quarta-feira, 4 de maio de 2022

Atuação dos Espíritos - Guias Espirituais

 Casa Espírita Missionários da Luz Mocidade > 14 anos – 29/04/2022

Tema: Atuação dos Espíritos Estudo híbrido: presencial/virtual (Google Meet)

Objetivos:

- Estudar a ação dos Espíritos amigos em nossa vida;
- Identificar a importância das horas do sono para contatos com os Espíritos Amigos;
- Reconhecer a importância da gratidão a nossos mentores espirituais.

Bibliografia:

O Céu e o Inferno, 2ª parte, Cap. II ‘Expiações Terrenas,‘ Clara Rivier’;

O Livro dos Espíritos", Perguntas 401 e 402 (Emancipação da Alma), 459, 489 à 521 (Anjos da Guarda);

Evangelho, Cap XXVIII - Coletânea de Preces Espíritas – II “Aos Anjos Guardiães e aos Espíritos Protetores”;

RE, Julho/1862, “duplo-suicidio-por-amor-e-dever-estudo-moral”;

Entre a Terra e o Céu, André Luiz, Cap.33 (sobre anjos de guarda e espíritos familiares).

https://kardecpedia.com/roteiro-de-estudos/896/revista-espirita-jornal-de-estudos-psicologicos-1862/5238/julho/duplo-suicidio-por-amor-e-dever-estudo-moral

Material: Livro O Céu e o Inferno

Desenvolvimento:

1. Hora da novidade, exercícios de respiração profunda e prece Inicial

2. Motivação:

Contar o caso da menina Clara Rivier, registrada por Kardec no livro O Céu e O Inferno:

Clara Rivier era uma garota de dez anos, pertencendo a uma família de lavradores num vilarejo do sul da França; estava completamente enferma há quatro anos. Durante sua vida, nunca soltou uma única queixa, nem deu nenhum sinal de impaciência; embora desprovida de instrução, consolava a família aflita contando-lhe sobre a vida futura e a felicidade que ela devia encontrar lá. Morreu em setembro de 1862, depois de quatro dias de torturas e de convulsões, durante as quais não cessou de orar a Deus. “Não temo a morte, dizia ela, visto que uma vida de felicidade me está reservada depois.”

Evocada depois da desencarnação, ela explicou:


3. Como explicar que uma criança de vossa idade não tenha feito nenhuma queixa durante quatro anos de sofrimentos? – R. Porque o sofrimento físico era controlado por um poder maior, o do meu anjo guardião, que eu via continuamente perto de mim; ele sabia aliviar tudo o que eu sentia; ele tornava minha vontade mais forte do que a dor.


4. Como fostes avisada do instante da vossa morte? – R. Meu anjo guardião mo dizia; ele nunca me enganou.


- vemos nesse relato, que a menina, presa no leito pela doença, estava em constante interação com seu anjo guardião. A presença dele a ajudava nessa prova difícil e dolorosa que passava.

- todos temos juntos de nós, Espíritos diversos, que nos inspiram, nos auxiliam, dentro do nível evolutivo deles. E temos um ano guardião, de ordem mais elevada, que nos acompanha, que vela por nós, sem que esteja diretamente conosco. Muitas vezes nem percebemos o seu cuidado para conosco.

Como diz o ditado popular: o anjo está com o verme, mas o verme nem sempre está com o anjo!


3. Desenvolvimento

O que diz a pergunta 459 de OLE? Quem sabe?


Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos? “Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que, de ordinário, são eles que vos dirigem.”

- o que isso quer dizer? == > Que nos nossos pensamentos, ideias, estão muitos pensamentos e ideias dos Espíritos que estão a nossa volta.

- como vamos saber se a ideia, o pensamento é nosso ou de outra mente que está atuando junto a nós? == > Não vamos saber na certa! Mas podemos, criar o hábito de analisar nossos sentimentos, pensamentos, ideias, para nos autoconhecermos e termos mais condições de perceber o que vem de outros Espíritos.

- e de quem é a responsabilidade pelas decisões que tomamos, a partir das ideias que recebemos dos Espíritos? == > Nossa! A decisão é sempre nossa responsabilidade!

Isso acontece aqui na vida também! Muitas pessoas nos dão conselhos, às vezes até contrários uns dos outros, mas nós é que decidimos! A decisão é sempre nossa, porque ninguém vai viver a nossa vida…


Vamos ver um exemplo de um caso real, relatado por Kardec, na RE de Julho/1862:


A senhorita Palmira, modista, residente com os pais, era dotada de um corpo físico encantador, ao qual se juntava um caráter muito amável. Assim, era muito assediada de propostas de casamento. Entre os aspirantes à sua mão, tinha preferido o Sr. B..., que experimentava por ela uma viva paixão. Posto o amasse muito, ela preferiu, entretanto, por respeito filial, ceder à vontade dos pais, de desposar o Sr. D..., cuja posição social lhes parecia mais vantajosa que a do rival.”

== > suponhamos que vocês fossem amigos da Palmira. Que conselhos vocês dariam a ela nessa situação? Seguir a orientação dos pais e se casar com D, ou seguir o coração, indo contra seus pais, e se casar com B?

- Porém, quem ia casar, não era nenhum dos amigos, mas ela própria. Então, ela resolver seguir a proposta dos pais e se casou com D.


O casamento foi celebrado há quatro anos.”

Os Srs. B... e D... eram amigos íntimos. Mesmo não tendo nenhum interesse comum, eles não deixaram de se ver. O amor recíproco do Sr. B... e de Palmira, agora Sra. D..., não havia morrido, e como se esforçassem por minimizá-lo, ele aumentava em razão da própria violência com que era enfrentado. Para tentar apagá-lo, B... decidiu casar-se. Esposou uma moça de excelentes qualidades e fez todo possível para amá-la, mas não tardou a perceber que esse meio heróico era inútil para curá-lo. Não obstante, durante quatro anos, nem B... nem a Sra. D... faltaram aos seus deveres. Não se poderia descrever o que eles sofreram porque D..., que amava verdadeiramente o seu amigo, o atraía sempre para sua casa, e quando ele queria fugir, o obrigava a ficar.”


== > situação difícil, né… 4 anos de convivência, escondendo de todos esse amor que Palmira e B sentiam um pelo outro…

== > o que vocês aconselhariam à Palmira, como amigos dela que são?

== > e o Anjo Guardião? Qual deve ter sido sua orientação à Palmira?


== > Pois é… mas eles continuaram se vendo nos encontros sociais normais, e:


Enfim, há alguns dias, aproximados por uma circunstância fortuita, os dois amantes não resistiram à paixão que os arrastava um ao outro. Apenas cometida a falta, sentiram o mais terrível remorso.”


== > e agora? Até então, eles estavam resistindo à tentação, mas acabaram cedendo. O que vocês aconselham pra Palmira?

E o guia espiritual? Que conselhos deve ter dado a ela?


== > O que de fato ocorreu foi:

A jovem senhora lançou-se aos pés do marido, assim que ele voltou, e disse-lhe em soluços:

Enxote-me! Mate-me! Agora sou indigna de ti!”

Como ele ficasse mudo de espanto e dor, ela lhe contou suas lutas, seus sofrimentos, tudo quanto lhe tinha sido preciso de coragem para não falir mais cedo. Fê-lo compreender que, dominada por um amor ilegítimo, jamais tinha cessado de ter por ele o respeito, a estima e o apego de que ele era digno.”


Em vez de amaldiçoá-la, o marido chorava. B... chegou em meio a essa cena e fez idêntica confissão.”


== > Que triste situação que eles criaram para eles mesmos, magoando-se e magoando D que os dois gostavam e respeitavam!


== > Que pensamentos D devia ter nesse momento de surpresa e dor? O que fazer?
O que vocês aconselhariam?


== > O que de fato ocorreu, foi que D falou para o amigo e para sua esposa:

“─ Sois dois corações leais e bons. Só a fatalidade vos tornou culpados. Li no fundo dos vossos pensamentos e vi sinceridade. Por que vos puniria por um arrastamento ao qual não resistiram todas as vossas forças morais? A punição está no pesar que sentis. Prometei-me que vos deixareis de ver e não tereis perdido nem a minha estima, nem a minha afeição.”


==> os dois prometeram, mas não deram conta.

Para não correrem o risco de falirem novamente, decidiram juntos se suicidarem.

Triste decisão que tomaram...

Certamente não foi atendendo às orientações dos Guias Espirituais deles…


Kardec evocou os Espíritos que o auxiliavam no trabalho da codificação, para saber da situação desses dois Espíritos que suicidaram por amor:


Os dois amantes que se suicidaram ainda não vos podem responder. Eu os vejo. Eles estão mergulhados na perturbação e assustados pelo sopro da eternidade. As consequências morais de sua falta os castigarão durante migrações seguidas nas quais as suas almas desemparelhadas buscar-se-ão incessantemente e sofrerão o duplo suplício do pressentimento e do desejo. Realizada a expiação, serão para sempre reunidas no seio do eterno amor.”

GEORGES, Médium: Sr. Costel


Uma noite profunda os ocultará um do outro por muito tempo.”

SANTO AGOSTINHO, Médium: Sr. Vézy


Da mesma forma, diversas opiniões e conselhos recebemos todos os dias, tanto de encarnados como de desencarnados.

Mas cabe a nós decidirmos.

E nosso Anjo Guardião, sempre nos dá os conselhos de acordo com as leis de Deus, que nos levam às melhores decisões, tendo em vista a nossa condição de Espíritos imortais e não a vida aqui nessa existência somente!


Todas as noites, ao dormirmos, nos desprendemos parcialmente do corpo e ficamos livres para entrar em contato com os Espíritos. Kardec tratou desse assunto no LE, no capítulo da Emancipação da Alma.


Vamos ver algumas perguntas:

401. Durante o sono, a alma repousa como o corpo?

Não, o Espírito jamais está inativo. Durante o sono, afrouxam-se os laços que o prendem ao corpo e, não precisando este então da sua presença, ele se lança pelo espaço e entra em relação mais direta com os outros Espíritos.”


Trechos da perg. 402:

Esses Espíritos (os mais espiritualizados), quando dormem, vão para junto dos seres que lhes são superiores. Com estes viajam, conversam e se instruem.”


Isto, pelo que concerne aos Espíritos elevados. Pelo que respeita ao grande número de homens que (...) vão, enquanto dormem, ou a mundos inferiores à Terra, onde os chamam velhas afeições, ou em busca de gozos quiçá mais baixos do que os em que aqui tanto se deleitam.”


Graças ao sono, os Espíritos encarnados estão sempre em relação com o mundo dos Espíritos.”


O sono é a porta que Deus lhes abriu, para que possam ir ter com seus amigos do céu; é o recreio depois do trabalho, enquanto esperam a grande libertação, a libertação final, que os restituirá ao meio que lhes é próprio."


== >Temos então, uma oportunidade, todas as noites, de entrarmos em contato com nossos Guias Espirituais, pedindo orientações, proteção. E com esses encontros habituais, mais fácil será durante o dia, percebermos as sugestões, as orientações que vem dele.

E devemos ser gratos pela constante e incessante assistência que os Bons Espíritos nos dão!


4. Vivência


Vamos fazer uma visualização para encontro com nosso Anjo da Guarda?


Neste momento, vamos todos fechar os olhos e ir fazendo e imaginando aquilo que eu for dizendo…

Vamos procurar uma posição confortável.

Vamos respirar fundo uma vez ... duas vezes... sentindo o ar entrar e sair dos pulmões... mais uma vez, respirando fundo.

Agora vamos contar até três.

Um, sentindo os braços e as pernas relaxadas... Dois, sentindo a barriga, o pescoço e a cabeça sem nenhuma pressão... Três, sentindo todo o corpo relaxado e muito bem.


Agora imagine um lugar bonito, cheio de plantas e pássaros e um belo jardim. Veja as árvores, as flores e um lago, com águas tranquilas e limpas.


Agora você vai se imaginar sentado... pode ser em uma cadeira, um banco… neste belo lugar. Você está calmo e tranquilo, ouvindo os passarinhos e sentindo o vento nos cabelos.


Você está esperando alguém chegar. Você, então, sente que uma alegria o invade e você olha e vê aquele olhar calmo, sereno, aquele sorriso contagiante. Você reconhece seu anjo da guarda, seu espírito protetor. Não importa como ele se apresente a você. Você sabe, sente que ele é o seu anjo da guarda.


Ao vê-lo, você se sente envolvido por um abraço cheio de energias positivas. Vocês dois sentam-se para conversar e suas palavras cheias de amor e sabedoria invadem o seu coração...

Você sabe que ele lhe ama muito e quer o seu bem, acompanha você desde antes de ter reencarnado, protege você e te dá bons conselhos.


Ele diz que você pode conversar com ele sempre que quiser, através da prece. Diz também que ele vai continuar te aconselhando a seguir no caminho do bem. Você está ouvindo tudo com muita atenção. A conversa é calma e tranquila.


Antes de ir embora, ele te dá um último conselho: um conselho para o bem, mas que só você sabe o que é. Neste momento você está ouvindo este conselho...


Seu anjo da guarda então se despede de você com um abraço especial e diz que estará sempre com você, te auxiliando.


Você, então, o vê se afastar e observa novamente o lugar onde está: um jardim muito bonito. Foi um encontro muito especial, mas agora é preciso retornar para a nossa sala...


Devagar, você vai se espreguiçar enquanto eu conto de um a três. Um, espreguiçando os braços ... Dois, espreguiçando as pernas... Três, dando um grande bocejo... Você está novamente se sentindo bem, e aqui, nesta nossa sala. Pode abrir levemente os olhos e se espreguiçar mais uma vez. Para dizer que está tudo bem, dê um sorriso.


5. Prece final.


Avaliação:

Encontro com 12 jovens sendo um na sala virtual. Muito agito no estudo pois ficaram indignados com o adultério do casal! Foi boa a condução de jogar para o grupo os conselhos que dariam aos personagens do caso narrado na RE.

Não deu tempo de fazer a visualização do encontro com o Guia Espiritual. Faremos na semana que vem.




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