sábado, 10 de novembro de 2012

Parábola do Filho Pródigo

Casa Espírita Missionários da Luz – I Ciclo – 09/11/2012
Tema: Parábola do Filho Pródigo
Objetivos:
Levar o evangelizando a identificar a felicidade que aguarda todos os Espíritos criados por Deus. Mesmo que trilhem caminhos mais difíceis, do erro, ao se decidirem ao retorno ao Bem, Deus nos abre as portas!
Bibliografia:
NT, Lucas, 15,11:32
Material: Apresentação com Gravuras da parábola; notebook; gravuras da história para desenhar, cartões numerados de 1 à 12.
Desenvolvimento:
1.Hora da novidade
2.Prece inicial
3.Desenvolvimento
Relembrar a aula passada (as bem-aventuranças) e dizer que hoje vamos ver uma parábola contada por Jesus.
Perguntar: quem sabe o que é uma parábola? É uma história, que nos traz um ensinamento, e que usa fatos da vida das pessoas que estão escutando a história. Por exemplo: se quem vai ouvir são donas de casa, a história vai usar fatos de uma família em casa; se é para um grupo de surfistas, a mesma história será adaptada para coisas relacionadas aos mares, ondas e praias. Pedir exemplos: se Jesus fosse dar um ensinamento para um grupo de alunos de uma escola, que fatos e coisas ele colocaria na história? Professores, alunos, aulas, deveres.
Vamos então ver uma parábola que Jesus contou...Contar a história da parábola, com a ajuda dos slides.
(Pródigo = o que gasta sem preocupação, com coisas fúteis; o que esbanja).
Dialogar com as crianças através de perguntas numeradas que devem ser respondidas por quem a tirou o número da pergunta num sorteio:
(1)por quê o filho mais moço quis sair da Casa do Pai? ==> por ignorância, com relação aos valores que possuía. Quis experimentar prazeres transitórios da vida.
(2)Como ele gastou toda a sua fortuna? ==> em festas e frivolidades
(3)O que aconteceu quando se viu pobre? ==> foi procurar trabalho. Aqui, vemos que ele não era mau; apenas sem convicções com relação aos valores que tinha na Casa do Pai. Tanto que foi buscar trabalho para sobreviver.
(4)O que o fez decidir voltar para Casa? ==> Perceber que até os porcos tinham comida e ele passava fome. Lembrou que os empregados na casa do Pai viviam muito melhor que ele ali.
(5)Come ele pensou que ficaria quando voltasse para a Casa do Pai? ==> Como empregado também, pois tinha gastado toda a fortuna. Ele não tinha intenção de ser recebido como o filho do dono da fazenda. Isso mostra que ele era humilde; reconhecia seu erro e estava arrependido.
(6)Por quê o Pai o recebeu com uma festa? ==> por quê ficou feliz de ter o filho de volta, arrependido.
(7)Por quê o outro filho, o que ficou com o pai, também não ficou feliz com o retorno do irmão? ==> Por quê, embora tivesse ficado com o Pai, não tinha aprendido a amar. Era mais acomodado e egoísta do que bom.
(8)O que representa o pai desse história, em nossa vida? ==> DEUS
(9)Quem o filho mais novo representa? ==> todos nós que nos afastamos, muitas vezes, das leis (Casa) de Deus;
(10) Os trabalhos duros e a fome que o filho mais novo passou, representam o quê em nossas vidas? ==> a dor e as dificuldades, que nos fazem perceber que a felicidade só existe na Casa do Pai, ou seja, seguindo a lei do AMOR. Mas é preciso nos arrependermos dos erros cometidos. Só assim, a dor nos é um remédio! (lembrar a bem-aventurança: bem aventurados os que choram pq serão consolados).
(11) E o filho mais velho? Representa quem? ==> todos os que apenas apresentam a aparência de bondade, mas não agem no bem! Não fazer o bem, já é um mal!
(12) Então o filho mais velho não vai ser feliz? ==> Será feliz quando compreender e praticar a lei de AMOR.
Fazer encenação da peça: pedir 4 voluntários: Pai, os 2 filhos, servo
4.Concluir com o ensinamento dessa parábola: salvação de todas as pessoas. Ninguém ficará de “fora” pois todos somos filhos de um mesmo Pai de AMOR. Vamos mais cedo ou mais tarde, dependendo de nossas ações, retornar à Casa do Pai.
5.Prece Final
Obs.: Aula adaptada através de sites de evangelização espírita.
Avaliação: Aula para 8 crianças, com boa participação e interesse. Não houve tempo para a encenação.
Subsídios ao evangelizador: “Disse-lhes mais: Um homem teve dois filhos, e disse o mais moço deles a seu pai: Pai, dá-me a parte da fazenda que me toca. E ele repartiu entre ambos a fazenda. Passados não muitos dias, entrouxando tudo o que era seu, partiu o filho mais moço para uma terra muito distante, país estranho, e lá dissipou toda a sua fazenda, vivendo dissolutamente.
Depois de ter consumido tudo, sucedeu haver naquele país uma grande fome, e ele começou a sentir necessidades. Retirou-se, pois, dali e acomodou-se com um dos cidadãosda tal terra. Este, porém, o mandou para os seus campos, a guardar os porcos. Aí, desejava ele encher a sua barriga de landes, das que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. Até que, tendo entrado em si, disse:
Quantos jornaleiros há, em casa de meu pai, que têm pão em abundância, e eu aqui pereço à fome! Levantar-me-ei, irei procurar meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; faze de mim como de um dos teus jornaleiros.
Levantou-se, pois, e foi ao encontro de seu pai. E quando ele ainda vinha longe, viu-o seu pai, que ficou movido de compaixão, e, correndo, lançou-lhe os braços ao pescoço, para o abraçar, e o beijou.
E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho.
Então disse o pai aos seus servos: Trazei depressa o seu melhor vestido, e vesti-lho, e metei-lhe um anel no dedo, e os sapatos nos pés; trazei também um vitelo bem gordo, e matai-o, para comermos e nos regalarmos, porque este meu filho era morto, e reviveu, tinha-se perdido, e achou-se. E começaram a banquetear-se.
Seu filho mais velho estava no campo, e, quando veio e foi chegando a casa, ouviu a música e as danças. Chamou um dos servos e perguntou-lhe que era aquilo. Este lhe disse:
É chegado teu irmão, e teu pai mandou matar um novilho cevado, porque veio com saúde. Ele então se indignou e não queria entrar; mas, saindo, o pai começou a rogar-lhe que entrasse, ao que lhe deu esta resposta: Há tantos anos que te sirvo, sem nunca transgredir mandamento algum teu e nunca me deste um cabrito para eu me regalar com meus amigos; mas, tanto que veio este teu filho, que gastou tudo quanto tinha com prostitutas, logo lhe mandaste matar um novilho gordo.
Então lhe disse o pai: Filho, tu sempre estás comigo, e tudo que é meu é teu; era, porém, necessário que houvesse banquete e festim, pois que este teu irmão era morto, e reviveu, tinha-se perdido, e achou-se.” (Lc, 15:11-32)
Nessa parábola a ideia central é a salvação de todas as almas.
Após receber todos os haveres que lhe couberam em partilha, o moço afasta-se de seu pai para uma terra distante, esquece-o, e, entregue a uma vida de desregramentos, afunda-se na miséria.
É o que acontece também a nós outros, em relação a Deus: apartamo-nos d’Ele, não pela distância, porque Deus está em toda a parte, mas pelo coração, e, olvidando-Lhe as leis, entregamos nossa alma a toda a sorte de desatinos, perdendo a retidão do juízo, a candura do sentimento, a sensibilidade da consciência e o discernimento justo do bem e do mal.
Vendo-se arruinado, o pródigo coloca-se, então, sob a dependência de um dos moradores da tal terra e é mandado a guardar o gado imundo. Ali, quer saciar-se com aquilo que é dado como alimento aos animais de seu amo, mas o que lhe dão deixa-o a desfalecer de fome.
O que a parábola aqui nos ensina é que as vaidades mundanas, as sensualidades grosseiras e suínas, com as quais muitos se comprazem, tal qual as cascas sem substâncias (repasto dos porcos), que só enchem e pesam, mas não alimentam, ao cabo de algum tempo conduzem fatalmente à fome de espírito e de coração, como a sentiu afinal o nosso estróina.
Nessa situação aflitiva, cai em si, recorda-se do pai e resolve voltar a penates, certo de que ele lhe há-de perdoar.
Isto nos faz compreender a missão providencial da dor. Quando na terra tudo nos corre às mil maravilhas, nem sequer cogitamos se Deus existe ou deixa de existir. Visite-nos a desgraça, porém, e nossa alma, quebrantada, logo se volta para o céu, porque só de lá nos podem vir as consolações e o refrigério de que necessitamos.
Põe-se então a caminho — continua a historieta — e “quando ainda vinha longe, viu-o seu pai”. Não se contém, não espera que o filho se aproxime, que lhe fale e se humilhe. Corre-lhe ao encontro, abraça-o e beija-o enternecidamente.
— “Pai — exclama o pródigo —, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho.”
O pai não lhe dá tempo de acrescentar as palavras que pensava dizer: “Trata-me como um de teus jornaleiros.”
Tal é o arrebatamento de seu amor paterno, que, antes mesmo que o filho lhe fizesse uma só confissão do seu passado de prevaricações, vergonhas e dores, já ele o havia acolhido com sua demência.
E exclama aos seus servos: “Tirai-lhe esses andrajos e vesti-lhe o seu antigo traje”, pois assim me apraz ver restituido o meu filho, em sua primitiva dignidade. “E enfiai-lhe um anel no dedo”, símbolo de autoridade senhorial, pois fica reintegrado em seu lugar de filho e herdeiro dos bens paternos: “calçai-o”, para que seus pés não se firam pelo chão; “matai um vitelo gordo, e comamos, e regozijemo-nos, porque este meu filho que me morrera, aqui o tenho de novo em meu regaço.
É exatamente assim que Deus procede conosco.
A carga de nossos erros impede-nos que nos cheguemos à Sua presença, mas Ele desce até nós, acerca-se de nossas almas penitentes, toma-nos em Seus braços, dá-nos o ósculo de perdão, e, todo ternura, acolhe-nos em Seus domínios. Pai amantíssimo que é, “não quer a morte do filho mau e ingrato, mas sim que ele se converta, que abandone o mau caminho, e viva”.
Lição mais consoladora e suave do que esta não há em todo o Evangelho.
Ninguém se perde, pois não há culpas irreparáveis!
Em nosso relativo livre arbítrio, podemos dilapidar, na satisfação de bastardos apetites, as riquezas que nos foram concedidas pelo doador da Vida.
Virão depois, entretanto, os efeitos dolorosos, e com eles o arrependimento e a resolução de emendar-nos.
É quando Deus, que lê os nossos mais recônditos pensamentos, vem ao encontro de nosso esforço individual, e, harmonizando os ditames de Sua justiça com a superabundância de Sua misericórdia, enseja-nos, através das reencarnações, os meios de reabilitar-nos, de redimir-nos e de retornarmos, infalivelmente, à glória inefável de Sua companhia.
Já o filho mais velho, que se recusa a entrar em casa por lá se festejar o retorno do irmão, a história retrata com muita fidelidade a pobreza de seus sentimentos e a secura de sua alma.
Existem, ainda hoje, desses tais. São certos tipos de religiosos, dogmáticos e intransigentes, que desejam a todo transe o céu exclusivamente para eles e se indignam à simples ideia de serem acolhidos por Deus também os profitentes de outras crenças, os quais têm na conta de hereges imundos e desprezíveis. Não obstante se reputem muito justos e fiéis observadores dos códigos divinos, revelam-se tremendamente egoístas e descaridosos, porqüanto desejariam monopolizar a herança e o convívio do Pai Celestial e folgariam em ver os outros excluídos, para sempre, dessa felicidade.
Ressalta, ainda, desse episódio, uma verdade proclamada pelo Espiritismo e que a muitos tem passado despercebida: a de que não basta que nos abstenhamos do mal, nem é suficiente que cultivemos uma fé inoperante para fazermos jus às alegrias do céu. É necessário, é condição indispensável para isso, que tenhamos desenvolvido em nós o amor.
Haja vista o exemplo do primogênito. Arvora-se em puritano, jacta-se de nunca haver transgredido os mandamentos, mas o seu coração é todo mesquinhez e impiedade, e, devorado por inveja torpe, não percebe que o seu despeito contra o próprio irmão o impede de compartilhar do regozijo que vai pela casa paterna.
Acompanhemos atentamente sua objurgatória e notemos quanto azedume dela ressumbra: “Há tantos anos que te sirvo — diz ele ao pai —, sem nunca transgredir mandamento algum teu e nunca me deste um cabrito para eu me regalar com meus amigos; mas tanto que veio este teu filho, que gastou tudo quanto tinha com prostitutas, logo lhe mandaste matar um novilho gordo.”
E o primogênito, porque não penetrou na casa do Pai, apesar de instado para que o fizesse?
Também por lhe faltar esse sentimento, eis que não quis ver naquele pródigo o “seu” irmão, cuja volta o devia alegrar, mas apenas um dissoluto, a quem se devesse enxotar.
Termina a parábola do filho pródigo com o primogênito “de fora” sabemos, todavia, que a vida é eterna e que as portas do céu jamais se fecham, permanecendo abertas para os pecadores arrependidos de todos os matizes.
Assim sendo, uns mais cedo, outros mais tarde, todos hão-de “cair em si” e, desse despertar de consciência, dessa contrição sincera, resulta sempre o retorno aos braços amoráveis e ternos do Criador.
Aprendamos, pois, a lição áurea que o Divino Mestre nos deixou: Deus é pai de toda a Humanidade, sem acepção de raça, cor ou crença, e, em Sua sabedoria, sabe como e quando deve agir para atrair a Si cada um de nós.
Consequentemente, todos somos irmãos, e, como tal, cumpre nos unamos, nos confraternizemos e nos auxiliemos uns aos outros, alijando de nossos corações o sectarismo, a animosidade e os ciúmes.
Lembremo-nos de que a casa do Pai celestial é suficientemente ampla, e as reservas do Seu amor, inexauríveis, dando, de sobejo, para agasalhar e felicitar a totalidade de Seus filhos!

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