domingo, 29 de julho de 2018

Como ser livre? (Liberdade)


Casa Espírita Missionários da Luz – Pré- Mocidade                        > 12 anos           27/07/2018

Tema:   Como ser livre?       (Liberdade)

Objetivos:
Levar o jovem a refletir sobre os conceitos de liberdade, autonomia e responsabilidade;
Refletir sobre a dor que gera crescimento;
Perceber os limites do livre arbítrio, e o determinismo como a lei de ação e reação em andamento.

Bibliografia:
O Livro dos Espíritos: Pergs. 825 à 866;
O Evangelho Seg.Espiritismo, Cap. V, itens 4 e 6.
https://www.youtube.com/watch?v=dz-RePs3Wc4&t=106s História contada por Divaldo sobre o medido Tadeu Merlin

Material: Exemplares de O LE disponíveis na mesa; cartões com algumas definições e perguntas/respostas de O LE; 1 prancheta com papel e lápis.
Enviar o link do vídeo de trecho da palestra do Divaldo ao grupo, para que vejam em casa. São 26 minutos.

1.    Hora da novidade, exercício de meditação profunda e prece inicial

2.    Motivação inicial:
Perguntar quem viu o vídeo, e pedir que relatem o caso que Divaldo contou:
Tadeu Merlin era aluno do 5º ano de medicina em Los Ângeles/EUA, e era a favor da eutanásia. Certo fim de tarde, onde havia enorme quantidade de atendimentos no hospital, houve um chamado urgente de uma região pobre do subúrbio da cidade, para atendimento a uma gestante. Por falta de profissionais disponíveis para o atendimento, Tadeu foi enviado.
Encontrou a moradia num local bem pobre, sendo a casa igualmente sem recursos. Uma mulher sofria em adiantado estado de gravidez, que seria do 7º filho do casal. As outras 6 crianças ali estavam com a vizinha, que foi quem chamou o socorro médico. A vizinha falou que todos os conhecidos, inclusive o marido falaram a ela que abortasse, assim que descobriu a 7ª gravidez, pois não tinham recursos nem para atender as necessidades do 8 membros da família. Mas a mulher levara a gestação adiante e agora, no final, estava com dificuldades de dar a luz.
Saindo a vizinha com as crianças, Tadeu aplicou uma injeção para propiciar as contrações que levariam ao parto. Enquanto aguardava o efeito do medicamento, olhando o entardecer pela janela, Tadeu teve um momento de transcendência e orou a Deus pela mulher e pelo bebê. Logo começaram as contrações do trabalho de parto e nasceu um menino. Tadeu fez os procedimentos pós parto, limpou o recém nascido e percebeu então, que ele trazia um defeito congênito no pé. Ficou revoltado. 7º filho de uma família miserável e ainda por cima seria coxo! Que chances teria na vida?  Melhor que tivesse morrido logo. Ninguém estranharia pois já tinha sido um parto difícil mesmo. Pensando em evitar sofrimentos futuros, preparou uma injeção para matar o recém nascido. Entretanto, na hora de aplicar a injeção, hesitou. Desistiu e foi embora.
Passados os anos, Tadeu casou-se, teve uma filha que por sua vez, teve uma menina de nome Bárbara. Aos cinco anos de idade, seus pais morreram num acidente de carro e ela ficou morando com Tadeu e a esposa, seus avós. Logo depois, desenvolveu estranha doença, incurável na época, que levava a uma morte lenta e dolorida, pois os músculos iam parando de funcionar, com muitas dores e febre. Os médicos desenganaram a menina e sugeriram a eutanásia para evitar sofrimentos inúteis à netinha de Tadeu. Ele, porém, não aceitou matar a netinha e foi buscar um médico de outra região, que fazia já há alguns anos, tratamento experimental, ainda com animais, buscando a cura dessa doença.
Com todos os sacrifícios, viajou com a netinha já em estado bem crítico. Chegando lá, verificou que o lugar era bem pobre, sem recursos, uma clínica que mais parecia um acampamento. O jovem médico de pouco mais de 30 anos, examinou a menina e pediu à enfermeira que preparasse a criança para o início do tratamento experimental, quando Tadeu reparou que ele mancava. O jovem médico então relatou as circunstâncias de seus nascimento, que foi quase um milagre ele ter sobrevivido e que a mãe lhe deu o nome do médico que auxiliara no parto. Mas disse que todos os chamavam de Dr.Torto, pois ali, naquele lugar de sofrimentos, todos eram de alguma forma, tortos. Tadeu identificou então, no jovem e manco médico, que talvez salvasse sua netinha, era aquele mesmo recém nascido que ele atendera e chegou a ter ímpetos de não deixar viver por ser aleijado.
O tratamento deu certo e Bárbara se recuperou da doença.

3.    Reflexão teórica sobre o caso, frente à Lei de Liberdade.

Existem leis que determinam alguns acontecimentos em nossas vidas; também existem momentos decisivos em nossa jornada terrena, cujas decisões que tomamos determinam o rumo da nossa vida dali para a frente.

Escrever no quadro os termos: Liberdade, Autonomia, Responsabilidade, Sofrimento, Determinismo, Fatalidade, Livre arbítrio.

èesses termos estão todos relacionados com a Lei de Liberdade, tratado por Kardec na terceira parte de O LE, onde são tratadas as leis morais da vida.

A proposta agora é o grupo:
- conceituar esses termos;
-  identificar na vida dos personagens da história, onde vemos esses termos aparecendo na prática, acontecendo.

Entregar a cada jovem um dos cartões com as definições, ou deixar ou cartões numa cadeira no meio da sala, falando que é o apoio teórico para a realização da tarefa.

Entregar a prancheta com papel e lápis para que o relator do grupo anote as respostas.

Após as conclusões do grupo, direcionar as respostas, caso necessário:

Significado de Liberdade:
- condição do ser que pode agir consoante as leis da sua natureza;
- direito que qualquer cidadão tem de agir sem coerção ou impedimento, segundo a sua vontade, desde que dentro dos limites da lei;
- FILOSOFIA: capacidade própria do ser humano de escolher de forma autónoma, segundo motivos definidos pela sua consciência.

Significado de Responsabilidade:
- Obrigação; dever de arcar, de se responsabilizar pelo próprio comportamento ou pelas ações de outra(s) pessoa(s);
- Sensatez; competência para se comportar de maneira sensata.
- Natureza ou condição de responsável; capacidade de responder por seus próprios atos; qualidade de quem presta contas as autoridades.

Na história de Tadeu:
Liberdade – de cada um, sempre relacionada às demais pessoas do grupo social;

Tadeu:
Autonomia – no atendimento à gestante e ao recém nascido;
Responsabilidade – pelo resultado do tratamento realizado junto à mulher e ao recém nascido; pela decisão de buscar tratamento experimental para a neta;
Sofrimento – pela morte da filha, pela doença da neta;
Determinismo/Fatalidade – morte prematura da filha; doença da neta;
Livre arbítrio – decisão de não cometer a eutanásia: nem no recém nascido, nem no caso da neta.

Jovem Tadeu:
Autonomia – na pesquisa e tratamento experimental da doença;
Responsabilidade – pelo resultado do tratamento experimental para a doença;
Sofrimento com aceitação – pela deficiência física;  (bem sofrer)
Determinismo/Fatalidade –defeito congênito no pé.

Mãe do jovem Tadeu:
Autonomia – decisão de não abortar na 7ª gravidez;
Responsabilidade – pela criação dos 8 filhos;
Sofrimento – vida de muitas dificuldades econômicas;
Determinismo/Fatalidade – filho com defeito congênito no pé;
Livre arbítrio – decisão de não abortar na 7ª gravidez.


4.    Conclusão de conteúdo:
Então, como podemos responder às perguntas:
èqual a razão dos sofrimentos?
èqual o limite de nosso livre arbítrio?
èna idade de vocês, até onde vai a autonomia de cada um?
èpodemos identificar um momento decisivo na vida de Tadeu Merlin? Qual?
èvocês conseguem identificar algum momento decisivo em suas vidas? Quer compartilhar com o grupo?

5.     Exercício de respiração profunda, prece final e passes.
6.     Avaliação
Aula para 9 jovens.
Somente 3 haviam visto o vídeo que repassei.
Eles não entenderam muito bem o que tinham que fazer. A atividade não teve energia. Nem todos leram os textos, e a discussão acabou sendo em roda, sendo eu a puxar os itens a serem avaliados.

Anexos – Textos a serem entregues em cartões

Remontando-se à origem dos males terrestres, reconhecer-se-á que muitos são consequência natural do caráter e do proceder dos que os suportam.
Quantos homens caem por sua própria culpa! Quantos são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição!  Interroguem friamente suas consciências todos os que são feridos no coração pelas vicissitudes e decepções da vida; remontem passo a passo à origem dos males que os torturam e verifiquem se, as mais das vezes, não poderão dizer: Se eu houvesse feito, ou deixado de fazer tal coisa,  não estaria em semelhante condição.
(ESE, CAP V, item 4)

Mas, se há males nesta vida cuja causa primária é o homem, outros há também aos quais, pelo menos na aparência, ele é completamente estranho e que parecem atingi-lo como por fatalidade. Tal, por exemplo, a perda de entes queridos e a dos que são o amparo da família. Tais, ainda, os acidentes que nenhuma previsão poderia impedir; os reveses da fortuna, que frustram todas as precauções aconselhadas pela prudência; os flagelos naturais, as enfermidades de nascença, sobretudo as que tiram a tantos infelizes os meios de ganhar a vida pelo trabalho: as deformidades, a idiotia, o cretinismo, etc.
Os que nascem nessas condições, certamente nada hão feito na existência atual para merecer, sem compensação, tão triste sorte, que não podiam evitar, que são impotentes para mudar por si mesmos (...). Ora, ao efeito precedendo sempre a causa, se esta não se encontra na vida atual, há de ser anterior a essa vida, isto é, há de estar numa existência precedente.
(ESE, CAP V, item 6)

Autonomia
- capacidade de governar-se pelos próprios meios.
- é a qualidade de ter independência, de ter a liberdade para tomar decisões, de ter responsabilidade sobre seus próprios atos, de ter autossuficiência.
- Em Filosofia, autonomia é um conceito que determina a liberdade de indivíduo em gerir livremente a sua vida, efetuando racionalmente as suas próprias escolhas.
- Em Educação, a autonomia do estudante revela capacidade de organizar sozinho os seus estudos, sem total dependência do professor, administrando eficazmente o seu tempo de dedicação no aprendizado e escolhendo de forma eficiente as fontes de informação disponíveis.
- Aptidão ou competência para gerir sua própria vida, valendo-se de seus próprios meios, vontades e/ou princípios.
- Direito ao livre arbítrio que faz com que qualquer indivíduo esteja apto para tomar suas próprias decisões.


LE, perg.825. Haverá no mundo posições em que o homem possa jactar-se de gozar de absoluta liberdade?
“Não, porque todos precisais uns dos outros, assim os pequenos como os grandes.”

LE, perg.826. Em que condições poderia o homem gozar de absoluta liberdade?
“Nas do eremita no deserto. Desde que juntos estejam dois homens, há entre eles direitos recíprocos que lhes cumpre respeitar; não mais, portanto, qualquer deles goza de liberdade absoluta.”

LE, perg.860. Pode o homem, pela sua vontade e por seus atos, fazer que se não dêem acontecimentos que deveriam verificar-se e reciprocamente?
“Pode-o, se essa aparente mudança na ordem dos fatos tiver cabimento na seqüência da vida que ele
escolheu. Acresce que, para fazer o bem, como lhe cumpre, pois que isso constitui o objetivo único da vida, facultado lhe é impedir o mal, sobretudo aquele que possa concorrer para a produção de um mal maior.”

LE. Perg.843. Tem o homem o livre-arbítrio de seus atos?
“Pois que tem a liberdade de pensar, tem igualmente a de obrar. Sem o livre-arbítrio, o homem seria máquina.”


LE Perg. 851. Haverá fatalidade nos acontecimentos da vida, conforme ao sentido que se dá a este vocábulo? Quer dizer: todos os acontecimentos são predeterminados? E, neste caso, que vem a ser do livre-arbítrio?
A fatalidade existe unicamente pela escolha que o Espírito fez, ao encarnar, desta ou daquela prova para sofrer. Escolhendo-a, instituiu para si uma espécie de destino, que é a consequência mesma da posição em que vem a achar-se colocado. Falo das provas físicas, pois, pelo que toca às provas morais e às tentações, o Espírito, conservando o livre-arbítrio quanto ao bem e ao mal, é sempre senhor de ceder ou de resistir.


LE Perg.866. Então, a fatalidade que parece presidir aos destinos materiais de nossa vida também é resultante do nosso livre-arbítrio?
“Tu mesmo escolheste a tua prova. Quanto mais rude ela for e melhor a suportares, tanto mais te elevarás. (...) O número dos desafortunados é muito superior ao dos felizes deste mundo, atento que os Espíritos, na sua maioria, procuram as provas que lhes sejam mais proveitosas.”


LE, perg.844. Do livre-arbítrio goza o homem desde o seu nascimento?
“Há liberdade de agir, desde que haja vontade de fazê-lo. Nas primeiras fases da vida, quase nula é a liberdade, que se desenvolve e muda de objeto com o desenvolvimento das faculdades. Estando seus pensamentos em concordância com o que a sua idade reclama, a criança aplica o seu livre-arbítrio àquilo que lhe é necessário.”

LE, perg.861. Ao escolher a sua existência, o Espírito daquele que comete um assassínio sabia que viria a ser assassino?
“Não. Escolhendo uma vida de lutas, sabe que terá ensejo de matar um de seus semelhantes, mas não sabe se o fará, visto que ao crime precederá quase sempre, de sua parte, a deliberação de praticá-lo. Ora, aquele que delibera sobre uma coisa é sempre livre de fazê-la, ou não.
“Demais, sempre confundis duas coisas muito distintas: os sucessos materiais da vida e os atos da vida moral. A fatalidade, que algumas vezes há, só existe com relação àqueles sucessos materiais, cuja causa reside fora de vós e que independem da vossa vontade. Quanto aos atos da vida moral, esses emanam sempre do próprio homem que, por conseguinte, tem sempre a liberdade de escolher. No tocante, pois, a esses atos, nunca há fatalidade.”




Remontando-se à origem dos males terrestres, reconhecer-se-á que muitos são consequência natural do caráter e do proceder dos que os suportam.
Quantos homens caem por sua própria culpa! Quantos são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição!  Interroguem friamente suas consciências todos os que são feridos no coração pelas vicissitudes e decepções da vida; remontem passo a passo à origem dos males que os torturam e verifiquem se, as mais das vezes, não poderão dizer: Se eu houvesse feito, ou deixado de fazer tal coisa,  não estaria em semelhante condição.
(ESE, CAP V, item 4)



Mas, se há males nesta vida cuja causa primária é o homem, outros há também aos quais, pelo menos na aparência, ele é completamente estranho e que parecem atingi-lo como por fatalidade. Tal, por exemplo, a perda de entes queridos e a dos que são o amparo da família. Tais, ainda, os acidentes que nenhuma previsão poderia impedir; os reveses da fortuna, que frustram todas as precauções aconselhadas pela prudência; os flagelos naturais, as enfermidades de nascença, sobretudo as que tiram a tantos infelizes os meios de ganhar a vida pelo trabalho: as deformidades, a idiotia, o cretinismo, etc.
Os que nascem nessas condições, certamente nada hão feito na existência atual para merecer, sem compensação, tão triste sorte, que não podiam evitar, que são impotentes para mudar por si mesmos (...). Ora, ao efeito precedendo sempre a causa, se esta não se encontra na vida atual, há de ser anterior a essa vida, isto é, há de estar numa existência precedente.
(ESE, CAP V, item 6)



Autonomia
- capacidade de governar-se pelos próprios meios.
- é a qualidade de ter independência, de ter a liberdade para tomar decisões, de ter responsabilidade sobre seus próprios atos, de ter autossuficiência.
- Em Filosofia, autonomia é um conceito que determina a liberdade de indivíduo em gerir livremente a sua vida, efetuando racionalmente as suas próprias escolhas.
- Em Educação, a autonomia do estudante revela capacidade de organizar sozinho os seus estudos, sem total dependência do professor, administrando eficazmente o seu tempo de dedicação no aprendizado e escolhendo de forma eficiente as fontes de informação disponíveis.
- Aptidão ou competência para gerir sua própria vida, valendo-se de seus próprios meios, vontades e/ou princípios.
- Direito ao livre arbítrio que faz com que qualquer indivíduo esteja apto para tomar suas próprias decisões.




LE, perg.825. Haverá no mundo posições em que o homem possa jactar-se de gozar de absoluta liberdade?
“Não, porque todos precisais uns dos outros, assim os pequenos como os grandes.”



LE, perg.826. Em que condições poderia o homem gozar de absoluta liberdade?
“Nas do eremita no deserto. Desde que juntos estejam dois homens, há entre eles direitos recíprocos que lhes cumpre respeitar; não mais, portanto, qualquer deles goza de liberdade absoluta.”

LE, perg.860. Pode o homem, pela sua vontade e por seus atos, fazer que se não dêem acontecimentos que deveriam verificar-se e reciprocamente?
“Pode-o, se essa aparente mudança na ordem dos fatos tiver cabimento na seqüência da vida que ele
escolheu. Acresce que, para fazer o bem, como lhe cumpre, pois que isso constitui o objetivo único da vida, facultado lhe é impedir o mal, sobretudo aquele que possa concorrer para a produção de um mal maior.”



LE. Perg.843. Tem o homem o livre-arbítrio de seus atos?
“Pois que tem a liberdade de pensar, tem igualmente a de obrar. Sem o livre-arbítrio, o homem seria máquina.”



LE Perg. 851. Haverá fatalidade nos acontecimentos da vida, conforme ao sentido que se dá a este vocábulo? Quer dizer: todos os acontecimentos são predeterminados? E, neste caso, que vem a ser do livre-arbítrio?
A fatalidade existe unicamente pela escolha que o Espírito fez, ao encarnar, desta ou daquela prova para sofrer. Escolhendo-a, instituiu para si uma espécie de destino, que é a consequência mesma da posição em que vem a achar-se colocado. Falo das provas físicas, pois, pelo que toca às provas morais e às tentações, o Espírito, conservando o livre-arbítrio quanto ao bem e ao mal, é sempre senhor de ceder ou de resistir.



LE Perg.866. Então, a fatalidade que parece presidir aos destinos materiais de nossa vida também é resultante do nosso livre-arbítrio?
“Tu mesmo escolheste a tua prova. Quanto mais rude ela for e melhor a suportares, tanto mais te elevarás. (...) O número dos desafortunados é muito superior ao dos felizes deste mundo, atento que os Espíritos, na sua maioria, procuram as provas que lhes sejam mais proveitosas.”




LE, perg.844. Do livre-arbítrio goza o homem desde o seu nascimento?
“Há liberdade de agir, desde que haja vontade de fazê-lo. Nas primeiras fases da vida, quase nula é a liberdade, que se desenvolve e muda de objeto com o desenvolvimento das faculdades. Estando seus pensamentos em concordância com o que a sua idade reclama, a criança aplica o seu livre-arbítrio àquilo que lhe é necessário.”




LE, perg.861. Ao escolher a sua existência, o Espírito daquele que comete um assassínio sabia que viria a ser assassino?
“Não. Escolhendo uma vida de lutas, sabe que terá ensejo de matar um de seus semelhantes, mas não sabe se o fará, visto que ao crime precederá quase sempre, de sua parte, a deliberação de praticá-lo. Ora, aquele que delibera sobre uma coisa é sempre livre de fazê-la, ou não.
“Demais, sempre confundis duas coisas muito distintas: os sucessos materiais da vida e os atos da vida moral. A fatalidade, que algumas vezes há, só existe com relação àqueles sucessos materiais, cuja causa reside fora de vós e que independem da vossa vontade. Quanto aos atos da vida moral, esses emanam sempre do próprio homem que, por conseguinte, tem sempre a liberdade de escolher. No tocante, pois, a esses atos, nunca há fatalidade.”

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