neutralizadas, dormentes, invadido, ele mesmo, de estranho torpor que o impossibilita de dar qualquer resposta ao nosso esforço.
Somente nos foi possível a libertação do recém-desencarnado quando já haviam transcorrido vinte horas, após serviço muito laborioso para nós. Ainda assim, Cavalcante não se retirou em condições favoráveis e animadoras. Apático, sonolento, desmemoriado, foi por nós conduzido ao asilo de Fabiano, demonstrando necessitar maiores cuidados. (Obreiros da Vida Eterna, Cap. 18)
Grupo 3:
Como ficam os Espíritos quando são abortados?
==> na literatura espírita vemos diversos casos de aborto, que infelizmente ainda acontece muito na nossa sociedade, no nosso planeta. Muitas vezes são gerados casos de obsessão pelo Espírito abortado, às vezes o ódio dele é tanto, que gera hemorragia na gestante que acaba desencarnando também. Se for um Espírito mais evoluído, perdoa e segue adiante, aguardando nova oportunidade de reencarnação.
Conclusão
Como disse São Luís, nós somos espíritas! Em todas as situações devemos pensar no Espírito imortal, na continuidade da vida além túmulo!
Independente da legislação humana, sejamos sempre a favor da vida! Todo instante de vida na reencarnação é valioso!
Jamais julgar quem quer que seja!
Mas sempre, a favor da vida!
Exercícios de respiração lenta e profunda e prece final.
Avaliação
Encontro com 6 jovens com boa participação e interesse. Esquecemos de voltar às perguntas iniciais no fim do estudo (e não daria tempo!). Fizeram diversas perguntas!
ANEXOS
Evang.Seg.Espiritismo, Cap VIII
“Aliás, faz-se necessário que a atividade do princípio inteligente seja proporcionada à fraqueza do corpo, que não poderia resistir a uma atividade muito grande do Espírito, como se verifica nos indivíduos grandemente precoces. Essa a razão por que, ao aproximar-se-lhe a encarnação, o Espírito entra em perturbação e perde pouco a pouco a consciência de si mesmo, ficando, por certo tempo, numa espécie de sono, durante o qual todas as suas faculdades permanecem em estado latente” (item 4)Livro dos Espíritos
Comentário de Kardec à perg. 166:
Assim, pois, o Espírito pode escolher prova muito rude e, conseguintemente, uma angustiada existência, na esperança de alcançar depressa um estado melhor, como o doente escolhe muitas vezes o remédio mais desagradável para se curar de pronto.
258. Quando na erraticidade, antes de começar nova existência corporal, tem o Espírito consciência e previsão do que lhe sucederá no curso da vida terrena?
“Ele próprio escolhe o gênero de provas por que há de passar, e nisso consiste o seu livre-arbítrio.”
260. Como pode o Espírito desejar nascer entre gente de má vida?
“Forçoso é que seja posto num meio onde possa sofrer a prova que pediu. Pois bem, é necessário que haja analogia. Para lutar contra o instinto do roubo, preciso é que se ache em contato com gente dada à prática de roubar.”
264. Que é o que dirige o Espírito na escolha das provas que queira sofrer?
“Ele escolhe, de acordo com a natureza de suas faltas, as que o levem à expiação destas e a progredir mais depressa. Uns, podem, portanto, impor a si mesmos uma vida de misérias e privações, objetivando suportá-las com coragem; outros preferem experimentar as tentações da riqueza e do poder, muito mais perigosas, pelos abusos e má aplicação a que podem dar lugar, bem como pelas paixões inferiores que uma e outro desenvolvem; outros, finalmente, se decidem a experimentar suas forças nas lutas que terão de sustentar em contato com o vício.”
344
A união começa na concepção, mas só é completa por ocasião do nascimento. Desde o instante da concepção, o Espírito designado para habitar certo corpo a este se liga por um laço fluídico, que cada vez mais se vai apertando até ao instante em que a criança vê a luz.
351.
No intervalo que medeia da concepção ao nascimento goza o Espírito de todas as suas faculdades?
“Mais ou menos, conforme o ponto desse intervalo em que se ache, porquanto ainda não está encarnado, mas apenas ligado. A partir do instante da concepção, começa o Espírito a ser tomado de perturbação, que o adverte de que lhe soou o momento de começar nova existência corpórea. Essa perturbação cresce de contínuo até ao nascimento. Seu estado, nesse período, é quase idêntico ao de um Espírito encarnado durante o sono. À medida que a hora do nascimento se aproxima, suas ideias se apagam, assim como a lembrança do passado, do qual deixa de ter consciência na condição de homem, logo que entra na vida. Essa lembrança, porém, lhe volta pouco a pouco ao retornar ao estado de Espírito.”
760
Desaparecerá algum dia, da legislação humana, a pena de morte?
“Incontestavelmente desaparecerá e a sua supressão assinalará um progresso da Humanidade. Quando os homens estiverem mais esclarecidos, a pena de morte será completamente abolida na Terra. Não mais precisarão os homens de ser julgados pelos homens. Refiro-me a uma época ainda muito distante de vós.”
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