sábado, 24 de outubro de 2026

BIP – Benevolência Indulgência e Perdão

 Casa Espírita Missionários da Luz - DIJ – Mocidade > 15 anos – 23/10/2026

Tema: BIP – Benevolência Indulgência e Perdão

Objetivos:

  • Perceber que a verdadeira caridade conforme Jesus é Benevolência, Indulgência e Perdão (LE, perg. 886).

Bibliografia:

- O Livro dos Espíritos, Cap. XI, 3ªParte: Perg 886;

- O Evangelho segundo o Espiritismo, Cap. IX “Bem-aventurados os que são brandos e pacíficos”, item 6; Cap X 'Bem-aventurados os que são misericordiosos', item 16;

Cap. XI “Amar o próximo como a si mesmo’, item 14;

Capítulo XIII "Não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa mão direita", item 15;

Cap.XV “Fora da caridade não há salvação”, itens 6 e 7;

- NT, 2ª epístola de Paulo aos coríntios, Cap 13:1 a 7 e 13.

Material: Livro dos Espíritos, Novo Testamento, Versículos da carta de Paulo em tiras de papel.

Procedimentos:

  1. Hora da novidade, exercícios de respiração profunda e prece inicial.

  2. Motivação inicial:

No Ato dos Apóstolos, no NT, existe um texto lindíssimo de Paulo de Tarso, que eu trouxe para vocês relembrarem ou conhecerem. Está em Paulo, 2ª Epístola aos Coríntios, 13:1 a 7 e 13.

E Kardec também colocou esse trecho no Evang.Seg.Espiritismo, Cap.XV, item 6.

Dividi em 10 trechos para que todos possam ler uma parte. Os trechos estão numerados, então, atenção para que sejam lidas na sequência certa, ok?

==> distribuir os trechos com o grupo, pedindo que quem tiver o Nr. 1 comece a leitura:

1 “Ainda quando eu falasse todas as línguas dos homens e a língua dos próprios anjos, se eu não tiver caridade, serei como o bronze que soa e um címbalo que retine;

2 – ainda quando tivesse o dom de profecia, que penetrasse todos os mistérios, e tivesse perfeita ciência de todas as coisas; ainda quando tivesse toda a fé possível, até ao ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou.

3 – E, quando houvesse distribuído os meus bens para alimentar os pobres e houvesse entregado meu corpo para ser queimado, se não tivesse caridade, tudo isso de nada me serviria.

4 A caridade é paciente; é branda e benfazeja;

5 a caridade não é invejosa; não é temerária, nem precipitada; não se enche de orgulho;

6 – não é desdenhosa; não cuida de seus interesses;

7 não se agasta, nem se azeda com coisa alguma;

8 não suspeita mal; não se rejubila com a injustiça, mas se rejubila com a verdade;

9 tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre.

10 Agora, estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade permanecem; mas, dentre elas, a mais excelente é a caridade.”

- Após as leituras, pedir que alguém leia o trecho direto do NT.

Perguntar então, ao grupo: como vocês entendem essa fala de Paulo, o apóstolo dos gentios?

Afinal, o que é a caridade? (deixar que respondam)

Nos dois primeiros trechos, ele fala da mediunidade, da inteligência e da fé:

“Ainda quando eu falasse todas as línguas dos homens e a língua dos próprios anjos, se eu não tiver caridade, serei como o bronze que soa e um címbalo que retine;

– ainda quando tivesse o dom de profecia, que penetrasse todos os mistérios, e tivesse perfeita ciência de todas as coisas; ainda quando tivesse toda a fé possível, até ao ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou.”

==> o que adianta a mediunidade, se funciono somente como um microfone?

==> pra que serve a inteligência, se não tenho caridade?

==> e a fé? Adianta ter fé sem caridade?


Depois, ele fala da beneficência; da ajuda material aos que necessitam:

“– E, quando houvesse distribuído os meus bens para alimentar os pobres e houvesse entregado meu corpo para ser queimado, se não tivesse caridade, tudo isso de nada me serviria.”

==> vemos que o ato de dar algo, que às vezes chamamos de caridade, no dizer do apóstolo, por si só, não é caridade, né? Não me ajuda embora auxilie quem precise do bem material.


Depois, ele vai definindo o que ele entendia como caridade:

“A caridade é paciente; é branda e benfazeja;

a caridade não é invejosa; não é temerária, nem precipitada; não se enche de orgulho;

– não é desdenhosa; não cuida de seus interesses;

não se agasta, nem se azeda com coisa alguma;

não suspeita mal; não se rejubila com a injustiça, mas se rejubila com a verdade;

tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre.”

==> concluir com o grupo que Paulo fala do nosso sentimento com relação a tudo o que nos acontece, e com relação às pessoas ao nosso redor.

==> vemos nessas definições, ele se refere a como a gente se relaciona com os outros!

  1. Desenvolvimento:

E Jesus? Alguém sabe dizer como Jesus definiu a caridade?

Kardec fez essa pergunta aos Espíritos!

==> Pedir que um jovem leia a perg 886 de O LE:

Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus?

“Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas.”

==> São as 3 letrinhas que definem a Caridade: BIP! ==> escrever no quadro

- Vejam que na resposta dos Espíritos à perg. 886 de O LE, Jesus, ao colocar o tripé BIP, coloca a caridade em toda a nossa vida de relação!

“A caridade, segundo Jesus, não se restringe à esmola, abrange todas as relações em que nos achamos com os nossos semelhantes, sejam eles nossos inferiores, nossos iguais, ou nossos superiores.” (LE, perg. 886)

a) O que significa Benevolência? (deixar que respondam)

“A benevolência para com os seus semelhantes, fruto do amor ao próximo, produz a afabilidade e a doçura, que lhe são as formas de manifestar-se”. (Ev.Seg.Esp., Cap.IX, item 6)

“A caridade sublime, que Jesus ensinou, também consiste na benevolência de que useis sempre e em todas as coisas para com o vosso próximo. Podeis ainda exercitar essa virtude sublime com relação a seres para os quais nenhuma utilidade terão as vossas esmolas, mas que algumas palavras de consolo, de encorajamento, de amor, conduzirão ao Senhor supremo.” (Ev.Seg.Esp., cap. XI, item 14,)


==> Ter benevolência é agir com bondade; é muito mais do que dar esmola:

- Qual a diferença entre Benevolência e Beneficência?

• Benevolência: É a vontade e o sentimento interno de desejar o bem de outra pessoa.

• Beneficência: É a ação prática de fazer o bem, que pode ocorrer mesmo sem a presença de um vínculo afetivo ou sentimento de bondade profundo.

b) O que significa a Indulgência? (deixar que respondam)

- No dicionário, temos:

A indulgência é uma qualidade humana bastante louvável, pois representa a bondade e a capacidade de ser tolerante perante às ações ou particularidades das outras pessoas.

“Não é também caridade a indulgência?” (Ev.Seg.Espiritismo, Cap. XIII, item 15).

“A indulgência não vê os defeitos de outrem, ou, se os vê, evita falar deles, divulgá-los”. (ESE, Cap. X, item 16).

“Sede, pois, severos para convosco, indulgentes para com os outros” (ESE, Cap. X, item 16).

==> ser indulgente é não julgar! Não focar só nos defeitos dos outros; realçar o bem que a pessoa também possui!

c) E o perdão? Já falamos do perdão há umas semanas atrás...

- O perdão está junto com a indulgência, pois ao perdoarmos o mal que nos fazem, estamos sendo indulgentes também, pois sabemos que também nós cometemos erros.

==> Vemos então no BIP, que são dois tipos de caridade: 1. Moral; 2. Material. (escrever no quadro).

Essas 3 virtudes são necessárias para darmos conta de todas as relações com o mundo fora de nós. Desenhar no quadro para auxiliar na reflexão:


1 (SENTIR) – todos os sentidos ou faculdades que uso para perceber o mundo fora de mim.

2 (PENSAR) – reflexão que fazemos, com o que recebemos do mundo exterior. Processamento das informações que recebemos o exterior.

3 (AGIR) – O que faço a partir do processamento da informação recebida. Aqui, nós atuamos, modificamos o mundo lá fora.

==> esse processo, essas etapas, acontece com todos nós. O AGIR de um é o SENTIR do outro que recebe a ação.

Quem tem o PENSAR muito curto, é o “pavio-curto”, o impulsivo. Não AGE; REAGE! ==> alguém aqui é assim?

No SENTIR, o que vem do mundo me afeta;

No PENSAR, eu me mudo; me transformo;

No AGIR, eu mudo o mundo.

Precisamos trabalhar essas 3 potências para evoluirmos.

==> O PENSAR, depende só de mim. Eu decido como vou ser, como vou agir.

==> O SENTIR, depende do mundo externo. É o mais difícil de trabalhar. É o que ‘usamos’ há mais tempo. Está enraizado em nós; vem dos instintos. Requer mais esforço para ser melhorado.

Como a Caridade, como BIP, expressa as 3 virtudes que precisamos para darmos conta de todas as relações com o mundo fora de nós, como usar o BIP nesse diagrama?

==> o que vocês acham? Qual verbo está relacionado com qual das 3 virtudes do BIP?

(deixar que tentem analisar e depois, mostrar o diagrama do BIP)



1 (SENTIR) – Perdão – atua como filtro de tudo o que vem de fora de nós, para não deixar o mal passar! Com o perdão, não nos perturbamos com o que recebemos do mundo.

2 (PENSAR) – Indulgência – usar a virtude da indulgência nas reflexões do que observamos nos outros.

3 (AGIR) – Benevolência –usar essa virtude, movimentando nossa vontade, nosso sentimento para agir no bem.

- Quem pode dar um exemplo onde possamos ver esse processo do BIP acontecer?

==> deixar que tragam algum exemplo do cotidiano, e depois relatar a vida e sacrifício de João Huss, precursor de Martin Lutero, da Reforma Protestante:

“Jan Hus (ou John Huss) foi um importante pensador, teólogo e reformador religioso tcheco que viveu entre 1369 e 1415. Ele é considerado um dos principais precursores da Reforma Protestante, tendo defendido ideias revolucionárias para a sua época quase um século antes de Martinho Lutero.” (por IA)

Em 1382, os ensinamentos de Wycliff (teólogo, reformador e tradutor da primeira Bíblia para o inglês) foram logo introduzidos no país. Estudando-os bem de perto, Huss começou não só a pregar, como também a traduzir as obras de Wycliff na língua tcheca.

Reitor da Universidade de Praga, foi ordenado padre em 1400.

Em 1403, João Huss se propôs a reformar a Igreja Romana na Boêmia. Por essa razão, em 1408, os padres e colegas da Universidade de Praga condenaram Huss e, como resultado, ele foi proibido de exercer suas funções eclesiásticas em Praga. Um ano depois, ele recebe novas acusações de estar ensinando heresias; mas não para de pregar na Capela de Belém. Em 1411, Huss é excomungado de sua congregação, e todos os cultos, cerimônias de batizado e funeral que realizara foram anulados.

No ano de 1414, os líderes da Igreja Romana se reuniram para um Concílio em Constança (atualmente na Alemanha), e John Huss foi convocado a comparecer a fim de esclarecer seus ensinos controversos com os ensinamentos da época.

Após um mês em Constança, os seguidores do papa prenderam-no, e ele foi impelido pelo Concílio a se retratar, mas não o fez. Huss permaneceu preso durante os sete meses de seu julgamento, e pouca oportunidade foi-lhe dada de se defender. Por não voltar atrás, João Huss foi condenado como herege, despido e queimado na estaca fora da cidade, no dia 6 de julho de 1415. Huss morreu cantando o hino em grego “Kyrie eleison” (Senhor, tem misericórdia).

Antes de entregar um condenado às chamas havia que prepará-lo pertinentemente para esse “auto-de-fé”. A Huss cortaram-lhe as unhas e o cabelo da cabeça. Logo coroaram-lhe com uma tiara de palhaço feita de papel e coberta de demônios desenhados, na qual estava escrito: “És herético”

Um biógrafo relata a frase profética de Hus na fogueira — 'hoje queimam um ganso, mas virá um cisne que voará tão alto que as chamas não o alcançarão"

João Huss foi uma encarnação de Kardec (relato do Irmão X). Nessa frase profética ao morrer na fogueira, lembramos do auto de fé em Barcelona, onde diversos livros de Kardec foram queimados em praça pública.

E tem uma msg de Erasto à Kardec, colocada no livro Obras Póstumas pela FEB, onde Erasto chama Kardec de discípulo fiel da verdade, e fala da ligação anterior dos dois, servindo à causa de Jesus.

Lembramos da frase de Paulo, falando da Caridade:

“houvesse entregado meu corpo para ser queimado, se não tivesse caridade, tudo isso de nada me serviria”.

E Kardec, como João Huss, literalmente teve o corpo queimado, em sacrifício, mantendo-se fiel à Jesus!

Recebeu do mundo: traição, julgamento sem direito à defesa, abandono.

Usou o filtro do Perdão, se conectando à Jesus e não aos algozes.

Agiu com coerência com sua fé, indo ao sacrifício.

Atualmente, não precisamos dar nossas vidas para vivermos conforme Jesus.

Temos o PIB, como mais um roteiro prático de conduta, para que possamos persistir no caminho do Bem, conforme nos orienta Jesus.

  1. Conclusão

Como foi que Jesus trabalhou com essas virtudes, no julgamento e morte?

O que ele recebeu do mundo? Traição, abandono, maldade.

Como recebeu, como foi o SENTIR? Usou o filtro do perdão! (perdoai-os... não sabem o que fazem).

Como foi o PENSAR com indulgência? Entendeu nossa ignorância, entendeu nossas imperfeições e ignorância.

E o AGIR? Sempre com benevolência! O que ele disse quando apareceu aos discípulos após a crucificação? “Paz seja convosco!”

==> Não julgou! Não criticou! Só desejou paz a todos nós!

  1. Prece final e passes coletivos

  2. Avaliação:

Encontro com 10 jovens. Participaram das reflexões, com perguntas. Também foi falado do ensino de Jesus, como julgamento das ações na vida, onde Ele coloca a caridade como critério único para a felicidade (tive fome e me deste de comer…). Não conheciam a ideia do BIP. A leitura dos trechos da carta de Paulo foi bem legal, dando certinho um trecho para cada um! Na leitura do trecho da carta de Paulo direto do NT, houve diferença de tradução e a palavra "caridade" não aparecia mas sim "amor". Aproveitei e falei da caridade como o "Amor em ação". Não sabiam da existência de João Huss como precursor de Lutero/Reforma Protestante, nem que Huss foi uma encarnação anterior de Kardec.

  1. ANEXOS

https://www.youtube.com/watch?v=dLvng8qe50s - Discípulo fiel da Verdade - Artur Valadares

(1:02:07)

https://search.nepebrasil.org/roteiros/discipulo-fiel-da-verdade-de-jan-hus-a-allan-kardec/imprimir

“Frase profética de Hus na fogueira — 'hoje queimam um ganso, mas virá um cisne que voará tão alto que as chamas não o alcançarão' — e ligue-a ao auto de fé de Barcelona, séculos depois.”

Doutrina-escola — Autores diversos/Chico Xavier, Cap 5 'Lembrando Allan Kardec', Irmão X - Msg que cita que João Huss foi uma encarnação anterior de Allan Kardec.

https://bibliadocaminho.com/ocaminho/BI/H/BiH41.1.htm - biografia de João Huss. Acessado em 23/10/26.

Reitor da Universidade de Praga, foi ordenado padre em 1400, e foi-lhe entregue a responsabilidade da prestigiada Capela de Belém.

Em 1382, os ensinamentos de Wycliff (teólogo, reformador e tradutor da primeira Bíblia para o inglês) foram logo introduzidos no país. Estudando-os bem de perto, Huss começou não só a pregar, como também a traduzir as obras de Wycliff na língua tcheca.

Em 1403, João Huss se propôs a reformar a Igreja Romana na Boêmia, ensinando que o papado não tinha nenhuma autoridade de oferecer a remissão dos pecados por meio da venda de indulgências, como também questionou a legitimidade dos dois papas rivais Gregório XII e Alexandre V. Por essa razão, em 1408, os padres e colegas da Universidade de Praga condenaram Huss e, como resultado, ele foi proibido de exercer suas funções eclesiásticas em Praga. Um ano depois, ele recebe novas acusações de estar ensinando heresias; mas não para de pregar na Capela de Belém. Em 1411, Huss é excomungado de sua congregação, e todos os cultos, cerimônias de batizado e funeral que realizara foram anulados.

João Huss foi excomungado de Roma e obrigado a deixar Praga.

Durante seu exílio, Huss teve a oportunidade de concluir uma de suas obras mais importantes, “De ecclesia”. No ano de 1414, os líderes da Igreja Romana se reuniram para um Concílio em Constança (atualmente na Alemanha), e John Huss foi convocado a comparecer a fim de esclarecer seus ensinos controversos com os ensinamentos da época. O imperador boêmio, Sigismund, prometeu salvo-conduto, mas, após um mês em Constança, os seguidores do papa prenderam-no, e ele foi impelido pelo Concílio a se retratar, mas não o fez. Huss permaneceu preso durante os sete meses de seu julgamento, e pouca oportunidade foi-lhe dada de se defender. Por não voltar atrás, João Huss foi condenado como herege, despido e queimado na estaca fora da cidade, no dia 6 de julho de 1415. Huss morreu cantando o hino em grego “Kyrie eleison” (Senhor, tem misericórdia). O local de sua morte é marcado até hoje com uma pedra memorial. Como Wycliff, Huss lutou pela reforma da igreja pagando o preço com sua vida.

Antes de entregar um condenado às chamas havia que prepará-lo pertinentemente para esse “auto-de-fé”. A Huss cortaram-lhe as unhas e o cabelo da cabeça. Logo coroaram-lhe com uma tiara de palhaço feita de papel e coberta de demônios desenhados, na qual estava escrito: “És herético”.

RE Nov/1861 "Os Restos da Idade Média" (O auto de fé de Barcelona )

"Podem queimar-se livros, mas não se queimam ideias. As chamas das fogueiras superexcitam-nas, em vez de abafá-las. Aliás, as ideias estão no ar, e não há Pireneus bastante altos para detê-las. Quando uma ideia é grande e generosa, encontra milhares de corações prontos a aspirar por ela. A despeito do que tenham feito, o Espiritismo já tem numerosas e profundas raízes na Espanha. As cinzas dessa fogueira vão fazê-las frutificar. Mas não é só na Espanha que se produzirá tal resultado. O mundo inteiro sentirá suas consequências. Vários jornais da Espanha estigmatizaram esse ato retrógrado, como bem o merece."

"Espíritas de todos os países! Não esqueçais a data de 9 de outubro de 1861. Ela ficará marcada nos fastos do Espiritismo. Que ela seja para vós um dia de festa, e não de luto, porque é o penhor de vosso próximo triunfo!"

Obras Póstumas, 2ª Parte, "A MINHA PRIMEIRA INICIAÇÃO NO ESPIRITISMO", "Imitação do Evangelho, Ségur, 9 de agosto de 1863"

"“Já tratamos contigo das questões incidentes do momento, isto é, das questões religiosas. O Espírito de Verdade te falou das rebeliões que já se levantam na hora presente. São necessárias essas hostilidades para manter desperta a atenção dos homens, que tão facilmente se deixam desviar de um assunto sério. Aos soldados que combatem pela causa, incessantemente se juntarão combatentes novos, cujas palavras e escritos hão de causar sensação e levarão a perturbação e a confusão às fileiras dos adversários.

“Adeus, caro companheiro de antanho, discípulo fiel da verdade, que continua através da vida a obra a que outrora, diante do Espírito que te ama e a quem venero, juramos consagrar as nossas forças e as nossas existências, até que ela se achasse concluída. Saúdo-te.”

(Carta de Erasto à Kardec, falando da ligação deles de vidas anteriores. Kardec como discípulo da verdade, a serviço de Jesus).

(Pesquisa por IA):

O Livro dos Mártires de Foxe (de John Foxe, publicado originalmente em 1563): Esta é a principal obra histórica que detalha o sofrimento e as últimas palavras de Jan Hus na fogueira para o público ocidental. Foxe relata o momento em que Hus adverte seus executores usando o trocadilho do ganso ("Hus") e prevendo o surgimento do cisne.

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