Casa Espírita Missionários da Luz – DIJ – Juventude: > 14 anos
27/02/2026
Tema – O Bem e o Mal
Objetivos:
Refletir sobre os conceitos de Bem e Mal conforme o LE.
Bibliografia:
O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, pergs 629 à 646;
A Gênese, Allan Kardec, Cap. III - O Bem e o Mal;
Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec, Cap. V, item 5, cap XI, item 2;
Mediunidade e Sintonia, Emmanuel/Chico Xavier, Cap 12 Estudando o Bem e o Mal.
Apoio:
https://dij-cemil.blogspot.com/search/label/Bem%20e%20o%20Mal
Material:
- Livro dos Espíritos; frases para o debate em tiras de papel;
- https://www.instagram.com/reel/DPybmfDjTLR/ (5:11 min) – Momento Espírita, de 5:11 min: O Bem em cada um.
Ou
no
site:
https://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=7531&stat=3&palavras=O%20Bem%20em%20cada%20um.&tipo=t
Procedimentos:
Hora da novidade (a prece inicial é feita após o Momento Musical)
Motivação Inicial
Passar o áudio do Momento Espírita do Instagram: momentoespirita_fep, de 14/10/2025, pedindo que os jovens ouçam com atenção.
==> o que vocês acharam da prática dessa tribo, perante o erro de um membro da comunidade deles? (deixar que pensem e respondam)
- Como diz o texto:
“A tribo acredita que cada ser humano nasce bom e, ao longo da vida, busca segurança, amor, paz e felicidade.
No entanto, por vezes, as pessoas perdem a conexão com o amor, a bondade e a verdade, se afastam do bem que há dentro delas e cometem erros.
Eles veem esses erros como uma forma de pedir ajuda.”
==> Hoje nossas reflexões são sobre o Bem e o Mal!
Desenvolvimento
- O mundo está dividido entre o bem e o mal?
- Como podemos saber o que é mal e o que é bem? Existe alguma regra pra isso?
==> discussão 2-a-2, por 5 minutos!
==> ouvir as conclusões das duplas; se necessário, concluir com o LE, pedindo que um dos jovens faça a leitura:
Perg. 630. Como se pode distinguir o bem do mal?
“O bem é tudo o que é conforme à lei de Deus; o mal, tudo o que lhe é contrário. Assim, fazer o bem é proceder de acordo com a lei de Deus; fazer o mal é infringi-la.”
==> o que se pode concluir com essa resposta dos Espíritos a Kardec?
- A questão é saber, conhecer as leis de Deus, para podermos diferenciar o bem e o mal, de acordo com as leis de Deus. Muitas vezes o que é certo na nossa legislação é um mal perante a lei de Deus.
==> Quem dá um exemplo? Resp: Aborto provocado. (LE, pergs. 358 e 359); Legalização de drogas, etc.
- Kardec tratou dessa questão no LE, na 3ª parte, das Leis Morais, logo no início onde ele aborda a questão das Leis de Deus.
==> Esse tema das Leis Morais foi um que foi pedido por um de vocês em nosso primeiro encontro esse ano. Kardec também tratou da questão do Bem e do Mal, no cap. III, do último livro que ele publicou: A Gênese.
- Na perg. 629 de O Livro dos Espíritos temos: Que definição se pode dar da moral?
==> O que é moral?
- Depois que tiverem respondido, pedir que outro jovem leia a resposta no LE:
“A moral é a regra de bem proceder, isto é, de distinguir o bem do mal. Funda-se na observância da lei de Deus. O homem procede bem quando tudo faz pelo bem de todos, porque então cumpre a lei de Deus.”
==> vemos que a moral que temos está relacionada em saber distinguir o que é certo do que é errado...
Vou fazer uma pergunta pra vocês, e preciso que todos respondam, ok?
==> É igual para todo mundo essa percepção do que é certo e do que é errado?
Quem acha que sim, levante a mão! ==> pedir que se levantem e passem para um dos lados da sala. ==> Os demais, ficam do outro lado, formando outro grupo.
Obs.: Caso não fique separada a turma em 2 grupos, separar aleatoriamente, cuidando de deixar os mais argumentadores em grupos separados.
Debate entre os 2 grupos
Dar a tarefa aos grupos: debater as razões para o Sim e para o Não respondidos antes.
Pedir que um dos jovens mais argumentadores inicie a discussão: ele deve perguntar a alguém do grupo o porquê de sua resposta e debater com ele. Os demais devem contribuir com argumentações.
==> O evangelizador não deve se envolver no debate; apenas deve observar e estimular a discussão.
==> Quando já estiverem sem argumentações, dar uma provocação a cada grupo para que continuem o debate:
Grupo do Não:
“Muita coisa, que é qualidade na criança, torna-se defeito no adulto. O mal é, pois, relativo e a responsabilidade é proporcionada ao grau de adiantamento. “ (Allan Kardec, A Gênese, Cap. III, item 10)
Grupo do Sim:
LE, perg. 636. São absolutos, para todos os homens, o bem e o mal?
“A lei de Deus é a mesma para todos; porém, o mal depende principalmente da vontade que se tenha de o praticar. O bem é sempre o bem e o mal sempre o mal, qualquer que seja a posição do homem. Diferença só há quanto ao grau da responsabilidade.”
- Ao final do debate, reforçar a conclusão de que o bem é sempre o bem e o mal sempre o mal, mas as percepções são diferentes dependendo do nível de consciência de cada um. Então, a responsabilidade pelo mal cometido varia de acordo com esse nível de consciência.
Dar um exemplo:
Numa palestra do Alberto Almeida, ele falou de um encontro de jovens espíritas e um dos jovens foi para um canto e começou a fumar um cigarro, gerando mal estar em todos os participantes e organizadores do encontro.
Alberto foi falar com ele, e o rapaz, antes de ser questionado pelo Alberto com relação ao cigarro, disse: - A doutrina espírita é maravilhosa! Veja eu, por exemplo: fumava uma carteira de cigarros por dia! E agora, só fumo 1 cigarro! Logo me livrarei desse vício!
==> fumar é um vício que é prejudicial à saúde. Isso não se questiona. Mas no caso desse jovem, ele estava se superando! Já tinha consciência do mal e estava em processo de se libertar do vício!
==> temos que cuidar para não julgarmos! Perceber o mal é importante, mas precisamos reconhecer o esforço de cada um em sua luta pela reforma íntima!
Havendo tempo, propor um Quiz entre os 2 grupos:
Em relação aos outros: LE, perg 632. Estando sujeito ao erro, não pode o homem enganar-se na apreciação do bem e do mal, e crer que pratica o bem quando em realidade pratica o mal? |
“Jesus disse: vede o que quereríeis que vos fizessem ou não vos fizessem. Tudo se resume nisso. Não vos enganareis. |
641. Será tão repreensível, quanto fazer o mal, o desejá-lo?
|
“Depende. Há virtude em resistir-se voluntariamente ao mal que se deseje praticar, sobretudo quando haja possibilidade de satisfazer-se a esse desejo. Se apenas não o pratica por falta de ocasião, é culpado quem o deseja.” |
642. Para agradar a Deus e assegurar a sua posição futura, bastará que o homem não pratique o mal? |
“Não; cumpre-lhe fazer o bem no limite de suas forças, porquanto responderá por todo mal que haja resultado de não haver praticado o bem.” |
643. Haverá quem, pela sua posição, não tenha possibilidade de fazer o bem? |
“Não há quem não possa fazer o bem. Somente o egoísta nunca encontra ensejo de o praticar. Basta que se esteja em relações com outros homens para que se tenha ocasião de fazer o bem, e não há dia da existência que não ofereça, a quem não se ache cego pelo egoísmo, oportunidade de praticá-lo. Porque fazer o bem não consiste, para o homem, apenas em ser beneficente, mas em ser útil, na medida do possível, todas as vezes que o seu concurso possa ser necessário.” |
Conclusão
Encerrar com o trecho de A Gênese, no Cap.III, onde Kardec analisa a origem do mal:
“Sendo Deus o princípio de todas as coisas e sendo todo sabedoria, todo bondade, todo justiça, tudo o que dele procede há de participar dos seus atributos, porquanto o que é infinitamente sábio, justo e bom nada pode produzir que seja ininteligente, mau e injusto. O mal que observamos não pode ter nele a sua origem.” (item 1)
“Pode dizer-se que o mal é a ausência do bem, como o frio é a ausência do calor. (…) Onde não existe o bem, forçosamente existe o mal. Não praticar o mal, já é um princípio do bem. Deus somente quer o bem; só do homem procede o mal.” (Item 8)
E perante o mal que nos acontece, perdoemos e sigamos em frente, fazendo o bem!
Passes coletivos e prece final.
Avaliação:
Encontro com 11 jovens com participação com perguntas sobre questões específicas do dia-a-dia. Não foi possível fazer as atividades 2-a-2 nem as de grupo. As perguntas do Quiz também não foram feitas. Demonstraram ter percepção de que o nível de consciência de cada um interfere na percepção do bem e do mal. O encontro permitiu que refletissem sobre o tema!
Anexos/ Apoio Doutrinário:
A Gênese, Cap.III, item 10
A questão, pois, consiste em saber-se qual é, no homem, a origem da sua propensão para o mal.
10. Estudando-se todas as paixões e, mesmo, todos os vícios, vê-se que as raízes de umas e outros se acham no instinto de conservação, instinto que se encontra em toda a pujança nos animais e nos seres primitivos mais próximos da animalidade, nos quais ele exclusivamente domina, sem o contrapeso do senso moral, por não ter ainda o ser nascido para a vida intelectual. O instinto se enfraquece, à medida que a inteligência se desenvolve, porque esta domina a matéria.
O Espírito tem por destino a vida espiritual, porém, nas primeiras fases da sua existência corpórea, somente da conservação da espécie e dos indivíduos, materialmente falando. Mas, uma vez saído desse período, outras necessidades se lhe apresentam, a princípio semimorais e semimateriais, depois exclusivamente morais. É então que o Espírito exerce domínio sobre a matéria, sacode-lhe o jugo, avança pela senda providencial que se lhe acha traçada e se aproxima do seu destino final. Se, ao contrário, ele se deixa dominar pela matéria, atrasa-se e se identifica com o bruto. Nessa situação, o que era outrora um bem, porque era uma necessidade da sua natureza, transforma-se num mal, não só porque já não constitui uma necessidade, como porque se torna prejudicial à espiritualização do ser. Muita coisa, que é qualidade na criança, torna-se defeito no adulto. O mal é, pois, relativo e a responsabilidade é proporcionada ao grau de adiantamento.
Todas as paixões têm, portanto, uma utilidade providencial, visto que, a não ser assim, Deus teria feito coisas inúteis e, até nocivas. No abuso é que reside o mal e o homem abusa em virtude do seu livre-arbítrio. Mais tarde, esclarecido pelo seu próprio interesse, livremente escolhe entre o bem e o mal.
Evangelho Seg.Espiritismo, Cap V, item 5
5. A lei humana atinge certas faltas e as pune. Pode, então, o condenado reconhecer que sofre a consequência do que fez. Mas a lei não atinge, nem pode atingir todas as faltas; incide especialmente sobre as que trazem prejuízo à sociedade e não sobre as que só prejudicam os que as cometem. Deus, porém, quer que todas as suas criaturas progridam e, portanto, não deixa impune qualquer desvio do caminho reto. Não há falta alguma, por mais leve que seja, nenhuma infração da sua lei, que não acarrete forçosas e inevitáveis consequências, mais ou menos deploráveis. Daí se segue que, nas pequenas coisas, como nas grandes, o homem é sempre punido por aquilo em que pecou. Os sofrimentos que decorrem do pecado são-lhe uma advertência de que procedeu mal. Dão-lhe experiência, fazem-lhe sentir a diferença existente entre o bem e o mal e a necessidade de se melhorar para, de futuro, evitar o que lhe originou uma fonte de amarguras; sem o que, motivo não haveria para que se emendasse. Confiante na impunidade, retardaria seu avanço e, consequentemente, a sua felicidade futura.
Evangelho Seg.Espiritismo, Cap XI, item 2
2. Fazei aos homens tudo o que queirais que eles vos façam, pois é nisto que consistem a lei e os profetas. (Idem, 7:12.)
Tratai todos os homens como quereríeis que eles vos tratassem. (S. LUCAS, 6:31.)
Mediunidade e Sintonia, Emmanuel/Chico Xavier, Cap 12 Estudando o Bem e o Mal
(...)
Vejamos, por exemplo, o apelo vivo da fonte.
Quantas vezes terá sido injuriada a água que hoje nos serve à mesa?
Do manancial ao vaso limpo, dificil trajetória cumulou-a de vicissitudes e provações.
O leito duro de pedra e areia...
A baba venenosa dos répteis...
O insulto dos animais de grande porte...
O enxurro dos temporais...
Os detritos que lhe foram arrojados ao seio… (…)
Segundo observamos, na lição aparentemente infantil, o ribeiro não somente olvidou as ofensas que lhe foram precipitadas à face.
Movimentou-se, avançou, humilhou-se para auxiliar e perdoou infinitamente, sem imobilizar-se um minuto, porque a imobilidade para ele constituiria adesão ao charco, no qual, ao invés de servir, converter-se-ia tão-só em veículo de corrução.
E por isso que o ensinamento cristão da caridade envolve o completo esquecimento de todo mal.
https://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=7531&stat=3&palavras=O%20Bem%20em%20cada%20um.&tipo=t Em 26/02/2026.
Momento Espírita - O Bem de Cada UM
Os membros de uma tribo da África do Sul possuem um costume sublime, que teve origem com seus ancestrais.
Quando algum integrante do grupo faz algo errado, causa dano ou prejudica alguém, é colocado no centro da aldeia e rodeado por toda a tribo.
Durante dois dias, nessa roda, as pessoas lhe dizem tudo de bom que ele já fez.
A tribo acredita que cada ser humano nasce bom e, ao longo da vida, busca segurança, amor, paz e felicidade.
No entanto, por vezes, as pessoas perdem a conexão com o amor, a bondade e a verdade, se afastam do bem que há dentro delas e cometem erros.
Eles veem esses erros como uma forma de pedir ajuda. Por isso, se unem para reerguer o companheiro e reconectá-lo com sua verdadeira natureza. Dessa forma, poderão lembrá-lo de quem ele realmente é.
Ao redor dele, dizem: Sawabona, que significa: Eu te respeito, eu te valorizo, és importante para mim.
Em resposta, o equivocado diz: Shikoba, que significa: Então, eu existo para ti.
Ao unir as duas palavras, Sawabona Shikoba, tem-se um outro sentido: Eu sou bom!
Quando pronuncia as duas palavras juntas, aquele que errou sinaliza que conseguiu resgatar a bondade em si.
Por meio de um ato de amor, a tribo faz com que ele se sinta querido e valorizado e assim o ajuda a ressignificar sua existência, afastando-se do que o motivou a cometer o erro.
* * *
Quando nos desviamos das leis de Deus, cometemos erros, prejudicamos nosso próximo, estamos agindo também contra nós mesmos.
Afastados do bem, atrasamos nossa evolução e causamos dor e sofrimento para nós e para os que nos cercam. Com isso, vamos nos distanciando das pessoas e criando mágoas, desafetos e inimizades.
A atitude dos membros dessa tribo nos mostra uma forma diferente de encarar e reagir ao mal, e nos remete aos ensinamentos de amor e perdão do Mestre Jesus.
Ao olhar para um companheiro que erra como alguém que pede socorro, eles compreendem que isso não apaga todo o bem que existe nele.
Ao acolhê-lo e cercá-lo com palavras de respeito e carinho, fazem aflorar o que há de bom em seu íntimo.
Quando erramos, necessitamos de perdão.
Da mesma forma, quando nosso próximo erra, também necessita de perdão.
Como agimos com aqueles que nos ofendem? Como esperamos que ajam conosco, quando somos nós a ofender alguém?
Deus nos criou iguais. Todos trazemos em nosso íntimo uma centelha divina. Todos buscamos a felicidade. Nossa tarefa é evoluir para a perfeição e assim nos aproximarmos do Pai.
Ver naquele que erra um irmão que, como nós, luta para vencer a si mesmo e, no lugar de criticar e ofender, acolher e auxiliar, é colocar em prática a lei de amor e caridade. É amar o próximo como a si mesmo.
É resgatar o bem em nós, reacendendo aquela centelha divina que jaz na intimidade de cada um e que nos faz estender a mão para resgatar, igualmente, o nosso irmão.
É vencer o orgulho e o egoísmo e dar um salto que nos impulsionará cada vez para mais perto de Deus.
Redação do Momento Espírita, com base no texto “ Você conhece o significado das palavras Sawabona e Shikoba?”, de Silvana Rangel, disponível em https://www.somostodosum.com.br/clube/artigos/autoajuda/voce-conhece-o-significado-das-palavras-sawabona-e-shikoba-45630.html. Em 14.10.2025
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