Casa Espírita Missionários da Luz – Juventude 2 > 16 anos – 10/07/2026
Tema: Somos todos Médiuns?
Objetivos:
Estudar as causas da mediunidade;
Reconhecer que o fenômeno mediúnico já havia sido identificado e orientado pelo apóstolo Paulo;
Reconhecer a importância do estudo, oração e da vigilância para uma boa assistência espiritual.
Bibliografia:
O Livro dos Espíritos", Introdução, item IV; Cap. VIII ( Emancipação da Alma), pergs 400 à 402 (O sono e os sonhos); Cap IX – ‘Da intervenção dos Espíritos no mundo corporal’ perg 459 à 462, 467,469, 471, 472, 495 (Anjos Guardiães);
O que é o Espiritismo, Cap. 2, item 79;
Evang.Seg.Espiritismo, Cap. XXVI, itens 1 e 2);
Livros dos Médiuns, 1ª parte, Cap. III (Do Método), itens 18 e 32; 2ª Parte, Cap. XIV ‘Dos Médiuns’, itens 159; Cap. XVII ‘Da Formação dos Médiuns’, itens 217, 200, 220 e perg. 12ª e 14ª; item 221, 7ª e 8ª; item 222;
1a Epístola de Paulo aos Coríntios, Capítulo 12, vv 1, 4 à 8, 11, 27 à 31, Capítulo 14, vv 1 à 6. (diversidade dos dons espirituais);
Nossos Filhos São Espíritos, Hermínio Miranda, Cap 17 “Dom Bial e Seu Amigo Blatfort”;
Joanna de Ângelis, Adolescência e Vida, Cap. 20.
Material: Alguns exemplares de O Livro dos Médiuns; Novo Testamento; Livro Nossos Filhos São Espíritos; perguntas em tiras de papel.
Desenvolvimento:
Hora da novidade, exercícios de respiração lenta e profunda, e prece inicial.
Motivação Inicial:
Hoje falaremos sobre as causas da mediunidade, que foi um tema solicitado por um de vocês em nosso encontro inicial.
Sabemos que na bíblia temos diversos fenômenos mediúnicos registrados, embora com outros nomes. Os médiuns eram tidos como profetas! Ninguém sabia direito o que era, né?
Pergunto: em algum lugar do Novo Testamento se fala explicitamente sobre a mediunidade? Sobre os diversos tipos de mediunidade?
Depois das respostas falar da epístola de Paulo aos Coríntios, lendo pausadamente:
(Contextualizar quem foi Paulo, suas viagens e as igrejas que fundava nas cidades onde ia levar o Evangelho).
1ª Epístola de Paulo aos Coríntios:
Capítulo 12 (vv 1, 4 à 8, 11, 30 e 31):
Ora, a respeito dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes.
Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.
E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo.
E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos.
A cada um, porém, é dada a manifestação do Espírito para o proveito comum.
Porque a um, pelo Espírito, é dada a palavra da sabedoria; a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência;
Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, distribuindo particularmente a cada um como quer.
Todos têm dons de curar? falam todos em línguas? interpretam todos?
Mas procurai com zelo os maiores dons.
Capítulo 14 vv 1 à 6:
Segui o amor; e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar.
Porque o que fala em língua não fala aos homens, mas a Deus; pois ninguém o entende; porque em espírito fala mistérios.
Mas o que profetiza fala aos homens para edificação, exortação e consolação.
O que fala em língua edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja.
Ora, quero que todos vós faleis em línguas, mas muito mais que profetizeis, pois quem profetiza é maior do que aquele que fala em línguas, a não ser que também intercede para que a igreja receba edificação.
E agora, irmãos, se eu for ter convosco falando em línguas, de que vos aproveitarei, se vos não falar ou por meio de revelação, ou de ciência, ou de profecia, ou de doutrina?
==> Paulo orienta os membros da igreja nascente, a bem utilizarem os dons espirituais, ou seja, a faculdade mediúnica.
==> Reforça que é preciso que seja Deus comandando os dons; que os médiuns estejam sob a orientação, a assistência de Deus;
==> explica que há diversidade de dons, de tipos mediúnicos. Quantos ele cita?
Psicofonia (profecia), xenoglossia (msg em língua estrangeira), cura, sabedoria (podemos entender como orientação do Plano Espiritual Superior), da ciência (orientação superior também, mas em questões mais específicas, por exemplo, as msgs a Kardec explicando como funciona o movimento das mesas girantes)
==> fala da importância da mediunidade para o crescimento espiritual da comunidade.
Vemos que com a vinda de Jesus, a mediunidade passou a ser faculdade comum, existente nos diversos núcleos cristãos.
E nem poderia ser diferente, né? Se não fosse a comunicação constante dos Espíritos com os novos cristãos, a mensagem de Jesus se perderia!
Exposição dialogada
Muitas vezes, as crianças apresentam fenômenos mediúnicos que assustam os pais que não conhecem o Espiritismo. Muitas famílias procuram as CEs por conta disso.
- Relatar o caso do menino Flavinho, relatado no livro do Hermínio (em anexo).
==> nesse relato, vemos a bisavó do menino junto dele amparando-o, a ansiedade da mãe por não entender o fenômeno, e a ajuda da amiga, que se comunicou com a bisavó de Flavinho pelo pensamento.
Vemos também a comunicação dos Espíritos através do sonho (visitas espíritas; emancipação da alma).
==> nós, assim como essa amiga da mãe de Flavinho, temos essa responsabilidade! Orientar, acalmando, aqueles que tem contato com o fenômeno e não conhecem o assunto e se assustam!
- Vocês sabem com qual idade começa a mediunidade?
“Ela se manifesta nas crianças e nos velhos, em homens e mulheres, quaisquer que sejam o temperamento, o estado de saúde, o grau de desenvolvimento intelectual e moral.” (LM, item 200)
“Quando numa criança a faculdade se mostra espontânea, é que está na sua natureza e que a sua constituição se presta a isso.” (LM, Cap. XVIII, item 221, 7ª).
==> é o caso do Flavinho. Desde bebê já apresentava vidência.
4. Discussão em grupinhos
Vocês tem alguma pergunta, alguma dúvida sobre esse tema da mediunidade?
==> caso não façam perguntas, propor algumas perguntas para discussão num Quiz.
==> dividir a turma em 2 grupos dando, a cada um, 3 das perguntas abaixo, para que discutam no grupo, e depois, cada grupo deve fazer a pergunta ao outro grupo, validando a resposta!
Perguntas:
Grupo 1: O que é a mediunidade?
Por que uns tem mediunidade ostensiva e outros não?
Para que serve a mediunidade?
Grupo 2:
O médium pode fazer da sua mediunidade uma profissão? Explique.
O que deve fazer o jovem que tem mediunidade?
Em qual idade o médium deve começar a desenvolver sua mediunidade?
==> Ouvir as respostas dos grupos, complementando se necessário:
Grupo 1:
i. O que é a mediunidade?
“Todo
aquele que sente,
num grau qualquer, a influência dos Espíritos
é, por esse fato,
médium. Essa faculdade é
inerente ao homem;
não constitui, portanto, um privilégio
exclusivo. Por isso mesmo, raras são as pessoas que dela não possuam alguns rudimentos.
Pode, pois, dizer-se que todos são, mais ou menos, médiuns.” (LM, item 159)
ii. Por que uns tem mediunidade ostensiva e outros não?
“Usualmente, assim só se qualificam aqueles em quem a faculdade mediúnica se mostra bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certa intensidade, o que então depende de uma organização mais ou menos sensitiva.” (LM, item 159)
“A faculdade medianímica prende-se ao organismo; ela é independente das qualidades morais do médium, e é encontrada nos mais indignos como nos mais dignos. Não ocorre o mesmo com a preferência dada ao médium pelos bons Espíritos.” (O que é o Espiritismo, Cap. II, item 79)
iii.Para que serve a mediunidade?
“Devem lembrar-se de que ela lhes foi dada para o bem e não para satisfação de vã curiosidade.” (LM, item 217)
“Com que fim a Providência outorgou de maneira especial, a certos indivíduos, o dom da mediunidade?”
“É uma missão de que se incumbiram e cujo desempenho os faz ditosos. São os intérpretes dos Espíritos com os homens.” (LM, item 220, item 12ª)
“A faculdade lhes é concedida, porque precisam dela para se melhorarem, para ficarem em condições de receber bons ensinamentos.” (LM, item 220, item 14ª)
==> aqui lembramos as orientações de Paulo na sua carta aos Coríntios:
Grupo 2:
iv.O médium pode fazer da sua mediunidade uma profissão?
Restituí a saúde aos doentes, ressuscitai os mortos, curai os leprosos, expulsai os demônios. Dai gratuitamente o que gratuitamente haveis recebido. (S. Mateus, 10:8.)
“Dai gratuitamente o que gratuitamente haveis recebido”, diz Jesus a seus discípulos. Com essa recomendação, prescreve que ninguém se faça pagar daquilo por que nada pagou.(Evang.Seg.Espiritismo, Cap. XXVI, itens 1 e 2)
v. O que deve fazer o jovem que tem mediunidade?
“O adolescente deve enfrentar os desafios de natureza parapsicológica e mediúnica com a mesma naturalidade com que atende as demais ocorrências do período de transição, trabalhando-se interiormente para crescer moral e espiritualmente, tornando a vida mais digna de ser vivida e com um significado mais profundo, que é o da eternidade do ser.” (Joanna de Ângelis, Adolescência e Vida, Cap. 20).
“Dissemos que o Espiritismo é toda uma ciência, toda uma filosofia. Quem, pois, seriamente queira conhecê-lo deve, como primeira condição, dispor-se a um estudo sério e persuadir-se de que ele não pode, como nenhuma outra ciência, ser aprendido a brincar.” (LM, 1ª parte, Cap. III (Do Método), item 18).
“Ainda outra vantagem apresenta o estudo prévio da teoria — a de mostrar imediatamente a grandeza do objetivo e o alcance desta ciência. (...) Temos notado sempre que os que creem, antes de haver visto, apenas porque leram e compreenderam, longe de se conservarem superficiais, são, ao contrário, os que mais refletem. Dando maior atenção ao fundo do que à forma, veem na parte filosófica o principal, considerando como acessórios os fenômenos propriamente ditos. (LM, 1ª parte, Cap. III (Do Método), item 32).
vi. Em qual idade o médium deve começar a desenvolver sua mediunidade?
“Não há idade precisa, tudo dependendo inteiramente do desenvolvimento físico e, ainda mais, do desenvolvimento moral. Há crianças de doze anos a quem tal coisa afetará menos do que a algumas pessoas já feitas.” (LM, Cap. XVIII, item 221, 8ª).
“A prática do Espiritismo, como veremos mais adiante, demanda muito tato, para a inutilização das tramas dos Espíritos enganadores. Se estes iludem a homens feitos, claro é que a infância e a juventude mais expostas se acham a ser vítimas deles. Sabe-se, além disso, que o recolhimento é uma condição sem a qual não se pode lidar com Espíritos sérios.” (LM, Cap. XVIII, item 222).
5. Conclusão
Os médiuns “Devem lembrar-se de que ela lhes foi dada para o bem e não para satisfação de vã curiosidade. Convém, portanto, que só se utilizem dela nas ocasiões oportunas e não a todo momento.” (LM, item 217)
6.Exercício de respiração profunda e pausada, e prece final.
7.Avaliação
Encontro com 7 jovens com participação e perguntas sobre o tema. Não deu tempo de fazer a discussão em grupos, então fiz as perguntas de modo geral a todos. Na história do Flavinho, um jovem trouxe uma situação de mediunidade quando ele estava na primeira infância.
8 Subsídios teóricos
“14ª Se é uma missão, como se explica que não constitua privilégio dos homens de bem e que semelhante faculdade seja concedida a pessoas que nenhuma estima merecem e que dela podem abusar?
“A faculdade lhes é concedida, porque precisam dela para se melhorarem, para ficarem em condições de receber bons ensinamentos. Se não aproveitam da concessão, sofrerão as consequências. Jesus não pregava de preferência aos pecadores, dizendo ser preciso dar àquele que não tem?” (LM, item 220)
Nossos Filhos São Espíritos, Hermínio Miranda, Cap 17 “Dom Bial e Seu Amigo Blatfort”
Havia, também, amigos invisíveis, que pareciam proporcionar-lhe certa forma de proteção e companhia. Desde muito cedo, entre um ano e meio e três de idade, ele brincava com “alguém” que ficava sentado em determinada poltrona na sala de visitas. A mãe, muito nervosa, tentava distraí-lo, mudava os móveis de lugar, mas não adiantava: Flavinho voltava a demonstrar que ali estava alguém com quem ele se entendia de alguma maneira misteriosa. Certa ocasião a mãe acabara de dar-lhe a mamadeira e tentava fazê-lo adormecer quando ele se virou para a poltrona e sorriu. Ela trocou de posição, insistiu em fazê-lo dormir, e ficou a niná-lo, aflita, ansiosa para que ele se esquecesse logo “daquilo” que estaria vendo na poltrona. A essa altura lembrou-se de uma panela no fogo e deixou o filho por uns momentos, para ir à cozinha. Quando voltou, pouco depois, estacou na entrada da sala. O menino se levantara e estava diante da poltrona, com as mãozinhas pousadas em invisível colo, enquanto contemplava, satisfeito, um ponto mais alto da poltrona, onde “alguém” deveria estar sentado.
Dessa vez a mãe não conseguiu conter sua aflição e chorou.
No dia seguinte, ainda profundamente abalada, foi confidenciar com a amiga e vizinha e logo começou a chorar de novo, num desabafo do que vinha tentando reprimir há algum tempo: a angústia ante aqueles fenômenos tão estranhos que, no seu entender, só podiam ter um sentido — o de que seu querido bebê era uma criança um tanto alienada. Vinha pedir socorro. Alguma coisa precisava ser feita, e logo, pois aquilo não podia continuar assim.
— É horrível — disse — ver meu filho ali, com as mãos postas num colo que não existe e sorrindo para uma pessoa que não existe.
A amiga tentou acalmá-la, dizendo que a pessoa existia, sim, ela é que não a via, mas prometeu ajudar, sem saber no momento o que fazer. Teve, depois, a ideia de conversar mentalmente com a pessoa invisível que, intuitivamente, julgava ser a bisavó do menino, falecida já há algum tempo.
Disse-lhe mais ou menos o seguinte:
— Olha, sei que a senhora está lá para ajudar e proteger o Flavinho. A senhora não iria querer fazer nenhum mal a ele, mas a mãe dele não sabe disso. Não entende disso e está justamente assustada. Não é justo que ela fique assim, nervosa. Portanto, peço à senhora que, por favor, fale com ela quando for possível e lhe explique as coisas. Ela veio pedir ajuda a mim, mas só a senhora pode dar-lhe essa ajuda. Por favor, fale com ela para tranquilizá-la. Eu lhe fico muito grata.
Essa pequena “conversa” foi à noite, pouco antes de adormecer. No dia seguinte, logo cedo, a mãe do menino foi procurar a amiga. Estava eufórica, os olhos brilhantes e foi logo perguntando:
— Você fez alguma coisa, não fez?
E contou a novidade. Deitara-se, na véspera, e estava quase dormindo quando, de repente, se viu em casa de sua mãe. Sua avó estava sentada numa poltrona, com Flávio ao colo.
— Ué, vovó — disse ela —, então a senhora está aqui?
Comparem, agora, o que respondeu a avó com os termos em que o pedido fora formulado (mentalmente) por Didi:
— Sou eu, sim, minha filha — começou ela. — Trouxe você aqui para dizer-lhe que aqui estou para ajudar a proteger o Flavinho. Mas não é justo que você fique assim tão nervosa. Se você continuar nervosa, vou ter de ir embora.
Dizendo isto, colocou o menino no chão e ele correu para o quintal, enquanto as duas se dirigiam para a varanda.
— Está vendo? — perguntou a avó. — Ele fica lá, brincando, e eu tomo conta dele para você. Pode ficar tranquila, minha filha.
No momento seguinte a mãe do menino despertou.
Só então Didi contou o que havia feito, e a amiga pôs-se a chorar. Desta vez, porém, era de alegria. Afinal de contas era apenas a vovó que estava tomando conta de seu filho e não uma figura alucinatória.
Livro dos Espíritos (Sonhos)
400. O Espírito encarnado permanece de bom grado no seu envoltório corporal?
“É como se perguntasses se ao encarcerado agrada o cárcere. O Espírito encarnado aspira constantemente à sua libertação, e tanto mais deseja ver-se livre do seu envoltório, quanto mais grosseiro é este.”
401. Durante o sono, a alma repousa como o corpo?
“Não, o Espírito jamais está inativo. Durante o sono, afrouxam-se os laços que o prendem ao corpo e, não precisando este então da sua presença, ele se lança pelo espaço e entra em relação mais direta com os outros Espíritos. ”
402. Como podemos julgar da liberdade do Espírito durante o sono?
“Pelos sonhos. Quando o corpo repousa, acredita-o, tem o Espírito mais faculdades do que no estado de vigília. Lembra-se do passado e algumas vezes prevê o futuro. Adquire maior potência e pode pôr-se em comunicação com outros Espíritos, quer neste mundo, quer noutro. Dizes frequentemente: Tive um sonho extravagante, um sonho horrível, mas absolutamente inverossímil. Enganas-te. É amiúde uma recordação dos lugares e das coisas que viste ou que verás em outra existência ou em outra ocasião. Estando entorpecido o corpo, o Espírito trata de quebrar seus grilhões e de investigar no passado ou no futuro. ”Pobres homens, que mal conheceis os mais vulgares fenômenos da vida! Julgais-vos muito sábios e as coisas mais comezinhas vos confundem. Nada sabeis responder a estas perguntas que todas as crianças formulam: Que fazemos quando dormimos? Que são os sonhos? (...)
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