quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

Amizade e reflexões sobre o ano de 2021

 Casa Espírita Missionários da Luz – Mocidade > 14 anos – 10/12/2021

Estudo Virtual Google Meet

Tema: Amizade e reflexões sobre o ano de 2021

Objetivos:

  • Levar os jovens à conexão com Jesus na última ceia com seus discípulos, refletindo sobre a bênção da amizade;

  • Refletir sobre os aprendizados do ano que se finda.

Bibliografia:

NT, João 15,12:17;

Boa Nova, Irmão X/Chico Xavier, Cap. 12 Amor e Renúncia;

RE Fev/1864 > Dissertações espíritas > Estudo sobre a reencarnação, item IV

As afeições terrenas e a reencarnação.

Material


Desenvolvimento:

  1. Hora da novidade, exercícios de respiração lenta e profunda, e prece inicial.

  1. Motivação Inicial:

Falar ao grupo que esse é o último encontro semanal desse ano.

Hoje vamos pensar um pouco sobre os amigos. 1 minuto para pensar:

- Quem eu considero meu amigo de coração? (se perguntarem, dizer que o foco é sempre o sentimento do jovem em relação ao amigo e não o contrário)

==> passado 1 min, pedir que joguem no chat o nome do amigo que pensou.

- Porque você considerou que é amigo dessa pessoa? O que te faz afirmar que essa pessoa é um verdadeiro amigo?

  1. Desenvolvimento

Humberto de Campos, o Irmão X, pela psicografia de Chico Xavier, relata no livro Boa Nova, um diálogo entre Jesus e Pedro logo depois da transformação da água em vinho, na festa de casamento em Caná. Pedro não entendeu porque Jesus fez aquilo. Não era um incentivo à embriaguez?


Imaginam qual foi a resposta? O que acham?


Ler o trecho:

Simão disse ele —, conheces a alegria de servir a um amigo? (...)

Estou com os meus amigos e amo-os a todos. Os afetos d’alma, Simão, são laços misteriosos que nos conduzem a Deus. Saibamos santificar a nossa afeição, proporcionando aos nossos amigos o máximo da alegria; seja o nosso coração uma sala iluminada onde eles se sintam tranquilos e ditosos.

- o que podemos entender nessa resposta? Que elementos importantes temos aqui?

- o verbo servir: servir a um amigo. Jesus era amigo da família; o noivo era amigo dele de infância e ficar sem vinho numa festa naquela época, era uma vergonha pública.

- Jesus estende o ensino falando das afeições da alma: são laços misteriosos que nos conduzem a Deus. Família, já nascemos nela, mas os amigos, nós escolhemos. É afeição de alma para alma.

E Na RE/Fev1864, Kardec publicou uma linda msg sobre as afeições verdadeiras:

Contemplai a Humanidade e vede quão poucas afeições verdadeiras existem na Terra! (...) As afeições verdadeiras são em minoria relativas, mas elas existem, e as que são reais persistem e se perpetuam sob todas as formas, primeiro na Terra, persistindo depois, no estado de Espírito, numa amizade ou num amor inalterável que cresce continuamente, elevando-se mais e mais.

- que lindo esse pensamento, né? Uma afeição verdadeira que só cresce, aqui e no mais além!

- Nessa visão, vocês ainda mantém essa lista de amigos?

- um amigo assim, verdadeiro, você pode ficar sem ver, nem falar por anos! Mas quando se reencontram, é como se tivessem se visto na véspera...

No Evangelho de João, existe um trecho que fala da amizade. É o trecho do último encontro de Jesus com os apóstolos, antes de ser preso. Está relatado só em João, e é um trecho muito lindo, de muita emoção e intimidade, pois estavam só eles com Jesus. E Jesus sabia que seria o último momento juntos.


Vocês lembram como foi esse momento? O que houve nesse jantar?

- Jesus lavou os pés dos discípulos, mostrando a nobreza de servir;

- falou que seria traído e morto;

- e que ia na frente para preparar o lugar, que havia muitas moradas na casa do Pai.

- e prometeu enviar outro Consolador, que viria com o Espírito de Verdade.


E Jesus chamou os discípulos de amigos, nessa linda passagem em João 15,12:17


O meu mandamento é este: Amem-se uns aos outros como eu os amei.

Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos.

Vocês serão meus amigos, se fizerem o que eu ordeno.

Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu tornei conhecido a vocês.

Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça, a fim de que o Pai conceda a vocês o que pedirem em meu nome.

Este é o meu mandamento: Amem-se uns aos outros.

- o que vocês acham dessa fala de Jesus?

- a família, a gente escolhe antes da reencarnação, de acordo com nossas necessidades evolutivas. Mas os amigos, escolhemos para partilhar a estrada conosco. É uma bênção ter amigos!

Sabemos agora que Jesus é nosso Amigo e Mestre, Guia e Modelo; nos escolheu! Tem sempre um olhar amoroso e bom para cada um de nós!

Ele é nosso amigo, sempre! E nós? Somo amigos d’Ele? Para isso, precisamos seguir seus ensinos!


E como disse Jesus, na fala de Irmão X, “Saibamos santificar a nossa afeição, proporcionando aos nossos amigos o máximo da alegria”!


  1. Encerramento do ano:

Vamos agora, depois de sabermos de nosso amigo Jesus, sempre conosco, buscar ver tudo de bom que recebemos esse ano! Aqui, em nossos encontros semanais, como na vida de modo geral!


Uma retrospectiva 2021, com olhos da alma! Ver o que recebemos para nosso crescimento espiritual, o quanto aprendemos esse ano! Quem começa? É também uma oportunidade de nos conhecermos melhor!
(pedir que todos se coloquem, inclusive os evangelizadores!)

  1. Exercício de respiração profunda e pausada, e prece final.

  1. Avaliação

Encontro com 4 jovens (Lucas, Mariana, Isabela e Larissa) com participação. Souberam avaliar a importância das amizades sinceras. Na avaliação do ano 2021, fizeram boas análises.

  1. Anexos

RE Fev/1864 > Dissertações espíritas > Estudo sobre a reencarnação, item IV

As afeições terrenas e a reencarnação.

Contemplai a Humanidade e vede quão poucas afeições verdadeiras existem na Terra! Assim, não se deve admirar tanto a multiplicidade das afeições aí contraídas. As afeições verdadeiras são em minoria relativas, mas elas existem, e as que são reais persistem e se perpetuam sob todas as formas, primeiro na Terra, persistindo depois, no estado de Espírito, numa amizade ou num amor inalterável que cresce continuamente, elevando-se mais e mais. (…)


A afeição espiritual tem por base a afinidade fluídica espiritual que, atuando só, determina a simpatia. Quando assim é, é a alma que ama a alma, e essa afeição só toma força pela manifestação dos sentimentos da alma. Dois Espíritos unidos espiritualmente se buscam e tendem sempre a aproximar-se. Seus fluidos são atrativos. Se eles estiverem num mesmo globo, serão impelidos um para o outro. Se forem separados pela morte terrena, seus pensamentos unir-se-ão na lembrança, e a reunião far-se-á na liberdade do sono, e quando soar a hora da reencarnação para um deles, ele procurará aproximar-se de seu amigo, entrando no que constitui a sua filiação material, e o fará com tanto mais facilidade quanto seus fluidos perispirituais materiais encontrarem afinidades na matéria corporal dos encarnados que deram à luz o novo ser. Daí um novo acréscimo de afeição, uma nova manifestação do amor. Tal Espírito amigo que vos amou como pai vos amará como filho, como irmão ou como amigo, e cada um desses laços aumentará de encarnação em encarnação, e se perpetuará de maneira inalterável quando, realizado o vosso trabalho, viverdes a vida de Espírito.

Mas esta verdadeira afeição não é comum na Terra, e a matéria vem retardá-la, anular-lhe os efeitos, conforme ela domine o Espírito. A verdadeira amizade, o verdadeiro amor sendo espiritual, tudo quanto se refere à matéria não é de sua natureza e em nada concorre para a identificação espiritual. A afinidade persiste, mas fica em estado latente até que, com o predomínio do fluido espiritual, de novo se efetue o progresso simpático.

Resumindo, a afeição espiritual é a única resistente no domínio do Espírito. Na Terra e nas esferas do trabalho corporal, ela concorre para o avanço moral do Espírito encarnado que, sob a influência simpática, realiza milagres de abnegação e de devotamento pelos seres amados. Aqui, nas moradas celestes, ela é a satisfação completa de todas as aspirações e a maior felicidade que o Espírito pode desfrutar.


Boa Nova, Irmão X/Chico Xavier, Cap. 12 Amor e Renúncia;

Inquirido com bondade pelo Mestre, o apóstolo esclareceu:


Senhor, em face dos vossos ensinamentos, como deveremos interpretar a vossa primeira manifestação, transformando a água em vinho, nas bodas de Caná? Não se tratava de uma festa mundana? O vinho não iria cooperar para o desenvolvimento da embriaguez e da gula?

Jesus compreendeu o alcance da interpelação e sorriu.

Simão disse ele —, conheces a alegria de servir a um amigo? (...)

Estou com os meus amigos e amo-os a todos. Os afetos d’alma, Simão, são laços misteriosos que nos conduzem a Deus. Saibamos santificar a nossa afeição, proporcionando aos nossos amigos o máximo da alegria; seja o nosso coração uma sala iluminada onde eles se sintam tranquilos e ditosos. Tenhamos sempre júbilos novos que os reconfortem, nunca contaminemos a fonte de sua simpatia com a sombra dos pesares! As mais belas horas da vida são as que empregamos em amá-los, enriquecendo--lhes as satisfações íntimas. (…)

Pedro, o amor verdadeiro e sincero nunca espera recompensas. A renúncia é o seu ponto de apoio, como o ato de dar é a essência de sua vida. A capacidade de sentir grandes afeições já é em si mesma um tesouro. A compreensão de um amigo deve ser para nós a maior recompensa. Todavia, quando a luz do entendimento tardar no espírito daqueles a quem amamos, deveremos lembrar-nos de que temos a sagrada compreensão de Deus, que nos conhece os propósitos mais puros. Ainda que todos os nossos amigos do mundo se convertessem, um dia, em nossos adversários, ou mesmo em nossos algozes, jamais nos poderiam privar da alegria infinita de lhes haver dado alguma coisa!...