domingo, 28 de junho de 2026

Cuidados com o corpo e a mente

 Casa Espírita Missionários da Luz – Juventude > 15 anos – 19/06/2026

Tema: Cuidados com o corpo e a mente

Objetivos:

  • Conhecer o instinto de conservação da vida do corpo físico;

  • Perceber vícios mentais e físicos que comprometem nossa saúde;

  • Refletir sobre os esportes e a Lei de Conservação.

Bibliografia:

- O Livro dos Espíritos, 3ª parte (Lei de Conservação), pergs 702 e 703 (Instinto de conservação); 712 à 714 (Gozo dos bens terrenos); 718 e 719 (Privações voluntárias);

- ESE, Cap. IX item 10; Cap. XVII – Sede Perfeitos, item 11 ‘Cuidar do Corpo e do Espírito’;

- A Gênese, Cap. III (O bem e o mal), item 11 (O instinto e a inteligência);

- O Céu e o Inferno, 1ªparte, Cap II ‘’Causas da apreensão diante da morte’, item 2;

- Pensamento e Vida, Emmanuel/Chico Xavier, Cap. 14 ‘Corpo’, Cap. 15 ‘Saúde’;

- Adolescência e Vida, Joanna de Angelis/Divaldo Franco, Cap 1 'Adolescência - Fase de Transição e de Conflitos', Cap 7 'O Adolescente, o Amor e a Paixão';

- Atualidade do Pensamento Espírita, Vianna de Carvalho/Divaldo Franco, pergs. 104 e 107.

Material: Livros LE, A Gênese, Adolescência e Vida, Pensamento e Vida, textos dos grupos, ou mandar em PDF durante o encontro.

Roteiro:

1. Hora da novidade e Prece Inicial

2. Motivação inicial:

Iniciar perguntando ao grupo como eles definem o instinto.

- O que é instinto? Todos os seres têm instinto? Pra que serve o instinto?

==> deixar que respondam dando, se necessário, a definição de Kardec, em A Gênese, Cap. III, item 11:

O instinto é a força oculta que solicita os seres orgânicos a atos espontâneos e involuntários, tendo em vista a conservação deles.”

==> reforçar que existe nos seres orgânicos, que tem vida corporal

==> é da Natureza, para a conservação dos corpos. Vemos também no LE, na 3ª parte, Lei de Conservação, na perg. 702:

702. É lei da natureza o instinto de conservação?

Sem dúvida. Todos os seres vivos o possuem, qualquer que seja o grau de sua inteligência. Nuns, é puramente maquinal, raciocinado em outros.”

- O ser humano tem instintos durante toda a sua vida?

- Quem pode dar exemplo de ações instintivas?

No homem, só em começo da vida o instinto domina com exclusividade; é por instinto que a criança faz os primeiros movimentos, que toma o alimento, que grita para exprimir as suas necessidades, que imita o som da voz, que tenta falar e andar. No próprio adulto, certos atos são instintivos, tais como os movimentos espontâneos para evitar um risco, para fugir a um perigo, para manter o equilíbrio do corpo; tais ainda o piscar das pálpebras para moderar o brilho da luz, o abrir maquinal da boca para respirar, etc.” (A Gênese, Cap. III, item 11)

==> conforme vamos desenvolvendo a inteligência, temos maior livre arbítrio, e passamos a decidir nossas ações, deixando de sermos conduzidos puramente pelos instintos.

3. Desenvolvimento:

- Pensando na encarnação, qual o mais importante instrumento do Espírito? ==> o Corpo Físico!

- Porquê? ==> Sem o corpo, como vamos cumprir nosso objetivo na encarnação? Somos Espíritos, mas quando encarnados, precisamos cuidar do corpo!

Vemos essa importância dos cuidados com o corpo, na Lei de Conservação, na perg. 718: A lei de conservação obriga o homem a prover às necessidades do corpo?

Sim, porque, sem força e saúde, impossível é o trabalho.”

Na semana passada, vocês listaram algumas atitudes que nos levam a desvios no planejamento reencarnatório;

- Vícios físicos que podem levar ao suicídio indireto como fumo, álcool, drogas; o próprio suicídio;

- Vícios morais, pela exaltação dos sentidos, pelo orgulho, egoísmo e todos os vícios derivados desses;

- Vícios mentais como vícios redes sociais que afastam a pessoa da realidade, da vida, dos compromissos.

==> Falar da palestra de Ana Tereza Camasmie, onde ela relata que o filho adolescente não conseguia mais se desconectar do notebook, dos jogos. Então, uma noite, depois que ele dormiu, ela entrou no quarto dele e tirou os cabos de conexão com a rede elétrica e colocou na bolsa dela, levando pro trabalho no dia seguinte.

Quando chegou pro almoço, ele estava surtando de ódio.

Ela disse, muito calma, que ele havia perdido a condição de usar o livre arbítrio; não tinha mais liberdade, pois o discernimento dele não funcionava mais; ele era escravo do jogo. Então, que eles iriam negociar o uso, para que ele aprendesse a ter domínio sobre si mesmo novamente.

(O sentido da vida - Ana Tereza Camasmie no vale do paraiba/ campos do jordão

https://www.youtube.com/watch?v=2gcnXZCOlY4&t=3s)

E Emmanuel, no livro Pensamento e Vida, Cap. 15 ‘Saúde’, traz outro aspecto de vícios mentais:

Nossas emoções doentias mais profundas, quaisquer que sejam, geram estados enfermiços.”

Os reflexos dos sentimentos menos dignos que alimentamos, voltam-se sobre nós mesmos, depois de convertidos em ondas mentais, tumultuando o serviço das células nervosas.”

Não nos esqueçamos, assim, de que apenas o sentimento reto pode esboçar o reto pensamento, sem os quais a alma adoece pela carência de equilíbrio interior, imprimindo no aparelho somático os desvarios e as perturbações que lhe são consequentes.”

==> nossas emoções, sentimentos, pensamentos, ou seja, a nossa mente, gera desequilíbrio que pela persistência, pela constância, gera doenças no corpo.

==> lembrar o vídeo de Andrei Moreira, que já vim

os, sobre as formas pensamentos…

(https://www.youtube.com/watch?v=lD6QTT2qsp8)

4. Reflexão em grupos

No início do ano, um dos temas escolhidos por um de vocês, foi Esportes. E “Esportes” está relacionado com o corpo, cuidados com o corpo, atitudes, etc.

Sabemos da importância do esporte, principalmente durante a adolescência, como é saudável para o corpo e para a mente.

Vamos então refletir sobre essa atividade de tanta importância e projeção no nosso mundo. Estamos inclusive em plena Copa do Mundo; todos falando dos jogos.

Eu selecionei 2 autores espirituais que abordam, porém, outros aspectos dos esportes, que podem estar também relacionados com desvios no planejamento reencarnatório.

A tarefa do grupo é ler e refletir sobre os aspectos que esses autores trouxeram, ok?

Dividir a turma em 2 grupos, ficando cada grupo com um texto:

1. Texto de Joanna em Adolescência e Vida

2. Texto de Vianna de Carvalho, em Atualidade do Pensamento Espírita.

5. Apresentação dos grupos

Após as apresentações, reforçar a importância do equilíbrio nos esportes, como em tudo na vida; os cuidados com a competição, os cuidados com o corpo, atenção com nossos objetivos espirituais.

6. Conclusão

Joanna, nesse mesmo livro, aborda o lado positivo das atividades físicas:

Cap 7 'O Adolescente, o Amor e a Paixão'

O ideal, nesse momento, é a canalização dessa força criadora para as experiências da arte, do trabalho, do estudo, da pesquisa, que a transformam em energia superior, potencializada pela beleza e pelo equilíbrio. Nesse sentido, deve-se recorrer aos desportos, à ginástica, às caminhadas e atividades ecológicas que, além de úteis à comunidade, também gastam o excesso hormonal, tanto físico quanto psíquico.”

7. Prece final e passes coletivos.

Avaliação:

Encontro em 26/06 pois dia 19/06 foi jogo do Brasil na Copa e só foram 4 jovens. Falamos do livro Céu Azul. E em 26/06 estavam somente com 4 jovens. Não estavam muito empolgados. Um jovem disse que estava com muito sono e não ia conseguir ler o texto. A dupla leu pra ele. Não deu muito certo. Como eram poucos e estavam desmotivados, eu deveria ter feito perguntas do tema para as duplas ao invés de dar as cópias dos textos.

Anexos:

Subsídio ao evangelizador:

O Livro dos Espíritos, 3ª parte, Lei de Conservação

703. Com que fim outorgou Deus a todos os seres vivos o instinto de conservação?

Porque todos têm que concorrer para o cumprimento dos desígnios da Providência. Por isso foi que Deus lhes deu a necessidade de viver. Acresce que a vida é necessária ao aperfeiçoamento dos seres. Eles o sentem instintivamente, sem disso se aperceberem.”

712. Com que fim pôs Deus atrativos no gozo dos bens materiais?

Para instigar o homem ao cumprimento da sua missão e para experimentá-lo por meio da tentação.”

a) — Qual o objetivo dessa tentação?

Desenvolver-lhe a razão, que deve preservá-lo dos excessos.”

Se o homem só fosse instigado a usar dos bens terrenos pela utilidade que têm, sua indiferença teria talvez comprometido a harmonia do universo. Deus imprimiu a esse uso o atrativo do prazer, porque assim é o homem impelido ao cumprimento dos desígnios providenciais. Mas, além disso, dando àquele uso esse atrativo, quis Deus também experimentar o homem por meio da tentação que o arrasta para o abuso, de que deve a razão defendê-lo.

713. Traçou a natureza limites aos gozos?

Traçou, para vos indicar o limite do necessário. Mas, pelos vossos excessos, chegais à saciedade e vos punis a vós mesmos.”

714. Que se deve pensar do homem que procura nos excessos de todo gênero o requinte dos gozos? “Pobre criatura! Mais digna é de lástima que de inveja, pois bem perto está da morte!”

a) — Perto da morte física, ou da morte moral? “De ambas.”

O homem que procura nos excessos de todo gênero o requinte do gozo coloca-se abaixo do animal, pois que este, sabe deter-se, quando satisfeita a sua necessidade. Tal homem abdica da razão que Deus lhe deu por guia, e quanto maiores forem seus excessos, tanto maior preponderância confere ele à sua natureza animal sobre a sua natureza espiritual. As doenças, as enfermidades e a própria morte, que resultam do abuso, são, ao mesmo tempo, o castigo à transgressão da lei de Deus.

719. Merece censura o homem por procurar o bem-estar?

É natural o desejo do bem-estar. Deus só proíbe o abuso, por ser contrário à conservação. Ele não condena a procura do bem-estar, desde que não seja conseguido à custa de outrem e não venha a diminuir-vos nem as forças físicas, nem as forças morais.”

A Gênese, Cap. III, item 11

11. Qual a diferença entre o instinto e a inteligência? Onde acaba um e o outro começa? Será o instinto uma inteligência rudimentar, ou será uma faculdade distinta, um atributo exclusivo da matéria? O instinto é a força oculta que solicita os seres orgânicos a atos espontâneos e involuntários, tendo em vista a conservação deles . Nos atos instintivos não há reflexão, nem combinação, nem premeditação. É assim que a planta procura o ar, se volta para a luz, dirige suas raízes para a água e para a terra nutriente; que a flor se abre e fecha alternativamente, conforme se lhe faz necessário; que as plantas trepadeiras se enroscam em torno daquilo que lhes serve de apoio, ou se lhe agarram com as gavinhas. É pelo instinto que os animais são avisados do que lhes convém ou prejudica; que buscam, conforme a estação, os climas propícios; que constroem, sem ensino prévio, com mais ou menos arte, segundo as espécies, leitos macios e abrigos para as suas progênies, armadilhas para apanhar a presa de que se nutrem; que manejam destramente as armas ofensivas e defensivas de que são providos; que os sexos se aproximam; que a mãe choca os filhos e que estes procuram o seio materno. No homem, só em começo da vida o instinto domina com exclusividade; é por instinto que a criança faz os primeiros movimentos, que toma o alimento, que grita para exprimir as suas necessidades, que imita o som da voz, que tenta falar e andar. No próprio adulto, certos atos são instintivos, tais como os movimentos espontâneos para evitar um risco, para fugir a um perigo, para manter o equilíbrio do corpo; tais ainda o piscar das pálpebras para moderar o brilho da luz, o abrir maquinal da boca para respirar, etc.

O Céu e o Inferno, 1ªparte, Cap II ‘’Causas da apreensão diante da morte’, item 2

2. A apreensão da morte é um efeito da sabedoria da Providência, e uma consequência do instinto de conservação comum a todos os seres vivos. Ela é necessária enquanto o homem não estiver suficientemente esclarecido sobre as condições da vida futura, como contrapeso ao impulso que, sem esse freio, o levaria a deixar prematuramente a vida terrestre, e a negligenciar o trabalho aqui embaixo que deve servir para seu próprio avanço.

Pensamento e Vida, Emmanuel/Chico Xavier, Cap. 14 'Corpo'

A prática do bem, simples e infatigável pode modificar a rota do destino, de vez que o pensamento claro e correto, com ação edificante, interfere nas funções celulares, tanto quanto nos eventos humanos, atraindo em nosso favor, por nosso reflexo melhorado e mais nobre, amparo, luz e apoio, segundo a lei do auxílio.”

Adolescência e Vida, Joanna de Angelis/Divaldo Franco, Cap 1 'Adolescência - Fase de Transição e de Conflitos'

A adolescência é o período próprio do desenvolvimento físico e psicológico, que se inicia aproximadamente aos catorze anos para os rapazes e aos doze anos para as moças, prolongando-se, até aos vinte e dezoito anos, respectivamente, nos países de clima frio, sendo que nos trópicos há uma variação para mais cedo. (...)

Completando a reencarnação, o adolescente passa a viver a experiência nova, definindo os rumos do comportamento que o tempo amadurecerá através da vivência dos novos desafios. (...)

Como é compreensível, a escala de valorização da vida se modifica ante o mundo estranho e atraente que ele descortina, contestando tudo quanto antes lhe constituía segurança e estabilidade. (...)

A velocidade da telecomunicação, a diminuição das distâncias através dos recursos da mídia, da computação, das viagens aéreas, amedrontam os caracteres mais frágeis, enquanto estimulam os mais audaciosos, propondo-lhes o descobrimento do mundo e o sorver de todos os prazeres quase que de um só gole.

Os esportes, que se perdem num incontável número de propostas, chamam-no, e os outros deveres, aqueles que dizem respeito à cultura intelectual, à vivência religiosa, ao comportamento ético-moral, porque exigem sacrifícios mais demorados e respostas mais lentas, ficam à margem, quase sempre desprezados, em favor dos outros esforços que gratificam de imediato, ensoberbecendo o ego e exibindo a personalidade. (...)

A moderação cede lugar ao excesso e o equilíbrio passa a plano secundário, porque o jovem, nesse momento, receia perder as facilidades que se multiplicam e o exaurem, sem dar-se conta das finalidades reais da existência física.

O Espiritismo oferece ao jovem um projeto ideal de vida, explicando-lhe o objetivo real da existência na qual se encontra mergulhado, ora vivendo no corpo e, depois, fora dele, como um todo que não pode ser dissociado somente porque se apresenta em etapas diferentes. Explica-lhe que o Espírito é imortal e a viagem orgânica constitui-lhe recurso precioso de valorização do processo iluminativo, libertador e prazenteiro. (…)

Continência moral, comedimento de atitudes constituem preparativos indispensáveis para a formação da personalidade e do caráter do jovem, nesse período de claro-escuro discernimento, para o triunfo sobre si mesmo e sobre as dificuldades que enfrentam todas as criaturas, durante a marcha física na Terra.

Atualidade do Pensamento Espírita, Vianna de Carvalho/Divaldo Franco

Perg. 104) Considerando-se que o sistema sócio-econômico e político que temos, está arraigado na competição, como a Educação poderia influenciar positivamente, não reforçando atitudes competitivas entre crianças e jovens?

A competição tem, também, um sentido saudável, quando não objetiva vencer para esmagar ou suplantar o outro. Vale como estímulo para conquistar espaços e realizações dignificadoras. (...)

A competição lamentável é aquela que humilha o vencido, o perdedor, situando-o em posição inferior. Por instinto, muitos estímulos funcionam através de manifestações competitivas. Quando está presente o ego em primazia, já os valores da competição perdem o significado por caracterizar disputas vazias de conteúdo e ricas de interesses subalternos.

As Nações ricas, muitas vezes carentes de valores éticos, deram início ao mercado de competições para aquisição de vidas e recursos intelectuais que lhes faltavam, tomando o homem objeto de compra e não instrumento de ideais. Os desportos perderam quase o sentido de competição qualificativa para se tomarem indústrias de profissionais destituídos de sentimentos fraternos, cujos interesses únicos são o dinheiro e a supervalorização que lhes facultam granjear mais altos estipêndios. Ganhar nas competições tomou-se fator de mercado e não de ideal ou de prazer. O mesmo ocorre em outras áreas do comportamento: artístico, cultural, social...

Os estímulos pelo idealismo, as competições para a qualificação do educando, são métodos valiosos para a conquista de valores nobres, que devem ser preservados.

Perg. 107) Mesmo que o Estado, a família e as Instituições proporcionem uma Educação de qualidade, o que fazer para superar o desinteresse, a indiferença, a falta de vontade e de empenho dos educandos?

Enquanto prevaleçam o desrespeito pela Cultura geral e a supervalorização dos esportes e dos divertimentos, permanecerá o desinteresse juvenil pela Escola. (…)

Tendo-se em vista que os desportistas e os astros dos divertimentos desfrutam de privilégios e salários exorbitantes, enquanto os profissionais liberais e outras pessoas que adquiriram cultura universitária se vêm constrangidos a exercer tarefas em outras áreas diferentes daquelas para as quais se prepararam, ou não conseguem oportunidade para aplicar os conhecimentos que possuem, por falta de respeito pelo que são e têm, é compreensível que as mentes juvenis prefiram os espairecimentos e a musculação, a ginástica e os prazeres, na expectativa de alcançarem o pódio do triunfo.

Respeitamos os indivíduos que se destacam em todos os campos humanos e se tomam líderes das massas, perante as quais assumem graves responsabilidades morais e espirituais, no entanto, o número daqueles que alcançam o pedestal da glória é muito reduzido e a Humanidade não pode viver somente da exaltação dessas conquistas, que são muito transitórias.

Indispensável, portanto, que a família e o Estado conjuguem esforços para a valorização da Escola e do seu grandioso significado na edificação de uma sociedade justa e feliz.

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