Casa Espírita Missionários da Luz – DIJ – Juventude 1 - > 16 anos
20/03/2026
Tema – Trabalho: Ocupação Útil
Objetivos:
Necessidade do trabalho, ocupação útil, para o progresso;
Refletir sobre as ocupações e preocupações dos Espíritos.
Bibliografia:
O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, perg 132 (Encarnação dos Espíritos); perg. 540 ( Ação dos Espíritos sobre os fenômenos da natureza); pergs 558 e 559 (Ocupação dos Espíritos); pergs 674 à 681 (Necessidade do Trabalho);
João, 5:17;
Obsessão e desobsessão, Suely Caldas Schubert, Cap. 14;
Adolescência e Vida, Joanna de Ângelis/Divaldo Franco, Cap. 11 ‘A Vida Social do Adolescente’.
Material: Livro da Suely Caldas; um exemplar de O Livro dos Espíritos
Procedimentos:
Hora da novidade (a prece inicial é feita após o Momento Musical)
Motivação Inicial
Relatar o caso dos “trombadinhas” espirituais, relatado por Sueli Caldas em seu livro.
==> vemos nesse relato, um problema social, de falta de cuidado e atenção com a infância e a juventude, que prosseguiu no PE, até o atendimento pelos mentores da reunião mediúnica da CE.
==> esses Espíritos, enquanto encarnados, viviam pelas ruas. Sem casa, sem família, sem estudo, sem cuidados.
- Vocês imaginavam que isso pudesse ocorrer no plano espiritual?
==> após as respostas, confirmar que a desencarnação só nos faz mudar de plano vibratório, mas que continuamos na mesma faixa mental em que nos achávamos antes de deixar o corpo físico.
- O que esses Espíritos que ainda se apresentavam na forma de adolescentes, faziam?
==> nada de útil! Vagavam pelas ruas e casas por onde transitavam quando encarnados.
- O que fazem os Espíritos? Vocês acham que eles precisam trabalhar? - Quais as suas ocupações?
==> discutir em duplinhas por 3 minutos.
==> após as respostas, falar das questões abaixo do LE (pedir que um dos jovens leia):
558. Alguma outra coisa incumbe aos Espíritos fazer, que não seja melhorarem-se pessoalmente?
“Concorrem para a harmonia do Universo, executando as vontades de Deus, cujos ministros eles são. A vida espírita é uma ocupação contínua, mas que nada tem de penosa, como a vida na Terra, porque não há a fadiga corporal, nem as angústias das necessidades.”
==> os jovens desencarnados do exemplo citado, estavam na condição dessa resposta dos Espíritos a Kardec?
Não!!! Essa resposta é genérica, para os Espíritos em conexão com Deus.
559. Também desempenham função útil no Universo os Espíritos inferiores e imperfeitos?
“Todos têm deveres a cumprir. Para a construção de um edifício, não concorre tanto o último dos serventes de pedreiro, como o arquiteto?”
==> todos podem e devem atuar!
Desenvolvimento
No Evangelho de João, vemos:
E Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também. (João, 5:17)
==> Jesus deu essa resposta, quando os judeus o criticaram por ter curado um paralítico num sábado. Jesus ensinava que sempre é tempo de fazer o bem!
==> Nos mostra que tanto Ele, Espírito Puro, quanto Deus, trabalham! O trabalho é uma lei natural. Tudo no universo trabalha!
- Kardec tratou desse assunto, do Trabalho como lei divina, na 3ª parte do LE, como uma das Leis Morais: a Lei do Trabalho!
- Vejam que linda essa resposta dos Espíritos à perg 540, no LE:
540.
Os
Espíritos que exercem ação nos fenômenos da natureza operam
com conhecimento de causa, usando
do livre-arbítrio,
ou por efeito
de instintivo
ou irrefletido impulso?
“Uns
sim, outros não.
Estabeleçamos uma comparação. Considera essas miríades de animais
que, pouco a pouco, fazem emergir do mar ilhas e arquipélagos.
Julgas que não há aí um fim providencial e que essa transformação
da superfície do globo não seja necessária à harmonia geral?
Entretanto, são
animais de ínfima ordem que executam essas obras,
provendo
às suas necessidades
e sem
suspeitarem de que são instrumentos de Deus.
Pois bem: do mesmo modo, os
Espíritos mais atrasados oferecem utilidade ao conjunto.
Enquanto se ensaiam para a vida, antes que tenham plena consciência
de seus atos e estejam no gozo do livre-arbítrio, atuam em certos
fenômenos, de que inconscientemente se constituem os agentes.
Primeiramente,
executam.
Mais tarde, quando suas inteligências já houverem alcançado um
certo desenvolvimento, ordenarão
e dirigirão as coisas do mundo material.
Depois, poderão
dirigir as do mundo moral.
É
assim que tudo serve, que tudo se encadeia na natureza,
desde o átomo primitivo até o arcanjo, que também começou pelo
átomo. Admirável lei de harmonia, que o vosso acanhado espírito
ainda não pode apreender em seu conjunto!”
==> não é linda essa resposta? Poética! Vemos que tudo na Natureza trabalha!
E pra nós, encarnados? Pra que serve o trabalho?
==> depois das respostas dos jovens, pedir que um deles leia no LE:
132. Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos?
“Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. Para uns, é expiação; para outros, missão. Mas, para alcançarem essa perfeição, têm que sofrer todas as vicissitudes da existência corporal: nisso é que está a expiação. Visa ainda outro fim a encarnação: o de pôr o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação. Para executá-la é que, em cada mundo, toma o Espírito um instrumento em harmonia com a matéria essencial desse mundo, a fim de aí cumprir, daquele ponto de vista, as ordens de Deus. É assim que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta.”
A
ação dos seres corpóreos é necessária à marcha do universo.
Deus, porém, na sua sabedoria, quis que nessa
mesma ação eles encontrassem um meio de progredir
e de se aproximar dele. Deste modo, por uma admirável lei da
Providência, tudo se encadeia, tudo é solidário na natureza.
==> o trabalho desenvolve nossa inteligência;
==> pelo trabalho modificamos o meio ambiente, melhorando as condições de vida no planeta.
==> mente ocupada no trabalho está preservada do mal. O trabalho é um preventivo contra o mal, uma segurança. (“Mente vazia, oficina do diabo! ==> sabedoria popular)
Fixação do conceito:
- Propor a divisão do grupo em 2 subgrupos para discutirem:
Qual trabalho, segundo a lei de Deus, eu realizo?
Como eu me desenvolvo nesse trabalho?
- Importante para o aprendizado, que todos do subgrupo falem, ok?
==> Depois das apresentações dos subgrupos, pedir que um jovem leia a perg. 675 do LE:
Por trabalho só se devem entender as ocupações materiais? “Não; o Espírito trabalha, assim como o corpo. Toda ocupação útil é trabalho.”
==> às vezes podemos estar nos movimentando, ocupados, mas fazendo coisas que não estão nas leis naturais; que fazem mal a nós próprios e também aos outros.
Conclusão
Precisamos bem aproveitar o recurso do tempo que temos na encarnação.
Buscarmos ser úteis!
Propor o retorno à leitura do livro Céu Azul.
Ano passado combinamos a leitura do livro espírita Céu azul, por Célia Xavier de Camargo (Autor), César Augusto Melero (Autor). A ideia é todos lerem os capítulos combinados durante a semana e um de vocês resumiria o essencial, os aprendizados do que foi lido, e nos últimos 15 min ao fim de cada encontro.
Em 2025 fomos até o Cap. 26.
Pedir a um dos jovens que resuma o que estudamos do livro em 2025.
Passes coletivos e prece final.
Avaliação:
Encontro com 8 jovens (Tony, Estêvão, Kethelin, Hérien, Fernanda, Marina, Iam, Lucas Camargo). A perg 132 só foi comentada, assim como a 675. Não deu tempo de falar do livro Céu Azul (que foi citado por um dos jovens num dos exemplos). Tinham boa percepção do que é trabalho segundo a lei divina; falaram da caridade moral também como trabalho. Não foi feita a discussão inicial em duplinhas: foi discussão aberta.
A atividade de fixação foi feita de forma oral, com participação de todos.
Anexos/ Apoio Doutrinário:
Livro dos Espíritos:
676. Por que o trabalho se impõe ao homem?
“Por ser uma consequência da sua natureza corpórea. É expiação e, ao mesmo tempo, meio de aperfeiçoamento da sua inteligência. Sem o trabalho, o homem permaneceria sempre na infância, quanto à inteligência. Por isso é que seu alimento, sua segurança e seu bem-estar dependem do seu trabalho e da sua atividade. Ao que é muito fraco de corpo outorgou Deus a inteligência, para suprir essa limitação; mas é sempre um trabalho.”
Obsessão e desobsessão, Suely Caldas Schubert, Cap. 14
Certa vez, na reunião em que colaboramos, sentimos a presença de um grupo de Espíritos desencarnados entre 15 e 18 anos. Tinham a aparência desses que vemos nas ruas, denominados “pivetes” ou “trombadinhas”. Dentre eles comunicou-se uma mocinha desencarnada aos 17 anos, maltrapilha e extremamente zombeteira. Contou-nos que andavam ao léu, pelas ruas, tal como faziam antes, dedicando-se especialmente a entrarem nos lares cujas portas estivessem abertas (e aqui no duplo sentido: físico e espiritual), com a finalidade de provocar desordens e brigas entre os moradores. Isto descrito num linguajar peculiar, com a gíria comumente empregada. Também contou que tinham prazer em usufruir do conforto dessas casas, refestelando-se nas poltronas macias e desfrutando de comodidades que não tiveram em vida. Obviamente isto só era possível nos lares em que, embora havendo conforto material, o ambiente espiritual não diferençava muito do que era próprio a esses “pivetes” desencarnados. Foi preciso muito amor e carinho de toda a equipe para conscientizá-los de que existia para todos uma vida bem melhor, se quisessem despertar para ela. Que havia ao lado deles pessoas que os amavam e que desejavam aproximar-se para auxiliá-los. E que acima de tudo estava Jesus, o Amigo Maior, que não desampara nenhuma de suas ovelhas. Como a carência de amor dessas almas fosse bem maior que toda a revolta que os abrasava, aos poucos emocionaram-se com os cuidados e carinho de que foram alvo e, ao final, sob a liderança da jovem que se comunicou — uma espécie de porta-voz do grupo — e que foi também a primeira a se sentir amorosamente confortada, o grupo foi levado, após a prece comovente feita pelo doutrinador.
Adolescência e Vida, Joanna de Ângelis, Cap. 11 ‘A Vida Social do Adolescente’.
A questão da independência do jovem no contexto doméstico, nesse período, não é simples, porque a família dá segurança e compensação, trabalhando, no entanto, embora de forma inconsciente, para que ele perca a oportunidade de definir a personalidade, tornando-se parasita do lar, peso inevitável na economia da sociedade que dele espera esforço e luta para o contínuo crescimento.
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