quarta-feira, 18 de março de 2026

A Força do Pensamento

 Casa Espírita Missionários da Luz – DIJ – Juventude 1: > 16 anos

13/03/2026

TemaA Força do Pensamento

Objetivos:

  • Entender a força do pensamento em nossos atos;

  • Estudar a forma como o pensamento age sobre os fluidos;

  • Entender o mecanismo da prece.

Bibliografia:

  • O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, pergs 27, 30 à 33, 36; perg 459 (Influência oculta dos Espíritos); pergs 649, 659 à 664, 666 (Lei de Adoração);

  • Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec, Cap. XXVII – Pedi e Obtereis;

  • A Gênese, Cap II (Deus) item 24; Cap. XIV (Os Fluidos), itens  itens 9 e 10 (Perispírito),  item  15 (Fotografia do Pensamento); item 16 (Qualidade dos Fluidos);

  • Diversidade dos Carismas, Hermínio Miranda, Cap XVIII Desenvolvimento, Item 5 ‘Lixo Mental’.

Material: Projetor e notebook; um exemplar de o ESE e do LE; rolo de barbante.

Vídeo trecho de uma palestra de Andrei Moreira – Formas Pensamento (2:29min):

https://www.youtube.com/watch?v=lD6QTT2qsp8 (acessado em 11/03/2026)

Procedimentos:

  1. Hora da novidade (a prece inicial é feita após o Momento Musical)

  2. Motivação Inicial

Aplicar uma dinâmica para demonstrar a importância de cuidar com os nossos pensamentos para não gerar controles mentais automáticos e possíveis ações indesejadas.


Propor aos jovens: eu vou falar uma frase e caso vocês a conheçam, não podem completá-la nem em pensamento, ok? Eu vou começar a frase e vocês não podem terminá-la nem mentalmente.

Falar pausadamente o início das frases sem concluí-las:

i) para bom entendedor meia … (palavra basta)

ii) de grão em grão a galinha … (enche o papo)

iii) cada macaco no … (no seu galho)

iv) casa de ferreiro o espeto … (é de pau)

v) água mole em pedra dura … (tanto bate até que fura)

vi) filho de peixe … (peixinho é)

- Como foi? Conseguiram não completar a frase nem pensamento? É difícil, né? Por quê?

==> deixar que tentem responder

- Porque nós já alimentamos a nossa mente com esses ditos populares desde a infância. Então quando a gente ouve o começo de uma frase conhecida, a nossa mente já completa essa frase automaticamente com aquilo que nós somos alimentados mentalmente.

- Que relação podemos fazer desse fato com nossa conduta, com nossos pensamentos diários?

==> que devemos cuidar com os nossos pensamentos! Temos que cuidar com o que colocamos para dentro da nossa mente para conseguir evitar que pensamentos negativos entrem e façam morada em nossa mente. O chamado “lixo mental”. Pois uma vez que estejam sedimentados em nossa casa mental, essas ideias tomam nossos pensamentos diários sem que percebamos!

- quem pode dar exemplo de um lixo mental?

Por exemplo: uma leitura perniciosa, um filme pornográfico, anedota inconveniente, uma notícia escandalosa no jornal ou na tv cena chocante na rua que, em vez de passar ao largo, vai ver de perto, para 'conferir'. Enfim, inúmeros atos de verdadeira morbidez espiritual, por melhor que sejam as intenções.” (Hermínio Miranda, em Diversidade dos Carismas).

Podemos associar com um programa de um computador: processa os dados, as informações recebidas. Se o sistema foi alimentado com dados falsos ou de baixa qualidade, os resultados apresentados serão falsos ou ruins! Não tem mágica!!!

Hermínio Miranda, nesse mesmo livro, Diversidade dos Carismas, faz essa comparação:

Também nós somos computadores. Superinteligentes e dotados de livre-arbítrio, programados para alcançar a paz e a felicidade totais, que o Cristo caracterizou como o Reino de Deus, explicando muito bem que esse Reino já está em nós, cabendo-nos, apenas, realizá-lo. Chegaremos lá, portanto, um dia. O único problema grave aí é que permitimos a entrada de uma quantidade espantosa de 'lixo mental' em nossas memórias e, por isso, a cada passo, o programa se desvia e acarreta atrasos imprevisíveis e lamentáveis, seculares, milenares até.

  1. Desenvolvimento

Vamos ver um vídeo bem curtinho, do Andrei Moreira, palestrante espírita, sobre a força do pensamento:

Vídeo trecho de uma palestra de Andrei Moreira – Formas Pensamento (2:29min):

https://www.youtube.com/watch?v=lD6QTT2qsp8

- aqui vemos a força dos nossos pensamentos, criando uma atmosfera psíquica em torno de nós, que se conecta com outras mentes que vibram na mesma sintonia.

==> E somos retroalimentados por essa atmosfera psíquica que nós mesmos criamos!

==> quantas vezes, num assunto qualquer, já começam a vir diversos pensamentos pessimistas dizendo que não vai dar certo? É o automatismo do que colocamos na mente, ampliado pelas outras mentes que sintonizam conosco!

- Qual perg do LE fala dessa conexão de nossos pensamentos com pensamentos de Espíritos desencarnados?

==> perg 459 (Influência oculta dos Espíritos)! 4 + 5 = 9!!! ==> 459!!!

O que diz essa perg e qual a resposta que os Espíritos deram a Kardec?

 Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos?

Mais do que imaginais, pois com bastante frequência são eles que vos dirigem.”

Semana passada estudamos a prece que Jesus nos ensinou: O Pai Nosso.

Qual é a ligação desses 2 assuntos? Pensamento e Prece?

No LE, 3a.parte, das Leis Morais, na Lei de Adoração, Kardec perguntou aos Espíritos:

Perg. 649Em que consiste a adoração?

Na elevação do pensamento a Deus. Deste, pela adoração, aproxima o homem sua alma.”

==> a prece é um pensamento direcionado a Deus!

Os Espíritos responderam mais adiante:

Perg. 659. Qual o caráter geral da prece?

A prece é um ato de adoração. Orar a Deus é pensar nele; é aproximar-se dele; é pôr-se em comunicação com ele. A três coisas podemos propor-nos por meio da prece: louvar, pedir, agradecer.”

E no Evangelho, cap. XXVII, “Pedi e Obtereis”, item 9: Ação da prece. Transmissão do pensamento, Kardec coloca:

A prece é uma invocação, mediante a qual o homem entra, pelo pensamento, em comunicação com o ser a quem se dirige. Pode ter por objeto um pedido, um agradecimento, ou uma glorificação. Podemos orar por nós mesmos ou por outrem, pelos vivos ou pelos mortos.”

==> aqui vemos aquela questão do lixo mental… Quantas vezes na hora da prece, vem um pensamento nada a ver, interrompendo a nossa prece? O que devemos fazer então?

- voltar o pensamento à prece; movimentar a nossa vontade, dando força e energia aos pensamentos da prece!

==> Lembrar o evento de sábado na FEP, sobre os Poderes da Alma: Pensamento, Consciência, Vontade, Amor! (Tema da CEE/PR 2026 – O Problema do Ser, do Destino e da Dor, de Léon Denis).

- Vocês já pensaram como é que nossa prece chega até Deus?

- Nesse mesmo cap. do Evangelho, cap. XXVII, item 10 Ação da prece. Transmissão do pensamento, Kardec explica: (ler pausadamente, explicando os pontos principais):

O Espiritismo torna compreensível a ação da prece, explicando o modo de transmissão do pensamento, (…)”.

Para apreendermos o que ocorre em tal circunstância, precisamos conceber mergulhados no fluido universal, que ocupa o espaço, todos os seres, encarnados e desencarnados, tal qual nos achamos, neste mundo, dentro da atmosfera. Esse fluido recebe da vontade uma impulsão; ele é o veículo do pensamento, como o ar o é do som, com a diferença de que as vibrações do ar são circunscritas, ao passo que as do fluido universal se estendem ao infinito. Dirigido, pois, o pensamento para um ser qualquer, na Terra ou no espaço, de encarnado para desencarnado, ou vice-versa, uma corrente fluídica se estabelece entre um e outro, transmitindo de um ao outro o pensamento, como o ar transmite o som.”

energia da corrente guarda proporção com a do pensamento e da vontade. É assim que os Espíritos ouvem a prece que lhes é dirigida, qualquer que seja o lugar onde se encontrem; é assim que os Espíritos se comunicam entre si, que nos transmitem suas inspirações, que relações se estabelecem a distância entre encarnados.”

Fixação do conceito:

Vamos ver como seria?

Pegar o rolo de barbante, enrolar uma ponta no dedo, e jogar o rolo para um dos jovens. Pedir que quem recebeu o rolo, faça a mesma coisa até que todos da sala estejam conectados na “rede” formada pelo barbante.

==> reforçar a questão do impulso na rede pela ação da vontade: todos conectados na mesma sintonia, percebem o impulso.

  1. Conclusão

Jesus nos orientou sobre as condições para que a prece de fato, seja uma prece:

(Ler o trecho do evangelho, cap. XXVII, item 1)

Quando quiserdes orar, entrai para o vosso quarto e, fechada a porta, orai a vosso Pai em secreto; e vosso Pai, que vê o que se passa em secreto, vos dará a recompensa.” (Jesus)

E no cap. XXVII, item 15

Está no pensamento o poder da prece, que por nada depende nem das palavras, nem do lugar, nem do momento em que seja feita. Pode-se, portanto, orar em toda parte e a qualquer hora, a sós ou em comum.”

==> esse quarto de porta fechada de que Jesus fala é o nosso mundo íntimo! Nos desligarmos do exterior, para direcionar nosso pensamento a Deus! Pensamento e Vontade!

  1. Propor o retorno à leitura do livro Céu Azul.

Ano passado combinamos a leitura do livro espírita Céu azul, por Célia Xavier de Camargo (Autor), César Augusto Melero (Autor). A ideia é todos lerem os capítulos combinados durante a semana e um de vocês resumiria o essencial, os aprendizados do que foi lido, e nos últimos 15 min ao fim de cada encontro.

Em 2025 fomos até o Cap. 26.

Pedir a um dos jovens que resuma o que estudamos do livro em 2025.

  1. Passes coletivos e prece final.

Avaliação:

Encontro com 9 jovens, com participação e interesse. Se interessaram pela questão do “lixo mental”. No final fizeram perguntas sobre outros assuntos de interesse momentâneo deles.

Perceberam como é difícil não pensar automaticamente. Fizemos a conexão com a prece e o meio da prece chegar ao seu destino. Se interessaram pelo vídeo do Andrei. As perguntas do LE e o texto do ESE só foram citados. Nâo deu tempo da atividade de fixação, nem de falar do livro Céu Azul.

Anexos/ Apoio Doutrinário:

O Livro dos Espíritos

O pensamento e a vontade representam em nós um poder de ação que alcança muito além dos limites da nossa esfera corporal. A prece que façamos por outrem é um ato dessa vontade. Se for ardente e sincera, pode chamar, em auxílio daquele por quem oramos, os Espíritos bons, que lhe virão sugerir bons pensamentos e dar a força de que necessitem seu corpo e sua alma. Mas, ainda aqui, a prece do coração é tudo, a dos lábios nada vale. (Comentário de Kardec à perg.662)

A Gênese, Cap. II

24. Seja ou não assim no que concerne ao pensamento de Deus, isto é, quer o pensamento de Deus atue diretamente, quer por intermédio de um fluido, para facilitarmos a compreensão à nossa inteligência, figuremo-lo sob a forma concreta de um fluido inteligente que enche o universo infinito e penetra todas as partes da criação: a Natureza inteira mergulhada no fluido divino. Ora, em virtude do princípio de que as partes de um todo são da mesma natureza e têm as mesmas propriedades que ele, cada átomo desse fluido, se assim nos podemos exprimir, possuindo o pensamento, isto é, os atributos essenciais da Divindade e estando o mesmo fluido em toda parte, tudo está submetido à sua ação inteligente, à sua previdência, à sua solicitude. Nenhum ser haverá, por mais ínfimo que o suponhamos, que não esteja saturado dele. Achamo-nos então, constantemente, em presença da Divindade; nenhuma das nossas ações lhe podemos subtrair ao olhar; o nosso pensamento está em contacto ininterrupto com o seu pensamento, havendo, pois, razão para dizer-se que Deus vê os mais profundos refolhos do nosso coração. Estamos nele, como ele está em nós, segundo a palavra do Cristo.

A Gênese, Cap.XIV:

15. Sendo os fluidos o veículo do pensamento, este atua sobre os fluidos como o som sobre o ar; eles nos trazem o pensamento, como o ar nos traz o som. Pode-se pois dizer, sem receio de errar, que há, nesses fluidos, ondas e raios de pensamentos, que se cruzam sem se confundirem, como há no ar ondas e raios sonoros. Há mais: criando imagens fluídicas, o pensamento se reflete no envoltório perispirítico, como num espelho; toma nele corpo e aí de certo modo se fotografa. Tenha um homem, por exemplo, a ideia de matar a outro: embora o corpo material se lhe conserve impassível, seu corpo fluídico é posto em ação pelo pensamento e reproduz todos os matizes deste último; executa fluidicamente o gesto, o ato que intentou praticar.

Trechos de Diversidade dos Carismas, Cap XVIII Desenvolvimento, item 5 ‘Lixo Mental’

Médiuns e demais participantes de grupos e centros queixam-se, às vezes, de que é difícil concentrar porque, mal conseguem aquietar a mente por alguns momentos, começam a surgir pensamentos e imagens indesejáveis, de baixo teor.

Um amigo e confrade que trabalha no mundo mágico dos computadores chamou minha atenção, há tempos, para uma expressão do jargão cibernético que circula entre os seus técnicos, algo assim como: 'de onde entra lixo só pode sair lixo'. (Miranda, Hermínio, 1984)

Isto significa, naturalmente, que o computador dá exatamente aquilo que recebe, ou seja, ele responde dentro dos dados confiados à sua memória, segundo a programação nele instalada. Não inventa, nem cria; apenas analisa, compara e escolhe, como lhe foi ensinado.

Queria dizer com isso que o computador não tem capacidade criadora, a sua inteligência artificial fica dentro dos limites dos dados com os quais foi alimentada a sua memória, e sua eficiência depende, ainda, da sua capacidade de processamento e da competência de seus programadores humanos.

Também nós somos computadores. Superinteligentes e dotados de livre-arbítrio, programados para alcançar a paz e a felicidade totais, que o Cristo caracterizou como o Reino de Deus, explicando muito bem que esse Reino já está em nós, cabendo-nos, apenas, realizá-lo. Chegaremos lá, portanto, um dia. O único problema grave aí é que permitimos a entrada de uma quantidade espantosa de 'lixo mental' em nossas memórias e, por isso, a cada passo, o programa se desvia e acarreta atrasos imprevisíveis e lamentáveis, seculares, milenares até.

Nem sempre, contudo, a gente percebe que está colocando lixo na memória. Por exemplo: uma leitura perniciosa, um filme pornográfico, anedota inconveniente, uma notícia escandalosa no jornal ou na tv cena chocante na rua que, em vez de passar ao largo, vai ver de perto, para 'conferir'. Enfim, inúmeros atos de verdadeira morbidez espiritual, por melhor que sejam as intenções.

Digamos que você seja espírita e que frequente um grupo mediúnico sério e devotado à tarefa do socorro espiritual. É bem provável que, no momento crítico em que toda a sua atenção e concentração estão sendo exigidas e para levar a bom termo a tarefa coletiva, comecem a emergir dos recessos da memória certas cenas deprimentes, vistas ou lidas.

É que sua memória começou, de repente, a regurgitar o lixo que você colocou lá. E, como era de se esperar, nos momentos mais inoportunos.

Coincidência? Nada disso. Espíritos desarmonizados deram, aí, sua contribuição para que, no momento crítico, você fosse neutralizado. Basta induzir um mergulho em imagens prejudiciais à tônica da tarefa socorrista, que exige de nós, pelo menos enquanto estamos ali, certa dose de renúncia e um mínimo de pureza. Como poderá haver pureza se o lixo mental está acumulado nas memórias de nosso computador pessoal?

Você sabe o que tem a fazer. É simples, claro e direto: Não ponha lixo mental na memória.

(…) fica no ar uma pergunta que interessa ao nosso livro: uma vez que o lixo já está lá, como eliminá-lo?

A primeira observação a respeito é contundente e pode gerar até algo parecido com o desalento, mas aí vai ela: a memória é indelével. Tudo o que ela registrou é para sempre.

Isso não impede, porém, que você procure policiar o seu pensamento e esteja bem atento e vigilante para que, ao menor sinal de que sua memória vá começar a regurgitar, você mude prontamente o rumo, bloqueando, com um pensamento diferente, positivo, tranquilizante e harmonioso, as imagens ou lembranças indesejáveis. Um bom recurso é a prece imediata e atenta, com o pensamento posto nas palavras que você está mentalmente recitando; não uma prece pré-fabricada que se repete maquinalmente sem saber o que se está dizendo.”

Mas, além de combater as lembranças indesejáveis, procurando bloquear o fluxo inoportuno, você precisa, também, mudar o mobiliário da sua casa mental, ocupando com ideias novas, positivas, construtivas, espaços da memória que, deixados na ociosidade, tendem a ser ocupados com as latas de lixo mental que, infelizmente, são recolhidas ao longo do tempo. O problema é que, mesmo varrendo o lixo para debaixo do tapete, ele continua ali, sabemos que ele está ali e que um dia pode espalhar-se novamente.

Quando falo em mobiliário, quero dizer: introduzir na memória somente - e tanto quanto possível - material selecionado com o mais atento cuidado. O livro é suspeito? Não o leia. O filme cuida de uma temática duvidosa ou francamente repulsiva? Não o veja. A conversa encaminha-se para uma rodada de anedotas inconvenientes? Disfarce e saia, se não conseguir mudar o seu rumo. A notícia de jornal é escandalosa? Leia outra coisa.

Do que se depreende que, em matéria de lixo mental, o caminho certo é o da profilaxia, da prevenção, muito mais do que o da terapêutica. Em outras palavras: é infinitamente melhor tomar a vacina para não se contaminar contra o vírus do que encher-se de remédios para se livrar dele, depois que o mesmo está instalado. Se conseguirmos que não entre mais lixo em nossa mente, já teremos alcançado importante vitória nas inúmeras batalhas da vida.

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