terça-feira, 22 de março de 2022

Existência do Espírito

 Casa Espírita Missionários da Luz - DIJ – Mocidade - 18/03/22 > 14 anos

Estudo híbrido: presencial e virtual via Google Meet

Tema: Existência do Espírito

Objetivo:

Estudar as evidências da existência do Espírito.

Bibliografia:

- O Livro dos Médiuns – 1a. Parte, Cap I, itens 1 à 3;

- O Livro dos Espíritos – perg 76, 88;

- Condomínio Espiritual, Hemínio C Miranda, Cap. VII- A SPM no Século Vinte;

- Katie King – Wallace Leal V. Rodrigues;

- O Trabalho dos Mortos, Nogueira de Faria, de 1921.- http://www.autoresespiritasclassicos.com/autores%20espiritas%20classicos%20%20diversos/mediuns/Ana%20Prado/Nogueira%20de%20Faria%20-%20O%20Trabalho%20dos%20Mortos%20(Obra%20Completa).pdf O Trabalho dos Mortos – obra completa

- vídeo Peixotinho – 100 anos (https://www.youtube.com/watch?v=9XzFe2pvy2I, https://www.youtube.com/watch?v=k49dgkI_45k, https://www.youtube.com/watch?v=KhVjAtnDDOo )

da TV Nova Luz, vídeo com entrevistas; 17 minutos.

- https://www.uemmg.org.br/biografias/francisco-peixoto-lins-peixotinho

Material: Livros: Katie King e Condomínio Espiritual

Desenvolvimento:

  1. Dar as boas vindas ao grupo e hora da novidade

  2. Exercício de respiração profunda e prece inicial.

  1. Motivação

Vocês já ouviram falar em Billy Milligan?

O caso de Billy Milligan, está relatado no livro The minds of Billy Milligan, de autoria de Daniel Keyes, sendo a copyright partilhada com o paciente, o próprio William S. Milligan. Keyes é professor universitário de inglês e autor premiado por livros anteriores.

É um caso de Múltiplas Personalidades. Transtorno caracterizado pela presença de dois ou mais estados de personalidade distintos.

Hoje chamado de transtorno dissociativo de personalidade, chamado antigamente de dupla personalidade, é tratado pela ciência com sendo geralmente é uma reação a um trauma como forma de ajudar uma pessoa a evitar memórias ruins.

O transtorno dissociativo de personalidade é caracterizado pela presença de duas ou mais identidades de personalidades distintas. Cada uma delas pode ter um nome, histórico pessoal e característica distintos.

O tratamento é a psicoterapia.

O caso Milligan é de extrema complexidade e riquíssimo em informações.

Vinte e quatro personalidades distintas são identificadas no psiquismo do jovem Billy, sendo dez "os únicos que se tornaram conhecidos dos psiquiatras, advogados, policiais e da mídia, ao tempo do julgamento", e outras 14 marcadas com o rótulo característico de "indesejáveis", mantidas sob severo controle por Arthur, o síndico desse condomínio.

Todas têm seu perfil psicológico, cultural e ético específico, bem como características "físicas" marcantes (altura, peso, cor dos olhos e dos cabelos, sexo), e até nacionalidades diferentes, tanto quanto diferentes "idades". Há crianças e adultos, homens e mulheres, bandidos e talentosos artistas plásticos ou impostores, sonhadores e esnobes.

Também variam os níveis de inteligência e cultura. Arthur se diz cidadão britânico, fala, lê e escreve árabe e seu inglês não tem nada "desse horrível sotaque americano". É culto, inteligente, sofisticado, mas recusa-se aos testes para determinação do seu QI, alegando, muito britanicamente, que isso está abaixo de sua dignidade. Pode-se, contudo, assumir que seu índice é elevado.

Outra personalidade marcante nesse meio é conhecida como Ragen Vadascovinich. Trata-se de um sujeito dotado de incomum força física; iugoslavo de origem, sua língua é o servocroata, mas consegue fazer-se entender em inglês, ainda que atropelando gramática e pronúncia. Revela-se comunista de carteirinha, fala vagamente de lutas sangrentas com os nazistas (teria morrido na Segunda Guerra?) e é de emocionante ternura com as crianças do grupo e cortês com as mulheres. E a pessoa indicada para qualquer situação de perigo, pois está sempre disposto a resolver as coisas "no braço". Como é também chegado ao uso de algumas drogas e vodca, mete-se em complicações com a polícia. Não deixa, porém, de ter seus padrões éticos e zela para que tudo o mais esteja em boa ordem no condomínio. Boa ordem, bem entendido, como a concebe. Segundo seu modo de ver, algumas violências e até furtos ou assaltos seriam justificáveis e necessários, conforme as circunstâncias. Mantém-se, contudo, entre os que estão autorizados a assumir o corpo, mesmo inesperadamente, dado que Arthur demonstra contar com ele para manter a ordem interna e preservar a pequena comunidade de intromissões externas.

Há personalidades artisticamente muito bem dotadas; cada uma delas produz quadros em seu próprio estilo e os vendem bem.

Vários marginais integram também o grupo, embora banidos como "indesejáveis", de vez em quando emergem para alguma proeza mais pesada, como assalto e sequestro com estupro.

Ações criminosas dessa última categoria foram iniciadas por Ragen, que apenas desejava algum dinheiro para atender prementes necessidades, quando perdeu o controle da situação e foi substituído por Adalana, entidade feminina lésbica, que tentou o estupro, mais de uma vez e acabou sendo apanhada. Mas, em verdade, quem foi apanhado? Para a polícia e, mais tarde, para juízes e promotores, só havia um culpado -- a pessoa física de nome William S. Milligan (Billy), reconhecido por uma das vítimas.

Como já havia outros apontamentos em sua ficha policial e ele estava em liberdade condicional, Billy está até hoje, enquanto escrevemos isto, cumprindo tempo em uma penitenciária americana.

Billy Milligan teve uma infância atípica, à mercê, segundo testemunhos colhidos pelo autor, de um padrasto que o teria submetido a torturas e práticas homossexuais. Convidado pelo escritor para se justificar, explicar-se ou desmentir as alegações, o padrastro recusou-se obstinadamente.

Outras informações no livro de Hermínio Miranda, sobre Billy:
“Em Billy Milligan, há uma entidade surda.”

Esse episódio faz lembra os casos Hawksworth, Eve e até Billy Milligan, nos quais a personalidade nuclear ou "dona do corpo" permanece como que exilada nos porões do inconsciente por longo tempo ou emerge ocasionalmente por breve espaço.”


Vamos encontrar esse tipo de personalidade inteligente, bem informada e sensata, em outros casos, como os de Sybil e Billy Milligan.”


É o que se observa no caso Sybil, bem como em Hawksworth ou Billy Milligan, nos quais há um síndico investido de autoridade para impor disciplina às entidades, todas elas interessadas na manifestação, ou seja, no controle do corpo físico do hospedeiro. Mesmo tais "xerifes" espirituais, contudo, nem sempre conseguem manter um mínimo de

disciplina na pequena comunidade, que fica sujeita a invasões indesejáveis.”


Situações semelhantes, senão idênticas, ocorrem com Eve, com Hawksworth e com Billy Milligan, nos quais as personalidades nucleares - presumivelmente as donas do corpo -- permanecem como que aprisionadas e mantidas sob hipnose por largo período de tempo, enquanto as demais entidades manipulam à vontade o corpo físico de que se apoderaram. (…) Billy Milligan, embora autorizado a emergir eventualmente, era forçado à marginalização, por imposição dos síndicos, a fim de que não se suicidasse, inutilizando o corpo físico em que todos estavam interessados.

Qualquer um dos casos documenta com relativa clareza esse aspecto, mas nenhum deles tão bem quanto o de Billy Milligan, no contexto do qual se reúne, por associações sucessivas, amplo grupo de entidades com os mais diversos perfis psicológicos, culturais e biográficos. Vemos, nesse cenário, o sofisticado e brilhante Arthur, estrutural e dinamicamente britânico, capitalista convicto, líder pela força da inteligência e do carisma pessoal. No extremo oposto, o não menos inteligente Ragen, iugoslavo, comunista irredutível, cuja língua é o servocroata.

Dotado de extraordinária força física, não hesita em recorrer à violência se, no seu entender, a situação assim o exigir.

Difícil convencer alguém de que essas entidades, de perfis psicológicos tão bem marcados, tenham emergido da personalidade nuclear de Billy Milligan com conhecimentos de que ele não dispõe e com uma história pregressa que não está nos seus antecedentes. Mas é aceitável admitir-se que sejam entidades preexistentes, autônomas, que se juntaram ao condomínio por motivações várias que nunca são investigadas adequadamente.

O mecanismo dessas associações poderá começar a abrir-se ao entendimento e à eventual decifração a partir do momento em que os profissionais da saúde mental admitirem, nem que seja como simples hipótese de trabalho, que as chamadas personalidades secundárias, obstinadamente consideradas até aqui, como fragmentos da personalidade nuclear, sejam acatadas como gente mesmo, como, aliás, elas próprias insistem em identificar-se.”


No relacionamento sexual com Marlene, são as características físicas da personalidade civil Billy Milligan que atraem a jovem, é Tommy que se entende com ela, ainda que sujeitos, os diálogos, as interferências e bruscas alterações, mas é, finalmente, Adalana que assume no momento do ato sexual.


Toda essa atividade constitui complexo mecanismo de movimentação, tomadas e retomadas do corpo físico, segundo os interesses em jogo no momento, mas não apenas isso, porque também depende da capacidade desta ou daquela entidade de assumir no momento em que deseja fazê-lo ou escapar quando não mais deseja enfrentar a situação criada, geralmente desagradável ou penosa.

Para que haja um mínimo de complicação e interferência exógena, o clima entre os diversos componentes da "família" tem de ser discreto, senão secreto, reservado, vigilante, empenhados todos em não revelar mais do que o estritamente necessário e inevitável.

Há, por outro lado, entidades que pouco sabem do que se passa, tanto no condomínio propriamente dito, como consigo próprias. Ignoram porque estão ali, de onde vêm e que perspectivas têm diante de si mesmas. (...) Em conversa com Arthur, Ragen não se mostra

seguro de que não haja dessas interferências exógenas de gente que nem sequer faz parte da "família", nisso incluídos os "indesejáveis". Ou seja, pode haver mais de 23 ou 24 pessoas, revezando-se o spot, do qual eles não conseguem manter controle absoluto.


No Wikipedia temos:
William Stanley Milligan, também conhecido como The Campus Rapist, era um americano que foi objeto de um processo judicial altamente divulgado em Ohio no final dos anos 1970. Depois de ter cometido vários crimes, incluindo assalto à mão armada, ele foi preso por três estupros no campus da Ohio State University. Wikipedia (inglês)

Nascimento: 14 de fevereiro de 1955, Miami Beach, Flórida, EUA

Falecimento: 12 de dezembro de 2014, Columbus, Ohio, EUA

https://www.megacurioso.com.br/misterios/115437-fragmentado-as-24-personalidades-de-billy-milligan.htm

Billy foi absolvido e se tornou a primeira pessoa da história do sistema judiciário dos Estados Unidos a ser inocentada por um crime alegando transtorno de personalidade. No entanto, durante 10 anos, ele foi submetido a um tratamento psiquiátrico diário e intensivo para que, a cada 90 dias, uma série de audiências pudesse discutir o estado de sua sanidade e a manutenção do veredicto.

Em 1988, Billy foi finalmente liberado de seu tratamento após ter completado o que os médicos chamavam de fusão de personalidade e assumido o controle de sua mente novamente. Ele viveu na Califórnia como proprietário de uma pequena empresa até morrer de câncer em 12 de dezembro de 2014.


==> como analisa Hermínio Miranda em seu livro, poucos profissionais de saúde trataram as personalidades como “gente” mesmo, justamento porque a ciência ainda não considera a realidade espiritual, ou seja, que há Espíritos e que eles interagem conosco.


  1. Hoje, nosso tema, é o segundo princípio básico da DE: Existência do Espírito. Esse princípio está diretamente associado com os conceitos de pré existência do Espírito e sua sobrevivência após a morte do corpo e sua individualidade.

Segundo a DE, o que são os Espíritos?

LE, perg. 76.Que definição se pode dar dos Espíritos?
“Pode dizer-se que os Espíritos
são os seres inteligentes da criação. Povoam o universo, fora o mundo material.”
NOTA: A palavra Espírito é empregada aqui para designar as individualidades dos seres extracorpóreos e não mais o elemento inteligente universal.

Desde que há homens na Terra, há Espíritos no plano espiritual, interagindo com homens.

A diferença é que essa interação ficava no âmbito do sobrenatural até que a DE viesse explicar através da observação dos fatos, dos estudos e das revelações dos próprios Espíritos, demonstrar que a existência dos Espíritos é real e natural.

As pesquisas que demonstraram a existência dos Espíritos aconteceram em diversas épocas, sendo amplamente divulgadas.

Quem pode dar um exemplo de uma pesquisa científica?

William Crookes, autor do livro " Fatos Espíritas ", foi um físico inglês que experimentou diversos fenômenos de efeitos físicos e especialmente o fenômeno de materialização do Espirito Katie King.


Relatar as materializações de Katie King em Londres (Fonte: - Katie King – Wallace Leal V. Rodrigues):


Médium: Miss Florence Cook – tinha 15 anos na época das experiências. Nascto em 1856 e morte em 1904

Cientista: Sir. William Crookes – Nascto 17/06/1832 – Morte 04/04/1919. Vejam que ele é da época de Kardec. Kardec na França, William Crookes na Inglaterra.

Espírito: Katie King - 1a. Materialização total em 22/04/1872 (nessa data, Kardec já tinha morrido e toda a Codificação já estava publicada); última materialização em 21/05/1874.

Katie foi fotografada 40 vezes por Sir William Crookes.

Quem era Sir William Crookes?

  • Químico e físico, presidente da Sociedade de Química de Londres

  • 1861 – descobriu o tálium e em 1872 – inventou o radiômetro. Teve diversos trabalhos científicos publicados;

  • 1913 - prêmio Nobel de Química.

Como diz o texto, o cientista foi estudar o fenômeno da jovem Florence, para desmascarar, e acabou atestando a veracidade do fenômeno.

Veja que frase maravilhosa dele: - Não digo que isto pode ser possível, afirmo que é real.

Procurem aí no celular, na web, algumas fotos das materializações de Katie King. Tem diversas.

E aqui no Brasil? Tivemos casos de materializações, vistas e confirmadas por diversas pessoas?

Sim!!! Um caso não tão conhecido, ocorreu em Belém do PR, com materializações de 1918 e 1921, através da médium Ana Prado.

Foi amplamente noticiado nos jornais da cidade, na época, pioneira da prática de efeitos físicos no país. Prodigiosas comprovações da imortalidade da alma que um pequeno grupo assistiu ao longo de três anos.

Outro caso, mais conhecido foi do médium Peixotinho, que nasceu em Pacatuba/Ceará, em 01/02/1905, 30 anos depois das materializações de Katie King.

Ele foi um grande médium de efeitos físicos. As materializações eram do Espírito Scheilla, que realizava curas. As primeiras reuniões de materializações ocorreram no Rio de Janeiro, entre 1954, e 1948, que foram registradas no livro Materializações Luminosas, do Dr. Rafael Américo Ranieri, que presenciou essas reuniões.

Ele conheceu o Chico Xavier e foram feitas diversas reuniões de materializações.

No canal da TV Nova Luz, no Youtube, tem um vídeo de menos de 20 minutos, com entrevistas de pessoas que assistiram as reuniões de materializações com Peixotinho.

==> Vemos que os fenômenos de materializações reduziram muito. Chico Xavier chegou a participar de algumas experiências, tendo até se materializado o Espírito de Emmanuel. Mas Emmanuel falou ao Chico que as materializações só chamam a atenção; já o livro, educa! Essa era a missão do Chico: educar através dos livros!

E na psicologia? No tratamento de transtornos profundos?

Quem traz algum exemplo que comprove a existência dos Espíritos?

A TVP, praticada por diversos profissionais da Psicologia Transpessoal, apresenta diversos casos de tratamento de fobias e transtornos diversos, que são resquícios de dores e traumas de reencarnações anteriores, que por não terem sido resolvidos, trazem os transtornos para a presente encarnação.

Alberto Almeida, em um de seus seminários durante a pandemia, relata um caso de uma educadora de uma pré-escola, que era muito rígida, chegando a ser quase agressiva, na defesa das crianças que traziam dificuldades comportamentais, gerando reclamações dos pais das outras crianças. Outra característica peculiar dessa educadora, era que em momentos de crises, ficava de pé sobre uma mesa, ao lado da janela de seu apartamento em andar alto, e abria os braços em crucifixo.

Buscando entender essa defesa desproporcional que fazia, e que já trazia problemas profissionais para ela, foi ao consultório do dr.Alberto Almeida, e numa regressão na busca da origem desse sentimento, atingiu uma encarnação, na época do nascimento de Jesus, onde foi um dos soldados que a mando do rei Herodes, buscou e matou meninos de menos de 2 anos. Um, em especial, ele hesitou, ao ver a mãe em prantos, que silenciosamente rogava que não matasse seu filho, mas ele o fez, e nunca mais teve paz de espírito. Ficou tão transtornado que teve que se afastar da ativa, terminando seus dias sem conseguir retomar suas atividades normais. No plano espiritual, vagou sem rumo, sem paz, até que um dia, viu Jesus na cruz, e cruzou os olhos com Ele. Nunca mais esqueceu aquele olhar.
Nessa mesma consulta, através dela, um Espírito veio falar de seu ódio do ‘soldado’ que matara seu filho pequeno, em seus braços. Seu objetivo, de vingança, era levar o ‘soldado’ ao suicídio, caindo da janela de seu apartamento.
2 mil anos haviam se passado e aquela dor, não havia sido curada em nenhum desses dois Espíritos.

Com a orientação dada pelo médico durante a consulta, os dois foram atendidos, e com isso, a educadora pôde retomar sua vida, sem as atitudes impulsivas de defesa das crianças com dificuldades.

==> vemos nesse, como em diversos outros casos, a realidade da existência do Espíritos e da reencarnação!

  1. Exercícios de respiração profunda e prece de encerramento.

  2. Avaliação

Encontro com 10 jovens, sendo um na sala virtual (Bruna Teixeira, João, Laura e Lucas, Lucas, Maduda, Manu, Maria Fernanda, Ana Clara, Gustavo). Não conheciam o caso de Billy e todos foram pesquisar na web, via celular. Foram trazendo informações do caso, e fazendo diversas perguntas sobre esse transtorno. Nessa conversa, já foram tratados alguns tópicos, realçando a falta que fez para a ciência aceitar a realidade da existência do Espírito.
As pesquisas sobre William Crookes, que também não lembravam das pesquisas dele, foram feitas por eles nos celulares, vendo as fotos de Katie King materializadas. Também pesquisaram fotos de Peixotinho.

Perguntaram sobre a natureza do ectoplasma! Respondi que faltam essas pesquisas!

Mostrei o livro de Katie King e também o de Hermínio.

  1. Anexos


Subsídios teóricos:


ANA PRADO - A GRANDE MÉDIUM DE EFEITOS FÍSICOS

(texto obtido de páginas da internet. A médium e o caso relatado, da materialização do Espírito de Rachel, foram relatados pelo médico e conferencista Alberto Almeida, na XIII Conferência Espírita do Paraná, em 19/03/11).

Relatos em ‘O Trabalho dos Mortos (Livro de João)’, de Nogueira de Faria, pela FEB, em 1921.


A grande médium de efeitos físicos, Ana Prado desencarnou em 24 de abril de 1923 na cidade de Belém no estado do Pará.

A médium Ana Prado foi casada com Eurípedes Prado, um guarda-livros da firma Albuquerque & Cia., de Belém do Pará.

A senhora Ana Prado foi uma extraordinária médium que possibilitou a realização de não menos extraordinários fenômenos de materialização em Belém do Pará. As sessões aconteciam na residência da família, sendo a filha do casal, Antonina Prado, médium psicográfica.

Pioneira da prática de efeitos físicos no país, Ana Prado foi uma das maiores colaboradoras do escritor espírita Raymundo Nogueira de Faria, para a preparação de sua obra "O Trabalho dos Mortos", publicada em 1921. A obra detalha os fenômenos de efeitos físicos de materialização dos espíritos nos quais Ana Prado era o agente mediúnico, sendo ilustrada por fotografias de autoria do maestro Ettore Bosio.

Durante os anos de 1918 e 1921, uma gama de surpreendentes fenômenos sacudiram o Brasil, e, especialmente, a cidade de Belém do Pará.

As primeiras manifestações tiveram lugar em 12 de junho de 1918. Num fenômeno de transporte, os Espíritos fizeram aparecer, sob pequena mesa situada na sala devidamente fechada, uma bela flor, que, de forma poética, simbolizava a avalanche de prodigiosas comprovações da imortalidade da alma que aquele pequeno grupo assistiria ao longo de três anos.

Muitas vezes, os Espíritos repetiram o transporte, de flores, que chegaram ao número de vinte numa só sessão. Porém, também as moldagens em parafina ali aconteceram, quando, em dada ocasião, um molde perfeito de mão humana com dedos curvados fora produzido, ostentando, ainda, um lido ramalhete de rosas.

Um dos feitos mediúnicos mais expressivos de Ana registrou-se em 28 de abril de 1921, quando o espírito de Rachel Figner se materializou na presença de seu pai, Frederico Figner, diretor da conceituada Casa Edison, no Rio de Janeiro. Além das fotografias das materializações, foram produzidas moldes em parafina de flores, mãos e pés materializados. O fenômeno teve ampla cobertura da imprensa regional à época, muito contribuindo para a divulgação do Espiritismo.

Ela apareceu, por primeira vez, no dia 2 de maio de 1921. Acompanhemos o registro do meu conterrâneo Carlos Bernardo Loureiro de tão importante episódio:

... Surgiu, junto à cortina, uma jovem, com todas as aparências e gestos de Raquel a tal ponto que D. Ester, sua mãe, exclamou: ‘É Raquel!’. Os gestos eram absolutamente os da filha dos Figner, e mesmo o corpo, a forma “o vestidinho acima do tornozelo, de mangas curtas e um pouco decotado”. Apresentou-se, assim, diante dos assistentes na reunião de Ana Prado, e, muito especialmente, face a face com os seus pais.”

Foram, aqueles, momentos de grande contentamento para pai e mãe, e para esta em especial. Em uma das manifestações, Raquel pede à mãe que deixe de usar o luto, pois, como ela afirmara, era “muito feliz” em sua nova condição.

Os fenômenos que ocorreram em Belém, Pará, através da fantástica faculdade mediúnica de Ana Prado, ombreiam-se aos mais notáveis já obtidos em várias partes do mundo. Ana Prado, sem nenhum favor, integra a galeria dos grandes médiuns que contribuíram, com sofrimento e profundos desgostos, para o engrandecimento e consolidação da causa do Espírito, Senhor do Tempo e dos Elos Perdidos...”



Peixotinho – O grande médium de efeitos físicos


Francisco Peixoto Lins (Peixotinho) - Nasceu na cidade de Pacatuba, Estado do Ceará, no dia 1º de fevereiro de 1905, desencarnando na cidade de Campos dos Goytacazes, Estado do Rio de Janeiro, 16 de junho de 1966.

Aos 14 anos nele se manifestaram os primeiros indícios de sua extraordinária mediunidade, sob a forma de terrível obsessão. Envolvido por espíritos menos esclarecidos, era tomado de estranha força física, tornando-se capaz de lutar e vencer vários homens, apesar de ter menos de 18 anos e ser fisicamente franzino. Esse estado anômalo acontecia a toda hora e Peixotinho, temendo conseqüências mais graves, deliberou não mais sair de casa. Ali ficou acometido de nova influenciação dos espíritos trevosos, ficando desprendido do corpo cerca de 20 horas, num estado cataléptico, quase chegando a ser sepultado vivo, pois seus familiares o tinham dado como desencarnado.


Depois desse episódio, sofreu uma paralisia que o prostrou num leito de dor durante seis meses. Nessa fase, um dos seus vizinhos, membro de uma sociedade espírita de Fortaleza, movido de íntima compaixão pelos seus sofrimentos, solicitou permissão à sua família, para prestar-lhe socorro espiritual, com passes e preces.


Logo que conseguiu andar, passou a freqüentar o Centro Espírita onde militava o grande tribuno Vianna de Carvalho, que na época estava prestando serviço ao Exército Nacional em Fortaleza. A terrível obsessão foi a sua Estrada de Damasco. O conhecimento da lei da reencarnação veio equacionar os velhos problemas que atormentavam a sua mente, dirimindo todas as dúvidas que o Seminário não conseguira desfazer. Passou assim a compreender a incomensurável bondade de Deus, dando a mesma oportunidade a todos os seus filhos na caminhada rumo à redenção espiritual.


Orientado pelo major Vianna de Carvalho, Peixotinho iniciou o seu desenvolvimento mediúnico. Tornou-se um dos mais famosos médiuns de materializações e efeitos físicos. Por seu intermédio produziram-se as famosas materializações luminosas e uma série dos mais peculiares fenômenos, tudo dentro da maior seriedade e nos moldes preceituados pela Doutrina Espírita.


Foi cuidadosamente pesquisado por um delegado de polícia, o dr. A. Ranieri, que escreveu um livro a seu respeito, Materializações Luminosas, sendo também reconhecido internacionalmente por suas faculdades.

Na primeira sessão que estava presente, o médium Peixotinho possibilitou, por intermédio de suas faculdades, a materialização da falecida filha de Ranieri, Helena, que presenteou o pai com uma flor ainda molhada de orvalho.

Em sessões posteriores, Ranieri testemunhou materializações de diversos espíritos, sendo alguns precedidos por raios coloridos. Durante todo o tempo, o médium dormia tranquilamente numa cama colocada na sala.


No ano de 1948, encontrando-se pela primeira vez com o médium Francisco Cândido Xavier, na cidade de Pedro Leopoldo, teve a oportunidade de propiciar aos confrades daquela cidade, belíssimas sessões de materializações e assistência aos enfermos.

Desencarnou as seis horas da manhã do dia 16 de junho de 1966, em Campos, cercado pela família, deixando viúva e nove filhos.



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